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Copy of Copy of Aula 3 - Arquitetura Paleocristã

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by

Felipe Proença

on 6 November 2014

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Idade Média
A tecnologia do período desenvolveu-se
principalmente na construção das catedrais, estando o conhecimento tectônico sob o controle das corporações de ofícios.
Durante praticamente todo o período medieval, a figura do arquiteto (como sendo o criador solitário do espaço arquitetônico e da construção) não existe. A construção das catedrais, principal esforço construtivo da época, é acompanhada por toda a população e insere-se na vida da comunidade ao seu redor. O conhecimento construtivo é guardado pelas corporações, as quais reuniam dezenas de mestres-obreiros (os arquitetos de fato) que conduziam a execução das obras, mas também as elaboravam.
A Cristandade definiu uma visão de mundo nova, que não só submetia a vontade humana aos desígnios divinos como esperava que o indíviduo buscasse o divino. Em um primeiro momento, e devido às limitações técnicas, a concepção do espaço arquitetônico dos templos volta-se ao centro, segundo um eixo que incita ao percurso. Mais tarde, com o desenvolvimento da arquitetura gótica, busca-se alcançar os céus através da indução da perspectiva para o alto.
Estilos medievais
• Arquitetura paleocristã; Arquitetura visigótica; Arquitetura moçárabe; Arquitetura bizantina; Arquitetura mourisca; Arquitetura românica; Arquitetura gótica

Estilos medievais
• Arquitetura paleocristã; Arquitetura visigótica; Arquitetura moçárabe; Arquitetura bizantina; Arquitetura mourisca; Arquitetura românica; Arquitetura gótica
PERIODIZAÇÃO DOS ESTILOS ARQUITETÔNICOS:
A BASÍLICA PALEOCRISTÃ
▪ Legenda:
A.
Nave central;
B.
Naves laterais;
C.
Cátedra (cadeiras episcopais);
D.
Ábside;
E.
Altar;
F.
Não informado pelo autor;
G.
Ambom;
H.
Transepto;
I.
Nártex;
J.
Átrio;
K.
Colunas;
L.
Pias de ablução
(Koch, 2004, p. 111-112).
ARQUITETURA
PALEOCRISTÃ

Aula 3:
BASÍLICA DE SÃO CLEMENTE
Planta-baixa - Descrição (Koch, 2004):
- No corpo principal (uma longa sala encerrada entre colunas e coberta por uma abóbada ou um madeiramento, a nave central (A) é bem mais alta que as duas ou quatro naves menores (naves laterais, B); o espaço sobre elas é ocupado por uma fileira de janelas (clerestório ou janelas superiores). As colunas são ligadas por um entablamento retilíneo (v. Arquitrave) ou por arcadas (v.), que sustentam as paredes laterais da nave principal (paredes divisórias) e as separam das naves menores (arcos divisórios). Em lugar da tribuna romana, reservada aos juízes ou aos supervisores do mercado, (v. 2), encontra-se, na abside atrás do altar (E), a cadeira episcopal (Cátedra , C) (v.). Cancelas do coro (F.) ricamente decoradas separam o espaço reservado ao altar, aos cantores, aos clérigos e ao atril (Ambom, G) (v.) do espaço reservado aos laicos .

A ampliação da obra através de um corpo transversal (transepto , H), um nártex (v.; vestíbulo, 1) e um pátio anterior descoberto (átrio ou paraíso, J) com colunas (K) e pias de ablução (L). As torres são acrescentadas só mais tarde e, em geral, se localizam do lado. A basílica se desenvolve em seguida e se enriquece com a cripta (v.), o cruzeiro (v.), a tribuna do coro (v. Coro, transepto), as torres (v.), a alternância dos suportes (v.), a tribuna (v.), o trifório (v.), a fachada oeste (v.), etc. No Gótico tardio a basílica perde a importância para a igreja-salão; no Renascimento e no Barroco em favor das construções de planta centrada e das igrejas de nave única” (Koch, 2004, p. 111-112).
DISPOSIÇÃO DE
ESPAÇOS ARQUITETÔNICOS
CONCEITUAÇÃO:


Basílica
(Koch, 2004):

• 1. "Espaço coberto, destinado à realização de assembleias cuja origem remonta à Grécia Helenística. Seu modelo foi largamente desenvolvido pelos romanos, sendo mais tarde adaptado como modelo para os templos cristãos";

• 2. “Espaço coberto empregado pelos romanos como mercado ou tribuna, normalmente delimitado por naves laterais ou terminando em uma abside";

• 3. “Princípio tipológico das igrejas cristãs”;


Usos:
• Edifícios de caráter
civil
e
multifuncional
-> Usos público, político, comercial e social;

• Possuíam
espaços de reunião
destinados a
assembleias
cívicas,
funcionando muitas vezes como
tribunais
ou
espaços comerciais
, tornando-se indispensável em qualquer cidade importante;



Organização espacial:
• Edifício
longilíneo
composto por
uma nave central
,
duas laterais
(mais baixas) e uma ou mais
absides
. Possuem janelas altas (
clerestório
) para a entrada de luz natural, na parte superior da nave central. Em destaque, ao fundo, estava a
tribuna
que mais tarde seria adaptada transformando-se no
altar
do culto cristão;
• Possui
simetria bilateral
(eixos transversal e longitudinal);

• Cria um espaço que tem um
centro preciso e único
, função do edifício, e não do caminho do homem” (Alonso P., 2010, p. 104);


• Exemplos -> Basílica Julia (Roma), Basílica Emília (Roma), Basílica de Constantino (Roma).
ANTECEDENTES:
A BASÍLICA ROMANA
A BASÍLICA PALEOCRISTÃ:
GLOSSÁRIO

AMBOM:
- “Balaustrada com estante de coro nas cancelas do coro paleocristã” (Koch, 2004, p. 101).

ABSIDE:
- “Também concha, êxedra, tribuna. Nicho situado na extremidade do coro (cabeceira do coro), de forma semicircular derivada da arquitetura romana sacra e profana. A abside principal corresponde à nave principal e contém o altar-mor, absidíolos nas extremidades das naves laterais e do transepto, contendo os altares menores. Surgida na época carolíngia, a abside é precedida pela tribuna do coro. O período gótico transforma a abside no coro de remate poligonal” (Koch, 2004, p. 96).

CAMPANÁRIO:
- "Torre da igreja onde ficam os sinos; a abertura da torre onde se encaixam os sinos"

CRUZEIRO:

- “Superfície quadrada ou retangular que resulta do cruzamento do corpo longitudinal com o transepto” (Koch, 2004, p. 132).

NÁRTEX:
- "Vestíbulo à entrada da basílica paleocristã, destinado àqueles não batizados, para que pudessem assistir aos rituais sem deles participar diretamente";

TRANSEPTO:
- Parte transversal de uma igreja que se estende para fora da nave central, formando com esta uma cruz (Houaiss 3.0).

TRIFÓRIO:
- "Em uma igreja, galeria estreita sobre os arcos da nave central, ou sobre as naves laterais" (Houaiss 3.0).
Basílica de São Paulo Extramuros
(reconstrução do séc. XVIII da antiga basílica paleocristã do tempo de Constantino)
• É a segunda maior basílica católica de Roma;



"Passeio arquitetural":
• Após percorrer uma
escadaria
atinge-se um
pórtico
, que se comunica com um vasto
átrio
(
pátio)
, cercado de
galerias de colunas.
No centro do pátio, há uma
fonte
, transformada depois no batistério ou pia batismal, para purificação dos novos conversos. Somente depois de purificados, estes poderiam penetrar no templo.
Basílica romana (corte transversal persp.):
Hierarquia espacial entre as naves central e laterais

Princípios:

Espacialidade
-> Retomada da
escala humana
dos gregos e aproveitamento do
espaço interno
romano;
• Redução dimensional da basílica romana -> Acolhimento, reunião, comunhão dos fiéis;
• Caráter religioso;
• Princípio tipológico das igrejas cristãs;


Organizações espaciais:
1.

Lineares
-> Congregação;
2.

Centralizadas
->
Mausoléus, batistérios, capelas
etc;


Espaços arquitetônicos:

Ábside
-> Apropriação da tribuna (local de poder) para o Altar e os assentos do clero;

Acessos
-> Deslocamento do acesso central para a extremidade;

Corpo principal
-> Divisão em uma nave central mais duas ou quatro naves laterais;

Transepto
-> Corpo transversal, perpendicular, distinguindo os lugares dos fiéis e os do clero;

Cruzeiro
-> Interseção formada pelo corpo longitudinal e o transepto;

Fachada
-> Acréscimo do
nártex
e do
campanário
;
• Planta em
cruz latina
-> Percurso do culto cristão;


Sequência espacial (paleocristã)
:
1.
Átrio
– 2.
Nártex
– 3. três a cinco
naves
de teto plano com
nave central
elevada e exposta à luz – 4.
Ábside

(presbitério,
coro).

▪ Distinções espaciais:
• “A separação entre o
espaço basilical
e o
espaço absidal
se reduz ao estreitamento da embocadura de uma união e à definição de um plano formalmente destacado: o chamado
arco do triunfo"
(Alonso P., 2010, p. 104);

• "
Enquanto os gregos alcançaram a escala em uma relação estática, o mundo cristão apóia-se na
diretriz humana
e no
caráter dinâmico do homem
, orientando o edifício segundo seu caminho (Alonso P., 2010, p. 105).


Caminho, sentido, trajetória
-> Analogia com o percurso de vida de um cristão, que poderia alcançar o paraíso, representado pelo Altar.


Percurso do observador
->

Organiza as concepções do plano, do espaço e da decoração (quadros, mosaicos etc);

Hierarquia
(conceito):


Refere-se à
importância relativa
(formal e/ou funcional) dos espaços arquitetônicos uns em relação aos outros;


Isotropia espacial
-> Consiste na existência de propriedades, atributos ou qualidades muito similares em todas as direções de um ambiente ou espaço;
(Rubr.: física) Qualidade de alguns meios ou materiais que consiste em terem as mesmas propriedades físicas em todas as direções (Houaiss 3.0);



Basílica romana x paleocristã:

Enquanto a espacialidade as basílicas romanas é basicamente isotrópica, isto é, apresenta essencialmente as mesmas qualidades espaciais em todas as direções, a paleocristã introduz uma hierarquização espacial (a partir dos espaços basilical e absidal).


Orientação solar e iluminação:

"(...) a cabana cristã volta a ser uma cabana orientada, com sua
entrada sempre a oeste
e sua
cabeceira sempre a leste
(voltada para o pôr do sol), de onde se abrem focos de luz com maior e menor profusão que atraem a vista e orientam o percurso” (Alonso P., 2010, p. 106).
HIERARQUIA E ORIENTAÇÃO ESPACIAL:

Simbolismo na arquitetura paleocristã:
Basílica Emilia (Roma) -

espaço isotrópico
Basílica de Santa Sabina (Roma) -
espaço anisotrópico
Espaço basilical
Espaço absidal
Espaço basilical
Basílica de Santo Apolinário em Classe (Ravena, 539-549)
▪ Valorização da horizontalidade:
• “As almofadas (v.) formam uma descontinuidade entre arcos e colunas, no centro crítico das relações de gravidade, e criam uma
pontuação
ao longo da nave, retomada desde as bases das colunas, que têm a mesma função”;
• “As faixas de
mosaico
acentuam no conteúdo e na forma a horizontalidade" (Zevi, 2000, p. 74).

▪ Aceleração do ritmo:
• Decorre também do menor espaçamento entre as colunas;
Mosaicos da nave (Sant’Apollinare in Classe, Ravena, séc. VI):
Histórias da vida de Cristo (faixa superior), Profetas (faixa intermédiaria), Teoria das Virgens (faixa inferior)
Ábside, séc. VI
(San Vitale, Ravena)
▪ Igreja de São Vital
(Ravena, 530-47):


“(...) nos edifícos de planta cêntrica,
o espaço é dilatado
até as fluências mais velozes e às mais tensas distâncias (...)" (Zevi, 2000, p. 75);


“(...) toda intenção espacial consiste em
dilatar o octógono
, negar sua forma geometricamente fechada e facilmente apreensvel, ampliar indefinidamente" (
Ibid
.);

• "
No bizantinismo há uma superfície mural que se curva,
afasta-se do centro
através de formas côncavas cada vez mais impelidas para o
exterior
, para o vão circular que vem a perder toda a validade arquitetônica independente (p. 76);


(...) Revestidas todas as paredes com mosaicos, nega-se cada contraponto de peso e sustentação, o luzidio e cintilante invólucro mural torna-se um manto de matéria sutil, macia e superficial.”
(p. 75
.
)
SÃO APOLINÁRIO EM CLASSE
(Ravena, 539-49):

Paleocristão
-> Qualifica as obras de arte realizadas por cristãos durante o período anterior ao Cisma da Igreja (1054).


Arte Cristã Primitiva
-> Refere-se à arte desenvolvida nos cinco primeiros séculos
do surgimento do Cristianismo. Divide-se em:


1.

Fase Catacumbária

(séc. II - início do séc. IV d.C.)
->
• Não há registros de arte cristã do séc. I;
• Período em que o Cristianismo ainda não era reconhecido como religião pelo Império Romano (IR). Conversão de Constatntino, em 312 d.C.; Édito de Milão, em 313.

2.
Fase Cristã Primitiva
(313-500 d.C.)

-> Período posterior ao reconhecimento do Cristianismo pelo IR. A partir de então, as artes praticadas pelos cristãos dividiram-se em dois grandes ramos:
ocidental
e
oriental
.
• Essa divisão também decorre da divisão do então Império Romano em IR do Ocidente (sede em Roma) e IR do Oriente (sede em Constantinopla).


324 a 330 d.C
-> Transferência da capital principal de Roma para Bizâncio por Constantino (r. 306-37) - Passa-se a empregar a designação

"bizantino"
;

CRONOLOGIA
FASE CATACUMBÁRIA
CATACUMBA
(Rubr.: história)
• Conjunto de
galerias
e
salas
escavadas no
subsolo
para
sepultamentos
, especialmente as construídas pelos cristãos, em Roma, dos sécs. I ao IV, talvez também usado como lugar de refúgio às perseguições.

FASE CRISTÃ PRIMITIVA

Sécs. I ao III
(Catacumbas) -> Menor desenvolvimento do cristianismo devido às perseguições romanas;


313 d.C.

(Édito de Milão)
-> Promulgado por Constantino, garantia a liberdade de crença religiosa. Porém, continuaram as perseguições aos cultos não-cristãos e não-ortodoxos (judaísmo, paganismo etc);


391 d.C.
-> Oficialização do Cristianismo como religião oficial do Império Romano por Teodósio I.

• Após a oficialização, a nova religião necessitava de locais adequados às reuniões de fiéis e celebrações litúrgicas, realizadas inicialmente em edificações romanas existentes, as
basílicas
;

ANTIGA BASÍLICA DE SÃO PEDRO
(Basílica patriarcal)


Antiga

Basílica de São Pedro
(Roma,

séc. IV):
• Também chamada "Basílica constantiniana" (construída por Constantino I);
• Representa a planta típica da basílica cristã;
• Edifício que existia no local onde há a atual Basílica de São Pedro, no Vaticano.



Basílica de São Pedro
(Vaticano, 1506-1626):
• Renascimento e Barroco;
• Contém obras
de arquitetos e artistas como
Bramante
(planta inicial),
Rafael
(modificações),
Michelangelo
(principal arquiteto, pintura do teto da capela Cistina) e
Bernini
(praça de São Pedro) entre outros.
INCLUIR AQUI OUTROS TRECHOS BENEVOLO, 1987:

"Vulgaridade" técnica:

"Uma igreja cristã, no entanto, não pode considerar-se um edifício representativo no sentido antigo; por muito importante que seja,
é um edifício tecnicamente vulgar
, ao qual se atribui uma duração e um valor econômico semelhante ao das construções vulgares" (Benevolo, 1987, p. 73);
BASÍLICA DE SÃO PEDRO - Descrição Rosi:
Após a escadaria, nem sempre existente, chega a um pórtico que se comunica com um vasto pátio denominado atrium, cercado de galerias de colunas.
No centro do atrium, encontra-se uma fonte, transformada mais tarde em batistério ou pia batismal, par a purificação dos novos conversos.
No fundo do atrium, no eixo longitudinal, encontra-se imponente pórtico ou vestíbulo, o narthex, que dá acesso ao interior da igreja.
O interior é dividido em três naves, separadas por fileiras de colunas que sustentam o teto plano de armação de madeira lavrada.
A nave maior chama-se central e as demais, laterais.
Cortando as três naves em ângulo reto formando uma cruz, temos o transepto, nave perpendicular.
No eixo da nave central, o fundo, encontra-se um nicho de forma semi-circular, a ábside, cuja superfície interior curvilínea é decorada com mosaicos e afrescos.
A ábside e o transepto são reservados ao serviço serviço religioso.
O transepto, onde ficavam os membros das irmandades religiosas, separa-se da nave central por uma pequena grade, ainda hoje existente, chamada cancela.
A cobertura, em duas águas, era sustentada por uma estrutura de madeira .
A iluminação era feita por janelas na nave central, mais elevada do que as laterais.

ESCULTURA E ARTE PARIETAL
EM BASÍLICAS:

Basílica de São Pedro ou Constantiniana
(Roma, séc. IV; desenho de c. 1450)

Até 313 d.C
-> Época das perseguições sofridas pelos cristãos pelos imperadores, em toda a extensão do Império Romano;

• Sendo uma religião perseguida e reprimida, com práticas cristãs desenvolvidas ocultamente, esta fase não apresenta propriamente uma arquitetura;

• Esses locais eram escondidos pois o ritual funerário e a proteção das sepulturas eram de primordial importância para o cristão;


Catacumbas de Priscila
-> Local utilizado para a realização de sepultamentos cristãos a partir do final do séc. II d.C. até o séc. IV.

Moisés e a travessia do Mar Vermelho -
Catacumba Via Latina (Roma)
Detalhes da catacumba de São Marcelino (Roma) -
Pinturas murais
Basílica de Santa Constanza
(Roma, 330)
Catacumbas de Priscila
(Via Salária, Roma)
Basílica de Santa Constanza
(Roma, c. 350)
Ambulatório circular
(Santa Constanza, Roma)
Mausoléu de Galla Placidia
(Ravena, séc. V)
Díptico de Estilicão (madeira) - mestre dos soldados romano
(Catedral de Monza, c. 400)
DÍPTICO
(Rubr.: artes plásticas)
Conjunto de duas tábuas articuladas por dobradiças, com algum motivo (ger. religioso) pintado ou esculpido em relevo e que se pode fechar ou expor abertas (Houaiss 3.0)
Peça em marfim
ARTE CRISTÃ PRIMITIVA
Sarcófago papal - Mármore
(Via Salaria, Roma, séc. III)
Vista lateral do sarcófago de Junius Bassus (senador romano cristão) - Mármore - Roma, 359
Bom Pastor
(séc. V)
MAUSOLÉU
Monumento funerário, ger. imponente ou de dimensões avantajadas, que abriga os despojos de um ou vários membros de uma mesma família
(Houaiss 3.0)
ARTE
PALEOCRISTÃ

Aula 3:
HIERARQUIA ESPACIAL
(Outros exemplos)

ASPECTOS ARQUITETÔNICOS COMPLEMENTARES
SANTA CONSTANZA
(Roma, c. 350):
▪ Origens:

c.350
-> Construção da basílica, com mausoléu, para a família do imperador Constantino;

Séc. VI
-> Conversão do mausoléu em batistério;

▪ Organização espacial:
• Centralizada, formada pela superposição de três volumes cilíndricos distintos;

▪ Espaços internos:
• Arcada circular formada por 12 colunas duplas de granito ao redor da cúpula, com janelas superiores que dão iluminação difusa ao interior;
• Há um ambulatório ao redor dos pares de colunas, limitado na parte externa por uma parede circular onde aparecem nichos semicirculares e retangulares e que abrem, nos quatro eixos principais, para capelas pequenas que sugerem a forma de uma cruz grega;
• Revestimentos internos em mármore e ornamentação com mosaicos;

• Marcante
harmonia espacial;
Basílica de Santa Sabina (Roma, 422-32)
SANTA
SABINA
SÃO PAULO
EXTRAMUROS
(Basílica patriarcal)
São João de Latrão - Fachada barroca (1735)
(Roma, 318 d.C.)
São João de Latrão - Transepto
(Roma, 318 d.C.)
Basílica de Santa Luzia (Viana do Castelo, Portugal - 1903-1943) - Templo com planta em cruz grega, com elementos arquitetônicos neo-românicos, bizantinos e góticos.
Da esquerda para a direita: Templo períptero grego. Basílica de Sant’Apollinare in Classe (Ravena, 533-549 d.C.). Basílica de São Pedro (Roma, 319-322 d.C.).
SÃO JOÃO DE LATRÃO
(Basílica patriarcal)
A INTRODUÇÃO DO TRANSEPTO
SÃO VITAL
(Ravena, 530-47):
SANTA CONSTANZA
(Roma, c. 350):
BASÍLICA -ASPECTOS TIPOLÓGICOS:
• As pinturas murais das catacumbas utilizavam um vocabulário romano e sua expressividade se inspirou na pintura decorativa de Pompéia;

• Os temas retratados são simbólicos e de inspirações bíblicas. Os artistas recorriam a motivos pagãos dando-lhes interpretação cristã.

• Eram usados símbolos representativos:

a)
Peixe – simboliza Cristo;
b)
Pavão – símbolo da eternidade;
c)
Pomba com ramo de oliveira – alusão ao episódio de Noé;
d)
Âncora – símbolo da fé;
e)
Lírio – símbolo da pureza;
f)
Cacho de uvas – o sangue de Cristo;
g)
Espiga de trigo – símbolo do pão da eucaristia;
h)
Serpente - símbolo do mal;
i)
Pastor – Cristo;

• Período em que a escultura em volume (propriamente dita) praticamente não se desenvolveu;

• Paredes e tampas de sarcófagos eram decoradas com pequenas esculturas em baixo-relevo;

PAGÃO
1. aquele que não foi batizado;
2. Adepto de qualquer religião que não adota
o batismo ou adota o politeísmo (Houaiss 3.0)
PINTURA
Basílica Emilia (Forum romano, 179 a.C.)
Basílica Julia (Forum romano, 46 a.C.)
Basílica Julia
Basílica Emilia
Basílica Julia
Basílica Emilia
BASÍLICAS
ROMANAS

• A escultura continua a ser realizada, sobretudo, através dos
sarcófagos
(mármore);

ARTE PARIETAL:

• Fazem alusão à simbologia bíblica;

• Predominância de
mosaicos
na decoração mural. Nas basílicas, as ábsides tornaram-se os locais preferidos para aplicação da técnica do mosaico.

• As tesselas (peças) do mosaico fazem surgir figuras estilizadas, diferente da realidade. Aos poucos, substituem-se as tesselas de mármore por vidro colorido.


Ravena
-> Local onde se verifica a primeira expressão da arte bizantina (séc. V) –
irrealismo
,
misticismo
e um sentido muito desenvolvido da
cor
.

PINTURAS EM BASÍLICAS
Basílica Emilia (Forum romano, 179 a.C.)
Basílica Julia (Forum romano, 46 a.C.)
Basílica Julia
Basílica Emilia
Basílica Julia
Basílica Emilia
BASÍLICAS
ROMANAS
(Antecedentes)
Fórum e basílica de Trajano (Roma, 112 d.C.)
Superposições de volumes cilíndricos
BASÍLICAS PAPAIS:
As basílicas papais, basílicas maiores (ou basílicas patriarcais) são quatro basílicas de Roma: a basílica de São Pedro (local onde se encontra a sepultura do apóstolo Pedro), a basílica de São Paulo (idem, para o apóstolo Paulo) Extramuros (ou Fora dos Muros), a basílica de São João de Latrão (para João) e a basílica de Santa Maria Maior (dedicada a Virgem Maria).

O conceito de basílica maior foi criado em 1300 pelo Papa Bonifácio VIII. No segundo jubileu, em 1350, o Papa Clemente VI juntou uma terceira basílica maior: a basílica de São João de Latrão, catedral de Roma. A quarta foi adicionada pelo Papa Bonifácio IX em 1390: a basílica de Santa Maria Maior, a mais antiga igreja consagrada à Virgem Santa Maria.
Basílica de Santa Maria Maior
(Roma, 432-440 d.C.)
Basílica de São Pedro (nova) - Renascimento e Barroco (Roma, 1506-1626)
BASÍLICA DE SÃO PEDRO
Teto da Capela Sistina
(Michelangelo, 1508-12)
"A Criação de Adão"
(Michelangelo, 1508-12)
SANTA MARIA MAIOR
(Basílica patriarcal):
Santa Maria Maior - Ábside
(fachada posterior)
Nave central
ARTE PALEOCRISTÃ:
A Arte paleocristã ou Arte cristã primitiva é a arte, arquitetura, pintura e escultura produzida por cristãos desde o início do século II até o final do século V. Não há arte cristã sobrevivente do século I. Após aproximadamente o final do século V a arte cristã mostra o início do estilo artístico bizantino.

Antes do início do século II os cristãos, sendo um grupo minoritário perseguido, pode ter sido coagido por sua posição a não produzir obras de arte duradouras. Uma vez que nesse período o cristianismo era uma religião exclusiva das classes mais baixas, a falta de arte sobrevivente pode refletir uma falta de recursos para patrociná-la. Os primeiros indícios claros na afirmação de um estilo próprio cristão surgem em inícios do século II, sendo seu expoente as pinturas murais nas catacumbas romanas, lugar de culto [dado incerto] e refúgio cristãos. Normalmente os primeiros cristãos representavam o corpo humano de maneira proporcional e bidimensional, por vezes adaptando elementos da arte pagã, e obviamente harmonizando-os com os ensinamentos cristãos, bem como também desenvolveram sua própria iconografia, por exemplo, símbolos como o peixe (Ictus).
Espaço interno e mosaicos
(São Vital, Ravena)
BIZANTINA
BIZANTINA
▪ Santa Sofia de Constantinopla
(532-37):

▪ Dilatação espacial:
• "(...) a
superfície mural foge do centro do edifício, lança-se elasticamente para o exterior num movimento centrífugo que abre, rarefaz e dilata o espaço interior" (Zevi, 2000, p. 75);
Panteão (reconstruído no começo do séc. II d.C. - Templo de Minerva Medica (260-68) - Mausoléu de Santa Constanza (350): plantas
(Zevi, 2000, p. 73)
SANTA CONSTANZA
(Roma, c. 350):

▪ Movimento "centrípeto":
"(...) as diretrizes de perspectiva das arquitraves radiais indicam ao observador que se move na galeria [ou deambulatório] anular o centro do edifício: existe um
motivo centrípeto
nitidamente antitético das forças centrífugas do espaço bizantino" (p. 76).
Full transcript