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Renderizando Bakhtin para os multiletramentos

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Roxane Rojo

on 29 March 2016

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Transcript of Renderizando Bakhtin para os multiletramentos

Círculo de Bakhtin
Multiletramentos
Multissemiose
Hipermídia
Hibridismo
Renderizando Bakhtin
Como se dá a passagem da forma arquitetônica para a composição?
Planta baixa ou humanizada
Renderização
O plurilinguismo no romance
A Teoria de Gêneros
Renderizando Bakhtin para os multiletramentos
Roxane Rojo
IEL/UNICAMP

Pluralidade Cultural
Diversidade de coleções
"Variedade de linguagens e discursos: interagir com outras línguas e linguagens, interpretando ou traduzindo; usando interlínguas específicas de certos contextos; usando inglês como língua franca; criando sentido da multidão de dialetos, acentos, discursos, estilos e registros presentes na vida cotidiana."
Estado Nação
Globalização
Ártemis
"Para o autor [VERNANT], Ártemis simboliza a Alteridade horizontal, se situa na fronteira entre o masculino e o feminino, entre o selvagem e o civilizado. Sendo deusa da caça, penetra a selvageria sem se bestializar, como deusa do parto, protege as mulheres e os rebentos os conduzindo à entrada no mundo civilizado. Atua sempre como deusa das margens, possibilita os ritos de passagem e tem dupla função: ultrapassa as fronteiras, ao mesmo tempo em que as preserva." (DAMASCENO, 2008)
Medvédev (1928)
Bakhtin (1934-35; 1952-53)
A teoria se sustenta? Cria um excedente de visão?
Medvédev (1928)
Bakhtin (1952-53)
Arquitetônica
A arquitetônica do/no Círculo de Bakhtin precisa ser compreendida e estudada em duas abordagens: a) como conjunto (conceitos, noções, elementos, categorias) do pensamento de Bakhtin e seu Círculo; e b) como conceito, ou seja, unidade/organicidade de obra (de arte) (ver, a respeito, ROJO; MELO, 2014, no prelo).
A primeira abordagem decorre do ponto de vista da recepção das obras.[...]
A segunda abordagem – e única proposta articulada pelos teóricos russos – tem a ver com como Bakhtin e seu Círculo concebem o texto/enunciado nos mais diversos gêneros, formas e esferas de produção, circulação e recepção, em especial, no discurso da obra de arte, da literatura.
A defesa que fazem da “unidade construtiva da obra” (MEDVIÉDEV/BAKHTIN, 2012[1928], p. 92), ou seja, da totalidade interna vinculada indissociavelmente à realidade externa axiológica – a totalidade arquitetônica da obra de arte – só pode ser admitida por meio de um procedimento metodológico-exotópico, requer um excedente de visão dos sujeitos inerentemente implicados na interação: autor-criador e contemplador. (MELO; ROJO, 2013).
Arquitetônica do ponto de vista do Círculo:
Aquilo que Hildebrand chama de “arquitetônico” é, na verdade, a unidade construtiva da obra [...]. Como se expressa essa abordagem “arquitetônica”, de uma obra de arte figurativa? (MEDVIÉDEV/BAKHTIN, 2012[1928], p. 92, ênfase adicionada).

A forma artística é a forma de um conteúdo, mas inteiramente realizada no material, como que ligada a ele. Por isso a forma deve ser compreendida e estudada em duas direções: 1. a partir do interior do objeto estético puro, como forma arquitetônica, axiologicamente voltada para o conteúdo (um acontecimento possível), relativa a ele; 2. a partir do interior do todo composicional e material da obra: este é o estudo da técnica do material (BAKHTIN, 1998[1975], p. 57, ênfase adicionada).

Método da análise estética da forma enquanto forma arquitetônica [...] Como a forma, sendo inteiramente realizada no material, torna-se, no entanto, a forma de um conteúdo e relaciona-se axiologicamente com ele? Ou, em outras palavras, como a forma composicional [descrição/caracterização de um gênero] – a organização do material – realiza uma forma arquitetônica – a unificação e a organização dos valores cognitivos e éticos? (BAKHTIN, 1998[1975], p. 57, ênfase adicionada).

[...] e ambos [contextos das duas personagens do poema em exame] são, por sua vez, envoltos pelo contexto estético unificante e que afirma os valores, do autor-artista e contemplador, o qual se acha colocado fora da arquitetônica da visão de mundo da obra [...]. O lugar singular do sujeito estético (do autor, do contemplador) [...] tem uma só definição: a sua exotopia em relação a todos os momentos da unidade arquitetônica [...]. A empatia estética [...] se realiza ativamente deste lugar singular exotópico, e precisamente a partir daqui se realiza a recepção estética. (BAKHTIN, 2010[1920-24], p. 131-132)

[...] a forma arquitetônica determina a escolha da forma composicional: assim, a forma da tragédia (forma do acontecimento, em parte, do personagem - o caráter trágico) escolhe a forma composicional adequada - a dramática.” (BAKHTIN, 1998[1975], p. 25).

Para isso “são requeridas uma nova ética e novas estéticas” (ROJO, 2012, p. 16, ênfase da autora).

Assim, a arquitetônica é uma apreciação de valor exotópica "avant la lettre".
Na arquitetura
[...] Linguagem arquitetônica se refere ao conjunto de elementos que dão à composição arquitetônica, enquanto expressão artística e manifestação da vontade humana, um certo ordenamento sintático, morfológico e semântico.
Os arquitetos não pretendem com sua obra passar "mensagens" concretas, traduzíveis em palavras, através do domínio da gramática e da sintaxe das formas e do espaço, mas do contrário, transmitir ao usuário da arquitetura uma determinada experiência abstrata. [...]
O domínio da linguagem arquitetônica envolve o reconhecimento de que a composição arquitetônica surge a partir das relações formais, sintáticas e pragmáticas dos elementos a serem trabalhados e que diferentes formas de organização das informações existentes busca resultar em produtos adequados a uma dada intenção. [...]
Portanto, a linguagem arquitetônica de uma determinada obra de arquitetura se dá pela relação entre seus elementos e o todo, de acordo com o partido tomado pelo arquiteto e compondo, através da relação entre as partes e o todo, uma unidade estética.

(Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linguagem_arquitet%C3%B4nica
. Acesso em: 05/07/2015.)
Planta baixa/volumes
Planta humanizada
Renderização 3D
Depois de fazer uma breve pesquisa é possível encontrar o significado da palavra
Render
. Um dos seus significados é “acabamento”. Caso a pesquisa se estenda um pouco mais, vamos perceber que o termo
Render
não é exclusivo da computação gráfica. Ele é aplicado em outras áreas, como a ilustração e
design
gráfico.

Mas e como explicar para uma pessoa leiga?

Para simplificar o processo, geralmente eu descrevo o
render
ou ato de renderizar como sendo o processo em que geramos uma imagem simulando condições reais. Quando os modelos e cenários 3d são construídos, tudo é gerado usando arames e superfícies, o chamado
Wireframe
. Essa estrutura em arame não serve para alguns propósitos do 3d. Já pensou tentar vender uma perspectiva de um prédio só em arame? Até profissionais treinados teriam dificuldade em visualizar o modelo! Sem falar da dificuldade em perceber a volumetria.

O
Render
entra exatamente para finalizar o
Wireframe
. Nesse acabamento são considerados vários aspectos, como a projeção dos raios luminosos, materiais e simulação das superfícies entre outros. Esse é o último passo de um trabalho em 3d e onde uma boa parte da “mágica” acontece!

(BRITO, A. Disponível em:
https://www.allanbrito.com/2007/04/02/voce-sabe-o-que-e-render/
. Acesso em: 05/07/2015.
Pluralidade Cultural
Diversidade de coleções
Esferas de circulação dos discursos
Plurilinguismo nos enunciados
Plurilinguismo:
Vozes
Discursos do personagens
Formas do discurso citado
Bi-vocalidade
Plurivocalidade
Polifonia
Discursos dos personagens
Hibridismo
Gêneros intercalados
Definido por Bakhtin como “o discurso de outrem na linguagem de outrem” (2010, p. 127)

É possível perceber na composição sintática, por exemplo, dois tons, dois estilos, duas “linguagens”, duas perspectivas semânticas e axiológicas distintas (autor e personagem), sem, necessariamente, apresentar nenhuma fronteira formal que identifique a inserção de vozes no discurso.
BAKHTIN. M. M. O discurso no romance. In: _____.
Questões de Literatura e de Estética:
A teoria do romance. São Paulo: UNESP/Hucitec, 1988[1975/1934-35], p. 71-210.

_____. Os gêneros do discurso. In: _____.
Estética da criação verbal.
São Paulo: Martins Fontes, 2003[1979/1952-53], p. 261-306. Tradução de Paulo Bezerra.

BRITO, A. Você sabe o que é render? Disponível em:
https://www.allanbrito.com/2007/04/02/voce-sabe-o-que-e-render/
. Acesso em: 05/07/2015.

DAMASCENO, L. Fronteiras: Memória, corpo e alteridade.
Revista Ártemis, Vol 8
., Jun 2008, p. 19-26. João Pessoa, PB: UFPB. Disponível em:
http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/artemis/article/view/2303/2025.

MEDVIÉDEV, P. N.

O método formal nos estudos literários:
Introdução crítica a uma poética sociológica. São Paulo: Contexto, 2012[1928]. Tradução de Ekaterina Vólkova Américo e Sheila Camargo Grillo.

MELO, R.; ROJO, R. H. R. A arquitetônica Bakhtiniana e os multiletramentos. In: NASCIMENTO, E. L.; ROJO, R. H. R. (Orgs.).
Gêneros de Texto/Discurso e os desafios da contemporaneidade.
Campinas: Pontes Editores, 2014, p. 249-272.

ROJO, R. H. R.; MELO, R. Contemporary literacies and Bakhtinian architectonics.
Slavonica, Vol. 21
, a sair.

ROJO, R. H. R. Pedagogia dos multiletramentos: Diversidade cultural e de linguagens na escola. In: ROJO, R. H. R.; MOURA, E. (Orgs.)
Multiletramentos na escola
. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, p. 11-31.
http://popcultureblog.dallasnews.com/2013/03/talking-to-ut-soph-jon-cozart-the-guy-behind-the-after-ever-after-disney-princess-sensation.html/
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