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PERMANÊNCIA DE FOCOS DE TENSÃO EM REGIÕES PERIFÉRICAS

Trabalha História #2
by

Lara Cebola

on 5 May 2014

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Transcript of PERMANÊNCIA DE FOCOS DE TENSÃO EM REGIÕES PERIFÉRICAS

Permanência de focos de tensão em regiões periféricas
Desde os anos 50 várias regiões do mundo têm sido palco de grande instabilidade e graves problemas económicos e sociais.
Se até aos anos 80, a Guerra Fria e a dicotomia U.R.S.S. e E.U.A. foram o pretexto que justificava todas as divisões, a partir dos anos 90 após a queda da U.R.S.S. a paz não se instalou em nenhuma região do mundo e a guerra e instabilidade continuam a fazer parte do quotidiano. Como é o caso da África Subsariana.
Designada de “continente de todos os males”, devido:
Fomes;
Guerras;
Epidemias;
Fortes ditaduras;
Ódios étnicos
A África é a única grande região do globo onde não se verificou progressão nas condições de vida da população.
Ainda que rica em minerais, ouro, diamantes e petróleo, a África Subsariana sofreu uma diminuição de rendimento por habitante, de 525 para 366 dólares (1970-1997).
As más condições de vida dos Africanos provocaram
problemas incontornáveis:
O crescimento acelerado da população;
provocou uma maior dependência do estrangeiro em alimentos e bens manufaturados.
A deterioração do valor dos produtos africanos;

provocou a evolutiva redução dos preços das matérias-primas que acabou por levar a uma maior desigualdade entre as importações e exportações;
As enormes dívidas externas dos Estados Africanos;
A dificuldade em canalizar investimentos externos e a diminuição das ajudas internacionais

levou os programas de ajuda diminuíram, sendo os fundos desviados para a compra de armas e para as contas de governantes corruptos.
A
fome extrema
, o
atraso tecnológico
, a
desertificação
e a
Guerra
são os responsáveis pela:
subnutrição crónica dos Africanos.
A peste chegou sob a forma de sida
, devastando todo o continente (cerca de 42 milhões de infetados), o que
conduziu à redução da esperança média de vida.
À
fome
e à
peste
junta-se a
guerra
. Nos anos 90, os conflitos multiplicaram-se e, apesar dos esforços internacionais, mantêm-se ativos.
Ditaduras e movimentos de guerrilha
A tomada de poder de Fidel Castro, em Cuba gera o medo da propagação do comunismo em terras americanas.
Para conter o avanço, os EUA apoiam golpes de força e regimes ditatoriais de direita.
Em 1975, só a Colômbia, Venezuela e Costa Rica tinham governos eleitos, os restantes eram repressivos e até de cariz militar.
Nas décadas de 60 e 70, devido às diferenças sociais e aos regimes autoritários a América Latina foi invadida por movimentos de guerrilha – o que conduziu:
• * A região viver em estado de guerra civil;
• * E ao prolongamento do seu atraso.
A chegada das democracias
Nos anos 80 iniciou-se a mudança para as democracias.
As guerrilhas esmoreceram e algumas acabaram por se transformar em partidos legais integrados no sistema político institucional.
Esta mudança para a democracia fez-se de forma pacífica, com a ajuda da
OEA- Organização dos Estados Americanos.
O caminho até à democracia da América latina, teve ainda grandes
dificuldades
como:
As diferenças sociais;
O aumento do tráfico de drogas;
A corrupção;
A violência
Que vão acabar por condicionar
Democracia política
Futuro económico do país
NACIONALISMOS E CONFRONTOS
POLÍTICO-RELIGIOSOS NOS BALCÃS
Criada após a Primeira Guerra Mundial, a Jugoslávia correspondeu ao sonho sérvio de unir os “estados do sul”.
Mas este país foi sempre considerado como uma entidade artificial que aglutinava diferentes nacionalidades, línguas e religiões.
Em 1946, Josip Tito soube reconhecer esta diversidade e reorganizou o país, transformando-o num Estado Federal composto por seis repúblicas e duas regiões autónomas, integradas na Sérvia, a república maior e mais populosa.
Durante os 35 anos do seu governo, a personalidade carismática do marechal Tito foi o cimento desta união. Mas, após a sua morte, em 1980,os nacionalistas reprimidos e os ressentimentos antigos emergiram numa tensão crescente.
No ano de 1990, o colapso dos regimes comunistas veio acrescentar-lhes a rivalidade política com a vitória dos comunistas na Sérvia e dos seus opositores na Croácia, Eslovénia e Bósnia-Herzegovina.
Em 1991, como consequência da declaração da independência na Eslovénia e na Croácia, o presidente sérvio Slobodan Milosevic, que recusava a fragmentação do país, desencadeou a guerra.
Os ataques do exército federal sérvio e a sublevação dos sérvios na Croácia originaram um grande conflito que só acaba no ano seguinte com a intervenção da ONU. Mas pouco tempo depois, a Bósnia-Herzegovina proclama a independência e a guerra reacende-se.
Com a guerra da Bósnia, a Europa revive episódios de violência e atrocidades que julgava terem acabado com o fim da Segunda Guerra Mundial. Exemplos dessas atrocidades são bombardeamentos de populações civis, campos de concentração, deportações e massacres, como o que eliminou 8 mil muçulmanos em apenas três dias, na Bósnia.
Este episódio foi chamado de um “limpeza étnica” a cabo de se construir uma “Grande Sérvia” com territórios habitados apenas pela nacionalidade sérvia.
Finalmente, após muitas dificuldades e hesitações, uma força da OTAN sob o comando americano impôs o fim das hostilidades na Bósnia e conduziu aos Acordos de Dayton (1995), que dividiram o território bósnio em duas comunidades autónomas, uma sérvia e outra croato-muçulmana.
A OTAN decidiu então, intervir de novo. Depois de 78 dias de intensos bombardeamentos às posições sérvias, o presidente Milosevic considerou-se vencido e o Kosovo foi colocado sob a proteção das Nações Unidas.
No fim da década de 1999, o pesadelo regressa aos Balcãs, desta feita á religião do Kosovo, á qual o governo sérvio tinha retirado a autonomia em 1989, impondo uma segregação racial contra a maioria albanesa. Face á revolta eminente, desenrola-se uma nova operação de “limpeza étnica” que a pressão internacional não conseguiu travar.
Em 2001, uma forte pressão interna obrigou Slobodan Milosevic a abandonar o poder. Considerado como o homem que levaria a nação sérvia ao domínio dos seus países vizinhos, acabou por levar o país á derrota, á miséria e ao isolamento.
A AMÉRICA LATINA
Considerada uma região de profundas desigualdades sociais, a América Latina viveu até às últimas décadas do século XX, uma era de subdesenvolvimento e de repressão política. Mas após o início dos anos 90, abriu-se uma nova etapa na história da América Latina.
DESCOLAGEM CONTIDA E ENDIVIDAMENTO EXTERNO
Nas décadas de 60 e 70, os países da América Latina procuraram libertação da sua extrema dependência em relação aos produtos manufaturados vindos do estrangeiro.
Iniciaram, assim, uma política industrial protecionista com vista á substituição das importações.
Esta política foi orientada pelo Estado, que se tornou dominante na maioria dos setores industrias.
Nas décadas seguintes, os empréstimos contraídos dos organismos financeiros internacionais e das institucionais que beneficiaram a política falada anteriormente, eram mal geridos e tornaram-se um fardo difícil de suportar.
A retração económica e a subida dos juros no início dos anos 80 avolumaram os encargos e impediram a liquidação atempada dos empréstimos.
O México foi um dos maiores exemplos que influenciou outros países a fazer o mesmo após se tornara insolvente em 1982.
Esta situação fez-se sentir com mais força nas nações latino-americanas, que eram as mais endividadas do Mundo.
Novas severas medidas que foram criadas, permitiam o saneamento económico e eram centradas na redução da despesa pública, implicaram também vários despedimentos, diminuições de salários, o fim de subsídios e o corte nas despesas de apoio social.
Logo depois, como consequência, o nível de vida da população ressentiu-se sem que a economia conseguisse encontrar um equilíbrio.
Nos anos 80, a inflação atingiu níveis altíssimos e a década encerrou pior do que tinha começado, com uma descida do PNB (Produto Nacional Bruto) em vários países. Esta década ficou conhecida como a “década perdida”.
Surgiu então uma solução para tentar acabar com estes problemas: uma política neoliberal, que se centrou nas exportações. O primeiro modelo desta política foi aplicado no regime de Augusto Pinochet, no Chile na década de 80. Esta primeira aplicação mostrou ter muito êxito.
Com estes resultados, países como o Brasil, o México, a Argentina, a Venezuela e Peru seguiram o exemplo do Chile e aplicaram a política neoliberal. Como fruto destas iniciativas, o comércio registou um crescimento notável e as economias revitalizaram-se.
Mas mesmo assim nem todos os problemas se resolveram, em 2001, 214 milhões de latino-americanos viviam ainda numa grande pobreza e alguns países como a Argentina, viveram dias de crise profunda e completo descontrolo económico.
Video sobre os
conflitos na península dos balcãs
Instabilidade política
Foi no fim do século XX que os
Europeus partilharam a África
, fazendo-o com respeito aos
povos africanos
e à
sua cultura.

Essas fronteiras artificiais,
constituem a base territorial dos Estados africanos
, que unem entre si
etnias muitos diferentes
, enquanto outras se encontram
divididas por mais do que um país.
Por esta razão, o

sentimento nacional

teve, muitas vezes, raízes na luta contra o domínio estrangeiro. Considerado como base fraca, isto levou a
consecutivas tentativas de secessão e a guerras civis horríveis, guerras que eram estimuladas pela ambição de líderes sanguinários e corruptos.
Desde a independência que a maior parte dos regimes africanos tem primado pela
prepotência
,
corrupção

e
consecutivos golpes de força
que substituem uma ditadura por outra.








Trouxe alguma esperança na democratização, pois os soviéticos e americanos deixaram de apoiar os regimes totalitários. Muitos não demoraram a cair, como na
Somália
e
Etiópia
, enquanto outros países, implementaram algumas medidas democratizantes, sob pressão internacional.
Em muitas regiões, as grandes dificuldades económicas, as rivalidades étnicas e religiosas, bem como a ânsia de apropriação de riquezas, fizeram:

Aumentar a instabilidade.
A persistência de uma sociedade em que os laços tribais se mantêm vivos e fortes tem facilitado as
explosões de violência
.
Embora o

tribalismo

concorra para estas explosões de ódio, a verdade é que poucos são os casos em que, por trás, não se escondem ambições políticas ou interesses económicos.


* Sistema de organização social caracterizado pela forte coesão entre os membros de um grupo étnico (tribo) que, no caso africano, tem dificultado a formação de identidades nacionais, na medida em que a partilha da África, no século XIX (Conferência de Berlim), e a posterior independência das colónias não tiveram em conta as fronteiras físicas das tribos existentes.
Estes conflitos aumentaram, cada vez mais,
a miséria das populações.
A

fome aumentou
e as
deslocações em massa originaram campos de refugiados intensos
, onde existia
doença
e
desamparo.
Porém, o

fim da Guerra Fria:
O Médio Oriente e os Balcãs
* Nacionalismos e confrontos político-religiosos no Médio Oriente:
A região do Médio Oriente é uma
zona instável.
Tem assumido um
protagonismo crescente no panorama mundial.


A riqueza petrolífera dos países do Golfo Pérsico;
Avanço da luta fundamentalista
Alteraram profundamente as coordenadas políticas internacionais.
Emergiu no mundo islâmico como uma afirmação da identidade cultural e de fervor religioso. Revalorizando o ideal de
“Guerra Santa”
, os fundamentalistas procuram no Corão as regras da vida política e social para além da religiosa.
O fundamentalismo:
Rejeitam a autoridade laica, transformando a sharia
(lei corânica)
na base de todo o direito, e contestavam os valores ocidentais que consideram degenerados e malignos.
Assim:
* Movimento religioso que defende o regresso das práticas sociais ao definido pelos preceitos dos livros sagrados, renegando os valores e os comportamentos surgidos com a modernidade.
Este mesmo fundamentalismo surgiu no Irão, onde, em 1979, uma revolução inspirada por
Khomeini (lidere espiritual muçulmano)

que deixou o
Xá Reza

e instaurou um
Estado Teocrático.



A partir de aí os iranianos intensificaram as campanhas contra os valores ocidentais e a sua veemência levou a que os grupos pobres se unissem a este.






*
A questão israelo-palestiniana:
Apoiados pelos Estados Unidos e pelos judeus de todo o mundo mobilizados pelo sionismo internacional, os israelitas têm demonstrado uma vontade inflexível em construir a pátria que sentem pertencer-lhes.
* Termo derivado de Sião (Palestina) que designa o movimento internacional surgido no século XIX com o objectivo de construir um estado judeu na Palestina e que, após a criação do Estrado de Israel (1948), adquiriu uma conotação negativa em resultado da repressão sobre as populações árabes (os Palestinianos) que permaneceram no novo Estado Judaico.
No campo oposto, os árabes defendem igualmente a terra que há séculos ocupam. A sua determinação em não reconhecer o Estado de Israel desembocou em
conflitos repetidos que deixaram patente a superioridade militar judaica.

Tal situação induziu os Israelitas a
ocuparem os territórios reservados aos Palestinianos onde instalaram numerosos colonatos.
Neste contexto, a revolta palestiniana cresceu e encontrou expressão política na
OLP – Organização de Libertação da Palestina.
Na sequência de uma violenta revolta juvenil nos territórios ocupados - a intifada -, os Estados Unidos pressionaram Israel para abrir negociações com a

OLP

que, conduzidas secretamente desembocam no primeiro acordo iraelo-palestiniano.

Assinado em 1993, em Washington, o acordo estabeleceu o reconhecimento mútuo das duas partes, como:
* A passagem progressiva do controlo dos territórios ocupados para a administração palestiniana.
* A renúncia da OLP à luta armada;
* A constituição de uma Autoridade Nacional Palestiniana;
Uma escalada de violência tem martirizado a região. Aos atentados suicidas, cada vez mais frequentes, sobre alvos civis israelitas, o exército judaico responde com intervenções destruidoras, nos últimos redutos palestinianos.
Trabalho elaborado por:
Beatriz Louro nº 3
Filipa Moreira nº 11
Lara Cebola nº 14
Professor: Lurdes Bento
Disciplina: História A
12ºB
Bibliografia
COUTO, Célia Pinto; ROSAS, Maria Antónia Monterroso; O TEMPO DA HISTÓRIA, 3ª parte - História A 12º ano, Porto Editora, 1ª edição, Porto, 2013
Webgrafia
http://www.infopedia.pt/
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