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A FILOSOFIA EXISTENCIALISTA

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Maria Eugenia Santos

on 11 July 2015

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Transcript of A FILOSOFIA EXISTENCIALISTA

Corpo humano - A nossa existência inserida no mundo
O corpo humano é a afirmação da nossa presença no mundo. No entanto, uma tradição filosófica idealista foi responsável pelo desprezo do corpo em relação ao espírito. O corpo era associado a tudo que era baixo, vergonhoso e grotesco; e ao espírito reservou-se o que havia de mais alto, honroso e sublime.
Assim, grande parte dos desejos corporais foram repudiados como fonte de vícios e pecados. Da fome censuraram a gula, do cansaço derivaram preguiça etc.

Divididas entre corpo-espírito, muitas pessoas passaram a pensar da seguinte forma: Tenho um corpo (esse pedaço de matéria que me sustenta), mas sou meu espirito.


Martin Heidegger
Nascido em Messkirch, na região de Baden, Alemanha, Martin Heidegger (1889-1976) desenvolveu sua formação filosófica na Universidade de Freiburg, onde Edmund Husserl era professor. Publicou, em 1927, uma de suas mais importantes obras, Ser e tempo.

Influenciou muitos outros filósofos, dentre os quais Jean-Paul Sartre.

Schopenhauer
“Em qualquer situação devemos evitar as manifestações de júbilo ou de lamentação, em parte pela mutabilidade das coisas”

-Pessimismo

-Ação do tempo e mutabilidade das coisas

-Nós criamos uma ilusão sobre o que é ou não vantajoso para nós


Kierkegaard
- “O ser humano é uma síntese de infinito e finito, de eterno e transitório, de liberdade e necessidade.”

- Escritor, filósofo e teólogo dinamarquês

-O pai era um rico comerciante de lã, isso deu uma certa estabilidade para o autor, porém sofria muito com incerteza religiosa e sentimento de culpa.

- Procurou destacar as condições especificas da existência humana e incorporá-las as reflexões filosóficas.

-Considerado o pai do existencialismo.

A FILOSOFIA EXISTENCIALISTA
- Sartre nasceu em 1905 em Paris, e tornou-se o filósofo mais conhecido do existencialismo.

- Em 1933 entrou em contato com a filosofia de Husserl e de Heidegger.

-Em 1945 alcançou a popularidade pelos seus livros publicados, abandonou o magistério para dedicar-se somente a escrever. Juntamente com Aron, Merleau-Ponty e Simone de Beauvoir, fundou Les Temps Modernes, uma das revistas de pensamento de esquerda mais influentes no pósguerra.

Concepções básicas do Existencialismo
- O homem representa uma realidade aberta, inacabada, "lançada" no mundo e vive sob riscos e ameaças;

- A liberdade humana não é plena, mas condicionada às circunstâncias históricas da existência. Nesse sentido, o querer não se identifica ao poder. O homem supera ou não os obstáculos que lhe são apresentados;

- A vida humana não é um caminho linear para o êxito. Frequentemente é marcada pelo sofrimento, pela angustia e pelo desespero. E é preciso considerar esses aspectos adversos da vida e encará-los de frente.
Só no século XX - com a contribuição do existencialismo - é que destruíram a barreira que separava corpo e espírito. As pessoas passaram a se enxergar por inteiro e perceber o óbvio esquecido "sou também meu corpo!" Por isso, cada parte de mim refletem, a cada momento, minha relação existencial com a realidade. O corpo é a porta que me abre para o encontro com o mundo. No tocar e sentir, no ouvir e dizer, no olhar e pensar, no saber e fazer. Eu sou significa existência inserida no mundo.
FILÓSOFOS INSPIRADORES PARA O EXISTENCIALISMO
FILÓSOFOS INSPIRADORES DO EXISTENCIALISMO
O que é o Existencialismo?
O existencialismo foi uma tendência filosófica do século XX com uma visão dramática da existência humana (condição específica do homem concreto como ser no mundo). Existir, então, implica a relação do homem com outros seres humanos, com as coisas e com a natureza. Relações múltiplas, concretas e dinâmicas. Enfim, relações possíveis de acontecer ou não.

Homem com o mundo

- Somos dominados pela angustia.

- Angustia: sentimento de perceber a instabilidade de viver no mundo de acontecimentos possíveis, sem garantia da realização das nossas expectativas

- “No possível, tudo é possível”


Homem consigo mesmo

- Inquietação e desespero.

- Homem nunca esta satisfeito com as possibilidades que realizou ou por não ter conseguido o que queria, esgotando os limites do possível e fracassando diante de suas expectativas


Homem com Deus

- Relação para superação da angustia ou desespero.

- Paradoxo: fé para compreender o incompreensível pela razão.


ENTE: É a existência, a manifestação dos modos de ser.

SER: É a essência, aquilo que fundamenta e ilumina a existência ou os modos de ser.

Distinção entre o ente e o ser
Fato da existência:

O ser humano é “lançado” ao mundo, sem saber por quê. Ao despertar para a consciência da vida, já está aí, sem ter pedido para nascer;


Desenvolvimento da existência:

O ser humano estabelece relações com o mundo (ambiente natural e social historicamente situado). Para existir, projeta sua vida e procura agir no campo de suas possibilidades. Move uma busca permanente para realizar aquilo que ainda não é. Em outras palavras, existir é construir um projeto.

Destruição do eu:

Tentando realizar seu projeto, o ser humano sofre a interferência de uma série de fatores adversos que o desviam de seu caminho existencial. Trata-se do confronto do eu com os outros, confronto no qual o indivíduo comum é geralmente derrotado.
O seu eu é destruído, arruinado, dissolve-se na banalidade do cotidiano, nas preocupações da massa humana.
Em vez de tornar-se si mesmo, torna-se o que os outros são; assim, o eu é absorvido no com-o-outro e para-o-outro.

A angustia:
É o sentimento profundo que faz o ser humano despertar da existência inautêntica;
Ela revela: o quanto nos dissolvemos em atitudes impessoais; o quanto somos absorvidos pela banalidade do cotidiano e o quanto anulamos nosso eu para inseri-lo, alienadamente, no mundo do outro.


A angústia e o nada:
O mundo surge diante do homem, aniquilando todas as coisas particulares que o rodeiam e, portanto, apontando para o nada. O homem sente-se, assim, como um ser-para-a-morte.

Ser-para-a-morte
Todo ser é um “ser rumo à morte”, mas apenas os humanos reconhecem isso. Nossas vidas são temporais: somente depois de compreender isso podemos viver uma vida significativa e autêntica.
Do sentido que o ser humano imprime à sua ação, decorre a autenticidade ou a inautencidade da sua vida.
O indivíduo inautêntico é o que se degrada vivendo de acordo com verdades e normas dadas; a despersonalização o faz mergulhar no anonimato, que anula qualquer originalidade.
Ao contrário, a pessoa autêntica é aquela que se projeta no tempo, sempre em direção ao futuro. A existência é o lançar-se contínuo às possibilidades sempre renovadas.


Edmund Husserl
Edmund Husserl nasceu no dia 8 de abril de 1859, na cidade de Prossnitz, situada na Morávia, região que pertencia ao Império Austro-Húngaro. Morreu em 1938, aos 79 anos de idade, proibido de lecionar e perseguido pelos nazistas devido a sua origem judaica.
Estudou matemática e entrou para a filosofia influenciado pelo filósofo Fraz Bretano.


O interesse pela consciência reflexiva ou pelo sujeito do conhecimento deu surgimento a uma corrente filosófica conhecida como fenomenologia, iniciada pelo filósofo alemã Edmund Husserl. Foram preocupações com a falta de rigor das ciências que levaram este filósofo a propor que a filosofia fosse o estudo e o conhecimento do próprio conhecimento científico, examinando os fundamentos, os métodos e os resultados das ciências.

Fenomenologia: consiste basicamente na observação e descrição rigorosa do fenômeno, isto é, daquilo que se manifesta, aparece ou se oferece aos sentidos ou à consciência. Dessa maneira, busca-se analisar como se forma, para nós, o campo de nossa experiência.

Jean Paul Sartre
"Um homem não pode ser mais homem do que os outros, porque a liberdade é igualmente infinita em todos."
O Ser e o Nada

Para Sartre, o ser é o que é. O ser humano existe como uma coisa (em si), mas também como uma consciência (para si), que sabe da existência das coisas, sem ser ela mesma uma em si com tais coisas, mas sua negação (o nada). Portanto, para Sartre, a característica tipicamente humana é o nada: um “espaço aberto”. Esse “nada” faz do homem alguém não estático, não compacto, acessível às possibilidades de mudança.

Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Em 1929 se graduou em filosofia. No mesmo ano, conheceu Jean Paul Sartre, que foi seu companheiro durante toda a vida.
Nos anos 40 ela integra um círculo de filósofos literatos que conferem ao existencialismo uma coloração literária. No final desta década, em 1949, a autora lança sua obra-prima O Segundo Sexo, que logo se torna um clássico do movimento feminista.

“Não se nasce mulher: torna-se.”
Simone publica diversos livros filosóficos e ensaios. Ela se dedica também a registrar suas experiências em extensas obras autobiográficas, que compõem igualmente um retrato da época na qual ela viveu. A autora revela também uma inquietação diante da velhice e da morte, eternizando esta preocupação em seus livros.
FILÓSOFOS INSPIRADORES DO EXISTENCIALISMO
Friedrich Nietzsche
Friedrich Nietzsche nasceu no seio de uma família protestante – o pai e os dois avôs eram pastores -, ele cresceu praticamente direcionado para a mesma vocação.
Ao se tornar adolescente, porém, sua vida mudou radicalmente de rumo. Seus estudos, principalmente os de filologia, o distanciaram da crença em Deus e de qualquer inclinação para as pesquisas teológicas. Ao ingressar na célebre Escola de Pforta, ele entrou em contato com os escritos de Schiller, Hölderlin e Byron, os quais marcaram definitivamente seu pensamento, levando-o na direção contrária ao Cristianismo. Os estudos filológicos - que englobavam não só a história das formas que povoam a literatura, mas também a pesquisa sobre os mecanismos pré-estabelecidos que regem a sociedade e os conhecimentos sobre a mentalidade vigente - foram definitivos para sua decisão de se afastar da teologia.

Em 1882 o filósofo passa a escrever incessantemente, lançando Assim Falou Zaratustra, em temporada passada na cidade de Nice. Esta fase tem fim com um novo problema de saúde, desta vez mental. Não se sabe se provocada por uma sífilis ou por um tumor cerebral, Nietzsche tem um surto de loucura, a partir de 1889, que o acompanha até sua morte.
Vontade de potência:
Baseado nas ideias de Schopenhaeur e dos gregos antigos, ele concluiu que a humanidade é impelida por um desejo de potência que se modifica ao longo dos séculos. Nietzsche diz que o que a humanidade fazia antes por amor a Deus ela o faz agora por amor ao dinheiro. Para ele, o cristianismo foi uma perversão dessa vontade, já que suas ideias de humildade, amor fraterno e compaixão significam o oposto desse desejo. Ao aplicar a vontade de potência na análise da motivação humana, Nietzsche mostra que atos que parecem nobres ou louváveis não passam de atitudes decadentes ou doentias.
Representado pela figura de Zaratustra, ele prega a destruição dos valores cristãos. Num mundo sem Deus, cada indivíduo deve forjar seus próprios valores com total liberdade, já que seus atos não estarão sujeitos a qualquer sanção divina ou de outra natureza. Segundo Nietzsche, “o objetivo da humanidade não pode residir em seu fim, mas em seus espécimes mais elevados”.
Entre a sua “morte” espiritual em 1889, quando ficou clinicamente louco, e a física em 1900, a obra de Nietzsche ganhou projeção e reconhecimento mundial. Grande parte do universo intelectual e artístico do século 20 foi profundamente influenciada por seus pensamentos.


Super-homem
CONTEXTO HISTÓRICO
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