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Kant & Hans Jonas | Responsabilidade ecológica

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Diogo Marques

on 1 June 2013

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Transcript of Kant & Hans Jonas | Responsabilidade ecológica

de Kant a Hans Jonas Que deveres tem o Homem em relação à preservação dos recursos da Natureza e à minimização dos riscos para os seus descendentes? Responsabilidade
s.f. Obrigação de responder pelas ações próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas. Fonte: Priberam Responsabilidade Ec logica Definição de Recordando conteúdos anteriores Fonte: C.A. Pensar Azul É o reconhecimento da autoria da ação e a obrigação de responder perante a própria consciência. Definição de responsabilidade segundo a Filosofia Immanuel Kant Hans Jonas O principal autor foi Hans Jonas, que aplica os princípios de Kant à ecologia. Vamos agora recordar a teoria Kantiana e ver as modificações feitas por Hans Jonas. Que filósofos falaram disso? É um autor que reflete sobre as preocupações e problemáticas da nossa época
Nacionalidade judaica
Discípulo de Heidegger
Formado em Biologia Hans Jonas Prussiano
Chamado o “senhor do dever” Immanuel Kant Fonte: Pensar Azul Não tem em vista qualquer bem objetivo, mas fundamenta-se em princípios racionais.

É uma ética autónoma.

Valoriza os princípios morais.

Age segundo uma máxima tal que possas, ao mesmo tempo, querer que ela se torne lei universal. Breve sumário da teoria Kantiana (1903-1993) (1724-1804) «Pus em marcha o pensamento para um novo tipo de questionamento, que amadureceu devido ao perigo que representa para nós mesmos o nosso poder, o poder do Homem sobre a Natureza.»
Esprit, 171, 1991 Hans Jonas A principal ideia é a fragilidade do mundo, associado ao poder técnico do Homem. Interpretação «A presença do Homem no Mundo era um dado primeiro e inquestionável do qual partia qualquer ideia de obrigação no comportamento humano. Agora, essa mesma presença converteu-se em objeto de obrigação: da obrigação de garantir no futuro a premissa primeira de toda a obrigação, i.e., justamente a existência de candidatos a um universo moral num mundo físico.»
H. Jonas, p.38 Hans Jonas "Hamlet"
de William Shakespear A sua ética tem como finalidade a sobrevivência da existência humana que engloba a biosfera.
O valor fundamental que deve presidir à ação moral é o primado do ser sobre o não ser. Interpretação Os pressupostos da ética de Jonas são:
Históricos
Concretos
Remetem à existência humana, apelando à sua racionalidade e sensibilidade, enquanto seres fazem parte de uma Natureza. Ou seja «A questão não é o que é que o Homem será capaz de fazer (…), mas sim de quanto é que a Natureza pode suportar. Hoje em dia ninguém duvida que existem limites para a tolerância.»

H. Jonas, El Principio de Responsabilidad, Barcelona, Herder, 1995, p.302 O novo imperativo categórico O fundamento da ação ética é o ser humano enquanto ser natural: biológico, enraizado, concreto. Em resumo «O imperativo categórico de Kant dizia: “Age de tal modo que possas querer também que a tua máxima se converta em lei universal”(…) Um imperativo que se adequasse ao novo tipo de ações humanas e que estivesse dirigido ao novo tipo de sujeitos da ação, diria algo como:

“Age de tal modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma vida humana autêntica na Terra” (…) ou simplesmente: “Não ponhas em perigo as condições da continuidade indefinida da Humanidade na Terra” (…) “Inclui na tua escolha presente, como objeto também do teu querer, a futura integridade do Homem.”

H. Jonas, El Principio de Responsabilidad, Barcelona, Herder, 1995, p.39-40 Ao contrário de Kant, a ética de Jonas não é do tipo universal, mas histórica, situada.
Apenas se encontra o sentido da ação através do enquadramento social, através da sua participação na tarefa de preservação da espécie. Sumário A origem e finalidade da ética é a responsabilidade com o outro e perante o outro.

O outro tem uma dimensão natural, logo, o princípio da responsabilidade é do tipo:

Trans-individual
Trans-social Resumindo: O fundamento da ação ética é o ser humano enquanto ser natural:
-Biológico,
-Enraizado,
-Concreto. «O imperativo categórico de Kant dizia: “Age de tal modo que possas querer também que a tua máxima se converta em lei universal”(…) Um imperativo que se adequasse ao novo tipo de ações humanas e que estivesse dirigido ao novo tipo de sujeitos da ação, diria algo como: “Age de tal modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma vida humana autêntica na Terra” (…) ou simplesmente: “Não ponhas em perigo as condições da continuidade indefinida da Humanidade na Terra” (…) “Inclui na tua escolha presente, como objeto também do teu querer, a futura integridade do Homem.”» H. Jonas, El Principio de Responsabilidad, Barcelona, Herder, 1995, p.39-40 -Ao contrário de Kant, a ética de Jonas não é do tipo universal, mas histórica, situada.

-Apenas se encontra o sentido da ação através do enquadramento social, através da sua participação na tarefa de preservação da espécie. Sumário -A origem e finalidade da ética é a responsabilidade com o outro e perante o outro.

-O outro tem uma dimensão natural, logo, o princípio da responsabilidade é do tipo:
-Trans-individual;
-Trans-social O modelo da responsabilidade é o tipo parental: inspira-se no exemplo da relação pai-filho. «[A responsabilidade parental é] a única categoria de comportamento totalmente desinteressada, transmitida pela Natureza.» Os fundamentos da ética de Jonas são:
-Responsabilidade coletiva
[resp. parental/ solicitude];
-O individuo histórica e socialmente situado;
-A responsabilidade para com o futuro. Exemplos: O jogador do casino, o condutor e o capitão. Em síntese: Depois da experiência da bomba atómica, depois da experiência do assassinato de milhões de Judeus nos campos de concentração nazi, que sentido terá continuar a repetir aos humanos, tu podes fazê-lo e, enquanto podes deves? -A responsabilidade exige o cálculo dos riscos e, na dúvida, se algo pode falhar é melhor não fazer.
-São três os aspetos do dever da responsabilidade:
-A existência de um mundo habitável;
-A existência da humanidade;
-A existência de uma humanidade criadora. -A ética de Hans assume uma opção pelo ser humano e pela continuidade da evolução.
-É uma ética emotivista, no sentido de que tendo optado pelo dever ecológico e biotecnológico, arranca do sentimento e da aceitação da superioridade da vida. -É uma ética prudencial, defende um critério de moderação e equilíbrio para a vida humana: nem tudo o que pode deve ser feito.
-É ainda deontológica pois assume a sobrevivência da vida criadora como exigência imperativa e universal. As decisões tomadas hoje irão ter implicações profundas e diretas na vida de amanhã, ignorar tal constatação significa agir com negligência. Viver sem uma postura ética consistente, nomeadamente no que se refere às questões ambientais, pode levar a uma vida desenvolvida sem integridade e sem princípios. Bibliografia e sitografia: -Pensar Azul
-Guia do Professor
-https://sites.google.com/site/filosofiabaltar/A-Filosofia-e-o-sentido/hans-jonas---a-responsabilidade-ecologica-e-as-geracoes-futuras
-https://sites.google.com/site/filosofiabaltar/A-Filosofia-e-o-sentido/a-responsabilidade-ecologica-segundo-hans-jonas-1 H. Jonas, El Principio de Responsabilidad, Barcelona, Herder, 1995, p.39-40
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