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Falta de jeito ou excesso de entusiasmo?

Estória do primeiro engate celular
by

isabel vieira

on 20 January 2014

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Transcript of Falta de jeito ou excesso de entusiasmo?

Falta de
jeito
?

Excesso de entusiasm

?
A estória do primeiro "engate" celular
Há cerca de
2 mil milhões de anos
, a Terra era muito quente e, na atmosfera, havia pouco oxigénio, porém o suficiente para introduzir alterações nos ecossistemas antigos do planeta.
Vivia-se o Pré-Câmbrico (Paleo-Proterozóico) e o super-continente
Rodínia
ainda não se formara.
Os
Protistas
não constituíam um reino qualquer!
Tinham saído do reino dos
Monera
, dominado pelas bactérias, por uma evolução que os tornara demasiado diferentes na forma de explorar o universo.

As espécies do seu
novo reino
conquistaram espaços inexplorados pelos Monera, onde inovaram as suas células e cresceram em número e
variedades taxonómicas
.

Porém, nunca deixaram de se relacionar com os Monera nas suas incursões pelos mares da Terra.

Os
Protistas
eram os seres mais evoluídos do planeta. Constituídos por uma única célula eucariótica, apresentavam-se já sob a forma de numerosas espécies.
Os mares da Terra fervilhavam de células que se multiplicavam com rapidez.

Assim, se havia células que se aproximavam das outras formando colónias, era porque eram parceiras, geneticamente semelhantes, que pretendiam, juntas, parecer maiores para melhor se defenderem, atacarem ou multiplicarem.

Nenhuma das células da colónia era diferente das suas congéneres, nem na forma, nem na função.

As estratégias mais antigas que os Protistas usavam para se multiplicar haviam sido aprendidas no reino dos Monera:
Mas,
nem sempre a alegria era muito duradoura
!


Os clones tinham o mesmo comportamento, as
mesmas necessidades, os mesmos princípios de
vida,as mesmas irritações.

Juntos, nem sempre se davam bem, sobretudo
quando o ambiente à sua volta se mostrava
desafiante e a vida deixava de ser um
“mar de ondas mansas”.
No reino dos Monera, os clones também eram muitos mas a monotonia não era tão vincada.
Os Monera podiam ser pequenos, mas estavam sempre a reproduzir-se e, por isso, eram muitos.

A sua capacidade de mutarem, dava-lhes o poder de enganarem as outras células, de se camuflarem, de se comportarem como guerreiros indomáveis, estrategas multifacetados, detentores de personalidades múltiplas, ora ardilosas e maquiavélicas, ora dóceis e inofensivas.

Nunca um indivíduo poderia esperar de um Monera qualquer coisa definitiva. Nem dentro do mesmo clone!

Até hoje é assim
Às vezes os clones formados a partir da Maria-Monera mutavam as características herdadas da mãe e ficavam diferentes. Para
um clone, digno de o ser, isto é impensável
! Num clone, todos são iguais em tudo!!

No meio da imprevisibilidade das mutações, a Maria-Monera podia ter
azar
se os descendentes mutados não apresentassem boas capacidades de sobrevivência e multiplicação,
muito azar
se os descendentes mutados se revelassem células capazes de causar danos nas células irmãs, mas também podia ter
sorte
!
Acontecia, muito ocasionalmente, entre as células clonais suas descendentes, desenvolver-se uma célula mutada considerada um “patinho-feio”, mas que, como na estória, se viria a revelar uma célula muito mais astuta e detentora de espírito vencedor, envergonhando todas as suas irmãs.
Assim, era habitual encontrar Moneras em atividades radicais, na superfície das águas solarengas, recebendo doses quase letais de raios ultra-violetas!

Obviamente, ficavam todos mutadinhos !!
Outros Monera
expunham-se à
ação dos vírus.
Os Protistas sabiam que, se queriam sobreviver, tinham que mutar e transmitir mutações à população. A
RECOMBINAÇÃO GÉNICA
tornou-se para eles, uma obsessão!!

Mas, as suas células eram maiores e diferentes das dos Monera e misturar ADN exigia habilidades que nunca tinham espiado no reino dos seus ancestrais!
...tocaram-se, fundiram uma porção da sua membrana celular e aproximaram os seus núcleos.
Naquela época, uma célula especializada seria vista pelas outras como uma célula dependente e incapaz de sobreviver sozinha.
Umas viviam isoladas,
outras em grupos de iguais formando colónias
Todas elas eram células versáteis, capazes de desempenhar todas as funções vitais.

Uma aberração da natureza!
divisão binária
(cissiparidade)
Formavam, assim sozinhos, clones e clones de si próprios!
Com moléculas de ADN fechadas e noveladas, desprotegidas no interior das suas células, os Monera mutavam-se mais facilmente.
Uma “filha prodígio”, capaz de garantir a manutenção dos genes da mãe no planeta, era tudo o que uma qualquer
Maria-Monera poderia desejar!
Os
Protistas
sabiam que a capacidade de
inovar
era essencial

para a sobrevivência do reino
e de cada uma das suas espécies.
Há 2 mil milhões de anos, quando esta estória começou, os
Monera
já tinham inventado a
mutação propositada
.

Apesar todos saberem que a mutação tinha resultados imprevisíveis, aquela era a única forma de
inovar
o DNA, ou seja,
eventualmente
,
inovar
a construção das proteínas que podiam atribuir aos Monera novas capacidades.
Eventualmente
.
Foi por mutações aleatórias no DNA dos Monera, imprevisíveis, mas
com significado proteico,
partilhadas entre as

bactérias verdes-azuis (cianobactérias)
,
um milhão e meio de anos antes dos Protistas instalarem o seu reino
, que se inventou a
fotossíntese
, ou seja, o poder de usar energia solar para produzir alimento em abundância, libertando um resíduo letal – o
oxigénio molecular
– para as águas e atmosfera da Terra.
Foi a primeira extinção em massa de que há memória!
Quando os vírus infetam as células, colocam DNA viral no interior do DNA celular e causam-lhes uma
mutação
.
As cianobactérias mataram, por envenenamento,
uma quantidade gigantesca de súbditos do seu reino!
Os Monera aprenderam, depois, a partilhar, com a sua família mais chegada, uns pedacinhos de DNA mutado.

Na verdade, foram eles que inventaram o valor da sobrevivência e da amizade!
O oxigénio molecular extinguia as células porque lhes destruia o DNA.

O reino Monera, há cerca de
3 mil milhões de anos
, estava, por isso, muito enfraquecido.
Algumas células, esticaram a sua membrana celular para o interior do citoplasma, esperando abraçar o DNA.

Talvez um gesto de proteção...
E, nessa altura, sem se darem conta, as células inventaram o NÚCLEO.
Algumas, gostaram tanto da ideia, que formaram mais do que um núcleo
!
E, reunidas, formaram o
reino dos Protistas
: o reino das células com núcleo
Usando a capacidade de invaginar as membranas, passaram a poder ingerir alimento. Tornaram-se mais comilonas e maiores.
Mantendo o mesmo processo, criaram diversos compartimentos celulares, revestidos por membranas: os
organitos
.
Clamidomonas
O reino cresceu em número
e variedade de células, MAS...
...havia um problema muito sério...
Inovar
o DNA não era tão fácil. Mas,
oferecer
pedaços de DNA mutado
às células irmãs, era hercúleo!!

O DNA estava encerrado num núcleo!
Os Protistas tentaram fazer como os Monera adeptos do "
sex pilus
".
Dois a dois, dentro da mesma espécie e sem olhar a tamanhos, formas ou feitios, os Protistas aproximaram-se...
A verdade é que a célula que alojava o núcleo distraído acabou por morrer e a outra célula ficou com dois núcleos…
Assim que a
célula fecundada
se começou a clonar, verificou-se que, com o dobro do material genético, era muito mais fácil sobreviver.
A capacidade de dar respostas aos problemas da vida era maior.
Dois genes para cada problema a resolver!



As masculinas (-) tendencialmente mais pequenas e mais ativas.

A
s femininas (+) tendencialmente maiores e mais paradas
.
Então, depois do
sexo
,
nasceu o
amor
...
MAS,
inadvertidamente
, quando os núcleos se tocaram, para oferecer um ao outro pedaços de ADN, um dos núcleos, sem o querer, escorregou para dentro da outra célula...
Seria falta de treino? Entusiasmo?
O que se sabe é que esta foi a primeira célula diplóide que a Terra conheceu e que esta
falta de treino
,
de jeito
ou de
excesso de entusiasmo
está na origem daquilo a que hoje chamamos
sexo
!
Dois núcleos juntos faziam um
núcleo maior
.

Tal condição, foi logo detetada entre os Protistas
!
Se um gene falhasse, havia outro para compensar!
A qualidade de vida das células diplóides era melhor.
Foi uma trapalhada tão grande que ninguém sabe exatamente
como reagiram os dois núcleos estranhos
quando se viram cara a cara
dentro da mesma célula
!
Houve células que, assim que puderam, se insinuaram sobre
as outras!!
Umas estavam dispostas a dar (-) o seu núcleo, outras preferiam recebê-lo (+).

Diferenciaram-se, assim, as
células masculinas (-)
e as
células femininas (+)
.
Sim,
sexo
!

Aquele conjunto
de coisas
que
se
fazem
e que,
inadvertidamente
,
resultam numa
fecundação
!!
E foi assim que se decretou, a partir daquele dia, que toda a célula que quisesse povoar a Terra de novo teria que ser capaz de, com
falta de jeito
ou com
excesso de entusiasmo
, unir-se a outra célula e, havida a
fecundação
, originar, nem que fosse por uns instantes, uma estrutura
diplonte
.
E, na Terra, a evolução continuou a cumprir o seu destino.
Deixa-me ver
se és giro!...
Agora
estamos
a fazer
sexo
!!
fim
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