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Não me importo com as rimas

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Sofia Martinho

on 13 December 2015

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Transcript of Não me importo com as rimas

Biografia: (16 de Abril de 1889-1915) Nasceu em Lisboa. Morreu de Tubercolose;

Aspeto fisico: Estatura média, louro, sem cor, olhos azuis e cara rapada;

Formação académica: Instrução primária;

Residência: Viveu grande parte da sua vida pobre e frágil no Ribatejo, na quinta da sua tia-avó idosa,

Obras: ''O guardador de Rebanhos'', entre outros.
Personagem
ficcional
(heterônimo) criada por Fernando Pessoa;
Surgiu como resposta à dor de pensar;
Considerado o
Mestre Ingenuo
dos restantes heterônimos (Álvaro de Campos e Ricardo Reis) e do seu próprio autor;
Poeta ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão;
Afirma que, ao pensar, entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro;
É um poeta de completa simplicidade, e considera que a sensação é a única realidade;
“Poeta bucólico de espécie complicada''
Análise da Composição Poética
Não me Importo com as Rimas
Não me Importo com as Rimas
Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...


de Alberto Caeiro
Não me Importo com as Rimas
Alberto Caeiro
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XIV"
Heterónimo de Fernando Pessoa
''Raras vezes /Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra''
Ao escrever isto (tendo em conta a escrita inocente de Caeiro) o poeta quer dizer, de facto, que não há duas árvores iguais seguidas, que nada é igual a nada.
''Penso e escrevo como as flores têm cor / Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me /Porque me falta a simplicidade divina /De ser todo só o meu exterior ''
Neste excerto Caeiro fala das flores (remetendo à sua vida passada no campo e à Natureza). Estas têm cor naturalmente, é algo que ja nasce com elas, e é tudo o que elas são: Aquele exterior. O poeta remete que tem a inocencia e facilidade de pensar e escrever como as ditas flores mas que lhe falta a simplicidade no seu modo de se exprimir.
''Olho e comovo-me, / Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado, / E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento... ''
No final deste poema o poeta mostra-se comovido pelo facto da sua poesia ser tão natural como o levantar do vento.
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