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Copy of Nazareth Pacheco e Silva (1961)

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Jessica Oliveira

on 26 November 2013

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Transcript of Copy of Nazareth Pacheco e Silva (1961)

Nazareth Pacheco e Silva (1961)
Paulista, licenciou-se em artes plásticas pela Universidade Mackenzie entre 1981 e 1983, complementando sua formação acadêmica em diversos ateliês livres e wokshops;

Realizou sua primeira mostra individual, no Espaço Cultural Julio Bogoricin, em São Paulo, em 1985;

Inicia suas experiências com ready-mades após participar, em 1986, de workshop ministrado por Guto Lacaz (1948);

Viaja para Paris em 1987, e frequenta o ateliê de escultura da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes];

Realizou sua primeira exposição individual de maior relevância em 1988, momento em que começa a trabalhar esculturas filiformes, associando às longas fitas de borracha ou latão formas pontiagudas, que remetiam incontestavelmente a instrumentos de dor.

Em 1989, obtém o prêmio aquisição no 11° Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, e participa da 20ª Bienal Internacional de São Paulo;

Defende na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP a dissertação Objetos Sedutores, com orientação de Carlos Fajardo (1941) em 2002;

É lançado o documentário sobre sua obra Gilete Azul, realizado pela psicanalista Miriam Schnaiderman, em 2003;
Desde o início de sua trajetória, Nazareth se dedica ao campo tridimensional. Suas primeiras peças são realizadas em borracha e apresentam pinos pontiagudos do mesmo material. No final da década de 1990, a artista começa a agregar metais, como filetes de aço, cobre e latão, aos trabalhos em borracha;

E desde então passa a confeccionar peças com miçangas ou cristais de vidro, agulhas, lâminas de bisturis ou de barbear e anzóis, criando com eles adornos e vestimentas. Inicia também as pesquisas com um novo material, o acrílico cristal, projetando objetos como bancos ou berços, aos quais agrega instrumentos cortantes ou perfurantes.
Em 1992, a artista realizou os ‘Objetos Aprisionados’, compostos por uma série de caixas que contêm objetos e documentos de caráter autobiográfico, alguns relativos a tratamentos médicos e estéticos a que ela esteve submetida, reunindo fotos, radiografias, relatórios, frascos e chumbo.
Título: s/t
Material: Borracha,
Dimensão: 400 cm
Ano: 1989
Coleção: Jaime Roviralta
Título: s/t
Material:Borracha
Ano: 1990
Título: s/t
Material:Látex
Ano: 1991
Título: s/t
Material: Foto, relatório e chumbo.
Dimensão: 44 x 56 x 8 cm.
Ano: 1993
Título: s/t
Material: Foto, relatório e chumbo
Dimensão: 44 x 56 x 8 cm
Ano: 1993
Título: s/t
Material: Cristal,
lamina de barbear
e miçanga.
Ano: 1997
Acervo MAM/SP
Título: s/t
Obra exposta na XXIV Bienal de São Paulo
Ano: 1998
Título: s/t - Instalação
Material: Espéculos
Ano: 1994
Coleção MAM/ SP
Montagem de instalação, na galeria Brito Camino/SP.
Material: Cristal, miçanga,
lâminas de barbear,
aço inox e acrílico
Dimensão: 15 m2
Ano: 2003

Título: s/t - Vestidos e colar
Material: lâminas de barbear
e de bisturi, agulha sirúrgica,
miçangas e cristais
Ano: 2011

“Somos tomados pela vertigem de um mundo que nos estraçalha, esparramando vísceras em orgasmos bizarros entre a dor e o êxtase. Contrariamente ao artista que expõe seu corpo como objeto artístico, é o nosso corpo que fica desnudo diante de objetos agudos e cortantes”

Míriam Chnaiderman - psicanalista
Sangue, suor e lágrimas;

Lembrando artistas e obras com a mesma temática, Nazareth Pacheco cita Kiki Smith, Marc Quim e O desvio para o vermelho, de Cildo Meireles. A primeira pelo tema do corpo e dos medos; os outros por terem obra que usa ou evoca o sangue, o que cria infinidade de relações.
“Conforme eu ia construindo as peças, eventualmente me cortava, mas nada grave. Um dia voltei da Alemanha com papeis maravilhosos e resolvi fazer desenhos com meu sangue”.
Título: Frasco
Material: Fotografia
sobre Metacrilato
Dimensão: 65 x 51 cm
Ano: 2007.
Título:Três Gotas
Material:Fotografia sobre Metacrilato
Dimensão: 61 x51 cm
Ano:2007
“Mas aqui, ele não está associado à morte, e sim à vida. Só pulsa e se movimenta quem tem sangue. Essas construções estão mais ligadas ao prazer. A dor está sempre presente na memória, não tanto uma dor física, mas de uma lembrança”
Título: s/t - Instalação
Material: Madeira
Dimensão: Desconhecida
Ano: 2007
Título: Hemácias
Material: Ferro
Dimensão: Diâmetro 20 x 8 cm
Ano: 2009


Seus primeiros trabalhos, de caráter marcadamente autobiográfico, evidenciavam a história de reconstrução de seu corpo a partir dos parâmetros mais aceitos da beleza feminina ocidental:

“Eu dividiria esse processo em duas partes: nas cirurgias de reparação de um problema congênito, em que me submeti à correção do lábio leporino, transplante de córnea, cirurgia nas mãos, pés, nariz e boca. Já a segunda parte, seria o registro de tratamentos chamados "de beleza": tratamento da pelo do rosto, aparelho dos dentes, depilação, limpeza de pele, entre outros (...) A partir dos anos 80, deixei de fazer as cirurgias corretivas e o enfoque passou a ser dirigido apenas à questão estética”

“O cerne do meu trabalho é a questão da sedução e da repulsão. Eu estou constantemente pesquisando novas questões, novos materiais, trabalhando com a identidade, a memória, mas sempre dentro deste tema”.

“(...) Os materiais cortantes e de perfuração escolhidos para confecção desses objetos estavam diretamente ligados a objetos que sempre me causaram medo e pânico: agulhas, lâminas etc., as quais sempre eram utilizadas nas cirurgias às quais me submeti. Mas, por outro lado, utilizo cristais, pérolas, materiais esses extremamente sedutores, que se tornaram desejados através de suas formas e brilhos. Ao desejar alcançar o belo, tenho que me submeter a cortes e perfurações.”
Sedução e repulsão:
Os opostos que se atraem
A obra de Nazareth Pacheco e a possibilidade do corpo do observador experimentá-la;

Memória e identidade:

“No início eu não tinha tanta certeza do que estava produzindo, eu estava muito mais fechada, era uma coisa interna minha. Só depois de pronto eu tive a consciência de que era um trabalho de memória, de identidade, e que poderia ser uma obra de arte. Isso veio de uma forma muito mais intimista do que já construído como uma obra”

Neste sentido ambigüidade do trabalho de Nazareth, acaba por tornar-se uma alegoria do feminino.
Espéculos, Agulhas e a questão da Mulher:

O fascínio por estes objetos tem explicação autobiográfica. Nascida com um problema congênito, Nazareth passou por inúmeras operações ao longo da vida, logo passou a trabalhar o próprio corpo.

Pensar o corpo da mulher por um ponto de vista diferente, quase de dentro para fora, foi uma evolução natural. “Eu falo do corpo, falo da mulher, mas isso depois passa a ser uma questão universal. É o homem, é a mulher, é a violência. O que está sempre presente é a sedução e a agressão”.

“Eu frequentava lojas especializadas, comprava espéculo, saca-mioma, que eram objetos utilizados na manipulação do corpo da mulher e logo em seguida entraram os vestidos de gilete e outros objetos”.
Título: s/t
Material: Acrílico, lâminas de barbear, miçanga e aço
Dimensão: 140 x 80 x 55cm
Data: 1998
“(...)Esses objetos estão muito relacionados à fecundação do óvulo pelo espermatozóide e, num segundo momento, eu consigo sugerir naquela forma totalmente orgânica alguma interferência capaz de provocar alguma mutação no desenvolvimento daquele suposto "embrião".”
Título: s/t
Material: Resina
Dimensão: 20 x 43 x 40cm
Ano: 2000
Título: s/t
Material: Miçanga, Lâmina de barbear, acrílico, espelho e lâmpada
Dimensão: 240 x 90 x 150 cm
Ano: 2003
Título: s/t - Instalação
Dimensão: 15 m2
Material:Cristal, miçanga, lâminas de barbear, aço inox e acrílico
Ano: 2003
Por meio da “cortina”, a passagem do olho é possível, mas não a penetração, sob risco de ferimentos, já que construída com lâminas de barbear. Nesse espaço, superficialidade e profundidade se confundem visto que não podem ser vividas, experimentadas pelo espectador.
Referências:

CHIARELLI, Tadeu. Uma realidade dilacerante: a produção de Nazareth Pacheco. In: ______. Arte internacional brasileira, 2 ed. São Paulo: Lemos- Editorial, 2002, p.292-296.

Entrevista de Tadeu Chiarelli com Nazareth Pacheco
http://www.muvi.advant.com.br/artistas/n/nazareth_pacheco/nazareth_pacheco.htm
(Acesso em 13 de Novembro de 2013)

PEREIRA, Hiáscara Alves. Memórias de Nazareth Pacheco: Do Corpo à Obra.
http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/anais/apcg/edicao10/Hiascara.Alves.pdf
(Acesso em 13 de Novembro de 2013)

______. Fascículos de Arte Contemporânea. Disponível em:
http://www.muvi.advant.com.br/artistas/n/nazareth_pacheco/nazareth_pacheco.htm (Acesso em 10 Agosto de 2013)
"Minha infância nunca perdeu sua magia, nunca perdeu seu mistério e nunca perdeu seu drama"
Título: s/t Vestidos
Ano: descohecido
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