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"Ascensão de Vasco da Gama" n'A Mensagem

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Beatriz Carreira

on 18 February 2013

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Transcript of "Ascensão de Vasco da Gama" n'A Mensagem

Ascensão de Vasco da Gama - Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra
Suspendem de repente o ódio da sua guerra
E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus
Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,
Primeiro um movimento e depois um assombro.
Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,
E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões. Deuses no Olimpo Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta

Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,

O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. Análise Argonauta- navegador (de "Argos" nome do navio do mítico Jasão) PORQUÊ ARGONAUTA? Jasão foi um herói grego da Tessália, filho de Esão, foi criado pelo centauro Quíron. O trono de Iolco passou de seu avô Creteu para seu tio Pélias, que era filho de Tiro e Posidão. Temendo a profecia de que seria morto por Jasão, o rei Pélias envia o herói para uma missão impossível: (como condição para lhe restituir o trono): trazer o Tosão de ouro da distante Cólquida. Em Argos, Jasão constrói a nau Argo e reúne uma tripulação de heróis, conhecida como os argonautas, para acompanhá-lo. Uma solução estilística recorrente em diversos poemas de Pessoa é a de se referir ao visado apenas através do momento da sua morte. Fará o mesmo em relação a Bartolomeu Dias e a Fernão de Magalhães. Nesse momento contabiliza-se a valia de toda uma vida. E a valia da vida de Vasco da Gama é tal que, segundo o poeta, faz pasmar os próprios deuses!


PONTOS PRINCIPAIS:

Capacidade de interferência
de Vasco da Gama no plano mitológico das guerras entre deuses e gigantes;

Ascensão de Vasco da Gama
e dos Portugueses, pois devido aos seus feitos “se vão da
lei da morte libertando”,
perante pasmo quer no plano mitológico (deuses e
gigantes) quer no plano terreno (pastor). 1.10.65 A figura de Vasco da Gama é engrandecida neste
poema por vários aspectos: Pelos efeitos provocados por esta situação: o pasmo dos Deuses e dos Gigantes, o silêncio e assombro da natureza e a admiração dos homens; Pelo nome de “Argonauta”, identificando-o com os heróis míticos da Grécia antiga, que procuravam desvendar o desconhecido, na busca do inacessível e o impossível. Pela situação de elevação aos céus num plano superior ao da simples condição humana – libertando-se do corpo, torna-se alma e imortaliza-se; do Poema Aliterações Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra

Suspendem de repente o ódio da sua guerra

E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus

Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,

Primeiro um movimento e depois um assombro.

Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,

E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.

Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta

Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,

O céu abrir o abismo à alma do Argonauta. Vasco da Gama é chamado de
Argonauta
Sob o olhar assombrado dos deuses,
ascende aos ceus, num movimento de elevação/distanciação do que é terreno, atravessa o vale ladeado de medos que ele ultrapassa, elevando-se a uma condição semelhante à dos deuses Lusíadas Mensagem VS Lusíadas canto IV (estância 83) - no momento
em que partem para a Índia, também sao comparados aos argonautas
canto IX - os marinheiros portugueses
ascendem a um lugar dos deuses como prémio por se terem superado a si mesmos e aos seus medos - Ilha dos Amores
canto X - é levado ao cumo do monte, por
Thetis, para receber a imortalidade como recompensa por ter conseguido
levar a armada a Índia Mensagem ALITERAÇÕES FIM O poeta usa a repetição do mesmo som para conferir ao poema:
Musicalidade
Ritmo
Um estilo GRANDIOSO
&
Épico Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra
Suspendem de repente o ódio da sua guerra
E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus
Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,

Primeiro um movimento e depois um assombro.
Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,

E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.
Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta
Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,
O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.
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