Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Ato da comunicação e dicas de uso da norma culta

No description
by

Patrícia Sosa Mello

on 27 August 2016

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Ato da comunicação e dicas de uso da norma culta

ONDE
equivale a “em que lugar”.
Sempre lugar físico.
Exemplos:
Não sei onde estou.
Moro na rua onde fica o Colégio.
Onde coloquei o celular?

AONDE
equivale a “a que lugar”. Sempre utilizado com verbos de movimento.
Exemplos:
Aonde você foi morar?
Eles chegaram aonde ninguém nunca mais chegou nesta empresa.
Na indicação de
tempo passado
, usa-se impessoalmente o verbo
haver
. O recurso prático que ajuda a evitar erros é muito simples: na indicação de tempo, usa-se sempre

quando puder ser substituído por
FAZ

Exemplos:
Ele saiu

instantes.
Ela partiu

uma hora.


séculos que não se vê uma coisa dessas.
De

muito ele desistiu dessa ideia. 

Na indicação de
tempo futuro
, ou de espaços entre épocas, já não se trata do verbo HAVER, mas da simples
preposição A

Exemplos:
Ela chegará daqui
a
instantes.
Daqui
a
dois anos estarei casado.
Estamos
a
três dias do natal.
As inscrições ficarão abertas de janeiro
a
março.
MAU é um adjetivo, sempre modifica um substantivo.

Exemplos:
Evite dar MAU exemplo.
Fez um MAU negócio, em um MAU momento.

Já a palavra MAL pode ocorrer como:
a) Substantivo: Isto é um MAL necessário.
b) Conjunção: MAL cheguei, vi que ela estava triste.
c) Advérbio: Eles cantam muito MAL.
d) Prefixo: As MAL-amadas sempre são MALcriadas.
Devemos sempre usar a palavra “
eu
” (formando a expressão “para eu”) quando após ela vir um
verbo no infinitivo
.

O vendedor entregou o livro
PARA MIM
.
O vendedor entregou o livro
PARA EU
comprar.
PARA EU amar
alguém, é preciso que também seja amado.
Você está sempre insistindo
PARA EU comprar
um celular novo.

Devemos usar a palavra “
mim
” quando depois dela
não
vier um
verbo no infinitivo
:

Você pode fazer um favor
PARA MIM
?

PARA MIM
, a maior felicidade foi encontrar você!
Atos da Comunicação e dicas de uso da norma culta
Profa. Me. Patrícia Sosa Mello
“A finalidade última de todo ato de comunicação não é informar, mas persuadir o outro a aceitar o que está sendo comunicado. Por isso, o ato de comunicação é um complexo jogo de manipulação com vistas a fazer o enunciatário crer naquilo que se transmite. A linguagem é sempre comunicação (e, portanto, persuasão), mas ela o é na medida em que é produção de sentido.” (Fiorin, 1989, p.52)
Para refletir
Linguagem
: capacidade humana de comunicar por meio de uma língua.
Língua
: conjunto de signos e formas de combinar esses signos partilhado pelos membros de uma comunidade.
Signo
: elemento representativo; no caso do signo linguístico, é a união indissolúvel de um significante e um significado. (SE: sons ou letras + SO: conceitos)
Fala
: uso individual da língua, aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de compreensão e expressão.
Alguns conceitos
Para que a comunicação aconteça por meio do código verbal, são necessários
seis elementos básicos
:
Emissor
: Quem deseja comunicar-se enviando determinadas mensagens a alguém.
Receptor
: A quem a mensagem se destina.
Referente
(ou contexto): O assunto que envolve a mensagem.
Canal
: O meio material, suporte físico que transporta a mensagem.
Mensagem
: As informações transmitidas.
Código
: Sistema de elementos linguísticos e de regras para combiná-los, conhecido tanto pelo emissor como pelo receptor. Quando se considera a comunicação verbal, o código é uma língua em sua modalidade oral ou escrita.
Codificação
: transformar a ideia em código
Decodificação
: transformar o código em ideia
Elementos da Comunicação
Partindo desses seis elementos, o linguista russo Roman Jakobson elaborou estudos acerca das
funções da linguagem
 que são úteis tanto para a análise quanto para a produção de textos. A linguagem cumprirá uma função conforme o elemento do processo de comunicação enfatizado na mensagem. Vamos estudar cada uma das funções, a partir do esquema de Jakobson.
Na sequência, a explicação de cada elemento e respectiva função relacionada – resumida, com exemplos.
Emissor ou destinador
: alguém que emite a mensagem. Pode ser uma pessoa, um grupo, uma empresa, uma instituição.
Função emotiva ou expressiva
: mensagem subjetiva, apresentada em primeira pessoa, transmite emoções, anseios e opiniões. Poemas ou narrativas de teor romântico são bons exemplos, como “
Chega de Saudade
”, música de Tom Jobim.
Receptor ou destinatário
: a quem se destina a mensagem. Pode ser uma pessoa, um grupo ou mesmo um animal, como um cão, por exemplo. 
Função apelativa ou conativa
: mensagem com o objetivo de influenciar, persuadir ou convencer, utiliza-se de 2° ou 3° pessoa, vocativos e verbos no imperativo. Como exemplos, propaganda e discursos políticos. Apesar de não trazer o “discurso da compra”, vale assistir esse comercial das Havaianas.
Código
: a maneira pela qual a mensagem se organiza. Formado por um conjunto de sinais, organizados de acordo com determinadas regras, em que cada um dos elementos tem significado em relação com os demais. Pode ser a língua, oral ou escrita, gestos, código Morse, sons etc. O código deve ser de conhecimento de ambos os envolvidos: emissor e destinatário.
Função metalinguística
: relação da linguagem consigo mesma, em que o código é usado como instrumento de tradução do próprio código. Como exemplos: definições de palavras no dicionário e alguns poemas. O interessante “
Para fazer um poema dadaísta
” de Trsitan Tzara é bom exemplo, além de “
Procura pela poesia
” do nosso querido Carlos Drummond de Andrade.
Canal de comunicação
: meio físico ou virtual, que assegura a circulação da mensagem, por exemplo, ondas sonoras, no caso da voz. O canal deve garantir o contato entre emissor e receptor e estar livre de ruídos. 
Função fática
: estabelece relação entre emissor e receptor, contato que verifica se a mensagem está sendo transmitida. Quando falamos, podemos indicar a abertura, manutenção e fechamento do canal e quando escrevemos, introdução, desenvolvimento e conclusão são utilizados. Como exemplo, a música de Paulinho da Viola,
Sinal Fechado
, que além de exemplificar, traz uma reflexão profunda - confira a letra.
Mensagem
: é o objeto da comunicação e constituída pelo conteúdo das informações transmitidas.
Função poética
: pode aparecer em qualquer tipo de texto e se pauta na forma de transmitir a mensagem. A sonoridade, o ritmo, a forma das palavras e a possibilidade de outras combinações linguísticas estão relacionadas a esta função, que tem finalidade estética. Como exemplos, letras de músicas, textos publicitários, propagandas. Como exemplo, “
O Verbo no Infinitivo
”, de Vinícius de Morais, que ganhou versões com imagens.
Contexto
: O contexto pode se constituir na situação, nas circunstâncias de espaço e tempo em que se encontra o destinador da mensagem. Pode também dizer respeito aos aspectos do mundo textual da mensagem.
Função referencial ou denotativa
: texto predominantemente na 3° pessoa visa transmitir informações de forma objetiva, expor os dados sem comentários ou avaliação, de forma impessoal. A área científica, jornalística, didática costuma se utilizar dessa função. Como exemplo, reportagens jornalísticas, de modo geral, textos dissertativos, perguntas do cotidiano.
Dicas de uso da norma culta
Uso de senão e se não
SE NÃO
equivale a “
caso não


Ex.: Se não fosse Veneza, seria Mônaco.
A festa será amanhã à noite, se não houver nenhum imprevisto.

SENÃO
pode ser sinônimo de:

Exceto
“: Não me sobrou nada, senão alguns trocados.

Defeito
“: Ele só tem um senão: não gosta de chocolate.

Do contrário

:
Devemos entregar o trabalho no prazo, senão perdemos o contrato.
AO INVÉS DE / EM VEZ DE

Ao invés de
significa
ao contrário de

Em vez de
significa
no lugar de
Exemplos:
O remédio,
ao invés de melhorar,
piorou a situação do paciente.
Em vez de
ir ao cinema, preferimos estudar Epistemologia.
MENOS
é um advérbio, portanto é invariável em qualquer contexto.
Exemplos:
Vieram menos pessoas do que o previsto.
As torradas integrais têm menos calorias do que as tradicionais.
Obs.: “Menas” não existe!
MEIO
: Quando utilizado como um advérbio, como sinônimo de “um pouco”,
meio
não admite variações. Dessa forma, mesmo que utilizado próximo de substantivos femininos, sua forma não pode mudar.

Exemplos
:
Ela estava
meio
aborrecida.
As funcionárias parecem
meio
cansadas.
A porta estava
meio
aberta.
Os jogadores estavam
meio
machucados.
AO ENCONTRO DE/ DE ENCONTRO A
:
Ao encontro de
: tem significado de “estar de acordo com”, “em direção a”, “favorável a”, “para junto de” - ideia de concordância.
De encontro a
: tem significado de “contra”, “em oposição a”, “para chocar-se com” - ideia de discordância.
Exemplos
: Este feriado vem
ao encontro de
tudo que eu precisava neste momento: descanso!
As decisões que o grupo tomou foram
de encontro à
realidade da empresa.
A FIM DE/ AFIM:
Afim:
adjetivo, é sinônimo de semelhante, parecido, similar, próximo - que tem afinidade.
A fim de
: locução prepositiva que indica intenção ou finalidade, sendo sinônimo de "com o propósito de" ou "com a intenção de".
Exemplos
: O espanhol é uma língua
afim
com o português.
Ele acordou cedo
a fim de
ter mais tempo para estudar.
ESTE/ESSE/AQUELE
:
Indicam situação no
TEMPO
:
ESTE
: Tempo presente (que ainda não terminou):
esta
semana,
este
mês,
este
ano (que está transcorrendo)
ESSE
: Tempo passado próximo, recente: Estive em Paraty em
2014
. N
esse
ano, compareci à FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty).
AQUELE
: Tempo passado remoto: Estive em Paraty em 1950. N
aquele
ano apareceu o primeiro automóvel na cidade.

Indicam situação no
TEXTO
:
ESTE
: Exprime referência posterior (anuncia-se o fato que será referido depois): "O aviso é
este
: na próxima aula tragam todas as anotações". (Reparou? A informação é anunciada posteriormente)
ESSE
: Exprime referência anterior (o fato é referido antes): "Na próxima aula tragam todas as anotações:
esse
é o aviso." (Agora o pronome “esse” retoma o que foi dito anteriormente)
AQUELE
: Exprime referência ao termo que aparece primeiro: "Dimercinda e Estanislada são duas ótimas alunas. Contudo,
aquela
é menos desinibida do que esta." (aquela retoma Dimercinda)

Indicam
LUGAR
:
ESTE
: lugar em que se encontra o emissor:
Esta
é a casa que comprei.
ESSE
: lugar em que se encontra o ouvinte: Essa cidade em que você está é turística?
AQUELE
: lugar que se encontra distante de que fala e de quem ouve: Aqueles barcos em alto-mar estão vindo para a costa?
Evanildo Bechara disse que "Todos temos de ser poliglotas em nossa própria língua", pois são várias as formas de uso da língua portuguesa e muitas as suas variantes.
Uma delas diz respeito às situações de comunicação e apresenta duas possibilidades: formal e informal.
Alguns aspectos devem ser considerados no uso da linguagem formal, e estes aspectos são apresentados como norma culta.
Algumas dicas de uso...
Um dos aspectos que causa dificuldade no uso é o par
"eu/mim"
. Vamos ver quando usar cada um?
Só se usa o pronome
eu
quando funcionar como sujeito de um verbo, mesmo que o verbo esteja no infinitivo.
Mim
é um pronome oblíquo tônico e surge após uma preposição: para mim, de mim, por mim.
Quando EU for em casa pegarei o livro. - sujeito do verbo for é o pronome "eu".
Ela foi fazer aquele trabalho para MIM. - o pronome não funciona como sujeito.
Observe esta frase:

PARA MIM, viajar à noite é perigoso.

Como explicar o uso de PARA MIM seguido de verbo no infinitivo?
A frase está correta. O que houve foi a inversão dos termos da frase, um deslocamento. Veja:

Viajar à noite é perigoso PARA MIM.

Viajar à noite, PARA MIM, é perigoso.
Outro aspecto que sempre gera dúvidas é o uso de
mau/mal
.
Outra turma complicada: mas, más e mais...
O uso do
mas
Trata-se de uma conjunção e introduz uma oração que indica uma adversidade.
Exemplo: Ela disse que compraria o livro,
mas
ela não o fez.
Más
é o feminino de maus; significa perversas, ruins. É, portanto, um adjetivo.
Exemplo: São pessoas
más
, vingativas, perigosas.
Mais
é o antônimo de menos, ou seja, é um advérbio de intensidade.
Exemplo: Quanto mais vejo a indignação do povo brasileiro,
mais
tenho esperança no país.
Há e a...
Usos de “Onde” e “Aonde”
Por que
: junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que, e significa “por qual razão” ou “por qual motivo” ou junção da preposição por + pronome relativo que e significa “pelo(s) qual(is)”. Quando usado no final da oração, ganha o acento:
por quê
.
Porque
: conjunção causal ou explicativa e significa “pois”, “uma vez que”, “para que”.
Porquê
: substantivo, significa “o motivo”, “a razão”. Sempre acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Mais bem ou melhor?
"Para que
a lei
funcione ao máximo como incentivo, além de disseminada, ela precisa ser
melhor
explicada."
"Para que funcione ao máximo como incentivo, além de disseminada,
a lei
deve ser
mais bem
explicada."
Pode-se usar a expressão “mais bem”? Ela deve sempre ser substituída pelo seu termo comparativo de superioridade, o advérbio “melhor”. Há situações em que o emprego de “mais bem” não somente é correto, mas obrigatório.

O atleta nadou
melhor
que os outros e conquistou a medalha de ouro.
Nesse caso, o uso do termo “melhor” é obrigatório porque o que está sendo qualificado é a ação de nadar, ou seja, um verbo. Melhor ou pior são termos empregados geralmente próximos a verbos.

O atleta
mais bem
preparado conquistou a medalha de ouro.
Na ocorrência de expressões adjetivas com verbos no particípio, utiliza-se a expressão “mais bem”, ao invés do advérbio “melhor”. O uso da expressão é correto nessa situação porque o “mais” se refere à expressão “bem preparado”. Ou seja, ela não é sinônimo de “melhor”, que geralmente traz o sentido de “mais bom” (cujo emprego é errado).

Então, quando há verbetes no particípio, o uso da expressão “mais bem” é recomendado. Ainda que haja sensação de erro gramatical, os estudiosos da língua garantem que essa é a maneira mais aconselhada para elaborar uma sentença.
Porque ou porquê ou por que ou por quê?
Receita para fazer um poema Dadaísta
Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
Tristan Tzara
Procura da Poesia
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou dor no escuro
são indiferentes.
Não me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem de equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
O
emissor
deve:
conhecer o código
construir a fala de acordo com as regras convencionadas
estruturar a fala de maneira clara
escolher o canal adequado
considerar o contexto e o referente do receptor
O
Receptor
deve:
conhecer o código
reconhecer as regras da língua
compreender o sentido expresso
ter o canal aberto para receber a mensagem
compartilhar o mesmo referencial
A
mensagem
só é levada a efeito com a presença articulada de todos os outros elementos e é o centro do processo de comunicação.
Ou um trecho como este, de Aristóteles, retirado do livro
Arte Retórica
: "O discurso comporta duas partes, pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata, e em seguida a demonstração. (...) A primeira destas operações é a exposição; a segunda, a prova."
Full transcript