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Estudo de Caso: assistência ao pré-parto de primípara em hos

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Juliana Strada

on 23 June 2015

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Transcript of Estudo de Caso: assistência ao pré-parto de primípara em hos

Anamnese
Internação
Pós-Parto
Cesárea
Estudo de Caso: assistência ao pré-parto de primípara em hospital universitário
Estudo de Caso: assistência ao pré-parto de primípara em hospital universitário
Ananda Ughini Bertoldo Pires
Évelin Maria Brand
Gabriela dos Santos Salvalaggio
Giulia Pedroso Perini
Juliana Karine Rodrigues Strada
Rafaele Garcia Sonaglio
Problemas enfrentados
Trajetória
Sonda Foley
RN de J.S.
Nascido as 20h20min, sexo masculino, 3085g.

Apgar: 6/9

Sofrimento Fetal - Aspiração Meconial

Realizada aspiração.

Sem clampeamento tardio do cordão umbilical.

Sem contato pele-a-pele.

Sem amamentação na primeira hora de vida.

Professoras orientadoras: Daiane Dal Pai, Luiza Maria Gerhardt e Marienne Jaeger Riffel
Introdução
Objetivos
Justificativa
Dados da Gestante
Pré-natal
Sonda Foley
Cesárea
Cesárea
Cesárea
Relembrando...
Apresentar um estudo de caso sobre o trabalho de parto de uma paciente admitida no Centro Obstétrico do HCPA, por pós datismo (41 semanas).

Buscar bases teóricas na literatura sobre o processo do parto e suas influências no desfecho do caso abordado.

Determinar os Diagnósticos de Enfermagem da paciente.
Paciente escolhida pelas seguintes especificidades:

internação por pós-datismo com 41 semanas;

uso de sonda Foley na indução do parto;
J.S., 26 anos, sexo feminino, branca, desempregada, evangélica.

Nasceu e reside em Porto Alegre com o marido, que a acompanha durante o trabalho de parto, parto e pós-parto.

Tipagem sanguínea: A+. Nega: alergia; uso de drogas.

Primigesta e primípara. Gravidez planejada.

DPP: 01/06/2015

Escolha: parto normal.
J.S. realizou sete consultas de pré-natal com convênio, no Centro Clínico Gaúcho.

Gravidez tranquila. Pais relativamente bem informados. J.S. se preparou muito para o momento do parto.

J.S. foi orientada a ir até o hospital se chegasse às 41 semanas de gestação.

J.S.
Exame Físico
Infecção Urinária
É a replicação de bactérias no trato urinário, provocando danos ao tecido urinário.
(DUARTE et al, 2008).

Está presente em homens e mulheres. Tem importância em particular nas mulheres jovens, sexualmente ativas, onde há maior incidência.
(BARROS et al, 2006).

Infecção Urinária
Assintomáticas
Sintomáticas
Bacteriúria significativa (crescimento de mais de 100.000 unidades formadoras de colônias/mL), na ausência de qualquer tipo de sintoma.
Paciente refere queixa como ardência uretral miccional, polaciúria, urgência miccional, dor suprapúbica ou febre
(BARROS et al, 2006).


Fonte: Google Imagens
Infecção Urinária - Epidemiologia
Ocorrem, no mínimo, 150 milhões de casos de infecção urinária sintomáticas a cada ano em todo o mundo.

Em geral, 90% dos pacientes com infecção urinária manifestam cistite, enquanto 10% desenvolvem pielonefrite. As infecções são esporádicas em aproximadamente 75% dos pacientes e recorrentes em 25%.

(GOLDMAN; AUSIELO, 2009).

Infecção Urinária - Gestação
Infecção mais comum durante a gestação, estimando-se que até 10% das gestantes serão acometidas por algum episódio de infecção. Maioria assintomática.

Durante a gestação, a mulher pode apresentar desde bacteriúria assintomática até pielonefrite e sepse.



Infecção Urinária - Gestação
A infecção assintomática aumenta a morbimortalidade materna e fetal, apresentando maior risco de prematuridade e de mortalidade perinatal.


As infecções urinárias representam as infecções bacterianas mais frequentes da gravidez. Complicam cerca de 20% das gestações e são responsáveis por 10% das internações durante a gestação.
Fonte: Google Imagens
(RAMOS et al., 2007).

(RAMOS et al., 2007).

(FIGUEIREDO et al., 2012).


Infecção Urinária - Gestação
A complicação mais grave da infecção urinária é a pielonefrite aguda, que se caracteriza por ser uma doença grave que pode cursar com sepse e trabalho de parto prematuro.

Ocorre em 2% das grávidas e até 23% destas mulheres têm recorrência na mesma gravidez.



(BRASIL, 2013).


Fonte: Google Imagens
Infecção Urinária - Gestação
Bactérias
Scherichia coli
(mais comum)

Klebsiella pneumoniae
Proteus mirabilis
Staphylococcus saprophyticus
Streptococcus agalactiae

Fonte: Google Imagens
Infecção Urinária - Gestação: Políticas Públicas de Saúde

No protocolo de assistência ao pré-natal de baixo risco do município de Porto Alegre, está preconizado a realização dos exames de EQU e urocultura com teste como rotina nos três trimestres da gestação.

Os exames de EQU e urocultura servem para reduzir os riscos por detectar precocemente as infecções assintomáticas. Na presença de bacteriúria assintomática por Streptococcus do Grupo B, tratar e anotar, com destaque, na carteira de pré-natal da gestante, pois é uma circunstância na qual é indicado uso profilático de antibiótico no parto.


(PORTO ALEGRE, 2015).
As infecções urinárias de repetição ou, dois ou mais episódios de pielonefrite durante a gestação são fatores que podem indicar o encaminhamento da gestante para o pré-natal de alto risco.

(BRASIL, 2013).


Fonte: Google Imagens
Infecção Urinária - Gestação: Políticas Públicas de Saúde
J.S. completa as 41 semanas e no dia 01/06 procura o HCPA. Depois de algumas avaliações, ela é liberada com a justificativa de erro na DPP, sendo informada de que completaria 41 semanas no dia 04/06.

Volta no dia 04/06 (17h30) e é internada para indução do parto por pós-datismo ( 41 semanas).
Situação no momento da internação
Paciente chegou ao hospital sem dilatação, sem contrações, com movimentação fetal presente e sem perdas vaginais.

Dor nas costas: grau 6.

BCF: 140bpm
Conduta: Sonda Foley para indução do trabalho de parto.
Pós-datismo
PÓS-TERMO = Gestação prolongada: gestação com IG > 42 semanas ou 294 dias a partir da Data da Última Menstrução (DUM).

PÓS-DATISMO: nascimento após Data Provável do Parto (DPP).

(BRASIL, 2012b)

Fonte: Google Imagens
Pós-datismo
Gestação prolongada
Associada a um risco aumentado de morbidade e mortalidade perinatal.

A placenta em senescência: calcificações e outras alterações que são responsáveis pela diminuição do aporte nutricional e de oxigênio ao feto.

Aproximadamente 20% dos fetos após 42 semanas apresentam crescimento intrauterino restrito devido à insuficiência placentária.

Essas gestações têm maior risco de compressão de cordão devido à oligohidrâmnio e síndrome de aspiração meconial.

Diagnóstico de Certeza
Estabelecimento precoce da idade gestacional
(BRASIL, 2012a; BRASIL, 2012b)

Comparação de condutas preconizadas
Pós-datismo
Por volta da 41ª semana de idade gestacional ou antes disso, se houver diminuição da movimentação fetal, deve-se encaminhar a gestante para um centro de referência para outros testes de vitalidade fetal.

Após concordância da mulher: descolamento das membranas amnióticas (38 até 41 semanas); a partir das 41 semanas, indução do parto. Se gestante recusar a indução, avaliação do bem-estar fetal 2 vezes por semana.

Se certeza de IG=41 semanas (pós-datismo confirmado), encaminhamento para interrupção da gestação. Pois já há consensos.

THE AMERICAN CONGRESS OF OBSTETRICIANS AND GYNECOLOGISTS - ACOG (2014)Practice bulletin no. 146: Management of late-term and postterm pregnancies
Pós-datismo
Comparação de condutas preconizadas
Conclusões baseadas em evidências científicas boas e consistentes (Nível A): gestações prolongadas estão associadas a risco aumentado de morbidade e mortalidade perinatais. Recomenda-se indução do parto após 42 semanas de gestação, dado provas de um aumento na morbidade e mortalidade perinatal.

Conclusões baseadas em evidências científicas limitadas ou inconsistentes (Nível B): a indução de trabalho entre 41 e 42 semanas de gestação pode ser considerado.

Recomendações baseadas principalmente em consensos e opiniões de especialistas (Nível C): pode ser indicada início da avaliação do bem-estar fetal em ou além das 41 semanas de gestação.

A sonda Fowley é inserida em J.S. as 17h30. Sonda nº 28, balonete inflado com 50mL de soro fisiológico
É um material composto por um látex mole, obtendo-se um aprimoramento ao utilizar o
silicone na confecção.

A sonda Foley é comumente utilizada em vias excretoras, porém na obstetrícia, considera-se uma das formas mais antigas de indução do parto.

Fonte: Google Imagens
(LENZ, 2006)

Utilizada para realizar a estimulação artificial das contrações uterinas, antes mesmo do seu início natural.

As indicações mais frequentes são:

síndromes hipertensivas
diabetes
pós-datismo
colagenoses
restrição do crescimento intrauterino
comprometimento da vitalidade fetal
morte fetal intraútero
corioamnionite
rotura prematura de membrana
(BRASIL, 2001)

Sonda Foley
Realização da antissepsia do local;
Sonda introduzida até ultrapassar o orifício interno do colo uterino, ou seja, ela é inserida na endocérvice;
O balão é insuflado com 30 – 50 ml de soro fisiológico estéril ou água destilada;
É puxado, suavemente;
Fixado na perna da gestante;

Colocação
(OLIVEIRA, 2003) e (SOUZA et al., 2015)

Fonte: Google Imagens

A sonda será mantida tracionada por um período de 4 – 24 horas ou até a sua expulsão, mesmo se o trabalho de parto tivesse iniciado.

Caso o trabalho de parto não se inicie durante esse período a sonda é retirada e a cesariana indicada por falha na indução.

Sonda Foley
Permanência
(OLIVEIRA, 2003) e (SOUZA et al., 2015)

Fonte: Google Imagens
Sonda Foley
Efetividade e segurança
A sonda Foley tem vantagem por ser um método de fácil aplicação, baixo custo, fácil remoção, pequena ou nenhuma atuação no miométrio, além de apresentar, em diferentes estudos, a indução satisfatória.

Entretanto há algumas ações adversos podem ser observada como: a rotura acidental de membranas amnióticas, desconforto materno, sangramento, distócia funcional e infecção puerperal.

(BRASIL, 2001)

Evolução
J.S. permanece com a sonda por 19h. A sonda é retirada as 12h15min. Paciente no leito.

Paciente relata boa movimentação fetal.

DU: 2/10 irregulares
4cm de dilatação
BCF: 145 bpm

Conduta: realizada amniotomia, com líquido amniótico claro. BCF após amniotomia: 145 bpm

Início de infusão de ocitocina exógena.
Ocitocina
Neuropeptídeo
Central
Periférica
Dependente da presença
de estrógenos
Estimulação do
miométrio
Ejeção do leite
Induzem o aumento de
receptores de ocitocina
no miométrio
A quantidade é
proporcional a IG
TEIXEIRA, 2010
MORAES FILHO; CECATTI; FEITOSA, 2005
Ocitocina
A ocitocina sintética é um método amplamente utilizado no campo da obstetrícia para induzir e conduzir o trabalho de parto.

Objetivo principal da administração da ocitocina é desenvolver uma atividade uterina que
Produza alterações cervicais
Evitar a hiperestimulação uterina e comprometimento fetal
(BRASIL, 2001; PROTOCOLO HOSPITAL SOFIA FELDMANN)

Ocitocina
Manejo das doses
Via endovenosa por bomba de infusão
(MORAES FILHO; CECATTI; FEITOSA, 2005)

Ocitocina
Efetividade e Segurança
Principais efeitos adversos
(BRASIL, 2001)

Evolução
14h16min: paciente no leito, com contrações mais frequentes e dolorosas. Momento em que o grupo começou a acompanhá-la.

DU: 4/10 médias.

BCF: 130 bpm

5cm de dilatação

Apresentação cefálica (-3)

Dor: 8, durante as contrações.

Conduta: aumento de ocitocina exógena.



Fonte: Google Imagens
Assistência
Grupo inicia manejo da dor com métodos nao farmacológicos, utilizando bola, hidroterapia e acupressão.

Além disso incentivamos J.S. a caminhar e experimentar outras posições, explicando seus benefícios no controle da dor.

J.S. fica surpresa diante de tantas alternativas, pois desconhecia tais possibilidades.
Dor: métodos não farmacológicos
Estudo de caso de paciente admitida no Centro Obstétrico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre com 41 semanas de gestação para indução de trabalho de parto por pós-datismo.

Dor no Trabalho de Parto
Variável, subjetiva, física ou psicológica, não mensurável e única de cada mulher.

Depende de fatores culturais, experiências prévias de dor e parto, ansiedade e medo.

As contrações uterinas podem ser percebidas como dolorosas, variando de acordo com as experiências da mulher, o tempo de duração do trabalho de parto, tamanho do bebê e o apoio recebido durante o processo.

Dor: métodos não farmacológicos
Método psicoprofilático: programa educacional sobre a fisiologia do parto, exercícios físicos e respiratórios.
Acupuntura e Acupressão: liberação de endorfinas pelo SNC, estimula a dilatação do colo e contrações.
Técnicas de relaxamento: musicoterapia, aromaterapia, visualização de imagens, aplicação de frio ou calor
Estimulação elétrica transcutânea: eletrodos aplicados na região sacra, que transmitem impulsos elétricos de amplitude e frequência variados e controlados pela mulher.
Toque terapêutico: abraçar, beijar, massagear, tocar.

Dor: métodos não farmacológicos
Acupressão
http://pt.wikihow.com/Usar-Pontos-de-Acupress%C3%A3o-para-Aliviar-Dores-nos-P%C3%A9s
Acessado em 09/06/2015

http://pt.wikihow.com/Utilizar-Acupress%C3%A3o-Para-Induzir-o-Trabalho-de-Parto
Acessado em 09/06/2015


http://pt.wikihow.com/Utilizar-Acupress%C3%A3o-Para-Induzir-o-Trabalho-de-Parto
Acessado em 09/06/2015


Dor: métodos não farmacológicos
Hidroterapia
- Promove sensação de relaxamento e alívio da dor, favorece as fases clínicas do parto.

- Pesquisas indicam o aumento da dilatação do colo, diminuição da TA e redução de edemas.

- Diminui a secreção de adrenalina, aumenta os níveis de ocitocina e endorfina.

- Vasodilatação periférica e relaxamento muscular.


http://www.partoconsciente.com.br/p/parto-normal-apos-cesarea.html Acessado em 29/05/2015


Fonte: Google Imagens


Dor: métodos não farmacológicos
Hidroterapia
- A estimulação cutânea é associada a intensidade e tempo de aplicação.

- A parturiente deve escolher a temperatura da água.

- Minimiza as intervenções farmacológicas

http://www.maesaudavel.com.br/relato-de-parto/parto-domiciliar-bruna-e-elis/
Acessado em 29/05/2015


A teoria de “regulação-controle” : no corno posterior da medula espinal existe um mecanismo neural que controla o fluxo de impulsos nervosos e somente certa quantidade de estímulos podem ser sentidos. Impulsos adicionais de dores são bloqueados por esse mecanismo quando o máximo de densidade de impulsos é alcançado. Dessa forma, a dor está modulada simultaneamente por múltiplas influências e a água morna pode ser um importante estímulo competidor, além de responsável pela sensação de bem estar.

Dor: métodos não farmacológicos
Hidroterapia
http://www.namaskaryoga.com.br/index.php?id=79052443375
Acessado em 29/05/2015



Dor: métodos não farmacológicos
Métodos alternativos de posição e manejo da dor.

Fonte: Google Imagens



Fonte: Google Imagens



Fonte: Google Imagens



Evolução
16h27min: paciente em movimento constante.

DU: 5/10 (30 a 40s)

BCF: 136 bpm

5cm de dilatação

Apresentação cefálica (-3)

Dor: 4, durante as contrações.

A partir desse momento J.S. não teve mais evolução e as 19h15min foi encaminhada para cesárea por Desproporção Céfalo Pélvica



Definida como o nascimento do feto mediante incisão na parede abdominal e uterina, a cesariana é uma das cirurgias abdominais mais comumente realizadas no mundo todo.
(OLIVEIRA et al, 2005).

É uma laparotomia, assim exige um conjunto de cuidados clínicos, técnicos e anestésicos e que tem associação com possíveis complicações.
(BRASIL, 2001).

A técnica de incisão de preferência é a transversa suprapúbica, realizada cerca de 2cm acima da sínfise púbica. São incisados os seguintes tecidos: pele, tecido subcutâneo, aponeurose, músculos reto-abdominais, peritônio parietal, peritônio visceral e útero; são suturados em ordem inversa, com diferentes tipo de pontos e fios de sutura.
(OLIVEIRA et al, 2005).

Retentores de metal que seguram essas camadas de tecido
Fonte: Google Imagens



Indicações
Desproporção céfalo-pélvica;
Sofrimento fetal agudo ou crônico;
Apresentações anômalas (pélvica, transversa);
Distócias de motor e trajeto;
Prolapso de cordão;
Descolamento prematuro de placenta;
Placenta prévia oclusiva;
Hidrocefalia;
Gestação múltipla, dependendo da apresentação do 1º gemelar;
Algumas patologia maternas (herpes genital ativa, HIV+ com alta carga viral, doenças neurológicas e síndrome hipertensiva).

Porém nenhuma indicação é absoluta, faz-se necessária a avaliação médica balanceando riscos e benefícios.
(OLIVEIRA et al,2005).

Cesárea
Riscos
 As complicações relacionadas com aumento da morbidade materna são:
Infecção e a hemorragia;
Tromboembolismo;
Infecção urinária;
Aspiração de conteúdo gástrico;
Acretismo placentário;
Infecção e desciência de incisão e
Lesões de vísceras.

Os principais riscos potencias relacionados à cesárea são:
Maior prematuridade de RN; Alterações respiratórias no RN;
Dor após o parto; Recuperação mais lenta;
Infecção puerperal mais comum;
Aleitamento materno mais difícil;
Maior cicatriz;
Maior risco de morte e maior risco em futuras gestações.



(BRASIL, 2001; OLIVEIRA et al,2005).

(BRASIL, 2001).

DIAGNÓSTICO
Mulheres submetidas a cesáreas têm 3,5 vezes mais risco de morrer e têm 5 vezes mais chances de contrair uma infecção puerperal. Assim, a OMS recomenda que o percentual de cesarianas esteja na faixa de 5% a 15% do total de partos.
(BRASIL, 2014).

Cesárea
Fonte: Google Imagens



Cesárea
Cesárea
Cesárea
Cesárea
A taxa de operação cesariana na população de mulheres que dão a luz hoje em nosso país está ao redor de 56% (cerca de 1.600.000 cirurgias por ano), havendo uma diferença importante entre os serviços públicos de saúde (40%) e os serviços privados de saúde (85%).
(CONITEC, 2015).

Em Porto Alegre no ano de 2013, 51,6% dos partos realizados foram cesarianas e 48,4% normais.
(PORTAL ODM, 2014).

O gráfico ao lado, exibe a evolução das taxas de cesárea a partir da disponibilização dos dados do Sinasc entre 1994 e 2010. Observa-se que em todas as regiões as taxas de cesariana são mais do que o dobro das recomendadas pela OMS.

(BRASIL, 2012).

Entre 1992 e 2011, a média do risco relativo para morte materna foi de 3,5.

(Brasil, 2012)
Entre 2000 e 2011, a média do risco relativo para infecção puerperal foi de cinco vezes maior nas cesáreas .

(Brasil, 2012)
Cesárea
Cesárea
Cesárea
Políticas Públicas de Saúde
Políticas Públicas de Saúde
“Como as indicações de cesariana têm despertado divergência de opiniões no país, propõem-se esta diretriz para orientar profissionais de saúde e população em geral sobre as melhores práticas relacionadas ao tema baseado nas evidências científicas existentes. Por iniciativa do Ministério da Saúde do Brasil, 72 questões sobre cesariana foram discutidas e elaboradas com a finalidade de nortear esta diretriz.”
(CONITEC, 2015).


RN (Resolução Normativa) 368 da ANS, prevista para 7 de julho de 2015.

Esta resolução determina, por exemplo, o reembolso da cesárea pelos planos de saúde está condicionado à apresentação do partograma. Há o entendimento de que cirurgias realizadas sem indicação médica, como as previstas na consulta pública, correm o risco de não serem reembolsadas.
(UNA-SUS, 2015).

DOMINGUES et al.
Processo de decisão pelo tipo de parto no Brasil: da preferência inicial das mulheres à via de parto final. (2014)

Desproporção Céfalo-pélvica (DCP)
Desproporção céfalo-pélvica (DCP) absoluta: tamanho do pólo cefálico maior do que a bacia (feto macrossômico) ou feto de tamanho normal e bacia obstétrica inadequada.
- Conduta: realização de cesariana.

Desproporção relativa: defeito de posição na apresentação; deflexão ou variedades de posição transversas ou posteriores.
- Conduta: deambulação, rotura artificial da bolsa das águas ou analgesia peridural.

(BRASIL, 2001)
Desproporção Céfalo-pélvica (DCP)
A DCP é a causa principal da parada secundária da dilatação e da parada secundária da descida, distócias observadas através do partograma.
A indicação de cesariana por DCP só deve ser realizada pela avaliação do partograma.
O partograma permite a visualização gráfica da desproporção.

(BRASIL, 2001; HADDAD; CECECATTI, 2011; AMORIN; SOUZA; PORTO, 2010)

Fonte: Google Imagens



Desproporção Céfalo-pélvica (DCP)
Desproporção Céfalo-pélvica (DCP)
Parada secundária de dilatação
Período pélvico prolongado
Fonte: BRASIL, 2001

Fonte: BRASIL, 2001

Anestesia
Para a realização do parto cesárea de J.S., foi utilizada raquianestesia com bloqueio morfina.



A anestesia obstétrica tem como objetivo aliar anestesia adequada + segurança e conforto materno + mínimo efeito depressor ao feto

Técnica mais utilizada no Brasil:


O que considerar na escolha da anestesia?
Alterações fisiológicas maternas gestacionais
Passagem transplacentária de drogas
Efeitos sobre contratilidade uterina
Situações patológicas do ciclo gravídico-puerperal

(Brasil, 2001)
Anestesia
Anestesia Regional
Anestesia
Raquianestesia
A raquianestesia, bloqueio subaracnóideo, é um bloqueio extenso da condução nervosa, ocorre a introdução de um anestésico local no espaço subaracnóideo no nível lombar, geralmente entre L4 e L5.

VANTAGENS:
Não oferece risco de aspiração pulmonar à gestante
Mantém a consciência da parturiente
Início de ação rápido
É necessária mínima quantidade de anestésico local

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES:
Hipotensão arterial
Cefaleia

(BRASIL, 2001; FREITAS et al, 2006; SMELTZER et al, 2012)

Anestesia
Raquianestesia - complicações
(FREITAS et al, 2006; SMELTZER et al, 2012)

Anestesia
Bloqueio morfina
Associação morfina, analgésico opióide, com os anestésicos locais



Analgesia pós-operatória prolongada

A associação entre anestésicos locais e opióides é uma excelente opção por proporcionar maior qualidade analgésica

Preservação dos benefícios de cada droga e diminuição do risco de efeitos colaterais
Atuação em sítios distintos:
Anestésicos locais membrana axonal
Opióides receptor específico da medula espinal
Mecanismo combinado e sinérgico

(BRASIL, 2001; FREITAS et al; 2006)

Anestesia
Bloqueio morfina
Mecanismos de ação: ação agonista sobre os receptores opióides do tipo μ (mu), o principal receptor dos analgésicos opióides.
Receptores acoplados à proteína G, localizados: no cérebro, em regiões da medula espinal e em terminações nervosa sensitivas periféricas; envolvidos na transmissão e no controle da dor.
Os opióides atravessam a barreira placentária e alcançam o feto: ATENÇÃO À DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA NEONATAL.
Morfina intratecal: analgesia eficiente e duradoura com baixas doses
Efeitos colaterais na parturiente: náusea, vômito, prurido, sedação e depressão.
Analgesia pós-operatória com opióides é de grande valor para a promoção da amamentação e para a lactação.

Anestesia
Bloqueio morfina
Fonte: Google Imagens
Dor: métodos não farmacológicos
Métodos alternativos de posição e manejo da dor.

Fonte: Google Imagens
Rede Cegonha
Objetivos
Fomentar a implementação de novo modelo de atenção à saúde da mulher e à saúde da criança com foco na atenção ao parto, ao nascimento, ao crescimento e ao desenvolvimento da criança de zero aos vinte e quatro meses;

Organizar a Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil para que esta garanta acesso, acolhimento e resolutividade; e

Reduzir a mortalidade materna e infantil com ênfase no componente neonatal.
Práticas - Além da Sobrevivência
Práticas - Além da Sobrevivência
Práticas - Além da Sobrevivência
Contato pele-a-pele
http://www.revistapanoramahospitalar.com.br/2014-05-saude-atualiza-diretrizes-para-atencao-humanizada-a-recem-nascido-13233

Clampeamento tardio do cordão
Amamentação na primeira hora
(Brasil 2001)
(Brasil 2001)
(Brasil 2001)
http://caroldiasfotografia.com.br/?p=3007

http://www.vidamaterna.com/por-que-amamentar/

Lei do Acompanhante
J.S teve estava acompanhada do marido, que foi muito presente e a auxiliou de todas as formas.

A lei nº11.108, de 07 de abril de 2005 garante a parturiente o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós- parto imediato, no âmbito do Sistema único de Saúde – SUS.
O acompanhante será indicado pela parturiente e pode ser qualquer pessoa de escolha dela.
Caso a instituição se negue a cumprir o que está previsto na lei, a parturiente e seu familiar devem ser orientados a acionarem os meios legais.


(LEI 11.108/2005 - 07/04/2005)

Percepções da Paciente J.S.
Diagnóstico Prioritário
Fonte: Google Imagens
Dor Aguda

Domínio 12: Conforto
Classe 1: Conforto físico
Definição: experiência sensorial e emocional desagradável que surge de lesão tissular real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão (Associação Internacional para o Estudo da Dor); início súbito ou lento, de intensidade leve a intensa, com término antecipado ou previsível e duração de menos de seis meses.
Características Definidoras: alterações na pressão sanguínea, comportamento de distração, comportamento de proteção, comportamento expressivo, diaforese, dilatação pupilar, distúrbio no padrão de sono, evidência observada de dor, expressão facial, foco em si próprio, foco estreitado, gestos protetores, mudanças na frequência cardíaca, mudanças na frequência respiratória, mudanças no apetite, posição para evitar dor, relato codificado, relato verbal de dor.
Fatores relacionados: agentes lesivos.

Intervenções de Controle da Dor
Definição: alívio da dor ou sua redução a um nível de conforto aceito pelo paciente.

Atividades:
- Realizar uma avaliação completa da dor, incluindo local, características, início/duração, frequência, qualidade, intensidade e gravidade, além de fatores precipitadores.
- Escolher e implementar uma variedade de medidas para facilitar o alívio da dor, conforme apropriado.
- Ensinar o uso de técnicas não farmacológicas antes, durante e após as atividades dolorosas, quando possível; antes que a dor ocorra ou aumente, e juntamente com outras medidas de alívio da dor.

Diagnóstico secundário
Risco de Infecção
Domínio 11: segurança/proteção
Classe 1: infecção

Definição: risco de ser invadido por organismos patogênicos.

Fatores de risco: aumento da exposição ambiental a patógenos (surtos), conhecimento deficiente para evitar exposição a patógenos, defesas primárias inadequadas (peristaltismo inadequado, pele rompida, mudança no pH das secreções, diminuição da ação ciliar, ruptura prematura de membranas amnióticas, tabagismo, estase de fluídos orgânicos, tecido traumatizado), defesas secundárias inadequadas (diminuição de hemoglobina, imunossupressão, leucopenia, resposta inflamatória suprimida), desnutrição, doença crônica (diabetes, obesidade), procedimentos invasivos, ruptura prolongada de membranas amnióticas, vacinação inadequada.

Intervenção de Cuidados com Lesões
Definição: prevenção de complicações em feridas e promoção da cicatrização.

Atividades:
- Tricotomizar ao redor da área afetada, se necessário.
- Monitorar as características da lesão, inclusive drenagem, cor, tamanho e odor.
- Oferecer cuidados ao local da incisão, se necessário.
- Documentar local, tamanho e aspecto da lesão.

Plano de Ações prioritário
Manejo da dor com uso de bola, hidroterapia, acupressão e alternância de posições durante o parto.
Incentivar o acompanhante a auxiliar no conforto da gestante durante o parto.

Orientar e/ou auxiliar os pais quanto à amamentação, higiene íntima, cuidados com F.O., registro do RN, triagem neonatal, cuidados com RN (banho, higiene do coto umbilical).
Oferecer apoio psicológico quanto a experiência negativa.

Conclusão
Referências
AMORIN, Melania Maria R. SOUZA, Alex Sandro R. PORTO, Ana Maria F. Indicações de cesariana baseadas em evidências: parte I. FEMINA, v.38, n.8, p. 416-422, ago., 2010.
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Referências
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Referências
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