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Primeira Tópica - Sistemas: Ics - Pcs/Cs

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Rafaela Pederiva

on 30 March 2016

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Transcript of Primeira Tópica - Sistemas: Ics - Pcs/Cs

Tópicas Freudianas e Pulsão
tópicas
A teoria dos lugares psíquicos surge em decorrência do contexto científico da época.
no entanto, NÃO é possível localizar os sistemas como lugares anatômicos, físicos ou neurológicos.
o que importa não é o lugar, mas o funcionamento do Aparelho Psíquico.
As Tópicas são teorias do funcionamento do Aparelho Psíquico (AP).

Freud expõe a representação “Tópica”no Cap. VII da Interpretação dos Sonhos. Nesta exposição ele “fixa a ordem de coexistência das diferentes regiões do AP, entre cujas extremidades – sensível e motora – se desenrolam os processos”(KAUFMANN, 1996, p. 522)

Freud faz uma ressalva em relação à Tópica:
“Só a utilizo para tornar claro o agenciamento do mecanismo psíquico, decompondo-o e determinando a função de cada uma de suas partes. [...]podemos dar livre curso a nossas hipóteses, desde que conservemos nosso senso crítico e não tomemos os andaimes pelo próprio edifício” (FREUD, 1900).
A primeira tópica descrita em 1900 estava inspirada na análise dos sonhos e da histeria. Ela será substituída em 1920, “por uma segunda tópica, elaborada em resposta aos problemas da psicose, que abrange o isso, o eu e o supereu. Da primeira tópica, Freud dizia que tinha um valor descritivo, ao passo que na segunda reconhecemos um valor sistemático.”
(KAUFMANN, 1996).

PULSÃO
Num aspecto biopsicológico, a pulsão aparece como um conceito-limite entre o psíquico e o somático, como o representante psíquico das excitações que provêm do interior do corpo e chegam ao psiquismo, como uma medida da exigência de trabalho que é imposta ao psíquico em consequência de sua ligação com o corpo. Exigência de trabalho manifestada pela busca da satisfação libidinal. (KAUFMANN, 1996, p. 439).

“Daremos o nome de inconsciente ao sistema situado mais atrás, ele não poderia ter acesso à consciência, a não ser passando pelo pré-consciente, e durante essa passagem o processo de excitação deverá se submeter a certas modificações”. (FREUD, 1900).

“A construção tópica se efetua então a partir da recusa da localização anatômica”.

“Em suma, o essencial da construção tópica será figurar essa característica do aparelho psíquico: ser dotado de uma direção”.

Na primeira tópica o processo psíquico vai da extremidade sensitiva para a extremidade motora.

(KAUFMANN, 1996, p. 522-523).

“Na ‘primeira tópica’, [...] o inconsciente (Ics) é circunscrito como um sistema radicalmente separado, pela instância da ‘primeira censura’, do sistema pré-consciente (Pcs), ele próprio dissociado do sistema consciente (Cs) pela ‘segunda censura’. [...]” (DOR, 1996, p. 265).

“Instituído pela ação do recalcamento, o Ics é, de fato, constituído por ‘representações da pulsão que querem descarregar seu investimento, portanto por moções de desejo” (DOR, 1996, p. 265).
“O inconsciente não conhece nem o tempo, nem a contradição, nem a exclusão induzida pela negação, nem a alternativa, nem a dúvida, nem a incerteza, nem a diferença dos sexos. Substitui a realidade externa pela realidade psíquica. Obedece a regras próprias que desconhecem as relações lógicas conscientes de não-contradição e de causa e efeito, que nos são habituais” (DOR, 1996, p. 265).
“O Pcs, instituído como uma instância tampão entre o Ics e o Cs, parece partilhar sobretudo as propriedades do sistema Cs. Ele constitui, no sentido descritivo da palavra, um inconsciente ‘segundo’, essencialmente provisório portanto ‘latente, sempre sucetível de se tornar consciente. ” (DOR, 1996, p. 265).
“lugar das representações de palavra sujeitas ao funcionamento do processo secundário, o Pcs intervém segundo uma tríplice função. Proibidor, ele bloqueia o acesso direto à consciência dos materiais recalcados no inconsciente. Regulador, sintetiza a transformação da energia psíquica livre em energia ligada. Por fim, permissivo, autoriza, sob certas reservas prescritas pela censura, o retorno de representações inconsciente à atividade consciente do sujeito” (DOR, 1996, p. 265).
“A pulsão é um conceito fundamental, cuja montagem dinâmica Freud mantém tanto em sua primeira teoria (dualismo pulsões sexuais/pulsões de autoconservação) quanto na segunda (oposição pulsões de vida [Eros]/ pulsões de morte [Tânatos])”. (DOR, 1996, p. 265).
“A pulsão é constituída de 4 elementos: a fonte (estado de tensão de origem somática), a pressão, o fim (satisfação-redução do estado de tensão) e o objeto – o objeto das pulsões sexuais sendo, por sua vez, indeterminado”. (DOR, 1996, p. 265)
“A pulsão é de essência inconsciente. Não pode se tornar consciente senão pela mediação de uma representação psíquica, a qual permanece tributária do processo primário e, consequentemente, essencialmente submetida ao trabalho da condensação e do deslocamento”.
(DOR, 1996, p. 265).

“A significação de um ato involuntário reside no fato de ele ser o substituto de um ato ideal, de uma ação impossível que , em termos absolutos, deveria ter-se produzido, mas não ocorreu”.
(NÁSIO, 1995, p. 31).
A significação de nossos atos é sempre sexual.
Por que sexual?
“O sentido de nossos atos é sexual porque a fonte e o alvo dessas tendências são sexuais. A fonte é um representante pulsional cujo conteúdo representativo corresponde a uma região do corpo que é muito sensível e excitável, chamada zona erógena. Quanto ao alvo, sempre ideal, ele é o prazer perfeito de uma ação perfeita, de uma perfeita união entre os dois sexos, cuja imagem mítica e universal seria encarnada pelo incesto”.
(NÁSIO, 1995, p. 31).

Essas tendências, que aspiram ao ideal impossível de uma satisfação sexual” absoluta, que nascem na representação de uma zona erógena do corpo, esbarram no recalcamento e, finalmente, exteriorizam-se por atos substitutivos do impossível ato incestuoso — essas tendências chamam-se pulsões sexuais.
(NÁSIO, 1995, p. 31).

As pulsões sexuais são múltiplas, povoam o território do inconsciente, e sua existência remonta a um ponto longínquo de nossa história, desde o estado embrionário, só vindo a cessar com a morte. Suas manifestações mais marcantes aparecem durante os primeiros cinco anos de nossa infância.
(NÁSIO, 1995, p. 31).
“Freud decompõe a pulsão sexual em quatro elementos. Deixando de lado a fonte de onde ela brota (zona erógena), a força que a move e o objetivo que a atrai, a pulsão serve-se de um objeto por meio do qual tenta chegar a seu objetivo ideal. Esse objeto pode ser uma coisa ou uma pessoa, ora a própria pessoa, ora uma outra, mas é sempre um objeto fantasiado, e não real. Isso é importante para compreender que os atos substitutivos através dos quais as pulsões sexuais se exprimem (uma palavra inesperada, um gesto involuntário, ou laços afetivos que não escolhemos) são atos moldados em fantasias e organizados em torno de um objeto fantasiado.“
(NÁSIO, 1995, p. 31)
primeira tópica
Segunda
Tópica

Quando na clínica Freud começa a se dar conta de que o Eu não é totalmente consciente, ele é em parte inconsciente, e que há resistência do Eu, então, passa a formula a segunda tópica.
Freud pega emprestado de Georg Groddeck a expressão alemã "Es" para designar aquilo a que o Eu se opõe.

"Es" é um pronome impessoal, que em português é traduzido para Isso.
O Isso se contrapõe ao Eu, na medida em que coloca em primeiro plano a verdadeira oposição que interessa à psicanálise, a saber: a oposição entre o Eu e a pulsão [essa fome insaciável de viver que pode, paradoxalmente, colocar a vida em risco (NAPOLI, 2015)]
Isso é o lugar das pulsões no AP. No Isso se encontrariam tanto as pulsões sexuais quanto as pulsões de morte (responsáveis pela agressividade que dirigimos contra nós mesmos e contra os outros).

O Isso tem seu funcionamento regulado pelo princípio do prazer [uma representação mental se liga a outra não em função de uma relação lógica ou semântica, mas sim devido ao fato de ambas estarem ligadas mutuamente a uma experiência de satisfação ou de busca dela].
O Isso não é racional, não tem noção de tempo, de certo e errado, etc.
No Isso estão os dois tipos de pulsão da 2a Tópica - pulsões de vida e de morte. O Isso é o polo pulsional da personalidade.

O Eu não está separado do Isso de forma nítida. Na parte inferior se mistura com ele.
Freud define que o Eu é a parte do Isso que foi modificada sob a influência direta do mundo exterior por intermédio do sistema percepção-consciência.
O Eu surge quando Freud se volta para o estudo dos mecanismos de defesa, em 1920. Ele é eminentemente o polo defensivo
da personalidade. De autonomia relativa, é o
mediador dos conflitos do Isso com a realidade,
e também para com os imperativos do Supereu.
Em relaçào à 1a Tópica, o Ego é mais vasto que
o Sistema Pcs/Cs, na medida em que suas
operações são em grande parte inconscientes. (LAPLANCHE, 2012.)
O Superego brotou de duas experiências clínicas observadas por Freud.
A primeira foi a culpa, bastante proeminente na neurose obsessiva .

Outra experiência clínica são os delírios persecutórios. O passo decisivo dado por Freud foi o reconhecimento de que essa instância persecutória dos delírios dos paranóicos e esquizofrênicos se faz presente na mente de todo mundo, não só dos psicóticos. Nesses, em virtude da dinâmica própria da psicose, essa instância se individualizou e adquiriu um caráter semelhante a de uma segunda personalidade: é como se o psicótico escutasse uma pessoa falando com ele. No caso das pessoas não-psicóticas, o perseguidor não aparece como uma segunda personalidade mas como a própria consciência do sujeito. Aqui, uso o termo “consciência” no sentido de “Minha consciência pesou”, ou seja, como aquela parte de nossa personalidade que nos acusa por ações “erradas” e/ou que nos faz sentirmo-nos responáveis pelas mesmas. É justamente para dar corpo e acabamento conceitual a essa “consciência” que Freud introduz o termo superego. Só que tem um detalhe: Freud avança, pois se o pai da psicanálise se contentasse apenas em inventar um nome psicanalítico para a “consciência” não haveria nenhuma novidade na sua empreitada, seria apenas uma troca de termos. Freud vai mostrar em primeiro lugar de que forma essa “consciência” se forma e, o principal e mais surpreendente, que essa “consciência” está no inconsciente! (NAPOLI, 2015).

Referências
DOR, J.
Estruturas e clínica psicanalítica
. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.
FREUD, S. A interpretação dos sonhos.
Obras Completas
. Rio de Janeiro: Imago, 2006.
KAUFMANN, P.
Dicionário enciclopédico de psicanálise
: o legado de Freud e Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.
LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J. Vocabulário de Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
NASIO, J-D.
O prazer de ler Freud
. Rio de Janeiro: Zahar, 1995.
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