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Industrialização no Brasil e as condições da classe operária no início do século XX

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Lú Carvalho

on 16 April 2013

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Transcript of Industrialização no Brasil e as condições da classe operária no início do século XX

Você sabia que no início do século XX, 80% da população brasileira vivia no campo?
Atualmente 80% dos brasileiros vivem nas cidades. Colégio Santo Antonio
Objetivo
Industrialização no Brasil e a classe operária Relacione a economia cafeeira com o desenvolvimento industrial no sudeste do Brasil. O café possibilitou a reunião dos capitais necessários para serem investidos na indústria e forneceu uma rede de comercialização e transporte já organizada. Qual o papel dos imigrantes no desenvolvimento industrial de São Paulo? Os imigrantes atuaram como mão-de-obra, constituindo o maior contingente de operários da época. alguns imigrantes também se tornaram industriais. Aponte os principais setores industriais no início do século XX no Brasil. Setor de bens de consumo não-duráveis: tecidos, alimentos, farmacêuticos, etc. Nos últimos anos do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, surge a classe operária brasileira e a burguesia industrial aparece como setor dominante da sociedade. Até os anos 20, a maior parte do operariado brasileiro era formado por imigrantes. Os italianos eram a maioria, seguidos por espanhóis, portugueses e japoneses. Imigrantes portugueses, início do séc. XX Italianos esperando para embarcar para o Brasil Cartaz estimulando a imigração japonesa para o Brasil. Início do século XX. Quem era a burguesia industrial no Brasil?

Eram aqueles que tinham recursos para investir: grandes proprietários rurais e comerciantes. E também alguns imigrantes que trouxeram recursos próprios e acabaram por tornarem-se grandes industriais. Como viviam os operários dentro e fora das fábricas? Como não haviam leis trabalhistas, os operários eram muito explorados pelos patrões, chegando a trabalhar entre 10 e 16 horas por dia. Não tinham direito a descanso semanal, férias e era comum crianças trabalharem. Fábrica de Tecidos Crespi. Os operários da fábrica: homens, mulheres e crianças. "O ambiente era o pior possível. Calor insuportável, dentro de um barracão coberto de zinco, sem janelas nem ventilação. Poeira micidial, saturada de miasmas, de pó de drogas moídas. Os cacos de vidro espalhados pelo chão representavam outro pesadelo para as crianças, porque muitas trabalhavam descalças ou com os pés protegidos por alpercatas de corda, quase sempre furadas. A água não primava pela higiene nem ela salubridade [...] Os meninos deviam estar na fábrica uma hora antes dos oficiais, porque tinham que encher de águas os latões e tinas, onde os vidreiros mergulhavam as canas e os ferros de fazer bocas, quando 14 necessitavam arrefecê-los, e, também, deviam ascender os forninhos onde as peças eram reaquecidas para acabamento. Assim, em dias normais, as horas de trabalho dos meninos eram dez e, quando a fusão do vidro retardava, aumentavam para onze, doze, e até quinze [...] Os latões de água ou tintas pesavam, em geral, de vinte a trinta quilos. Os pobres meninos levavam-nos junto ao peito, com a orla do recipiente colada ao rosto. Devido ao peso, andavam a passos incertos, tropeçando a cada instante, e a água, então, sacudida, transbordava e ensopava as míseras roupinhas, que acabavam secando no corpo [...] Fazia-se fila junto à torneira, na maior aflição. Cada qual ansiava por desobrigar-se quanto antes, porque, ao chegarem os vidreiros, se a água não estivesse no lugar apropriado, os meninos apanhavam feio. Havia sempre uns infelizes, os menores, de 7 ou 8 anos, que ficavam por último, pois não podiam enfrentar os maiores, que empregavam a força, tomando-lhes a dianteira na bica. Era a lei do mais forte. Os meninos sempre foram indispensáveis, nas fábricas de vidro. Muitas tarefas auxiliares só eles podiam executar, sem contar que representavam mão de obra a preços dos mais vis. Ganhávamos apenas setecentos réis pó dia.” (LUCA, 2001, p. 26)

Fonte: Cláudia Márcia Rudek. As condições de trabalho e de vida dos operários brasileiros, 1850 – 1930. Link para acesso ao texto completo: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/762-4.pdf O texto "As condições de trabalho e de vida dos operários brasileiros, 1850 – 1930", de Cláudia Márcia Rudek apresenta depoimentos de trabalhadores. Confira um excerto que "destaca um depoimento a respeito do trabalho infantil, dado pelo operário Jacob Penteado, trabalhador na fábrica de vidros Cristalina Itália, em São Paulo" e que permite observar as precárias condições de trabalho nas primeiras fábricas brasileiras: A vida fora das fábricas também era difícil. Os bairros operários eram "abandonados à própria sorte. Comia-se mal e vivia-se com dificuldades, sem escolas ou lazer. O Jornal “A Plebe” de agosto de 1902 denunciou que “as casas eram infectas, as ruas, na quase totalidade, não são calçadas, há falta de água para os mais necessários místeres, escassez de luz e esgotos”.
Nas primeiras décadas deste século, as habitações operárias concentravam-se, geralmente, nas proximidades das fábricas, em bairros como Brás, Moóca, Belenzinho, Pari, Bexiga, Lapa, Água Branca, Cambuci, Ipiranga e Vila Prudente, em São Paulo. Bangú, Gamboa, São Cristóvão, Gávea, Tijuca, No Rio de Janeiro. Jaboatão e São José, No Recife.
Neles, predominavam cortiços e casas minúsculas em terrenos insalubres. Leitura coletiva do texto complementar "A vida fora das fábricas", de Maria Auxiliadora Guzzo De Decca. Movimento operário: os caminhos da resistência A mobilização dos operários pelos seus direitos foi intensa durante a Primeira República. Eles reivindicavam, sobretudo, salários mais dignos, jornadas de trabalho menores (8 horas) e melhores condições de trabalho. Para casa:

Pesquise a definição de Anarquismo, Comunismo e Socialismo. Traga na próxima aula!!! Nosso dia vai chegar
Teremos nossa vez
Não é pedir demais:
Quero justiça
Quero trabalhar em paz
Não é muito o que lhe peço
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão

Deve haver algum lugar
Onde o mais forte não
Consegue escravizar
Quem não tem chance

De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?

O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada
De tanto brincar com fogo

Que venha o fogo então

Esse ar deixou minha vista cansada
Nada demais (x4)
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