Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O regionalismo crítico de Frampton: Arquitetura de resistênc

No description
by

Sarah Martins

on 4 December 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O regionalismo crítico de Frampton: Arquitetura de resistênc

O regionalismo crítico de Frampton: Arquitetura de resistência e redescoberta de lugar
O Regionalismo Crítico : Origem e Perspectivas
 REGIONALISMO COMO ESTILO
Parte do sentimento de "perda de região"
Perda de IDENTIDADE LOCAL
Propagação do uso de signos para remeter ao passado
Reprodução
Os referenciais de Frampton
Problemática marxista de manipulação do consumidor (
admass seduction
)
Arquitetura concebida como moda (formas individualistas e egocêntricas)
Arquitetura como cenografia

O início do Regionalismo Crítico
Em meio ao fenômeno da universalização das técnicas construtivas, dos avanços da indústria, da cultura de massas, o regionalismo crítico surge para incentivar a
"resistência à homogeneização do ambiente construído"
Solução
Proposição de uma arquitetura autêntica baseada na consciência de lugar
UMA OBRA EXEMPLAR: “Evoca a essência onírica do lugar com a inescapável materialidade da construção”



ARQ 114
História e Teoria da Arquitetura V
Sarah Martins - 53750
Rafaela Fávero - 70287
Camilla Carneiro - 74202
Frampton “tomou emprestada essa expressão do arquiteto Alexander Tzonis e da historiadora Liane Lefaivre”

Utilizaram o termo primeiramente em oposição a um regionalismo consolidado como
ESTILO
e "
como resposta aos novos problemas criados pela globalização contemporânea
".
O PARADOXO DA TEORIA DE FRAMPTON
"nem toda cultura pode suportar e absorver o choque da civilização moderna"

“como modernizar-se e retornar às fontes?”

O Regionalismo Crítico deveria adotar arquitetura moderna de forma crítica, através de suas qualidades progressivas universais, mas ao mesmo tempo deveria avaliar melhor sua inserção no contexto.
Sugere que a ênfase deveria estar na topografia, no clima, na luz, na forma tectônica, e calcada em um estudo das tradições e história locais, em lugar da cenografia, e do senso tátil em lugar do senso visual.

EXEMPLOS
Jorn Utzon - Igreja de Bagsvaerd. 1973
É uma síntese consciente entre civilização universal e cultura mundial. Isto é revelado pelo uso do concreto, em parte pré-fabricado, racional, modular, neutro e econômico, no exterior (civilização universal) contra as especialmente-projetadas e pouco econômicas conchas interiores, significando, com sua manipulação de espaço sagrado, referências culturais múltiplas.

Alvar Aalto –Prefeitura de Säynätsalo (1952)
Vê uma resistência à dominação da tecnologia universal (uso de tijolos se contrapõe ao uso do concreto), como também uma exploração das qualidades táteis dos materiais do edifício; como a diferenciação entre os revestimentos dos pisos,sendo o exterior com chão de tijolos e o piso da Câmara de Conselho em madeira
.

Charles W. Moore e William Turnbull - Sea Ranch (1964)
Contra princípios de universalidade e uniformidade que foram encarnadas no movimento Modernista, o desenho de SeaRanch foi orientado por seu contexto circunvizinho, sendo sensível às particularidades naturais e históricas de um lugar.
A inserção de uma variedade formal resultante de métodos modernos de projetação o afastam da proposta simplesmente regionalista. Trata-se certamente de uma crítica bem mais sutil, porém a complexidade formal revela claramente a inocência perdida.

Luis Barragan - Jardim de LAs Arboledas (1961)

Arquitetura feita de espaços fechados, marcos, fontes, cursos d'água, cores saturadas.
"Uma arquitetura assentada na rocha vulcânica e na vegetação exuberante, que remete indiretamente às estâncias mexicanas."


Álvaro Siza – Casa Bires; Póvos do VArzim, 1976

A vegetação é usada para sombrear na temporada de verão e para obtenção da luz do sol no inverno.
A fachada envidraçada é fragmentada e modulada para reduzir os preços e para permitir a utilização individual de cada uma das suas partes.
Na parte interna, há uma cortina simples que funciona como uma protecção solar.

Regionalismo Regenerador
Exigem que a arquitetura não seja compreendida nos termos estéticos da alta cultura, mas no contexto social e material da vida cotidiana. A exigência que a arquitetura regeneradora se engaje na ecologia dos lugares vem dos ecologistas.
A dialógica não moderna exige que a disciplina da arquitetura seja reconstituída como uma prática política, em vez de estética.

Oito pontos a favor do regionalismo regenerador: um manifesto não moderno
1- Uma arquitetura regeneradora construirá ambientes sociais que podem ser vivenciados de modos diferentes.
2- Para participar das constelações de idéias locais, uma arquitetura regeneradora participará da história tectônica do lugar.
3- Em vez de construir objetos, os produtores de arquitetura regeneradora participarão da construção de processos ecológicos e culturais integrados.
4- Uma arquitetura regeneradora resistirá aos centros de planejamento por meio por meio da ampliação do trabalho local e das variáveis ecológicas.
5- Em vez de participar da política estetizada implícita nas exibições tecnológicas, a arquitetura regeneradora constituirá as tecnologias da vida cotidiana através de meios democráticos.
6- As intervenções tecnológicas da arquitetura regeneradora contribuirão para a normalização das práticas críticas.
7- A prática da arquitetura regeneradora dará vida aos lugares ao fomentar a convergência de concordâncias humanas.
8- Uma arquitetura regeneradora dará preferência ao desenvolvimento de práticas revigorantes em relação à criação de lugares críticos e historicamente instrutivos.

EXEMPLO
Seis pontos para uma arquitetura de resistência
Cultura e civilização
Ascensão e queda da vanguarda
Regionalismo crítico e cultura mundial
Resistência da forma do lugar
Cultura x Natureza
Visual x Tátil

EXEMPLO
No caso de Aalto, Frampton aponta o edifício da Prefeitura de Säynätsalo (1952) no qual, ele vê uma resistência à dominação da tecnologia universal, como também para uma exploração das qualidades táteis dos materiais do edifício; por exemplo, como a diferença entre o chão de tijolos do exterior e o piso da Câmara de Conselho em madeira.
Regionalismo de libertação
Manifestação de uma região que está sintonizada com o pensamento emergente da época. Damos o nome de “regional” porque ele ainda não se manifestou em nenhum outro lugar. O gênio desta região consiste em estar mais consciente e livre do convencional. Sua virtude reside no fato de que sua manifestação tem um significado para o próprio mundo exterior. Para exprimir esse regionalismo de modo arquitetônico é necessário que haja construções, preferencialmente muitas ao mesmo tempo. Apenas desse modo a expressão pode ser geral, variada e intensa para captar a imaginação das pessoas e propiciar um clima amigável e longo para que se desenvolva uma nova escola de desenho.
EXEMPLO
Estacionamento em Leipzig, na Alemanha, inaugurado em 2004, foi todo feito de bambu
Hotel Camino Real (1968) Ricardo Legorreta.
Cidade do México.


Modernismo
 Desvalorização do conceito tradicional de lugar
A ciência social moderna fundiu os termos “lugar” e “comunidade”
 Desaparecimento das comunidades tradicionais no século XIX.

Pós- Modernismo
Redescoberta do conceito de lugar:
Localização
Sentimento de lugar
Localidade

Lugar
Tecnologia

Modernismo
 Celebra a ideia do progresso tecnológico.
 Pós- Modernos
 Na busca pela valorização e afinidade com o lugar, se tornam descrentes na tecnologia moderna.

Regionalismo
 Retoma a valorização do uso da tecnologia, mantendo uma identidade local.

Bibliografia
SYKES, A.K. (ORG). O Campo ampliado da arquitetura: antologia teórica. (1993- 2009). São Paulo: Cosac Naify, 2013.
FRAMPTON, k. História Crítica da Arquitetura Moderna. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
Colquhoun, A. Modernidade e Tradição Clássicas: ensaios sobre arquitetura. (1980- 1987). São Paulo: Cosac Naify, 2004.
Nesbitt, K. Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica. (1965-1995). São Paulo: Cosac Naify, 2008.

Fim
Full transcript