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Manuel Bandeira - Antologia

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by

Daniela Polizel Perez

on 5 March 2014

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Transcript of Manuel Bandeira - Antologia

Introdução
Biografia
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em 19 de abril de 1886 no Recife;
Filho do dr. Manuel Carneiro de Sousa Bandeira, engenheiro, e de d. Francelina Ribeiro de Sousa Bandeira;
1982: volta à Pernambuco;
Totônio Rodrigues, a preta Tomásia, a rua da União, as ruas da Aurora, do Sol e da Saudade;
1986: mudança para Rio de Janeiro;
Aos 17 anos, vai para São Paulo e prepara-se para ser arquiteto na Escola Politécnica;

Adoece do pulmão no fim de 1904, abandona os estudos e volta ao Rio de Janeiro;
Em 1916 falece sua mãe, em 1918, sua irmã e em 1922, seu irmão;
1930: Livro Libertinagem. Poemas de 1924 a 1930 com 500 exemplares custeados pelo autor;
No dia 13 de outubro de 1968, Manuel Bandeira falece.
Modernismo
Manuel Bandeira é considerado um poeta modernista da primeira geração, ou geração de 22;
Foi influenciado pelo poeta amigo Mário de Andrade, visto como um dos fundadores do Modernismo no Brasil e força motriz da Semana de Arte Moderna, que aconteceu em 1922;
Bandeira acreditava ter se associado a uma geração que não era a sua.
Finalidade: reunir poemas de suas reminiscências*;
Critérios: poemas em que percebemos traço autobiográfico, referências sobre a vida, passado e reminiscências; evocação da infância ou adolescência de Bandeira;
A organização da antologia é cronológica, de acordo com a publicação dos livros utilizados, apenas são representados poemas que permitiram uma análise baseada nos critérios expostos, independente do livro em que se encontram.
No livro Libertinagem, com poemas de 1924 a 1930 e publicado em 1930, Manuel Bandeira se resigna à condição de poeta, como diz:

"Tomei consciência de que era um poeta menor; que me estaria sempre fechado o mundo das grandes abstrações generosas; que não havia em mim aquela espécie de cadinho onde, pelo calor do sentimento, as emoções morais se transmudam em emoções estéticas: o metal precioso eu teria que sacá-lo das minhas pequenas dores e ainda menores alegrias."

Morte do pai e Rua do Curvelo.
Porquinho-da-índia
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos,
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas…

– O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.


Porquinho-da-índia
Nota-se uma aparência simples em termos de linguagem e forma;
Frustração do eu lírico, que por ter expectativas quanto ao bichinho pequeno e indefesofica desiludido quando o animal prefere ficar embaixo do fogão;
Falta de reciprocidade entre os atos do “eu” e do ser amado, que pode ser verificado pelo contraste entre o uso do diminutivo inho pelo eu lírico e palavras terminadas em ão, que representam ações do porquinho-da-índia.
Madrigal tão engraçadinho: apresentado na forma de um único verso extenso, há uma declaração de amor singela para Teresa, estabelecendo diálogo com o poema citado acima e com o poema Teresa também presente em Libertinagem.
Luane Baptistella Casagrande Souza Pinto

Daniela Polizel Perez
Letícia Amor Penasso
TL222 - Prof. Mario Frungillo
Porquinho-da-índia


Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritssatd dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois –
Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância

A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraças
[da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras, mexericos,
[namoros, risadas
***
Rua da União...
Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame do Dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido


EVOCAÇÃO DO RECIFE
E eu me deitei no colo da menina e ela começou a passar a mão nos meus
[cabelos

Capiberibe
– Capibaribe
***
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro como a casa de meu avô

Libertinagem
EVOCAÇÃO DO RECIFE
Elementos da sua infância em Recife, mais precisamente na residência de seu avô;
Relatos de brincadeiras, cantigas de roda, costumes que constituem a época e o local;
Menciona diferentes figuras que protagonizaram sua infância e também de ruas;
Imagem de seu avô que se evoca com maior emoção ao final do poema;
Musicalidade, que se une à memória da infância e juntas explicam os versos:

Capiberibe
– Capibaribe

Reminiscência:
"pensamento ou impressão que não chegam a ser esquecidos." (Mini Dic, Aurélio)
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