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História Mundial do Teatro - ROMA

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Letícia Assis

on 14 March 2013

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Transcript of História Mundial do Teatro - ROMA

Introdução O império romano foi um Estado militar, e seu nacionalismo se fundamentou no poder da autoridade. Até mesmo os deuses estavam sujeitos às
decisões do Estado: a localização dos santuários não era determinada pela tradição, e sim pela política. Os Ludi Romani Festividades religiosas, onde se apresentavam espetáculos. Eram consagrados à tríade Júpiter, Juno e Minerva. Júpiter, Juno e Minerva Curiosidade Lista de deuses romanos (e seus correspondentes deuses gregos)
* Saturno (Cronos)
* Júpiter (Zeus)
* Juno (Hera)
* Plutão (Hades)
* Netuno (Poseidon)
* Vesta (Héstia)
* Ceres (Deméter)
* Febo (Apolo)
* Marte (Ares)
* Diana (Ártemis)
* Mercúrio (Hermes)
* Vulcano (Hefesto)
* Minerva (Atena)
* Baco (Dionísio)
* Vênus (Afrodite)
* Cupido (Eros)
* Latona (Leto)
* Somnus (Hipnos)
* Áquilo (Bóreas)
A comédia romana usou fontes gregas, mas teve características originais. A tragédia e a comédia iniciaram juntas sua carreiras em palcos romanos. Máscara de uma jovem flautista e um escravo
usando uma guirlanda de flores. Mosaico encontrado no Aventino. (Roma, Museo Capitolino. Florescimento do Teatro Romano Séculos III e II a.C.

Florescimento das peças históricas e as comédias (em palcos temporários de madeira). Séculos I e II d.C.

Glorificação arquitetural da ideia de teatro. Os Ludi Romani - O Teatro da Res Publica
Jogos cênicos, modestos, realizados por mimos, e que incluiam canções e danças, acompanhadas de flautas. Também tinham invocações religiosas, e a preocupação dos atores e da plateia era aplacar os poderes de vida e morte, durante um período onde a peste se alastrava pelo país (364 a.C.).

O teatro romano era um instrumento de poder
do Estado, dirigido pelas autoridades.
Assim como em Atenas, com as Dionisíacas, Roma procurou organizar a arte dramática com base nos programas de suas festividades. Ludi Scaenici Estado Romano Dramaturgia Os romanos devem seu primeiro dramaturgo, Lívio Andrônico, à cidade de Tarento - uma das maiores colônias gregas.
Ele foi trazido à Roma como escravo, e por seus dons de linguagem, se transformou em professor particular.
Traduziu A Odisseia, de Homero, para o latim; compôs hinos em latim a mando do Senado, escreveu adaptações de peças gregas, e em uma delas o próprio Lívio Andrônico participou como ator, cantor, e encenador. Lívio Andrônico Logo em seguida, surgiu Gneu Névio - um escritor espirituoso, que apresentou obras próprias, pela primeira vez nos Ludi Romani.
Por ter sido soldado, Névio conhecia as deficiências dos comandos militares. Suas obras refletiam sua fé entusiasmada na República, embora também critique seus elementos corrúptos.
Romulus - sua peça mais famosa, retrata a fundação de Roma, e trouxe muitas honrarias ao autor. Entretanto, Névio arriscou suas obras pelas comédias que tratavam de polêmicas locais, e atacavam políticos e nobres.
Sendo assim, pagou caro por sua militância: foi preso e exilado. Quinto Ênio de Rudia, da Calábria - terceiro pioneiro do teatro romano surgiu em 204 a.C. Obteve fama com sua obra mais importante, Anais, e também por suas adaptações de tragédias e comédias gregas para o público romano. Escreveu, segundo o modelo de Eurípedes, peças como Aquiles e Alexandre, além de outra sobre o tema das Eumênidas.
Ênio escrevia de forma popular, e evitando assuntos controvérsios, e fazia muito sucesso entre o povo e os nobres. Seus textos eram carregados de assuntos leves e didáticos, encaixando-se facilmente com a visão de mundo racional dos romanos. Névio Ênio Lívio Andrônico Quinto Ênio Comédia Romana Dramaturgia Plauto O primeiro poeta cômico romano, Plauto, não possuía bagagem de estudos. Mas, ao perambular com sua troupe atelana, passou por muitas experiências em sua juventude.
Em sua fase de mercador viajante, dedicou-se aos negócios, porém veio a prejuízo. O que o ajudou na caracterização e na habilidade de coordenar personagens e situações.
Plauto adquiriu conhecimentos da literatura grega e atingiu status mundial como autor, obtendo sucesso com suas três primeiras comédias: Miles Gloriosus (204 a.C), Cistellaria (200 a.C) e Pseudolus (191 a.C); com canções com acompanhamento musical, dando um toque de opereta. Ao todo, vinte de suas peças subsistem. Elas refletem não apenas o repertório de enredos e personagens da Comédia Nova, mas, a mentalidade de seu autor e do público para o qual escrevia. Elas também se tornaram a fonte da comédia europeia. Com sua veia poética, aliada a sua força cômica, foi um grande observador da conversa do povo, ressaltando o contraste social para a comicidade.

Publius Terentius Afer, de Cártago, é o segundo grande poeta cômico de Roma. Bárbaro de nascimento, foi trazido a Roma como escravo, como Lívio Andrônico. Seu senhor reconheceu seus talentos e o emancipou. No círculo de Cipião Africano Menor, ele encontrou reconhecimento e apoio.
Suas seis comédias traem já nos títulos aquilo que Terêncio buscava - o estudo de caráter. Todas as seis peças pertencem ao período entre 166 a.C. Principais obras: O Formião, Ecira e Eunucus.
Enquanto Plauto prestava atenção à conversa do povo e se apoiava no contraste entre ricos e pobres, Terêncio procurava imitar o discurso cultivado da nobreza romana.
Suas técnicas na escrita cômica tornaram-se exemplares e foram, mais tarde, adotadas por muitos dramaturgos, como: Shakespeare, Tirso, Vega, entre outros da comedia européia. Terêncio Terêncio Plauto Do Tablado de Madeira ao Edifício Cênico O teatro em Roma era responsabilidade dos edis, altos oficiais que cuidavam do policiamento, supervisão de obras públicas, e respondiam pelos jogos, os ludi e os circenses.
Pagavam um subsídio para o diretor, cobrindo a despesa dos atores e indumentária.
O teatro romano cresceu, durante dois séculos, sobre um tablado de madeira: uma estrutura temporária, de madeira retangular, cerca de um metro acima do chão, cujo acesso se dava por duas escadas laterais, e uma cortina que delimitava o fundo. Os atores precisavam ser mais versáteis: não usavam máscaras e se diferiam apenas pelas perucas, até mesmo em papeis femininos. Era importante que a voz fosse clara, e de longo alcance. Conta-se que, certa vez, Lívio Andrônico teve suas falas dubladas por um locutor escondido, fazendo apenas a "mímica". Até 150 a.C., pelo menos, o público ficava em semicírculo ao redor do palco, e era proibido que se sentassem durante um espetáculo teatral.
Mudanças feitas com o passar do tempo:
A cortina de fundo foi substituída por um galpão de madeira (camarim); scaenae frons romana: estrutura de madeira coberta, com paredes laterais (três portas davam acesso ao palco frontal, e outras duas laterais num nível mais baixo). Tudo isso permitiu que os atores pudessem ousar mais em suas apresentações. Túrpio, ao encenar Os Gêmeos em 160 a.C., pôs máscaras nos atores. Os imitadores medievais de terêncio tinham um estoque de máscaras, organizadas na ordem exata de entrada em cena. Máscaras romanas

Após a morte de Terêncio, o censor
Cássio Longino construiu o primeiro teatro com colunas decorando o scaenae frons, mas depois de terminadas as ludi, foram derrubadas por ordem do Senado. Isso também aconteceu com outras construções.
Em 58 a.C. o edil Emílio Scauro, que construiu um edifício grandioso, com organização plástica e trezentos e sessenta colunas, e um auditório que abrigava oitenta mil pessoas, teve de se curvar à lei romana que proibia a construção de teatros permanentes: assim como outros, deve de ser demolido. Demolições Cenários Com o tempo, o cenário foi se enriquecendo e contando com mais artifícios teatrais.
O guindaste como dispositivo de voo, entre outras máquinas de movimentação, eram reservados em Roma para os jogos circenses na arena e no anfiteatro. Conforme o cenário foi ficando mais elaborado, surgiu a necessidade de apresentá-lo ao público com uma surpresa. Exemplo disso foi a ideia de fazer com que a cortina caísse no início da peça. O Teatro na Roma Imperial O primeiro Teatro romano de pedra foi construído por Pompeu. Durante suas campanhas marítimas e terrestres, Pompeu se impressionava com a beleza e a grandeza dos teatros gregos. Naquela época os teatros, depois de serem usados, eram destruídos, pois havia uma lei que proibia a construção de teatros permanentes. Teatro de Pompeu Acima da última fileira do anfiteatro semicircular, foi erguido um templo para Vênus Vectrix, a deusa da vitória, e Pompeu argumentara que os assentos de pedra eram lances de escada que levavam ao santuário, evitando que o teatro fosse demolido após os jogos. Roma teve o seu primeiro teatro permanente, situado na extremidade sul do Campus Martius. A planta do Teatro de Pompeu foi usada como característica básica para construção dos teatros romanos. Características: parede do palco decorada com colunas, auditório em formato semicircular, dividida em dois corredores no alto e fechada por uma galeria de estátuas. Segundo teatro de pedra Antes de ser morto aos pés da estátua de Pompeu, Júlio César autorizou a construção de um segundo teatro de pedra, abaixo do Capitólio. Foi terminado no reinado de Augusto e em 13 a.C., dedicado à memória de seu sobrinho Marcelo.
Podia abrigar cerca de 20 mil pessoas, e suas paredes externas ainda resistem. Teatro de Marcelo O Anfiteatro: Pão e Circo O Coliseu O Coliseu: primeiramente conhecido como o Anfiteatro Flaviano, erguido no local que Nero incendiara, no declive que ele havia enchido com água, a fim de formar o lago em cuja margem construíra seu palácio (a Casa Dourada). Levou oito anos para ser construído.
Em seus cem dias de cerimônias inaugurais, cerca de cinquenta mil pessoas lotaram o auditório para as lutas de gladiadores e açulamento e matança de animais. Aproximadamente cinco mil animais selvagens foram mortos na ocasião. O Coliseu É chamado de Coliseu (Colosseum) pela estátua colossal de Nero, de vinte e cinco metros de altura, fundida em bronze por Zenodoro, representando o imperador como o deus do sol. Curiosidades Nero Externamente: ergue-se em quatro pavimentos, com colunas de estilo dórico, jônico e coríntio.
Internamente: quatro galerias acomodavam os espectadores.Hierarquia: camarote imperial – ficava num podium elevado; primeira galeria – senadores, sacerdotes e vestais; segunda galeria – nobreza e os oficiais; terceira galeria – patrícios romanos; quarta galeria – plebeus. Parece ter havido uma colunata reservada às mulheres. O Coliseu Nenhum drama foi apresentado no Coliseu; o público queria shows de variedades (esquetes curtas, palhaçadas, canções do tipo music-hall, acrobacias, espetáculos com animais, etc). Iam ao teatro com único intuito de ser consumidores.
Os romanos não queriam ter experiências intelectuais do teatro, queriam o show. Dramas O teatro da Roma imperial queria impressionar. Onde quer que as legiões romanas pisavam, eram seguidas de jogos – para divertir e promover sensações diversas, e manter a moral nas fileiras romanas e entre os povos conquistados. Semelhança com teatro grego: os romanos aderiram ao teatro skene (helenístico), fazendo somente adaptações para o açulamento de animais, jogos de gladiadores, etc. Diferença do teatro grego: no coração do império, construíram o anfiteatro especificamente romano, desenhado para espetáculos de massa, representando também sua grandeza.

Surgimento: a partir do declínio do drama romano e a extinção da comédia. Deu início a fábula atelana, uma espécie de farsa rústica.
Máscaras: grotescas e rústicas, correspondiam à irreverência de seus diálogos. A Fábula Atelana Máscara da fábula atelana - Maccus Semelhança com a Grécia: como as peças satíricas, os atores atelanos davam um final cômico, grotesco (exodium) às peças históricas das Ludi Romani, “para ajudar os espectadores a enxugar as lágrimas”, como disse Juvenal.
As atelanas tiveram seu período áureo quando Pompônio e Nóvio (dramaturgos) deram forma métrica à farsa rústica.
Na época dos últimos imperadores, a farsa atelana perdeu espaço para os mimos.
Diferença: ao contrário dos atores atelanos, os mimos não usavam máscaras. Se utilizavam apenas de suas habilidades, sua imitação e seu discurso improvisado.
Seu sucesso se deve à simplicidade do “rir e provocar o riso”. Mimo e Pantomima Pantomima romana No Ludi Romani, tinham permissão para estender sua cortina branca através da cena e se apresentar nos intervalos entre tragédias e comédias. Dramaturgia Principais escritores dos textos para o mimo: Décimo Labério e Públio Siro. Figurino Figurino: roupas comuns dos homens e mulheres. O bobo vestia roupas de retalhos coloridos, e um chapéu pontudo. O mimo usava sandálias leves nos pés, diferentemente dos coturnos do ator trágico. Pilades Quando o imperador Augusto baniu o pantomimo Pilades, houve protesto popular, o que fez com que fosse necessário revogar sua sentença e chamá-lo de volta. Pilades era grego, especializou-se na pantomima trágica e foi exaltado como “sublime, patético, multifacetado”. Papel de destaque: Agamenon.

Graças à Pilades as pantomimas passaram a ter o acompanhamento musical de uma orquestra. Jogos Aquáticos Balés e jogos aquáticos, um entretenimento que ganhou popularidade entre os romanos. O famoso piso de mosaicos na villa romana na Piazza Armerina, na Sicília, reproduzia o encanto das ninfas aquáticas. Biquínis antigos, feitos de couro, cortados numa só peça e guarnecidos com tirinhas de couro para amarrá-los dos dois lados dos quadris, foram encontrados em escavações arqueológicas. Mimo Cristológico “Se os mimos desejam se tornar cristãos, deverão primeiramente largar sua profissão.” Sínodo provincial de Ilíberis, em Granada, declarou.
A Igreja Católica se opôs a qualquer forma de teatro por durante mil anos, quando criou uma nova forma de teatro própria. O mimo adulava os governantes e a população, e incorporar a figura do cristão era tentador, e logo ele se tornou um dos tipos tradicionais. Flávio Domiciano, o primeiro a derramar sangue cristão no Coliseu, colocando um prisioneiro para o papel de um crucificado em uma peça (a fim de aumentar a tragédia e emoção), deixou-o ao final para ser despedaçado por animais selvagens. Flávio Domiciano Mimos trocistas convertiam-se à nova fé. Em 275, o mimo Porfírio tornou-se cristão, assim como o mimo Ardálio, convertidos na Ásia Menor. Genésio foi um mimo que se converteu em 303, quando haviam severas perseguições aos cristãos no reinado de Diocleciano. Vítima dessas perseguições, a Igreja fez dele o santo padroeiro do teatro. Conversão Mimo Genésio Após a expansão da Igreja no mundo ocidental, foi proibida a entrada de mimos vestidos de padres, monges ou freiras no palco.
Homero Leoni - Letícia Rocha Magno Sorriê - Olga Gorniski
Sheila Tintore História Mundial do Teatro Roma - Turma Ziembinski Analogia
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