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SAÚDE E DOENÇA: DOIS FENÔMENOS DA VIDA

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Arthur Mattos

on 10 February 2014

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Transcript of SAÚDE E DOENÇA: DOIS FENÔMENOS DA VIDA

SAÚDE E DOENÇA: DOIS FENÔMENOS DA VIDA
“De certa forma, o que as pessoas consideram como doença ou não, se encontra em estreita relação com as estratégias de resolução do problema: a busca de profissionais de saúde ou de outros agentes, a utilização de recursos terapêuticos naturais ou a automedicação, a espera que o tempo resolva, etc”.

“Os profissionais de saúde, de maneira geral, desenvolvem suas práticas (...) tendo por base conhecimentos e tecnologias que são orientados pela racionalidade científica”.

Mas “o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico, (...) a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço”.

Que doenças e tratamentos não existiam antes?
E quais não existem mais hoje?

História da biologia, da medicina, da saúde pública e a explicação social

“Na maioria das vezes, quando perguntamos sobre a saúde de alguém, escutamos como resposta que tudo está bem se a pessoa a quem nos referimos não ficou doente, não precisou tomar medi-camentos e nem utilizou os serviços de saúde”.

“Frequentemente, temos definido saúde como oposto de doença, algo que somente percebemos quando sentimos a sua ausência. Por definirmos a saúde dessa maneira é que esquecemos que ela também significa nossa capacidade de enfrentar os adoecimentos, buscar ajuda e entender o que está ocorrendo, como, ainda, os momentos da vida, nos quais somos capazes de pensar, sentir e assumir nossos atos e decisões”.

“Para a Organização Mundial de Saúde, essa noção traduziria ‘um estado de completo bem estar físico, mental e social’, mas será que esse estado existe mesmo?”

A definição de saúde varia...
de lugar para lugar?
de época para época?
de pessoa para pessoa?
de grupo para grupo?
de classe para classe?
de cultura para cultura?


Um exemplo da mudança na história:

“É interessante o que acontece com o chamado padrão de beleza. Se você tiver oportunidade de observar alguns quadros ou esculturas antigas, que mostram as pessoas que viveram nos séculos passados, verá que existe uma grande diferença entre homens e mulheres daquele tempo e aqueles que hoje são considerados exemplos de beleza”.

“Nas sociedades contemporâneas, são constantemente produzidas e divulgadas pela mídia e pela indústria da saúde, padrões saudáveis de estética, de modos de viver, que acabam dominando até nosso inconsciente, e as pessoas que não se enquadram nesses padrões terminam por se sentirem excluídas e fora do contexto”.

“E a predominância desse padrão ideal de saúde e beleza é tão forte que contribui para o crescimento de um imenso mercado de produtos que objetivam fazer com que as pessoas atinjam esse ideal. Existem revistas, jornais e programas de televisão que dão “dicas” para emagrecer, ter um corpo escultural, diminuir rugas e retardar o envelhecimento. Existem, à venda, vitaminas específicas, cremes, aparelhos para enrijecer os músculos, alimentos sintéticos, cirurgias plásticas e outros produtos que transformam as pessoas em consumidores implacáveis dessas mercadorias, na esperança de se aproximarem dos “modelos de beleza e saúde” que vemos nos cartazes, no cinema, na televisão e que povoam nosso imaginário”.

“Nem sempre é fácil localizar as causas de determinados problemas de saúde.

Às vezes, são tantas as causas, que fica difícil dizer quem é quem, como no caso da desnutrição das crianças que está relacionada a fatores que vão desde a política econômica vigente na sociedade, determinando a má distribuição de renda, emprego, escola e alimentação, até a desorientação da mãe em relação aos cuidados na amamentação e o acesso às ações de pediatria e puericultura”.

“(...) A saúde e a doença dos indivíduos e dos coletivos humanos apresentam várias causas e dependem de vários elementos que podemos chamar de determinantes de saúde e de doença”.
“Existem determinantes do estado de saúde que dizem respeito às condições que as coletividades, as cidades, as locorregiões ou o país apresentam como

nível de desenvolvimento social e econômico,
infra estrutura,
participação das pessoas nas decisões sociopolíticas,
grau de desigualdade de renda,
as condições de vida e trabalho,
a convivência com ambientes poluídos,
a falta ou a alimentação inadequada,
a situação de miséria e exclusão social
entre outros fatores”.

Estes fatores "contribuem para o aparecimento de condições que propiciam a saúde ou a doença".
Determinantes Sociais de Saúde
Relatório Lalonde, 1974,
pelo Ministério da Saúde do Canadá:

conceito de campo da saúde, no qual os determinantes do estado de saúde da população estariam em quatro níveis:


Biologia humana,

Meio ambiente,

Estilos de vida e

Organização
da atenção.







I Conferência Internacional
sobre Atenção Primária em Saúde,
em Alma-Ata, 1978:

A saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos.
Foi acrescida sua interface com:

Transformação de
relações sociais excludentes,

Conciliação entre
interesses econômicos e propósitos sociais de
bem estar para todos

a solidariedade e a equidade como condições indispensáveis para a saúde e desenvolvimento.

VIII Conferência Nacional de Saúde, 1986, Brasil:

Definiu saúde como direito de todos e dever do Estado, cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime, tendo como diretrizes a descentralização, a integralidade da atenção e a participação e o controle social.

Lei Orgânica da Saúde (lei 8.080), 1990, Brasil:

Definiu no Artigo 3° que: "(...) a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a:"

Alimentação,

Moradia,

Saneamento básico,

Meio ambiente,


Trabalho,

Renda,

Educação,

Transporte,


Lazer e

Acesso aos
bens e serviços
essenciais
A
concepção ampliada de saúde
e a compreensão de que ações realizadas por outros setores têm efeito sobre a saúde individual e coletiva deram origem a outras perspectivas de promoção e cuidado à saúde.

Promover a saúde é
atuar para
mudar positivamente os determinantes
e
condicionantes
da situação de saúde doença, nos ambientes de moradia, trabalho, vida.



A promoção e cuidado à saúde
depende de

acesso à informação,

direitos sociais,

organização da vida em coletivos e

decisão política de praticar princípios democráticos, como
Equidade,
Solidariedade,
Respeito aos direitos e
Justiça social.

“Entretanto, para operar no sentido da integralidade, considerar a saúde das pessoas e da população e construir compromissos de gestão, é importante que as propostas organizativas, assistenciais e de promoção da saúde se aproximem mais das pessoas,
respeitando
aquilo que elas conhecem e valorizando sua cultura.

É muito importante considerar a
sabedoria popular
na construção dos sistemas de informação, no cuidado aos problemas e na regulação da qualidade dos serviços.

Também é importante o respeito à crença das pessoas, não banalizando sua espiritualidade e promovendo a autoestima e a autoconfiança, para que os usuários compareçam, com autonomia, ao encontro com os profissionais e sistemas de atenção à saúde e exerçam efetivamente seu direito de controle social”.
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