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Avaliação dos benefícios da laserterapia no controle da dor

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Yasmim Guterres

on 18 March 2016

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Transcript of Avaliação dos benefícios da laserterapia no controle da dor

Segundo o INCA, câncer de boca é o câncer que afeta lábios e o interior da cavidade oral.

Mucosite Oral
Radioterapia
Câncer
Objetivo Geral
Avaliar os benefícios da laserterapia ou laser de baixa potência no controle da dor causada pela mucosite oral, em pacientes com câncer de boca, tratados com radioterapia de cabeça e pescoço.
Escala Analógica Visual - EAV
Classificação das Mucosites
Introdução
Objetivos
e
Metodologia
Resultados
e
Discussão
Avaliação dos benefícios da laserterapia no controle da dor causada pela mucosite oral radioinduzida
Laserterapia
Objetivos Específicos
Conclusão
Considerações éticas
Avaliação dos benefícios da laserterapia
no controle da dor causada pela
mucosite oral radioinduzida




O câncer de boca tem etiologia multifatorial sendo vários os fatores de risco. Os principais são o CIGARRO associado ao ÁLCOOL.


O tratamento do paciente com câncer de boca requer avaliação e acompanhamento de uma equipe multiprofissional.


Amb. Estomatol - HU/UFSC
Amb. Estomatol - HU/UFSC
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Consiste na utilização de radiação ionizante, que interage com os tecidos no tratamento de neoplasias malignas.

A ionização do meio provoca efeitos químicos e biológicos que danificam o DNA celular impedindo assim a replicação de células neoplásicas.


O tratamento ionizante é tóxico para o organismo uma vez que atua também em células normais.

Os efeitos colaterais dependem da quantidade total e fracionada da dose de radiação, do tipo de radiossensibilidade do tecido, dos hábitos e vícios (alcoolismo e tabagismo), presença de fatores irritantes locais e outros.

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Entre as complicações localizadas as de maior interesse para os cirurgiões dentistas são:
mucosite oral;
infecções bucais oportunistas;
função glandular alterada;
síndrome de ardência bucal;
xerostomia;
dificuldade mastigatória;
cáries de radiação;
hiperestesia dental;
osteorradionecrose;
doença periodontal;
trismo;
hemorragia;
perda do paladar;
radiodermite;

É a inflamação da mucosa oral induzida pela radioterapia da região de cabeça e pescoço e/ou quimioterapia.

A MO radioinduzida afeta principalmente as superfícies mucosas voltadas diretamente para o foco de radiação.


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Ela aparece usualmente após a segunda semana de tratamento com aproximadamente 20 Grays irradiados e desaparece gradualmente ao longo de duas a três semanas após o término do tratamento radioterápico.

É a causa mais comum de dor na boca destes pacientes, o que compromete a nutrição, a qualidade de vida e, pode levar a interrupção do tratamento.

A Laserterapia ou terapia com laser de baixa intensidade/potência atua no tratamento da mucosite oral, proporcionando alívio da dor, controle de inflamação, manutenção da integridade da mucosa, reparação tecidual e conforto ao paciente.

O tratamento depende da localização do câncer, do grau de comprometimento dos tecidos vizinhos, das condições do paciente e entre outros.

Os principais tratamentos são
cirurgia
,
radioterapia
e, em casos selecionados, a
quimioterapia
.

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O Laser de Baixa potência não tem nenhum potencial destrutivo, não sendo capaz de induzir mutação e carcinogênese.


1) Diagnosticar o grau de mucosite oral dos pacientes da amostra.

2) Utilizar um protocolo de laserterapia para tratamento da mucosite oral, como estratégia de controle da dor.

3) Elaborar uma cartilha sobre os cuidados orais durante a radioterapia, como estratégia de levar informação aos pacientes sobre os cuidados domiciliares necessários durante a radioterapia.
Amostra


Pacientes de ambos os gêneros, de maior idade que assinaram o CLTE, com câncer de boca e em tratamento radioterápico.

Atendidos no Ambulatório de Estomatologia/HU-UFSC, no período de março de 2013 a julho de 2014.


METODOLOGIA DO EXAME


Os procedimentos foram realizados por uma mestranda em diagnóstico bucal com o auxilio da autora deste e sob supervisão da professora orientadora.

Foram utilizados todos os equipamentos de biossegurança.

Os dados constatados durante o exame clínico assim como os dados dos prontuários clínicos dos pacientes foram registrados na ficha clínica desenvolvida para este fim.

EQUIPAMENTO
E PROTOCOLO
DE UTILIZAÇÃO
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A gradação da MO teve como base as escalas do Instituto Nacional de Câncer – Critério Comum de Toxicidade (NIC-CTC: National Institute of the Cancer – Common Toxicity criteria) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Foi utilizado o
pior grau
de classificação dentre as 3 escalas possíveis conforme os sinais (OMS e NCI-CTC clínico) e sintomas (NCI-CTC funcional).

Escala de dor utilizada na pesquisa, adaptada de HUSKISSON 1974.
Os dados obtidos foram transcritos para planilha EXCEL e posteriormente analisados com o software SPSS 20,0 para verificação de substantividade estatística.
A interação laser e tecido se dá da seguinte forma:

(I) – Reflexão: parte da luz é refletida;
(II) – Transmissão: parte é transmitida ao tecido;
(III) – Espalhamento ou difusão: parte da luz é espalhada ou difundida dentro do tecido;
(IV) - Absorção: uma quantidade de luz é absorvida e convertida em diferentes formas de energia.


TABELA 1

Mais da metade da amostra foi caracterizada como não fumantes e não etilistas. Este dado se deve provavelmente ao tamanho da amostra ser reduzido (n=9), uma vez que já esta bem estabelecido na literatura que o hábito de fumar principalmente quando associado ao consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco do desenvolvimento dos cânceres orais.


TABELA 2

As doses totais de radiação utilizadas no tratamento foram de 50Gy à 64Gy. Estes valores estão dentro do intervalo descrito por Huber e Terezhalmy, 2003 e Vissink et al, 2003 como curativo para carcinomas de cabeça e pescoço.

100% da amostra exibiu algum grau de mucosite durante o tratamento radioterápico o que esta de acordo com Golçalves, 2001 que relata que a mucosite oral induzida pela radioterapia aparece a partir dos 20Gy irradiados.

As aplicações de laser são associadas ao retardo do aparecimento, atenuação da severidade e menor tempo de duração das lesões.

TABELA 2

A nutrição via oral de todos os pacientes foi mantida, sem que fosse necessário o uso de sonda nasogástrica para suporte alimentar o que permitiu que os paciente concluíssem o tratamento radioterápico até o final
sem que fossem necessários intervalos para a recuperação do paciente.

Esses dados são importantes um vez que interrupções no tratamento radioterápico acarretam na redução do controle local do tumor, interferindo diretamente na sobrevida dos pacientes.


A utilização de anti fúngico tópico foi imprescindível para para 66,7% dos pacientes. Stokman, 2003 explicou que a microbiota oral de pacientes com câncer de cabeça e pescoço é evidentemente alterada durante o curso radioterápico, sendo a Candida albicans o micro-organismo predominantemente associado a infecções sintomáticas.


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TABELA 4

A partir da tabela 4 podemos visualizar que a laserterapia apresenta efeitos analgésicos (proporciona alívio da dor), anti-inflamatórios, atua na manutenção da integridade da mucosa, no raparo tecidual e proporciona conforto ao paciente. Isso está de acordo com o que Bensadoun, 2006 e Khouri et al, 2009 descreveram.


Acredita-se que a excelente cicatrização das feridas e o potencial para reduzir a dor se devem ao aumento da divisão celular e a modificação da condução do nervo via liberação de endorfinas e encefalinas, respectivamente.


TABELA 5

Essa diferença na classificação da dor entre os pacientes maiores e menores/iguais a 61 anos pode estar ligada as faixas etárias da amostra. Os pacientes menores de 61 anos podem perceber a mesma dor de maneira mais exacerbada que os demais, uma vez que não estão acostumados a lidar tão bem com dores crônicas que surgem ao decorrer do envelhecimento.

Já os pacientes maiores/iguais a 61 anos, tem uma vivencia maior e por consequência, pareceram ter melhor aceitação diante destes desconfortos.

No estudo de Suliman et al, 2012, os valores entre jovens e adultos/idosos não foram muito diferentes, tendo sido pouco maiores no grupo dos adultos/idosos.



CARTILHA “COMO CUIDAR DA SUA BOCA DURANTE A RADIOTERAPIA”

A cartilha contém informações básicas e de fácil compreensão sobre os principais tópicos e dúvidas que os pacientes apresentam durante a radioterapia.

Monteiro, Vargas, 2006, destacaram a necessidade de manter os pacientes informados nos atendimentos clínicos, motivando a produção de materiais impressos como cartilhas, cartazes, folders, panfletos ou livretos. Estes materiais impressos usados na educação em saúde fazem parte da mediação entre profissionais e população.



Todos os pacientes da amostra apresentaram algum grau de mucosite oral durante o tratamento radioterápico.

A maioria dos pacientes (66,6%) referia dor moderada ou intesa antes da utilização do protocolo de laserterapia. Após a maioria dos pacientes da amostra (55,5%) referiu dor leve (1 a 3) ou ausência de dor (0).

Todos os pacientes da amostra conseguiram manter sua alimentação via oral, sem que fosse necessário o uso de sonda para suporte alimentar, bem como realizar o tratamento radioterápico até o seu final, sem a necessidade de interrupções.

Foi elaborada a cartilha “Como cuidar da sua boa durante a radioterapia”, para orientar os pacientes sobre os cuidados orais durante a radioterapia.
Amb. Estomatol - HU/UFSC
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“Ao sermos bondosos com o outro, podemos aprender a ser menos egoístas: ao compartilharmos o sofrimento alheio, desenvolvemos maior preocupação pelo bem-estar de todas as criaturas. Esse é o ensinamento básico.”
Dalai Lama

Essa pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA

Yasmim Guterres
Liliane J. Grando
Orientadora
Florianópolis, 10 de novembro de 2014
Amb. Estomatol - HU/UFSC
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O laser de baixa potência tem ações
no reparo tecidual;
na velocidade da cura;
na cicatrização;
analgésica;
anti-inflamatória;
estimula a multiplicação dos fibroblastos;
estimula o sistema linfático;
ativa a microcirculação;
aumenta síntese de proteínas e DNA.



Amb. Estomatol - HU/UFSC
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(MARCUCCI; CRIVELLO JUNIOR, 2005; PARISE JÚNIOR, 2000).
(MIN. DA SAÚDE; INCA, 2002).
As deformidades pós-cirúrgicas interferem na função, estética e convívio social do paciente.









(MIN. DA SAÚDE; INCA, 2002).
(RICE, 1997; LANGENDIJK, 2007).
(RICE, 1997; LANGENDIJK, 2007; PETERSON, 1992).
(PARISE JÚNIOR, 2000; NEVILLE et al, 2009).
(MARCUCCI; CRIVELLO JUNIOR, 2005; SALAZAR et al, 2008; NEVILLE et al, 2009).
RADIODERMITE
(NEVILLE et al, 2009; SONIS, 2009).
(GONÇALVES, 2001; NEVILLE et al, 2009)
(EPSTEIN; SCHUBERT, 2004)
(KHOURI et al, 2009).
(GENOVESE, 2007).
(BENSADOUN, 2006; BRUGNERA JUNIOR, 2003, MELLO; MELLO, 2001)
A aplicação do laser de baixa potência foi intra-oral evitando áreas do tumor quando ainda presente, em todos os graus de mucosite.
Luz vermelha (comprimento de onda de 660 nm) - foi feita pontual e em contato, perpendicular a mucosa oral, 1 vez por semana. A potência foi de 100mW, 5 segundos por ponto, em um total de 62 pontos distribuídos por toda a boca.
Laser infravermelho (comprimento de onda de 808 nm) - quando diagnosticado mucosite grau 2 ou acima, potência de 100mW, 20 segundos por ponto, no local das úlceras, sendo um ponto a cada 0,25cm2 (0,5cm X 0,5cm) da úlcera.

(DANHOF, 2000)
(PARISE JÚNIOR, 2000; REGEZI et al, 2008; NEVILLE et al, 2009).
(RUSSO et al, 2008)
(BENSADOUN, 1999 ; GENOVESE, 2007; VELA e CAMACHO-MARTINEZ, 2000; SIMUNOVIC, 2000)
OBRIGADA
PELA
ATENÇÃO!!
(BENSADOUN, 1999 ; GENOVESE, 2007; VELA e CAMACHO-MARTINEZ, 2000; SIMUNOVIC, 2000)
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