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1º Período - Metodologia das Ciências Sociais

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Profa Kamila Figueira

on 13 March 2017

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Transcript of 1º Período - Metodologia das Ciências Sociais

A partir da leitura das páginas 8 à 22 do Livro Sociologia Hoje, como é possível que o cientista social supere o senso comum e seus próprios valores para a produção de um conhecimento fidedigno?
GOAL!
Metodologia das Ciências Sociais
A produção do conhecimento nas Ciências Sociais
Etapas da pesquisa em Ciências Sociais

1) Escolha um tema relacionado a um fenômeno social;

2) Em seguida, elabore uma pergunta sobre esse fenômeno.

Essa pergunta é seu problema de pesquisa.

Quantitativo
Qualitativo
Gênero
Exploração
Dominação
Solidariedade
Micropoderes
Método Quantitativo
Mensuram os fenômenos sociais
Usa-se modelos matemáticos e estatísticos.

Vantagens:


Coleta eficiente sobre um grande número de indivíduos;
Permitem generalizações.

Desvantagens:

Menos detalhes sobre a realidade social dos indivíduos.

Exemplo: Survey (levantamento estatístico) e Censo Demográfico

Grupo Focal
Etnografia
Método Qualitativo
Trabalham com significados,
crenças e valores.

Vantagens:
Coleta de dados e informações detalhadas sobre a realidade vivida das pessoas;

Permitem a compreensão aprofundada da ação individual no contexto da vida social.

Desvantagem
:
Tem como foco uma específica parcela da população;
Não permitem generalizações.




Etnografia - Livro: 19, 34 e 61
Etnografia
Origem na Antropologia Cultural;

Os dados coletados são oriundos de interações contínuas com um grupo social específico;

Observação e descrição das práticas do grupo estudado e entendimento do sentido e significado daquelas práticas para o grupo em questão;

Imersão/mergulho na comunidade a ser estudada, com o uso da língua nativa e distanciamento da sociedade de origem da/o pesquisador(a);

A/O pesquisador(a) fica em contato com o grupo a ser estudado, sendo de certa forma socializado por ele a fim de produzir uma descrição daquela cultura.

Etnografia
História Oral

Vantagens

Interação contínua e ininterrupta, apoiada no comportamento real.

Construção de uma intimidade com os sujeitos de pesquisa, tendo como finalidade a obtenção de informações ricas e precisas sobre a vida social e seus processos.
Desvantagens

Custo alto.

Exigência de médio ou longo prazo para sua realização.

Muita subjetividade envolvida, pois depende também da percepção e sensibilidade do/a pesquisador/a.

Vulnerável no sentido de que a vivência do processo também pode proporcionar a naturalização de elementos importantes pelo pesquisador/a.

Etnografia Urbana
Etnografia Urbana
Procurou entender o desaparecimento simbólico (invisibilidade pública) de indivíduos economicamente vulneráveis e com profissões que exigem pouca ou quase nenhuma qualificação escolar ou técnica.

Fernando varreu calçadas e ruas, limpou lixeiras, conversou com os verdadeiros garis. Com essa experiência sofreu na pele a humilhação social a que esses indivíduos estão expostos diariamente.

Conclusões:

A invisibilidade pública vem sempre na companhia da humilhação social, ambos experimentados continuamente por cidadãos de classes D e E.

A invisibilidade pública afeta o raciocínio, a visão e o afeto de quem é discriminado. 'O invisível não tem voz, seu discurso não é levado em conta, sua opinião sobre o mundo não importa.

O homem é aquilo que ele produz, e a forma de tratamento das relações humanas segue um processo mercadológico. Isso se traduz na forma como ignoramos o mendigo, o gari, o motorista de ônibus, e todos os demais que ‘nada produzem’ para conosco.

Pesquisa Etnográfica realizada, entre 2008 à 2011, por uma antropóloga brasileira. Ganhou prêmio de melhor tese de doutorado em 2013.

Demonstrou que quanto maior a repressão, maior a resistência dos usuários. “Não se tira ninguém a força do espaço público.”

Assim, explica a necessidade de uma política pública respeitosa sem internação forçada (compulsória) de usuários de crack. Uma política pública eficiente, nesse caso, deve se basear no cuidado desses usuários pelos profissionais de assistência social e de saúde pública.

Produção científica que permite uma interação entre trabalho acadêmico e produção de política pública, um dos papéis das ciências sociais.

A política pública “De Braços Abertos”, implementada a partir de 2014, pela Prefeitura de São Paulo na região conhecida como Cracolândia, não se baseia na repressão e na internação forçada dos usuários de substâncias psicoativas, mas no tratamento em meio aberto com a inserção desses sujeitos na sociedade por meio da atenção integral, (moradia, alimentação, trabalho e cuidado de saúde).



Com o programa social do governo, esses sujeitos têm a possibilidade de trabalhar como garis e, com isso, podem ser remunerados com o valor de R$ 15 por dia. Além disso, recebem auxílio moradia e auxílio alimentação.

Durante um ano, a política já reduziu em 80% o fluxo de usuários de drogas no Centro de São Paulo, segundo a Secretaria da Saúde.

Os dados sobre a criminalidade também tiveram queda, por exemplo, os furtos de carros, nesse mesmo ano, diminuíram em 50%, na região.


Fonte: www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/01/1579820-a-cracolandia-anda-nao-vai-acabar-afirma-antropologa.shtml
www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/08/1808800-2-em-3-reduziram-o-uso-de-crack-apos-passar-em-acao-de-haddad-diz-estudo.shtml

Resultado da Pesquisa etnográfica "Nas Tramas do Crack"


Características do Grupo Focal:


Entrevista coletiva (5 - 10 pessoas);

Natureza qualitativa;

Discussão focada em um tópico ou tema que é determinado pelo propósito da pesquisa;

Pretende obter dados, ideias, percepções e significados recíprocos que orientam os indivíduos em suas ações;

Muito utilizada pelo Marketing de empresas tanto no processo de produção de campanhas e comerciais, como também na seleção de novos profissionais.




Grupo Focal

Discussão conduzida por um pesquisador (moderador ou mediador) que, a partir de um tema específico e de seu interesse, introduz um tópico a um grupo de respondentes.

O pesquisador deve apenas estimular as respostas, mas deve ser disciplinado para ouvir sem colocar suas opiniões pessoais ou julgar as respostas. Seu objetivo é o de coletar informações e não o de ensinar ou de corrigir os participantes.

História Oral
É um procedimento metodológico qualitativo que busca registrar, através de narrativas, testemunhos, versões e interpretações sobre a História.

É possível de se realizada a partir da realização de entrevistas e depoimentos com pessoas que participaram de processos históricos ou testemunharam acontecimentos considerados significativos.

Uma maneira de pesquisar a partir da memória.

Também é utilizada na elaboração de documentários.

História Oral
As entrevistas de história oral são tomadas como fontes para a compreensão do passado, ao lado de documentos escritos, imagens e outros tipos de registros. Ou seja, fotos, vídeos, diários são formas de induzir e estimular o testemunho, por isso devem ser usados durante a metodologia da história oral.

A história oral constitui-se em uma nova fonte de pesquisa histórica que parte, especialmente, de depoimentos orais para construir a história.
Vantagens e desvantagens da História Oral
São entrevistas que se referem a experiências ou processos vividos ou testemunhados pelos entrevistados.

Temas possíveis de pesquisa:

A participação do exército brasileiro na Segunda Guerra;

Memórias sobre a repressão política no período da ditadura militar;

A Construção de Brasília pela perspectiva dos candangos.
A entrevista explora as memórias e recordações dos indivíduos. Ou seja, apoia-se nas emoções e sentimentos dos sujeitos para contruir uma interpretação dos fatos. Consequentemente,os dados coletados podem ter um caráter pouco confiável. A memória é caracterizada pelos lapsos e mentiras, em alguns momentos a lembrança pode ser por demais subjetiva para servir como fonte de informação.

É uma técnica de pesquisa que pretende contar uma “história vista de baixo”. Ou seja, a história é contada por aqueles/as que vivenciaram de fato a questão. Produz, assim, uma história local e social.
1914, Malinowski nas Ilhas de Trobriand no Oceano Pacífico.

Antes da Etnografia...
Antropologia do início do século XIX - neocolonialismo:

Uma ciência que pretendia reconstruir a história dos povos humanos para explicar como alguns deles tinham chegado ao “estado de civilização” e como muitos teriam ficado em “estágios” considerados de “selvageria” ou “barbárie”.

Denominada de Antropologia de gabinete, pois se baseava apenas em relatos de viajantes e em documentos de expedições enviadas pelos colonizadores europeus.

Não há uma tentativa de compreender quem eram esses povos. Não havia um diálogo entre culturas distintas. Assim, os textos antropológicos eram acúmulos de teorias e afirmações preconceituosas e etnocêntricas.

Importante lembrar que as pesquisas qualitativas trabalham com o nível mais subjetivo e sensível do indivíduo.



Weber foi o 1º sociólogo a apontar a subjetividade como elemento importante para a compreensão do mundo social


Você lembra qual dos sociólogos clássicos foi o 1º a trazer a subjetividade para a pesquisa sociológica
Ação Social!
Segundo esse autor, o sociólogo deveria, acima de tudo, interrogar os indivíduos sobre suas ações, em vez de procurar leis sociais (como afirmava o Positivismo - Comte) ou fatos sociais (como afirmava Durkheim). Ele também acreditava que buscar explicações para os fenômenos sociais somente a partir dos processos econômicos (Karl Marx) seria insuficiente.
Técnicas: são os procedimentos necessários para fazer a pesquisa.







Exemplos: Entrevista (aberta, semi-aberta, gravada, filmada, individual ou em grupo); questionário (digital, oral, escrito).

Essa política já atendeu em torno de 800 pessoas que moravam nas ruas e faziam uso abusivo de crack.
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