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Revolução Marginalista

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MARCIO SILVA PEREIRA

on 10 June 2013

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Transcript of Revolução Marginalista

Este trabalho é de suma importância pois sua conclusão nos gera resultados surpreendentes e se não atualizados os professores e os manuais de História do Pensamento Econômico ainda haverá mal-entendidos na interpretação deste período. Repensando a Revolução Marginalista:
uma síntese da recente crítica historiográfica às interpretações do preíodo Acadêmicos:
Cristian Lupke
Jean Carlos Paradela
Lucas Kenji
Marcio Silva Pereira
Rosbon Loncareviche Resumo Apesar da expressão "revolução marginalista" ser um termo consagrado nos livros de História do Pensamento Econômico, um estudo nos indica que o termo "revolução" não está empregado totalmente correto. Introdução O trabalho de rotina de um historiador de ideias se resume na leitura de textos passados de uma diciplina e a sua correspondente interpretação dos fatos históricos internos e externos a ela. Estes especialistas algumas vezes são obrigados a deixarem suas tarefas rotineiras para debaterem entre si a fim de obter uma melhor visão interpretativa da história. Este artigo propõe-se a fazer uma síntese dos recentes achados dos historiadores de ideias econômicas sobre o periodo dos anos setenta do século XIX. Desta síntese, três revisões críticas são propostas a saber: 1º - A equívoca ideia de que o pensamento econômico tenha passado por uma revolução entre os anos de 1871 e 1874. 2º - A proximidades das obras desses três autores não se deve exagerar. 3º - As novas técnicas marginalistas e o subjetivismo da nova escola não representaram um elemento que os economistas clássicos devessem incorporar em suas teorias e afim de sanar suas debilidades teóricas. Conclusão obtida com base nas obras de Jevons, Manger e Warlas, publicadas entre os anos de 1871 e 1874. • O termo revolução também tem sido empregado entre os economistas para descrever o impacto da obra de J.M. Keynes nos anos trinta deste século. CRÍTICA À IDÉIA DE "REVOLUÇÃO" • A idéia de revolução é emprestada da política;
• Na historiografia da ciência, a obra de Thomas S. Kuhn (1982) difundiu o termo como categoria analítica para se entender o progresso da ciência;
•os historiadores do pensamento econômico utilizaram o conceito de revolução para descrever certos períodos na Evolução das idéias econômicas; • O termo revolução também tem sido empregado entre os economistas para descrever o impacto da obra de J.M. Keynes nos anos trinta deste século.
• A que episódio concreto alude essa "revolução"?

• Não há coincidência nas datas em que esses autores tiveram os principais insights teóricos dos pontos que seriam explorados em suas obras.

• Jevons apresenta à "Associação Britânica para o Avanço da Ciência" um artigo intitulado Notice of a General Mathematical Theory of Economy em que retrata a essência de seu sistema teórico; • Menger só se preocupou com o problema do valor e da determinação dos preços a partir de 1867;

• Walras trabalhou por muitos anos escrevendo suas notas de aulas em Lausanne que se tornaram o embrião dos Elementos;

• O que há de comum nestas três obras que teria exercido impacto revolucionário no desenvolvimento da ciência econômica? •Há mais elementos separando as suas obras do que as unindo em torno de uma causa; •Esses elementos seriam:
a) Uma definição mais estrita do âmbito da teoria pura;
b) Maior papel deve ser atribuído pela teoria ao lado da demanda e do comportamento do consumidor;
c) O conceito de equilíbrio aparece em Jevons, como ponto de maximização individual, e em Walras, de modo mais amplo, Menger trabalha com modelos de desequilíbrio, não fazendo uso do conceito; A idéia de "revolução marginalista" pode inicialmente ser criticada se mostrarmos que os três elementos inovadores presentes em comum nos três autores;
•O primeiro elemento que apontamos, a redefinição de um núcleo teórico para a economia, já está presente nos escritos metodológicos dos próprios economistas clássicos;
No entanto o movimento no sentido de confinar a teoria ao estudo da eficiência econômica nas escolhas de um agente abstrato não tinha avançado até então ao ponto em que Walras e Menger conceberam a teoria abstrata. • O uso do conceito de utilidade na teoria do valor não se constituía em novidade teórica na década de setenta. O nascimento da doutrina da utilidade marginal é anterior ao período "revolucionário". Nos anos trinta, autilidade marginal decrescente já era aventada em F. Lloyd, N. Sénior e R.Whately. • A "revolução marginalista" procurou alargar o emprego da noção de utilidade utilizando-a não apenas na solução de problemas específicos, mas como bloco básico na edificação de um sistema teórico.

• Entre os anos de 1834 e o inicio da década de 1870, uma leva de autores trabalhou isoladamente com o cálculo marginalista.

• Esses autores compreenderam o ferramental marginalista, embora tenham percebido a sua significancia somente em relação a um determinado problema. • Um sistema teórico marginalista mais geral estivera em germinação entre 1862 e 1873.

• Mais importantes quanto a seu impacto revolucionário foram as conseqüências epistemológicas da teoria subjetiva do valor.

• Um terceiro aspecto "revolucionário" da contribuição desses autores pode ser avaliado considerando-se a mudança na maneira como o objeto de estudo da economia passou a ser visto. Legítimos herdeiros da revolução marginalista: teóricos do equilíbrio geral e os economistas austríacos. Eles nunca aceitaram a síntese proposta por Marschall, principalmente na linha austríaca, mantiveram a firme convicção de que em ultima instancia só a avaliação subjetiva individual determinaria o valor econômico. No modelo de oferta e demanda neoclássicos e marginalistas, ambos concordam que a função de demanda é determinada pelas estruturas das necessidades concretas e pelas utilidades marginais. Mas os marginalistas não aceitam que a função de oferta seja determinada pelos custos de modo independente da utilidade marginal.

Isto traz implicações importantes no ensino da Historia do Pensamento Econômico: no estudo do período, devemos evitar equívocos e conceituais e historiográficos. A tentativa de síntese impetrada por Marschall nos anos oitenta tornou-se conhecida pela metáfora da tesoura: assim como não se pode dizer qual das duas laminas de uma tesoura efetivamente corta o papel, também não se pode apontar a utilidade ou os custos com fatores que isoladamente determinam o valor.
No curto prazo, a oferta é fixa e a utilidade marginal determina os preços, no longo prazo a oferta se ajusta ao mercado e a variável determinante do valor é o custo.
O professor de Cambridge não estava integrando dois modelos mas criando uma teoria própria que embora tenha retido elementos da economia clássica e utilizado do conceito de utilidade e do calculo marginal redefiniu para si os conceitos e o próprio fenômeno estudado, a ponto de podermos imputar-lhe originalidade. Marx define a categoria valor como substancia social, conceito portador de relações sociais.
Menger, Weiser e Böhm-Bawerk, elegem o valor subjetivo como essência do fenômeno.
A teoria subjetiva e um ponto que une os “revolucionários”, resguardadas as diferenças terminológicas e a epistemológica subjacente a cada um dos sistemas teóricos.
O que ficou do legado marginalista por essa época é a ideia de que a teoria do valor trata do valor subjetivo, que é a importância do bem no atendimento de necessidades concretas, quer no seu consumo direto ou em troca de outros bens. Importância subjetiva: pode ser usufruído diretamente e a coisa dada em troca dele pode ser usufruída.
O valor de troca subjetivo é determinado pela utilidade marginal que depende das coisas obtidas em troca do bem. Portanto, depende do preço, do valor de troca objetivo dos bens.
Valor, em Menger, é valor subjetivo pessoal.
Valor de troca, no sentido de relação de preço de, é valor objetivo.
Valor objetivo é um fenômeno que se processa na superestrutura da avaliações subjetivas.
O valor é objeto da teoria pura.
Objeto de estudo, e relega o valor de uso. Menger diz: ...o valor de uso e o valor de troca são dois conceitos subordinados do valor, relacionando-se, um ao outro, como respeito ao valor geral tanto se aplica ao valor de uso como ao valor de troca – Menger (1988, p.76).
Paradoxo do valor trata-se do aparente envolvimento água e diamante, no exemplo de Adam Smith. O primeiro bem tem grande valor de uso e pequeno valor de troca, o diamante é o contrário. Mesmo quando se debruçam sobre problemas aparentemente similares, clássicos e marginalistas estão falando de coisas diferentes. A temática do valor para os clássicos compreende também a questão sociológica de explicar o mecanismo de coesão social, dai enfatizarem o valor de troca. Valor para a nova economia é valorização subjetiva, é o valor de uso como conceitos dicotômicos irreconciliáveis entre si. Não é, uma concessão ao valor objetivo, pois mesmo o valor de troca só é superficialmente objetivo.
Na questão do valor, o único tipo de síntese possível entre esta visão e a dos clássicos requer que se estabeleça um esquema de classificação de fenômenos que aponte a que fenômenos se aplica a teoria marginalista e quais deles se reportam aos clássicos.
Se não houve de fato uma revolução entre uma teoria e outra, não se coloca a necessidade de qualquer tipo de síntese.
Mesmo no caso de a revolução ter existido, a revolução teórica é apenas um quebra cabeças para a etapa revolucionaria da ciência. 1 Valor subjetivo e objetivo: são duas concepções independentes.
2 Para os austríacos, entretanto, nenhum bem tem realmente este poder.
3O valor de troca é objetivo, é poder mecânico, mais é também uma superestrutura de estimativas pessoais e subjetivas do valor dos bens, valor de troca e valor de uso, valor subjetivo pessoal e valor de troca objetivo, estes últimos nã se encontram em uma relação “paradoxal”. Ambos são conceitos subordinados ao valor que... é im juízo que as pessoas envolvidas em atividades econômicas fazem sobre a importância dos bens de que dispõem para conservação de sua vida e de seu bem estar, e portanto só existe na consciência das pessoas em questão. MENGER(idem, p. 77)
4 MENGER e seus discípulos Böhm-Bawerk e Wieser diferenciam o valor de troca puramente objetivo do valor de troca subjetivo. a tradição Mengeriana apenas pensa o valor como a importância do bem enquanto um meio para a realização de fins. O valor, na acepção austríaca surge na relação entre um meio – o bem – e um fim concebido. Esse fim pode ser o resultado objetivo ou a obtenção do bem estar de uma pessoa. Trata-se de um resultado técnico.

O valor objetivo não entra no estudo econômico, refere-se a problemas físicos ou de engenharia. Quando consideramos a importância de um bem em relação ao bem estar humano aparece o conceito de VALOR SUBJETIVO pessoal. Argumento contra a ideia de “revolução marginalista”, a analise marginalista não esteve voltada a sanar as debilidades teóricas da economia clássica.

O marginalismo foi uma mudança de enfoque da natureza do objeto de estudo e dos problemas por ele suscitado. Contra a sintese de marshall Procurou-se neutralizar o componente político da ciência. Neste ponto, a mudança no nome de Political Economy para Economics, proposta por Marshall, é emblemática. A economia política dos clássicos era essencialmente "política"; • Os marginalistas abstraem da ciência econômica as classes sociais, e com elas as relações sociais, e voltam-se para a relação psicológica entre atores abstratos e bens;
• Os marginalistas não negam que a economia é uma ciência com uma dimensão social;
• O núcleo abstrato da teoria trata de um objeto tido como "natural" e regido por leis naturais. • Walras mais os assume do que os investiga
e Menger trata não da psicologia do consumidor,
mas das relações naturais "exatas" que se estabelecem
entre a estrutura das necessidades e os bens.
• Em relação à economia clássica, os marginalistas estão fazendo algo
de inteiramente novo, mas isso não significa que eles
representem uma revolução no pensamento econômico. • Por vários motivos: • Primeiramente porque os "revolucionários" dos anos setenta estão aperfeiçoando e integrando conceitos e técnicas que foram sendo propostas por diversos autores em diferentes países ao longo do século XIX.

• Há, entretanto, uma construção teórica e epistemológica que não se havia ambicionado anteriormente.

• Em segundo lugar, os jovens economistas que protagonizaram a "revolução" não tinham até então nenhum compromisso com a economia política. • Portanto, embora do ponto de vista conceituai, técnico e epistemológico, haja uma gritante discrepância em relação aos clássicos, é um exagero chamar os eventos da década de setenta de revolução.

• Levaria mais de uma década para receber uma acolhida maior por parte de importantes economistas;

• A aceitação gradual da nova teoria não se deve às suas recomendações práticas.
A teoria da utilidade foi utilizada para explicar o comportamento econômico, particularmente o comportamento do consumidor.

• As possíveis consequências práticas que se poderia extrair da teoria estavam em continuidade às dos clássicos;

• No entanto as novas teorias não angariaram muitos adeptos, • Contudo a economia clássica atravessava uma certa crise desde meadosdos anos sessenta, época em que se passou a dar importância crescente à escola histórica.

• Mas nos anos setenta, e mesmo nos anos oitenta, a velha escola clássica ainda mantinha seu público cativo,

• A principal crítica feita aos clássicos apontava as deficiências nas teorias de salário, principalmente a teoria do fundo de salarios; • Os próprios autores clássicos trataram de aperfeiçoar a teoria incorporando a produtividade como determinante dos salários.

• Aos olhos da época, a principal doutrina que poderia substituir a economia clássica não seria certamente a da escola marginalista,

• O marginalismo não fez concessão a essas tendências;

• Maiores esperanças de desenvolvimento da ciência econômica eram depositadas nos adeptos da escola histórica;

• Além da escola histórica, poderíamos citar os institucionalistas americanos, a escola francesa e o marxismo como possíveis aspirantes; • Que a ciência econômica caminharia na direção da microeconomia da utilidade marginal não era algo que poderia ser percebido já naquela época.

• A economia política dos anos sessenta não parecia indicar isto. Havia mais de um modelo para onde iria a economia ricardiana.

• A emergência da revolução marginal, na década seguinte, não era um fenômeno que se pudesse predizer;

• O institucionalismo conquistou um certo prestígio nos Estados Unidos, principalmente nos escritos de Veblen, na época da Primeira Guerra Mundial;

• O institucionalismo, que foi nos EUA o sucessor da escola histórica, padeceu da fraqueza de não propor uma compreensão teórica dos problemas. • A escola francesa, por outro lado, pelas suas debilidades teóricas não poderia substituir a economia clássica.

• O legado de Marx seria outra possibilidade a substituir a escola; clássica,

• No século passado, antes da década de oitenta, a sua obra em nada afetou o ambiente acadêmico dos economistas.

• Enfim, a economia clássica continuou o seu domínio após os anos setenta, é verdade que de modo cada vez mais claudicante.

• Embora o uso do conceito de revolução possa ser justificado do ponto de vista didático, Já o método de Jevons e Walras reduz o fenômeno econômico a tipos ideais pelo uso da abstração e do isolamento. Em Menger, o objeto da economia são as essências, a realidade subjacente ao fenômeno. Ele lida com essências aristotélicas, tais como os tipos exatos e as relações típicas.
Menger trabalha com mercadorias homogêneas, porém, com unidade discreta. Os trabalhos de Walras e Menger, muito lentamente ao longo do nosso século, irão servir como fonte de inspiração para a emergência de novas tradições de pesquisa. O conceito de utilidade em Jevons pretende apoiar numa base psicológica que não existia com a mesma ênfase em Walras. No mais eles são parecidos, o principal ponto que os separam é a
maior influência utilitarista em Jevons. Já Menger acredita que a explicação econômica deve identificar as relações causais entre os fenômenos. O
aristotelismo foi usado por Menger contra os novos métodos matemáticos apresentados por Jevons e principalmente Walras, todos eles, no entanto, aceitaram o mesmo conceito de valor subjetivo, mas discordavam em pontos fundamentais para a construção de teorias. A convicção de Menger era de que a economia não deveria investigar as quantidades presentes no fenômeno econômico, mas as "essências" de conceitos como valor, renda, lucro, divisão do trabalho,e 0 bimetalismo . Walras seguiu se tornou um reformador social. Suas idéias sociais tinham afinidades com as de Mill, Ele clamava pela nacionalização das terras - o Estado deveria comprá-las de seus proprietários. As terras seriam valorizadas com o progresso da sociedade. A renda da terra substituiria os pagamentos de impostos, também defendeu a criação de cooperativas entre produtores. também se filia à corrente de autores que procurou aproximar a economia das ciências físicas. Ele defende a separação metodológica entre a economia como ciência. A tese da "desomogenização" das contribuições de Jevons, Menger e Walras reforça o argumento contrário ao conceito de "revolução marginalista". (Revolução marginalista é o nome que se deu ao surgimento, independente e (quase) simultâneo, por volta de 1870, de uma série de contribuições teóricas que fundamentariam uma nova abordagem da Economia - o marginalismo -, baseada na ideia de que o valor econômico resulta da utilidade marginal.) Os três autores, mesmo compartilhando elementos teóricos essenciais em suas teorias, pertencem a distintos paradigmas, ou mais propriamente "visões", de economia. Eles estavam inseridos em contextos culturais muito distintos, ligados a raízes filosóficas inteiramente díspares: o utilitarismo na Inglaterra, a filosofia aristotélica na Áustria e a filosofia cartesiana na Suíça. Assim, embora esses autores tenham os seus nomes associados à "revolução marginalista", hoje os estudiosos reconhecem a necessidade de se separar a contribuição de cada um dos membros do triunvirato, um movimento que ficou conhecido na literatura como "desomogenização". Os três expoentes da revolução marginalista comungam posições metodológicas semelhantes sobre o papel da teoria pura e sua relação com conclusões políticas. Todos atacam a escola histórica. Entretanto não se pode concluir que esses autores compartilhem a mesma epistemologia (CIÊNCIA) econômica. Pelo contrário, suas posições em muitos outros aspectos são bem diferentes. Todos enfatizam o problema da escassez e buscam um refinamento da lógica econômica, fornecendo um tipo de lógica da escolha econômica racional. Mas subsistem diferenças importantes: Enquanto Jevons e Walras expressaram as leis da troca em equações matemáticas, Menger não o fez na crença de que elas podem levar tão somente a sentenças arbitrárias e não às "leis exatas" do fenômeno. Walras usava a matemática para lidar com a relação entre variáveis mensuráveis, preocupando-se com a dependência funcional que se estabelece entre elas na configuração de equilíbrio. O seu sistema de equações procurava mostrar a interdependência dos fenômenos num quadro de determinação simultânea das variáveis.
Para Menger, tempo e causalidade estão inseparavelmente ligados. A essência da atividade econômica tem sua natureza existencial ligada a essa noção de tempo. A naturalidade do valor de troca, diz Walras, está presente em sua origem, em sua manifestação e em sua maneira de ser. As coisas adquirem valor, não pela vontade do homem, mas por serem úteis e raras, isto é, limitadas em quantidade. O esquema teórico de Walras resume-se a buscar funções de o ferta e demanda e as condições de equilíbrio de mercado. A epistemologia de Jevons é ligeiramente diferente da de Walras. Ele é mais incisivo em relação ao cálculo do prazer e da dor. A teoria de Jevons não alcançou a amplitude da contribuição de Walras. Ele também utiliza o conceito de equilíbrio, mas não trabalha explicitamente funções de oferta e demanda. Para Jevons, a ciência econômica exata trata seus termos com matemática, Jevons acha que a economia deve ser testada empiricamente, seus termos matemáticos referem-se a quantidades mensuráveis, enquanto que em Menger há um abismo separando as ciências teóricas das ciências históricas e estatísticas: a economia não é testada assim como não se testa a geometria." Jevons e Walras esforçaram-se no desenvolvimento de uma teoria dos preços; Menger desconfiou de qualquer teoria dos preços e enfatizou a barganha, a incerteza e a descontinuidade na determinação dos preços de mercado. MENGER
CARL MENGER - foi um economista austríaco, fundador da escola austríaca. Desenvolveu uma teoria subjetiva do valor, a teoria da utilidade marginal, ligando-a à satisfação dos desejos humanos.
WALRAS
( LEÓN WALRAS)Foi um economista e matemático francês, que ficou conhecido por criar a Teoria do Equilíbrio Geral. também ficou conhecido pela criação do processo "tâtonnement" (tatear, em português),que descreve como determinado mercado pode atingir o equilíbrio, tendo em conta que o equilíbrio geral, conforme delimitado pela matemática, pode não ser possível. propuseram-se estender a aplicação da análise matemática à teoria econômica. ARGUMENTO USADO PARA INTERPRETAÇÃO DOS EVENTOS EM RELAÇÃO REVOLUÇÃO MARGINALISTA NO PERIDO DOS SÉCULO XIX POR MEADOS DOS ANOS 70 A TESE DA "DESOMOGENIZAÇÃO"
JEVONS

(WILLIAN STANLEY JEVONS - Foi um dos fundadores da Economia Neoclássica e formulador da teoria da utilidade marginal, que imprimiu novo rumo ao pensamento econômico mundial, especialmente no que se refere à questão da determinação do valor, solucionando o paradoxo utilidade na determinação dos valores das coisas (por que o pão, tão útil, é barato, e o brilhante, quase inútil, é caro?) que até então confundia os economistas.)
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