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Florbela Espanca - "Ser poeta"

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by

Beatriz Faria

on 30 March 2014

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Transcript of Florbela Espanca - "Ser poeta"

Português - 10ºAno
Florbela Espanca - "Ser poeta"
Trabalho realizado por:
Ana Beatriz Faria 10ºA Nº3

Biografia e bibliografia da autora e análise do poema
Bio e bibliografia de Florbela Espanca
8 Dezembro 1894
Vila Viçosa
-
8 Dezembro 1930
Matosinhos
Bio e bibliografia de Florbela Espanca
Jornalista, tradutora, autora de epístolas e um diário;
Reconhecida pelos contos e poemas,(principalmente sonetos)
Bio e bibliografia de Florbela Espanca
Vida marcada por problemas pessoais:
aborto espontâneo

morte do irmão (1927) desenvolveu problemas mentais e tentou suicidar-se
Bio e bibliografia de Florbela Espanca
Vida tumultuosa e cheia de sofrimento
Inspiração para a sua poesia
estilo peculiar: forte teor confessional
Bio e bibliografia de Florbela Espanca
Obras
"Livro de Mágoas” (1919)
“Livro de Sóror Saudade” (1923)
“Juvenília” (1931)
“Charneca em Flor” (1931)
"Reliquiae” (1934)
Florbela Espanca
Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…

É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente…

É seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!
Análise interna
O que é ser poeta
Forma geral nas primeiras 3 estrofes
Forma mais pessoal na última estrofe
Análise interna
“Ser poeta é ser mais alto, é ser maior/Do que os homens”

mais do que um simples mortal, sobrepõe-se através da sua escrita
“Morder como quem beija”
capacidade de transformar a dor e o bruto (morder) em algo agradável e puro (beijo)
Análise interna
“É ser mendigo e dar como quem seja/ Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!”

dar tudo o que poderia ser dado por um rei, apesar de não ter nada (mendigo); o que tem de melhor para dar são as suas experiências (dor)
“É ter de mil desejos o esplendor/E não saber sequer que se deseja!”

poeta experimenta desejos/vontades incontroláveis e intensos; principal é atingir o esplendor mas não sabe que é o que procura
Análise interna
“É ter cá dentro um astro que flameja”
o poeta irradia luz própria: a sua imaginação e os seus sentimentos ("astro"), fazem com que o poeta necessite de tornar-se completo, atingir a totalidade do seu ser
“É ter garras e asas de condor!”
compara o poeta a um condor, (ave que voa mais alto do que as restantes e é solitária); quando atingirem o esplendor irão isolar-se
Análise interna
“É ter fome, é ter sede de Infinito!/Por elmo as manhãs de oiro e de cetim…”

constante batalha (alusão ao elmo), e desejar que acabe, para alcançar o Infinito; usa como escudo/proteção (elmo) o que um poeta tem de mais valioso ("oiro e cetim"), a sua imaginação
“É condensar o mundo num só grito!”

concretização do objetivo (atinge a totalidade do seu ser), – torna-se assim superior aos restantes homens – atingiu a plenitude
Análise interna
Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…

É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente…

É seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!
“E é amar-te, assim, perdidamente…/ É seres alma e sangue e vida em mim/E dizê-lo cantando a toda a gente!”

opinião/confissão da poetisa: amar profundamente o ser amado, ele fazer parte de si própria, é o que a faz viver, não ter medo de o mostrar a toda a gente
Análise externa - Métrica
Soneto
2 quadras
2 tercetos
14 versos
maioritariamente decassílabos
"Ser / po/e/ta é / ser/ mais al/to, é / ser/ mai/or"
"É / ter / cá / den/tro um / as/tro / que / fla/me/
ja"
É / ter / fo/me, é / ter / se/de / de In/fi/ni/
to"
"E / di/zê/-lo / can/tan/do a / to/da a / gen/
te"
Análise externa - Rimas
Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…

É condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente…

É seres alma e sangue e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!
A
B
B
C

C
B
B
C

D
E
D

F
E
F
Esquema rimático:
ABBC//CBBC//DED//FEF
Verso solto
Rima emparelhada
Rima interpolada
Rima interpolada
Rima cruzada
Rima cruzada
Análise externa - Recursos estilísticos
Rima interpolada
Hipérbole:

"...é ser mais alto, é ser maior/Do que os homens"
Antítese:

"Morder...beija"
"...mendigo...Rei..."
Metáfora:

"É ter cá dentro um astro que flameja"
"É ter garras e asa de condor"
Anáfora:

" É...
"É...
"É...
Comparação:

"Morder como quem beija"
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