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Análise do poema de Fernando Pessoa

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by

Maria Ligia Clemente

on 10 April 2015

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Transcript of Análise do poema de Fernando Pessoa

Análise do poema de Fernando Pessoa
Introdução
Análise do poema
"Sonho"
"Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme inconsciente de alheios corações,
Coração de ninguém."
Interpretação
1ª estrofe:
Sonha, se perdendo de sua identidade;
Tem incertezas sobre sua identidade que não se aquieta;
Quando sonha deixa de pensar, e nem alma deseja ter.
Intertextualidade
Fernando Pessoa
transpassa a ideia de que
não é preciso pensar para existir, apenas sentir.

René Descartes,
filósofo francês do século XVII, também argumentava sobre a
existência do homem,
mas com uma visão diferente.

Ideia: a realidade se dá a partir do pensar. Os sentidos e sonhos enganam.
"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos."
Sobre Fernando Pessoa
filósofo, poeta e escritor português
Nasceu em 1888, em Lisboa;
Havia o hábito de escrever sob diversos heterônimos, e cada um com seu estilo próprio: Alberto Caieiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis;
Sua popularidade iniciou-se após sua morte, em 1935, despertando interesse do público somente da década de 40;
Possuia intensa amizade com Mário de Sá-Carneiro, e a mesma só fora interrompida após o suicídio do amigo;
Antes de escrever, Fernando não podia deixar seu lápis desapontado, e costumava escrever de pé.
Neste bimestre, estudamos sobre um
poeta profundo e fascinante chamado Fernando Pessoa. Paralelo aos estudos realizados, aprofundamos em sua obra através do livro "
Poemas de Fernando Pessoa
". E, dando continuidade ao estudo, faremos a análise de poemas selecionados, afim de compreendermos melhor um dos poetas mais consagrados de todos os tempos.
Luana nº 18
Maria Lígia nº 24

2ª estrofe:
Se deixa cair no esquecimento, a vida lhe parece um erro;
Considera-se vazio e não tem desejos, recordações e nenhum destino.
3ª estrofe
:
Pensamento dramático que serve de conclusão para lamentar de si próprio;
Diz que dentro dele vive um coração abandonado por todos, alheio a todos os outros corações.
"Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei."
O poema abrange
a solidão
e
o abandono
. Existe nele um
conflito
entre a
realidade
e os
sonhos
(sonhado e real, presente e futuro). Desconhece seu verdadeiro eu, que é dividido, fragmentado, fazendo com que
busque pela sua identidade.
Recursos poéticos
3 estrofes com 4 versos curtos;
Rimas alternadas (ABAB) e musicalidade;
Lírico (envolve problemas existenciais);
Linguagem simples e sóbria;
Melancolia, angústia e solidão;
No "Cancioneiro", questiona-se a existência do ser humano, a qual orbita a ideia do autor sobre e o poema.
É um poema canção, transmitindo tristeza e angústia.

Suas palavras servem como espelho de sua alma, e as frases são de um homem irracional, triste e deixado sozinho por opção e também pelo destino.
"Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma."
"Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme inconsciente de alheios corações,
Coração de ninguém."
Ideia central
René Descartes
"Penso, logo existo."
O poema é da fase Modernista da
poesia ortônima de Fernando Pessoa!
Ortônimo
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