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O Desejado Português 2014

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by

Inês Bragança Gaspar

on 8 January 2014

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Transcript of O Desejado Português 2014

"O Desejado"

de Fernando Pessoa

Onde quer que, entre sombras e dizeres,
Jazas, remoto, sente-se sonhado,
E ergue-te do fundo de não-seres
Para teu novo fado!

Vem,
Galaaz
com pátria, erguer de novo,
Mas já no auge da suprema prova,
A alma penitente do teu povo
À Eucaristia Nova.

Mestre da Paz, ergue teu
gládio
ungido,
Excalibur
do Fim, em jeito tal
Que sua Luz ao mundo dividido
Revele o
Santo Gral
!

Este poema está inserido na 3ª parte da

Mensagem, intitulada "O Encoberto" e no

1º fragmento desta, chamada "Os Símbolos".

O seu título é o cognome de D. Sebastião.






1. Leitura do Poema
Leitura e Análise
Trabalho realizado por:
Inês Bragança Gaspar
12º 3, nº3

2013/2014
Português
2. Análise do Poema
Análise Estilística
Três Quartetos

Doze Versos

Três primeiros versos de cada estrofe são decassilábicos e o último é hexassilábico

Esquema rímico em rima cruzada

Discurso feito na 2ª pessoa com uma estrutura em forma de prece
Gládio
:

Espada curta utilizada pelas legiões romanos. Tinha dois gumes e media mais ou menos 60 cm, sendo mais larga na extremidade. Era mais uma arma de perfuração do que de corte, devendo ser utilizada como um punhal.
Santo Graal
:

Expressão que designa normalmente o cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia, e onde José de Arimateia recolheu o sangue de Jesus. Ele está presente nas Lendas Arturianas, sendo o objetivo da busca dos Cavaleiros da Távola Redonda por ser o objeto que conseguiria devolver a paz ao reino.
Gaalaz
: Também chamado de Galahad. Segundo, a lenda, Gaalaz, filho de Lancelote, era um cavaleiro nobre puro que conseguiu encontrar o Santo Graal, sendo levado de seguida para o céu.
3. Referências
Introdução
Significado de cada linha da 1ª estrofe
Análise da 1ª Estrofe
Mesmo que a memória de D. Sebastião ande por sombras e rumores,

Mesmo que jaza escondida, ela pode ser reavivada através do sonho,

Erguendo-se do facto de não existir
para um novo destino!
Mensagem de Fernando Pessoa - Silvina Rodrigues Lopes, Editorial Comunicação, Lisboa 1986
http://www.dicio.com.br/gladio/
http://www.centroatl.pt/titulos/desafios/imagens/excerto-livro-ca-mensagem.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A1dio
http://www.tabacaria.com.pt/mensagem/Mensagem.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Graal
http://www.portais.ws/?ida=3429&page=art_det
http://www.umfernandopessoa.com/uploads/1/6/1/3/16136746/as-mensagens-da-mensagem-2010.pdf
http://www.historia.com.pt/Mensagem/Encoberto/Odesejado.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Excalibur


O poeta começa por afirmar que D. Sebastião é agora apenas uma memória, que anda entre "sombras e dizeres", o que pode aludir à tradição oral do Sebastianismo e ao facto de o seu mito estar sempre presente.
Se esse mito jaz "remoto", basta que o sonhem para ele vir de novo à realidade, o que significa que o mito nunca morre.
Pessoa dirige depois uma exortação quase mágica quando profere a frase "Ergue-te do fundo de não-seres", pedindo que o símbolo de D. Sebastião volte.
O "novo fado" é a nova missão que cabe ao mito. Este novo destino é
diferente do de D. Sebastião homem; é próprio de D. Sebastião mito.
Onde quer que, entre sombras e dizeres,

Jazas, remoto, sente-se sonhado,


E ergue-te do fundo de não-seres
Para teu novo fado!
Significado de cada linha da 2ª estrofe
Vem, cavaleiro nobre da nação, erguer de novo a pátria,

Mas já em altura de grande dificuldade


Vem renovar a alma dos Portugueses
com o exemplo e liderança da tua figura
Vem, Galaaz

com pátria, erguer de novo,

Mas já no auge da suprema prova,

A alma penitente do teu povo
À Eucaristia Nova.
Análise da 2ª Estrofe
Continuando com a sua exortação, Pessoa compara o mito de D. Sebastião com o de Sir Galahad, assim como a nobreza e caráter das duas personagens. O poeta pede-lhe um ato de paz, tal como a descoberta do Santo Graal o foi.
"No auge da suprema prova" refere-se ao momento vivido pelo poeta, caracterizado pela grande pobreza intelectual e política.
E é "a alma penitente" do povo que sofre, pois este é mal dirigido.
Assim, Pessoa quer erguer de novo essa alma a uma nova ideologia, a Eucaristia Nova, o Sebastianismo, aqui retratado como uma religião própria.

Análise da 3ª estrofe
Significado de cada linha da 3ª estrofe
Mestre da Paz, ergue a tua espada como se fosse Excalibur de maneira a que

a luz que de ti irradia caia no mundo dividido

Revelando a sua verdade!
Mestre da Paz, ergue teu gládio ungido, Excalibur do Fim, em jeito tal

Que sua Luz ao mundo dividido

Revele o Santo Gral!
Excalibur:
Espada lendária do Rei Artur. A sua origem não é certa, sendo que algumas lendas falam em Excalibur como sendo a espada presa na pedra e outras como a espada dada a Artur pela Dama do Lago.
A estrofe começa com uma referência templária - "Mestre". D. Sebastião é representado outra vez como um cavaleiro, sendo que desta vez é um guerreiro da paz, que luta para a alcançar. O seu "gládio ungido" traz a mudança tão esperada. Da espada jorra luz que revelará a verdade do mito. Esta é uma luz de conhecimento e união, que irá iluminar um mundo de trevas, sem ordem nem conhecimento.
Conclusão

Neste poema, D. Sebastião é retratado

como um símbolo puro e um mito

perfeito. É o cavaleiro da mudança, que

com a sua espada irá iluminar o mundo

e proceder à mudança para uma época

de conhecimento e inteligência.
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