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A Mulher do Estado Novo

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by

kika .

on 20 December 2013

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Transcript of A Mulher do Estado Novo

A Mulher e o Estado Novo António de Oliveira Salazar -nascimento -> 28 de Abril de 1889 em Santa Comba Dão, Viseu
-pais ->Maria do Resgate Salazar e António de Oliveira
-falecimento ->27 de Julho de 1970 em Lisboa
-profissões (ao longo da sua vida) -> professor de Economia Política e político
-ocupações ->Primeiro Ministro e presidente do conselho de ministros
-duração do mandato -> 1932 - 1968 Biografia: Salazar no poder Estado Novo Estado Novo Estado novo foi o termo atribuído a um período de tipo (tipo ditadura militar) fascista que tinha como “líder”, António de Oliveira Salazar que era Presidente do Conselho de ministros (nomeado em 1932),e presidente da república que em 1933 apresentou uma nova Constituição, pondo fim a ditadura militar. O que foi ? Uma política colonialista e o “Ato Colonial”, que afirmava que Portugal como "um Estado pluricontinental e multirracial" e onde as colónias serviam de propaganda do regime e da grandeza do país, sendo frequente a comparação do tamanho de Portugal (incluindo as colonias) com o resto da europa. O Colonialismo União Nacional A União Nacional, era o único partido político oficial criado para transmitir “o espirito da nação”, reprimindo qualquer oposição ao regime. Características
do Estado Novo A mocidade portuguesa foi uma organização política paramilitar, onde eram incutidos os valores do regime e do país e onde aprendiam a respeitar e obedecer ao chefe (Salazar) A Educação

Organismos característicos da censura:
-PVDE/PIDE (polícia politica que castigava e perseguia os opositores)
-Organizações de controlo (censura aos media–lápis azul)
-campos de concentração e prisões A censura Os princípios Os princípios consagrados pela tradição e pela Igreja: Deus, Pátria, Família, Autoridade, Hierarquia, Moralidade, Paz Social e Austeridade. Os sindicatos livres são proibidos e substituídos pelos sindicatos nacionais e pelas corporações.
Estas assumiam um maior controlo do estado sobre as atividades económicas e sociais de Portugal. O corporativismo Uma política nacionalista a vários níveis, marcada pelo máximo orgulho e exaltação pela Pátria e pelo ser Português "Estamos orgulhosamente sós". O Nacionalismo A censura procurou sempre não deixar avançar qualquer tipo de oposição ao regime. A Propaganda Utilizada para promover as ideias do Estado e por vezes, para mostrar as suas “qualidades”. A Mulher O perfil da mulher segundo Salazar * Mãe sacrificada e virtuosa
*dona de casa
*papel passivo durante o regime
*esposa carinhosa e submissa
*tinha o utensílio de dar à luz, criar e educar os filhos
*trabalho fora do lar-ameaça à estabilidade familiar
*trabalhos e ocupações: campo, doméstico e operariado A Legião Portuguesa A Criação de milícias armadas e organizações paramilitares como a Legião Portuguesa, que tinha como objetivo: defender o regime perseguindo e combatendo o comunismo. Trabalho agrícola O Estado tinha a obrigação de continuar a garantir a defesa de proteção da família e assegurar a continuação da raça, pois eram o alicerce da sociedade e como ele dizia: "aí (no berço da família) nasce o homem, aí se educam as gerações (...).”
Por isso Salazar atribuia papéis importantes à mulher: Após a Constituição de 1933... A Constituição de 1933 atribuiu os poderes (legislativo, executivo e judicial) a vários orgãos do Estado e também estabeleceu vários principios, entre eles o princípio da Igualdade entre cidadãos perante a Lei.

Embora esta igualdade estivesse distinta na constituição, na realidade haviam excepções, principalmente no caso feminino. Os direitos e deveres de uma mulher casada Os direitos de uma mulher solteira ou com ambições de casar não tinha possibilidade de exercer nenhum cargo politico os filhos deviam de obedecer ao pai (que era sobrevalorizado) e em relaçao à mãe, esta apenas devia de ser ouvida. a mulher não tinha acesso ao voto se esta iniciasse uma nova relação posterior ao casamento, os filhos provenientes desta eram considerados ilegítimos, e legalmente estes ou eram registados com o apelido do marido (inicial) ou eram considerados filhos de “pai incógnito”. o chefe de família funcionava como uma voz comum que falava por todos. não podia trabalhar sem a ordem do marido a mulher devia de acompanhar o marido a todo o lado, menos ao estrangeiro não podia hipotecar e adquirir bens ou publicar artigos sem a ordem do marido não podia mexer na sua propriedade •As enfermeiras eram proíbidas de casar

•As professoras tinham que pedir autorização para casar e essa pessoa deveria de ter um vencimento superior ao dela (segundo um decreto-lei).

•a mulher solteira, que vivia sem família ou com família a seu cargo, era o tipo de pessoa a quem devia ser facilitado o emprego e que tinha o direito de voto, desde que fossem solteiras maiores e emancipadas com curso secundário Muitas mulheres que ambicionavam casar não o podiam fazer com qualquer homem nem de qualquer maneira: Enfermeiras Enfermeiras Aula O Casamento e o Divórcio - a mulher que casava com um estrangeiro perdia automaticamente a nacionalidade e os seus bens iniciais.

-o direito de reunião (das mulheres) era proibido pelo governo - a mulher poderia separar-se no caso de adultério (do marido) com escândalo público ou completo desamparo da mulher ou no caso da amante fosse viver para sua casa.

- os homens podiam solicitar a separação em caso de adultério (da mulher). casamento casamento Vídeos Um retrato de Portugal na época NÃO AO SALAZARISMO!!! Organizações Femininas Portuguesas Duramente oprimidas e exploradas durante o regime fascista e, apesar da repressão, muitas mulheres criaram organizações para lutar contra a monarquia e para conseguir alcançar objetivos como:

aumentos de salários
redução do horário de trabalho
redução do custo de vida
igualdades de direitos
o fim da censura
melhores condições de habitação.

Por isso o século XX foi o século da libertação e expressão das mulheres, através da criação de organizações feministas. Tipos de Organizações Estatais Não-Estatais Mocidade Portuguesa Feminina Legião Portuguesa Feminina A Mocidade Portuguesa Feminina (MPF) foi uma organização oficial estatal juvenil de filiação obrigatória dedicada especialmente às jovens dos centros.
Esta tinha como objetivo criar uma mulher nova, estimulando:
a formação de carácter e disciplina
a cultura do espirito e a devoção no amor de “Deus, Pátria e Família”
incitar a prática de caridade e serviços sociais (como as Semanas da Mãe, Berços e Enxovais, Embaixadas de Alegria, Folares da Páscoa e Salões de Educação Estética). A Legião Portuguesa foi uma organização estatal oficial juvenil que no caso das raparigas e das mulheres, treinava-as para tarefas de enfermagem e ação social ao mesmo tempo transmitiam a ideologia do estado novo (a doutrina católica e a noção da missão familiar) OMEN A Obra das Mães pela Educação Nacional foi uma organização oficial estatal de filiação voluntária, criada no dia 18 Maio de 1936 por António Carneiro Pacheco (ministro da Educação Nacional).
Os seus dois objetivos eram:
a reeducação das mães e a assistência materno-infantil (através dos centros sociais e educativos como os centros sociais e educativos, das Semanas da Mãe e dos Prémios às Famílias Numerosas)

o prolongamento das atividades escolares através da educação infantil e da Mocidade Portuguesa Feminina, assegurando assim uma propaganda da importância da imagem do estado. Na OMEN as mulheres aprendiam a: A cozinhar Arrumar e decorar o lar Costurar Maria do Carmo Fragoso Carmona, Presidente de honra Liga Republicana das Mulheres Portuguesas A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas foi a primeira organização feminista portuguesa, criada em 1909 e que manteve a sua atividade durante mais de 10 anos.
Esta desafiava as instituições e o Estado pois manifestava-se em relação ao direito de voto, ao direito de divórcio para todas as mulheres, a igualdade de oportunidades entre géneros na instrução e no trabalho, a instrução para a mulher, entre outras. cartaz Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP) foi uma Organização criada por Adelaide Cabete e que em 1947 realizou uma exposição na sociedade de Belas-Artes, sobre mulheres escritoras de todo o mundo.
Esta exposição e o facto do seu objectivo ser promover a defesa dos direitos sociais e políticos das mulheres, fez com que a mesma fosse dissolvida pela PIDE em 1948. Associação Feminina Portuguesa para a Paz A AFPP (Associação Feminina Portuguesa para a Paz) foi Associação que defendia a cultura e educação da mulher a oposição ao regime.
À semelhança da CNMP foi também dissolvida pelo Estado, pois o Estado não consentia organizações que se opusessem ao regime. Associação de Propaganda Feminina A Associação de Propaganda Feminina foi uma organização fundada em Maio de 1911 por Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, Maria Irene Zuzarte (entre outras) com o objetivo principal de emancipar o papel da mulher no regime e no dia-a-dia. Carolina Beatriz Ângelo Ana de Castro Osório Outras organizações De entre as mais conhecidas ainda se podem destacar mais quatro:

Comissão Feminina pela Pátria-(1916)
Cruzada das Mulheres Portuguesas-(1916)
Associação Feminista de Propaganda Democrática- (1916)
Ação Católica Portuguesa- (1934) Trabalho só para homens No trabalho a mulher deparava-se com inúmeras limitações: o acesso a algumas profissões era interdito pois consideravam-se que alguns deviam de ser ocupados por homens ou por mulheres de alta sociedade tais como: a magistratura, a diplomacia e a política. Uma das profissões pouco associadas à mulher Frases e discursos de Salazar relativos à mulher e ao seu papel na sociedade "À mulher competia, sobretudo, os cuidados domésticos: “ manter o asseio, a ordem e a alegria no lar”, mas a realidade social evidenciava a existência de mulheres a trabalhar ganhando 2/3 do salário do homem".

"o trabalho da mulher fora do lar desagrega este, separa os membros da família, torna-os um pouco estranhos uns aos outros. Desaparece a vida comum, sofre a obra esducativa das crianças, diminui o número destas. E com o mau ou impossível funcionamento da alimentação e do vestuário verifica-se uma perda importante, raro, materialmente compensado pelo salário recebido".

“À mulher compete tornar a casa atraente e acolhedora, prestar ao marido a deferência e submissão como chefe de família”

"a mulher para a família, a mulher para o lar"- slogan do regime

"A casa é das mulheres e a rua é dos homens";

"A mulher e o melão, o calado é o melhor;"

"A mulher só diz duas verdades por dia. Ao levantar-se: - Tenho tanto que fazer hoje! Ao deitar-se: - Passou-se o dia e não fiz nada";

"Quem a sua mulher ensina a ler ou é cornudo ou está para ser";

"Da burra im e da mulher que sabe latim livra-te tu e a mim";

"Não provam bem as senhoras que se metem a doutoras". Referências de alguns exemplares (livros) relacionadas com o tema: "Movimento Feminista e Educação - Portugal, décadas de 70 e 80" de Maria José Magalhães

"Mulheres do Meu País" de Maria Lamas, publicado em 1948. FIM O tão ansiado fim do Salazarismo - 25 Abril FIM
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