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Arte e Midia

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Gilson Cruz Junior

on 30 October 2012

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arte e mídia Arlindo Machado Doutor em comunicação, atualmente é professor da Pontifícia Universidade católica de São Paulo (PUC-SP) e da Escola de Comunicação e Artes de Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Publicou, entre outros, os livros "A arte do Vídeo", "Máquina do imaginário", "Pré-cinemas e pós-cinemas" e "A televisão levada a sério". Sumário Introdução

Arte e mídia: aproximações e distinções

Tecnologia e arte: como politizar o debate

Convergência e divergência das artes e dos meios

Referências e Fontes

Sugestões de Leitura Como artemídia o autor designa: Experiências de diálogo, colaboração e intervenção crítica nos meios de comunicação de massa Experiências artísticas que utilizam recursos tecnológicos Todos os campos da arte que estabelecem este tipo "parceria", e que eventualmente ainda não foram mapeados O autor se propõe a entender a relação entre "arte" e "mídia" para além da dimensão técnica, atingindo o cerne de seu imbricamento De que maneiras elas se deixam combinar, contaminando-se ? A arte e os meios: aproximações e distanciamentos A arte sempre foi produzida com a ajuda dos meios de seu tempo O dilema do artista consiste em extrair o máximo das potencialidades estético-expressivas dos meios que dão forma à sensibilidade (acústica, visual, tátil, performática) de sua época. Se toda arte é feita com os meios de seu tempo, as artes midiáticas representam a expressão mais avançada da criação artística atual e aquela que melhor exprime as sensibilidades do homem do inicio do terceiro milênio (p. 10). Desviando a tecnologia de seu projeto industrial Originalmente, as máquinas e demais instrumentos semióticos não foram pensados para a atividade artística a tecnologia surgiu com finalidades ligadas ao projeto industrial (racionalização, automatização, produtividade), distante dos princípios da estética (singular, singelo e sublime) "A fotografia, o cinema, o vídeo e o computador foram também concebidos e desenvolvidos segundo os mesmos princípios de produtividade e racionalidade, no interior de ambientes industriais e dentro da mesma lógica de expansão capitalista (p.10)" . Nem mesmo os aplicativos voltados à produção artística conseguem escapar dessa lógica Ex: Incompatibilidade entre determinadas obras artísticas e os modos de compactação digital das imagens Experiências [...] que lidam com questões essenciais da arte contemporânea (como o estranhamento, a incerteza, a indeterminação, a histeria, colapso, o desconforto existencial), não estão obviamente no horizonte do mercado e da indústria, ambientes usualmente positivos, otimistas e banalizados. Algoritmos e aplicativos são concebidos industrialmente para uma produção mais rotineira e conservadora, que não perfura limites nem perturba os padrões estabelecidos (p. 13). O artista deve se apropriar dos meios tecnológicos, em favor da atividade artística, desviando-os de seu projeto original – o industrial –, reinventando-os de acordo com princípios estéticos subversivos e de vanguarda. A arte como metalinguagem da mídia A Artemídia como modo de "burlar" o projeto industrial O fato mesmo de as suas obras estarem sendo produzidas no interior dos modelos econômicos vigentes, mas na direção contrária deles, faz delas um dos mais poderosos instrumentos críticos de que dispomos hoje para pensar o modo como as sociedades contemporâneas se constituem, se reproduzem e se mantêm. Pode-se mesmo dizer que a artemídia representa hoje a metalinguagem da sociedade midiática, na medida em que possibilita praticar, no interior da própria mídia e de seus derivados institucionais (portanto não mais nos guetos ou nos espaços acadêmicos ou nos espaços tradicionais da arte), alternativas críticas aos modelos atuais de normatização e controle da sociedade (p. 17). Antoni Muntadas e a Video Arte [...] a análise que Muntadas faz das estruturas de poder, que subjazem às formas aparentemente inócuas de nossas sociedades, não toma a forma de um discurso racional e distanciado, mas é produzida com os mesmos instrumentos e meios com que essas estruturas são construídas. Trata-se, portanto, de um ataque por dentro, de uma contaminação interna, que faz com que essas estruturas deixem momentaneamente de funcionar como habitualmente se espera, para que as possamos enxergar por um outro viés, preferencialmente o crítico (p. 19 e 20). Poética da Reciclagem Cross-Cultural Television (1987) (Imperialismo do mesmo) […] imagens eletrônicas provenientes de inúmeros países demonstram que, malgrado as variações locais ditadas por especificidades culturais ou lingüísticas e por diferenças de suporte econômico, a televisão se constrói da mesma maneira, se endereça de forma semelhante ao espectador, fala sempre no mesmo tom de voz e utiliza o mesmo repertório de imagens, sob qualquer modelo de tutela institucional, sob qualquer patamar de progresso cultural ou econômico. Em lugar de simplesmente cumprir o papel que lhe foi designado [...], o artista, na maioria das vezes, tem um projeto crítico relacionado aos meios e circuitos nos quais ele opera. Ele busca interferir na própria lógica das máquinas e dos processos tecnológicos, subvertendo as “possibilidades” prometidas pelos aparatos e colocando a nu os seus pressupostos, funções e finalidades. O que ele quer é, num certo sentido “desprogramar” a técnica, distorcer as funções simbólicas, obrigando-as a funcionar fora de seus parâmetros conhecidos e a explicitar os seus mecanismos de controle e sedução.Nesse sentido, ao operar no interior da instituição da mídia, a arte a tematiza, discute os seus modos de funcionar, transformando-a em linguagem-objeto de sua mirada metalingüística (p. 22-23). O Aplauso (1998) A mídia como reordenamento da arte Artista como "Sabotador" Submissão dos principios da arte contemporânea à lógica industrial Confundem-se as barreiras entre a produção artística e a produção midiática, bem como as fronteiras entre a alta e baixa cultura Já houve um tempo em que se podia distinguir com total clareza entre uma cultura elevada, densa, secular e sublimada e, de outro lado, uma subcultura dita de “de massa”, banalizada, efêmera e rebaixada ao nível da compreensão e da sensibilidade do mais rude dos mortais. Se em tempos heróicos, como aqueles da escola de Escola de Frankfurt por exemplo, a distinção entre um bom e um mau objeto de reflexão era simplesmente axiomática, nestes nossos tempos de ressaca da chamada “pós-modernidade” a cisão entre os vários níveis de cultura não parece tão cristalina. Em nossa época, o universo da cultura se mostra muito mais híbrido e turbulento do que o foi em outro momento (p. 24). Corrente conservadora x Artemídia Mas a ideia de que se possa fazer arte nas mídias ou com as mídias é uma discussão que está longe de ser matéria de consenso. De uma forma geral, os intelectuais de formação tradicional resistem à tentação de vislumbrar um alcance estético em produtos de massa, fabricados em escala industrial. No seu modo de entender, a boa, profunda e densa tradição cultural, lentamente filtrada ao longo dos séculos por uma avaliação crítica e competente, não pode ter nada em comum com a epidérmica, superficial e descartável produção em série de objetos comerciais de nossa época. Portanto, para esses intelectuais, falar em criatividade ou qualidade estética a propósito da produção midiática só pode ser uma perda de tempo (p. 24). Os defensores da artemídia, entretanto, costumam ser menos arrogantes e mais espertos. Eles defendem a ideia de que a demanda comercial e o contexto industrial não necessariamente inviabilizam a criação artística, a menos que identifiquemos a arte com artesanato ou com a aura do objeto único. No entender destes últimos, a arte de cada época é feita não apenas com os meios, os recursos e as demandas dessa época, mas também no interior de modelos institucionais nela vigentes, mesmo quando essa arte é francamente contestatória em relação a eles. A indústria do entretenimento possui fissuras que oferecem possibilidades para a criação artística Por mais severa que possa ser a nossa crítica à indústria do entretenimento de massa, não se pode esquecer que essa indústria não é um monólito. Por ser complexo, ela está repleta de contradições internas, e é nessas suas brechas que o artista pode penetrar para propor alternativas de qualidade. Assim, não há nenhuma razão por que, no interior da indústria do entretenimento, não possam despontar produtos – como programas de televisão, videoclipes, música pop etc. – que, em termos de qualidade, originalidade e densidade significante, rivalizem com a melhor arte “séria” de nosso tempo. Não há também nenhuma razão para esses produtos qualitativos da comunicação de massa não serem considerados verdadeiras obras criativas do nosso tempo, sejam elas vistas como arte ou não (p. 25). Todas as formas de arte conviveram com algum tipo de constrangimento de natureza estrutural, nem por isso deixaram de promover suas rupturas Atualmente, não há como fazer arte sem ser direta ou indiretamente influenciado pela mídia Ampliação e diversificação dos públicos e consumidores de arte
&
Novas possibilidades de inserção social A Artemídia demanda esforços de aceitação e, ao mesmo tempo, rejeição por parte do artista Esse movimento é complexo e contraditório, com não poderia deixar de ser, pois implica um gesto positivo de apropriação, compromisso e inserção numa sociedade de base tecnocrática e, ao mesmo tempo, uma postura de rejeição, de crítica, às vezes até mesmo de contestação. A arte, ao ser excluída de seus guetos tradicionais, que a legitimavam e instituíam como tal, passa a enfrentar agora o desafio da sua dissolução e da sua reinvenção como evento de massa (p. 30). Tecnologia e arte: como politizar o debate? Superar discursos apologéticos, impulsionados pela cultura consumista e de marketing Com a substituição do mundo natural pela tecnosfera, novas realidades/cenários (ambivalentes) se impõem A globalização provoca transformações culturais que afetam até mesmo as populações mais remotas A grande massa da população fica alheia aos processos de discussão sobre as políticas de fomento às novas tecnologias Em geral, as artes eletrônicas também estão sendo regidas por um discurso legitimador ingênuo Nos debates deste campo, (ainda) prevalecem a unilateralidade e o simplismo analítico Com o aumento no poder dos aplicativos e simplificação de seu uso, acentua-se a desgaste da noção de valor superar querelas antagônicas, favorecendo assim à politização do debate sobre a Artemídia A contribuição de Flusser Vilém Flusser (1920-1991) Flusser teve de abandonar seu país em 1939 para fugir de nazistas, que já tinham liquidado toda sua família, inclusive o pai, então reitor da Universidade de Praga. Depois de viver algum tempo na Inglaterra e já cansado de ver a Europa submergir nas trevas, com seus mitos arcaicos de raça, poder, ideologia e não, ele migra com sua mulher, Edith Barth, para o Brasil, acreditando encontrar no país uma civilização descompromissada com os valores do velho mundo (p. 38-39). Vilém Flusser como pensador que diverge dos modos de pensamento tecnofílicos e tecnofóbicos A fotografia como pretexto para discutir sobre um novo paradigma, no qual se consolida a hegemonia (do consumo) de imagens, em detrimento de textos “escritos” A fotografia como "divisor de águas"; Na verdade, a fotografia ocupa, entre as mídias de nosso tempo, um lugar bastante estratégico, por que é com base na sua definição semiótica e tecnológica que se constroem hoje as máquinas contemporâneas de produção simbólica audiovisual. É com a fotografia que se inicia, portanto, um novo paradigma da cultura do homem, baseado na automatização da produção, distribuição e consumo da informação (de qualquer informação, não só visual), com consequências gigantescas para os processos de percepção individual e para os sistemas de organização social (p. 43). tem inicio um novo paradigma da cultura do homem, baseado na automatização da produção, distribuição e consumo da informação (não apenas visual); Só ganhou visibilidade no pensamento crítico-filosófico, com a ascensão das imagens eletrônicas e digitais A fotografia como modelo básico de análise para o funcionamento de quaisquer mídias e tecnologias. A caixa preta como metáfora do laconismo da fotografia [Na eletrônica, o termo caixa preta] é utilizado para designar uma parte complexa de um circuito eletrônico que é omitida intencionalmente no desenho de um circuito maior (geralmente para fins de simplificação) e substituída pelo desenho de uma caixa vazia, sobre a qual apenas se escreve o nome do circuito omitido (p. 44). Na Filosofia, corresponde ao ato ou à maneira de mascarar/simplificar aquilo o que deveríamos estar tentando decifrar (Ou ainda) utilizar-se de algo, desconsiderando o que se passa em seu interior Desconhecimento fundamental que se instala numa dada atividade O fotógrafo, de fato, sabe que se apontar a sua câmera para um motivo e disparar o botão de acionamento o aparelho dará uma imagem normalmente interpretada como uma réplica bidimensional do motivo que posou para a câmera. Mas o fotógrafo, em geral, não conhece todas as equações utilizadas para o desenho das objetivas, nem as reações químicas que ocorrem nos componentes da emulsão fotográfica. A rigor, pode-se fotografar sem conhecer as leis da foto distribuição da luz no espaço, nem as propriedades fotoquímicas da película, nem ainda as regras da perspectiva monocular que permitem traduzir o mundo tridimensional em imagem bidimensional. As câmeras modernas estão automatizadas a ponto de até mesmo a fotometragem da luz e a determinação do ponto de foco serem realizada pelo aparelho (p. 45). A tecnologia como sistema e materialidade de signos, conceitos e racionalidades A imagem fotográfica não tem nenhuma “objetividade” preliminar, não corresponde a qualquer duplicação automática do mundo; ela é constituída de signos abstratos forjados pelo aparato (câmera, objetiva, película), pois a sua função fundamental é materializar conceitos científicos. Em outras palavras, o que vemos realmente ao contemplar imagens produzidas por aparelhos não é o “mundo”, mas determinados conceitos relativos ao mundo, a despeito do aparente automatismo da impressão do mundo na película. Talvez tenha sido necessário esperar até o surgimento do computador e das imagens digitais para que as imagens técnicas se revelassem mais abertamente como resultado de um processo de codificação icônica (p. 46-47). Fotografia como atualização das potencialidades intrínsecas à câmera Nesse sentido, as fotografias são atualizações de algumas dessas potencialidades inscritas no aparelho. O fotógrafo “escolhe”, dentre as categorias disponíveis, as que lhe parecem mais convincentes, mas essa “escolha” é limitada pelo número de categorias programadas na construção do aparelho. O universo fotográfico inteiro é realização causal, por “funcionários da transmissão”, de algumas dessas virtualidades, mas não cabe em seu horizonte a instauração de novas categorias (p. 47-48). Resgatar a função original das máquinas semióticas: produzir bens simbólicos destinados à inteligência e sensibilidade do homem Fugir da Estereotipia Artemídia: a experiência brasileira No Brasil, o campo das poéticas tecnológicas tem início na década de 1950, com a Arte Cinética de Abraham Palatnik sincronia e diferenciação entre as produções brasileiras e estrangeiras (até os anos 80) Desde então, a artemídia vem perdendo o seu caráter marginal, subversivo Banalização das rotinas de produção sustentadas por mediação tecnológica pesada

(imaturidade dos critérios de julgamento vigentes no campo da Artemídia) Artistas ou yuppies desinformados? Novas possibilidades de engajamento social direto Convergência e divergência entre as artes e os meios Fotografia Cinema Música Podemos imaginar o universo da cultura como um mar de acontecimentos ligados à esfera humana e as artes ou meios de comunicação como círculos que delimitam campos específicos de acontecimentos dentro desse mar. Um círculo poderia definir o campo da fotografia, outro o campo do cinema, outro o campo da música e assim por diante (p. 58). Circulos como delimitação dos "campos específicos de acontecimento" da arte e das mídias Atualmente, cada circunferência passa a ter um núcleo Quando mais os núcleos desses círculos se aproximam, mais difícil fica diferenciar as especificidades de cada um dos meios correspondentes Cinema Música Fotografia Pensamento da Divergência Pensa os meio em função de suas especificidades: Noema (BARTHES) Essência (SONTAG) Identidade (CARTIER-BRESSON) Indexicalidade (PEIRCE) Fotografia, cinema, televisão e vídeo, apesar de serem meios bastante próximos em muitos aspectos, foram durante todo esse tempo pensados e praticados de forma independente, por gente diferente, e esses grupos quase nunca se comunicavam ou trocavam experiências. As escolas ou os cursos onde esses meios eram ensinados eram independentes uns dos outros. Mesmo um pensador importante como Marshall McLuhan, que era capaz de pensar os meios como um todo, tomava-os, todavia, como separados. Ele era ainda um pensador da especificidade, como todos os seus contemporâneos: cada meio, para ele, era extensão de um dos nossos sentidos ou aptidões (p. 64-65). Nas sociedades humanas, uma ênfase exagerada nas identidades isoladas pode levar à intolerância e à guerra entre culturas, enquanto os processos de hibridação podem favorecer uma convivência mais pacífica entre as diferenças. Da mesma forma, no campo da comunicação, chega um momento em que a divergência entre os meios torna-se improdutiva, limitativa e beligerante, deixando claro, pelos menos aos setores de vanguarda, que a melhor alternativa pode estar na convergência (p. 64). A compreensão dos meios é afetada pelas noções de Multiplicidade e de Hibridação Cultural O mundo da cultura não é estático Pensamento da Convergência Os núcleos de cada meio estão propensos a se encontrar Públicos, artistas e contextos de intervenção heterogêneos/diversificados Oposição ao pensamento especializante Estética da saturação Essa espécie de escritura múltipla, em que texto, vozes, ruídos e imagens simultâneas se combinam e se entrechocam para compor o tecido de rara complexidade, constitui a própria evidencia cultural daquilo que a modernamente nos convencionamos a chamar de uma estética da saturação, do excesso (a máxima concentração de informação num mínimo de espaço-tempo) e também da instabilidade (ausência quase absoluta de qualquer integridade estrutural ou de qualquer sistematização estilística). Trata-se, numa palavra, de superpor tudo (textos, imagens, sons) ou de imbricar as fontes umas nas outras, fazendo-as acumularem-se infinitamente dentro do quadro, de modo a saturar de informação o espaço da representação (p. 74-75). Importância das remediações Hibridização: que desdobramentos ela trará em termos de políticas? Obrigado!!! (Síntese e apresentação feitas por: Gilson Cruz Junior)
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