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Introdução à Paleografia Portuguesa Moderna

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Oficina de Paleografia - UFMG

on 13 September 2015

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Transcript of Introdução à Paleografia Portuguesa Moderna

- Em caso de abreviaturas desconhe-cidas, recorra a um dicionário de abrevia-turas.
Oficina de Paleografia
- UFMG

2.º semestre de 2015
- Em caso de palavras parcialmente transcritas ou de transcrição duvidosa, recorra aos dicionários de época. Sugestões:

Raphael Bluteau. Vocabulario Portuguez & Latino (1728).
Antonio de Moraes Silva. Diccionario da lingua portugueza (1789).
Luiz Maria da Silva Pinto. Diccionario da Lingua Brasileira (1832).
- Faça primeiro o que parecer mais fácil, deixando lacunas e marcando com [?] as palavras de transcrição duvidosa:
-> Nova escrita comum romana (ou "minúscula cursiva")
Usada nas chancelarias provinciais romanas a partir do século III e até o século VIII aproximadamente. Adota um modelo de escrita contínua, não praticando a separação entre as palavras. É a escrita adotada de maneira mais generalizada, a partir da desagregação do Império Romano, pelos reinos bárbaros falantes do Latim.
Introdução à Paleografia Portuguesa Moderna
Referências
Usada nos séculos IV-IX como escrita librária, em manuscritos de luxo e reproduções de textos bíblicos. Caracteriza-se por letras
Principais técnicas e recursos:
Do grego: palaiós + graphein
www.oficinadepaleografia.org
facebook.com/oficinadepaleografia
"Em resumo, a Paleografia abrange a história da escrita, a evolução das letras, bem como os instrumentos para escrever. Pode ser considerada arte ou ciência. É ciência na parte teórica. É arte na aplicação prática. Porém, acima de tudo, é uma técnica." (BERWANGER e LEAL)
Vale lembrar que essa tipologia é por vezes mais didática e os manuscritos, em toda a sua heterogeneidade, nem sempre correspondem fielmente a essas divisões.
Na prática caligráfica concreta, a utilização de uma nova escrita não eliminava instantaneamente a anterior. Os períodos de transição podiam ser relativamente longos e grande parte dos documentos apresenta ao mesmo tempo características de mais de um desses arquétipos. Além disso, nem sempre há consenso entre os(as) paleógrafos(as) e novos trabalhos frequentemente propõem novas tipologias.
A Paleografia estuda as características dos documentos e livros manuscritos para permitir a sua leitura e transcrição, além da determinação de sua data e origem (ponto em que dialoga com a diplomática).
É um campo do saber que contribui para e recebe contribuições de diversos outros campos, permitindo estudos de caráter elementar e/ou crítico.
É preciso considerar que as características da escrita (alguns falam de sua "evolução") estão associadas às características do suporte, do material utilizado para escrever e do meio intelectual de cada localidade e época. Assim, muitos(as) paleógrafos(as) se dedicam a estudar as características internas do texto, propondo tipologias de classificação. a classificação das escritas visa, sobretudo, permitir a identificação dos arquétipos ou modelos gráficos predominantes num determinado período histórico e num local específico.
epigrafia
diplomática
numismática
História
Arquivologia
Biblioteconomia
filologia
Antecedentes da escrita portuguesa moderna:
“Hoc gracili currenteque
vix hodie patefatas
Romani tabulas ornarunt calamo”

(Com esta grácil caneta os romanos decoravam as tabuinhas com escrita, que apenas hoje viram a luz)
promover treinamento na leitura
elementar e crítica e na trans-
crição de fontes manuscritas
modernas em língua portuguesa
Objetivo da leitura paleográfica:
- Identificar os caracteres escritos, considerando que suas principais
.......
características se devem ao material e às técnicas caligráficas em
..........
uso quando da sua produção;
Principais dificuldades:
- Identificar termos e grafias arcaicas: "vossa mercê", "princeza",
.
"ditto", "uzo",
......
"declaraçam"...
Reg. da Nomeaçao pel[a] q.l se
mostra ser _________tr.º de S. Ant.º
serurgions -> cirurgiões
P. a V. Mag.de = Para a Vossa Magestade -> Majestade
- Separar palavras escritas juntas e identificar partes de uma mesma palavra es-
......
critas separadas:
delleparante -> delle parante
_________________________
____________________________________________
- Identificar abreviaturas, muitas das quais não são usuais atualmente:
e das
dittas
Reais Cazas
_____________________________________________________
- Identificar palavras cujo significado se desconhece:
Ilampeos?
Manseos?
Mampos?
de prez.te nom[eaçã]o por
- Contornar perdas ocasionadas pela eventual má
.......
conservação da peça, como rasgaduras, corro-
..............
sões, tinta permeada ou apagada:
e _______________: nomeou para sua herdeira
e te_tamenteira, a D. Maria ___________ Thé-
odora de Ataide Bahia e era[?] ____________
...
...s
- Procure reconstituir, com o dedo ou com a ponta do lápis, o movimento
...
utilizado para traçar aquele caractere. Esse movimento imaginário pode aju-
.......
dar a decifrar de que letra se trata.
- Comparação de parciais: quando não compreender um caractere ou palavra, procure
....
caracteres semelhantes entre as palavras já decifradas.
Objetivo da Oficina:
Raphael Bluteau
Sugestão: Maria Helena Ochi Flexor. Abreviatu-ras: manuscritos dos séculos XVI ao XIX. Rio de Janeiro: Arquivo Na-cional, 2008.
Bons dicionários contem-porâneos trazem palavras que remontam ao século XVIII ou anteriores.
Dom Luiz Antonio de Souza Botelho Mourão, Morgado
.
de Ma__e__, Fidalgo da Ca_a de S. Mag.de, e do Seu Con_e_o, Senhor Do=
....
natario da villa de Ovelha[?] do Maraõ, ALcaide mor, e comendador da
........
Comenda de S. Maria de Vimio_a da Ordem de Christo[?], Gov.or actual
...............
do Castelo da Barra de Vianna, G.or, e Cap.m Gen.al da Capitania de
......
................
Saõ Paulo [etc.]
A leitura documental implica também na com-
lítico, econômico e cultural dos documentos
gráfica a discussão do contexto social, po-
fonte. É desejável aliar à transcrição paleo-
preensão do contexto de produção daquela
apresentados.
-> Escrita uncial
maiúsculas e arredondadas. As hastes das letras "H" e "Q" eram mais destacadas e apresentava as letras "A", "D" e "M" de forma característica.
As unciais foram uma evolução tardia das maiúsculas romanas. Apareceram no declínio do Império Romano, per-sistiram no reino de Bizâncio e du-rante toda a Idade Média, formando uma das múltiplas ligações entre a cultura gráfica tardo-romana e a prática tipográfica contemporânea.
A separação das palavras ainda não é evidente. Só mais tarde, as letras un-
-> Escrita semi-uncial
Usada nos séculos V-VII, sobretudo como escrita de textos de estudo das escolas e comunidades religiosas. Era grafada em letras minusculas. A letra "A" era grafada de modo fechado e a letra "G" se assemelha ao número 5 invertido.
ciais (e todos os outros tipos de letras) serão aplicadas em palavras separadas. Fora do seu período de dominância, passa a ser usada apenas em títulos e iniciais/capitulares.
Ao longo da Alta Idade Média, a unidade gráfica do Império Romano vai sendo substituída por particularismos gráficos. Surgem progres-sivamente as chamadas "escritas nacionais", a partir da combinação de elementos das es-critas comum, uncial e semi-uncial com ele-mentos próprios da evolução gráfica de cada reino.
Na Península Ibérica. desenvolve-se a escrita visigótica, usada entre os séculos IV e XII. Apresenta uma versão cursiva e uma redonda/sentada/caligráfica e incorpora, a partir dos séculos XI e XII, principalmente nos meios urbanos, elementos da escrita carolina (reino franco).
Visigótica ou "gótica"?
"Antes de prosseguir, gostaríamos de recordar que a designação de gótica nada tem a ver com os Godos, nem com os Bárbaros, que ajudaram a derrubar o Império Romano e sobre as suas ruínas criaram novos estados, onde floresceram novas formas de escrita, abrangidas na designação de particularismo gráfico, criada por Cencetti, ou mesmo sob a fórmula de escritas nacionais, que marcaram o fim da unidade gráfica vigente no Império Romano. É uma criação dos humanistas, que, num sentido pejorativo, consideravam a escrita gótica, especialmente a cursiva, como sinônimo de bárbara, contrapunham-lhe a escrita 'antiqua', isto é, a minúscula carolina, reportando-a, embora erradamente, ao período romano. Precede, por isso, muito a qualificação que o Romantismo, injusta e ignorantemente aplicou à Idade Média de 'idade das trevas'." (MARQUES)
BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e Diplomática. Santa Maria: Centro de Ciências Sociais e Humanas-UFSM, 1991.
BLUTEAU, Raphael. Vocabulario portuguez & latino: aulico, anatomico, architectonico(...) Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1712 - 1728. 8 v. Disponível em: <www.brasiliana.usp.br/ dicionario/edicao/1>. Acesso em fevereiro de 2013.
FIGUEIREDO, Manuel de Andrade de. Nova escola para aprender a ler, escrever, e contar: primeira parte. Lisboa Occidental: Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, 1722. Disponível em: <purl.pt/107>. Acesso em fevereiro de 2013.
Extraindo-se as voltas, os arabescos e partes ornamentais, é possível decifrar muitas das letras ilegíveis, levando em consideração o curso de seu possível tracejado:
António Jacintho de Araújo. Nova arte de escrever [1793?].
Capital librária
semi-uncial
minúscula cursiva
visigótica
merovíngia
humanista
MARQUES, José. Práticas paleográficas em Portugal do século XV. Revista da Faculdade de Letras, Porto, I série, vol. I, pp.73-96, 2002.
NORMAS Técnicas Para Transcrição e Edição de Documentos Manuscritos. Disponível em: <www.arqui- vonacional.gov.br/normas.htm>. Acesso em fevereiro de 2013.
<http://tipografos.net/>. Acesso em março de 2013.
Transcição da caligrafia visigótica para a carolina
Começa a se processar por volta do ano 1050.
Apesar do esforço para aproximar os caracteres
dos da escrita carolina, mais separados entre si, de formas mais simples e com poucas ligaduras, tem-se, ao mesmo tempo, a permanência de características visigóticas, com letras e palavras encostadas e muitos nexos entre elas, por vezes se confundindo entre uma linha e outra.

Algumas dessas características continuarão presentes mesmo após a transição para a escrita humanista.
A legibilidade continuará variando, grosso modo, de acordo com o grau de instrução do escriba e da finalidade e uso de cada registro escrito.
Escrita cortesã: adotada nas cortes a partir de meados do século XIV e utilizada até meados do século XVI, período em que se complica seu traçado, que ficou mais fino, as letras menores e mais ligadas.
Escrita processual: degeneração da cortesã, tinha seu uso voltado a documentos judiciais e processos públicos; tinha como características ser maior que a cortesã, com muitos enlaces e arabescos e com espaços irregulares entre as palavras. Os escribas que a utilizavam o faziam com descuido e rapidez, tornando a leitura muito difícil.
Ecrita encadeada: usada pelos notários, escrivães e tabeliães entre os séculos XVI e parte do XVII; atingiu o nível mais alto de degenerescência da escrita portuguesa, pois tinha linhas inteiras escritas sem que o escriba levantasse a pena do papel, ligando todas as letras e palavras.
Escrita humanística: criada em Florença e introduzida na Península Ibérica no final do século XV, a maioria da documentação brasileira foi grafada com esta escrita, ainda que outras tenham permanecido em uso até o século XVIII; nos registros paroquiais, cartoriais, judiciais e governamentais do período que compreende o final do século XVI e início do XVII até o final do século XVIII, encontram-se, ainda que esparsos, traços das escritas anteriores.
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