Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

História Européia

No description
by

Hugo Dos Santos

on 25 March 2017

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of História Européia

p. 10

UNIDADE I - Do súdito ao cidadão

CAP. 1 - ANTIGO REGIME E REVOLUÇÃO INGLESA

Entre os séculos XVI e XIX, a forma de governo que predominou na Europa foi a
monarquia
. Na França, por exemplo, as monarquias ficaram conhecidas pelo
poder, riqueza e extravagância
. A sede desta monarquia ficava no Palácio de Versalhes, construído nas proximidades de Paris.
O Palácio de Versalhes tornou-se famoso pelo luxo e imponência. A suntuosidade de Versalhes constrastava com as
precárias moradias
da maior parte da população francesa.
Viver no campo

Entre os séculos XV e XVII, cerca de 80% dos europeus viviam no campo. Mas nem todas as pessoas que viviam no campo trabalhavam na agricultura ou na criação de animais. Muitos trabalhavam no comércio ou com artesanato, como os ferreiros, carpinteiros, construtores de carroças, entre outros.
Os
grandes proprietários
de terras representavam uma
minoria privilegiada
da população. Em geral, exploravam o trabalho dos camponeses, que eram submetidos a diversas formas de
servidão
.

Viver na cidade

Nas cidades era possível encontrar atividades comerciais permanentes ou feiras temporárias.

pg. 12
Divisão por estamentos (ou estados)

Primeiro estado:
formado pelos membros do clero e tinha funções como rezar, celebrar missas, realizar batizados, casamentos e fazer os fiéis obedecerem os ensinamentos da Igreja.
Segundo estado:
formado pela nobreza, tinha como principal tarefa a defesa militar. Além disso, era dona de muitas terras e podia desfrutar do luxo oferecido pelos reis em seus palácios.
Terceiro estado:
formado por diferentes grupos sociais, como comerciantes, artesãos, agricultores e profissionais liberais. Através de seu trabalho e do pagamento de impostos, o terceiro estado sustentava os outros estamentos.

p. 13

O alto clero e a nobreza eram os estamentos privilegiados da sociedade
. Não tinham de pagar impostos, eram julgados em tribunais especiais e
ocupavam os melhores cargos do governo
. Já os membros do terceiro estado não tinham privilégios nem participavam das decisões políticas.
Nas sociedades divididas em estamentos, as pessoas não tinham igualdade de direitos. Nobres e membros do clero eram considerados superiores às pessoas do terceiro estado. Por isso,
a lei não era igual para todas as pessoas.

p. 13
Cotidiano europeu

Higiene
: as pessoas raramente tomavam um banho completo. Até mesmo os reis, como Henrique IV da França, não tomavam banho regularmente e precisavam usar perfumes especiais para disfarçar o mau cheiro.
Alimentação
: Os pobres podiam comprar pouca coisa além do pão. Para a maioria da população, a carne era cara demais. A carne era cozida com especiarias para disfarçar o gosto e o cheiro de estragado.
Diversões populares
: As pessoas bebiam, cantavam e jogavam damas, dados, cartas e xadrez. A maioria do povo não sabia ler, porém gostava de ouvir os pregadores e os atores.

p. 14-15
Antigo Regime e absolutismo

Antigo Regime
refere-se a diversas sociedades que tinham uma população predominantemente rural e apresentavam uma divisão social por estamentos. Já
absolutismo
refere-se ao sistema político das monarquias nacionais que fortaleceram o poder dos reis.
Quando se fala em poder absoluto dos reis é preciso considerar que
o rei não governava sozinho
, nem exercia sua vontade de forma ilimitada. Parte desse poder era exercida pela burocracia do Estado, constituída por um grupo de pessoas nomeadas pelo rei para cuidar das finanças, elaborar leis, trabalhar nos tribunais, comandar os exércitos profissionais, etc.

p. 16
Segundo Maquiavel, ao príncipe é desejável fazer-se
amado
e
temido
. Entretanto, como é difícil combinar ambas as coisas, muitas vezes é preciso optar entre um ou outro. Nesta hipótese “é mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas”, isto porque “os homens têm menos receio de ofender a quem se faz amar do que a outro que se faça temer” (Príncipe, XVII).
Maquiavel cita o exemplo de César Bórgia, na Romanha (Príncipe, XVII), como modelo de sucesso. Por outro lado, Cipião (idem) teve seus exércitos rebelados na Espanha, por sua bondade excessiva, por meio do qual ele concedeu mais liberdade do que seria conveniente à disciplina militar. Aqui, observa Maquiavel, foi o excesso de bondade e a falta de fama da crueldade que levou o exército a se rebelar contra Cipião, pois, sem a crueldade, jamais se terá como manter unido um exército.
No Leviatã Hobbes (1587-1666) parte do princípio de que os homens são egoístas e que o mundo não satisfaz todas as suas necessidades, defendo por isso que no Estado Natural, sem a existência da sociedade civil, há necessariamente competição entre os homens pela riqueza, segurança e glória. A luta que se segue é a «guerra de todos contra todos».

Como é que se pode terminar com esta situação? Somente por meio de um contrato social. Temos que aceitar abandonar a nossa capacidade de atacar os outros em troca do abandono pelos outros do direito de nos atacarem. Utilizando a razão para aumentar as nossas possibilidades de sobrevivência, encontramos a solução.
Sabemos que o contrato social resolverá os nossos problemas. A razão leva-nos a desejar um tal acordo. Mas como realizá-lo ? A nossa capacidade de raciocinar diz-nos que não podemos aceitá-lo enquanto os outros o não fizerem também. Assim ao realizar o contrato social, temos que estabelecer um mecanismo que o obrigue a ser cumprido. Para o conseguirmos temos de entregar o nosso poder a uma ou a várias pessoas que punam quem quebrar o contrato. A esta pessoa ou grupo de pessoas Hobbes chama soberano.

Quando este soberano - o Leviatã do título - existe , a justiça passa a ter sentido já que os acordos e as promessas passam a ser obrigatoriamente cumpridos. A partir deste momento cada membro tem razão suficiente para ser justo, já que o soberano assegura que os que cumprirem os acordos serão convenientemente punidos.
Jacques Bossuet (1627 – 1704) foi o teórico responsável por envolver política e religião em sua tese. Ele partiu do pressuposto que o poder real era também o poder divino, pois os monarcas eram representantes de Deus na Terra. Por isso, os reis tinham que possuir controle total da sociedade. Dessa forma, eles não poderiam ser questionados quanto às suas práticas políticas. Assim, o monarca possuía o direito divino de governar e o súdito que se voltasse contra ele estaria questionando as verdades eternas de Deus.
Os teóricos absolutistas defenderam uma forma de governo monarquista em que o poder estava concentrado nas mãos dos reis. Suas teorias foram questionadas a partir da elaboração das teses liberais durante o
Iluminismo
que reivindicaram governos democráticos e a soberania popular na política.
França: monarquia absolutista

No reinado de Luís XIV, o absolutismo atingiu um de seus momentos mais representativos. Esse rei ordenou a construção de um grande palácio em Versalhes, perto de Paris. Nele, reuniu milhares de nobres que faziam parte da Corte.
Muitos desses nobres viviam exclusivamente à custa do Estado.

p. 17
Ideias centrais dos governos absolutistas

"Todo poder, toda autoridade estão nas mãos do rei e não pode haver outra [autoridade] no reino que aquela por ele estabelecida (...).
Sua vontade [de Deus] é que todo aquele que nasceu súdito obedeça sem discernimento.
(...)
É somente a cabeça que compete deliberar e resolver, e todas as funções dos outros membros consistem apenas na execução das ordens que lhes são dadas".

p. 17
Atividade

As palavras de Luís XIV estão mais próximas do pensamento de Maquiavel, Hobbes ou Bossuet? Reflita.
Regras de Etiqueta (p. 18)

Durante o reinado de Luís XIV (1651-1715), a etiqueta não era apenas uma questão de boa educação ou cerimônia. Através dela, os nobres procuravam afirmar sua posição na hierarquia social, demonstrar respeito pelos outros nobres e manter a dominação política.

Que regras de comportamento temos hoje?
Na corte de Luís XIV, uma das funções da moda era diferenciar as pessoas. Por isso, a nobreza se vestia com tecidos e cores proibidos a outros grupos sociais. Os burgueses que imitavam a moda dos nobres eram ridicularizados.
Em festas e cerimônias oficiais, assentos como poltronas e cadeiras eram demarcados conforme a hierarquia social. Somente os nobres mais importantes podiam se sentar em poltronas. A maior parte das pessoas ficava em pé.
casamento entre Luís XIV e María Teresa de Austria y Borbón, Infanta de Espanha, filha de el Rey Felipe IV de España
Cada nobre era cumprimentado de acordo com sua posição social. Por exemplo, Luís XIV só retirava completamente seu chapéu para cumprimentar príncipes. Para nobres considerados menos importantes, o rei levantava parcialmente o chapéu.
Investigando

1)
Atualmente, a moda é utilizada para diferenciar as pessoas? Reflita e debata sobre o assunto com seus colegas.
2)
Em sua opinião, o que significa "estar na moda"?
3)
Para você, a moda é importante? Por quê?
Inglaterra: do absolutismo à monarquia parlamentar
O Palácio de Westminster, também conhecido como Casas do Parlamento, (em inglês Houses of Parliament) é o palácio londrino onde estão instaladas as duas Câmaras do Parlamento do Reino Unido (a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns).
A partir do reinado de Elizabeth I (1558-1603), grupos de comerciantes, donos de manufaturas e parte dos proprietários rurais procuraram se unir em torno do Parlamento para lutar contra o absolutismo monárquico inglês. O longo conflito entre rei e Parlamento ficou conhecido como Revolução Inglesa.

p. 20
A última fase da Revolução Inglesa foi a Revolução Gloriosa, quando o rei Guilherme III assumiu o trono britânico, mas teve que assinar a Declaração de Direitos (Bill of Rights). Esse documento limitava os poderes do rei, que não poderia, por exemplo, suspender leis ou criar impostos sem a aprovação dos parlamentares. Assim, as leis ficavam acima da vontade do rei, o que significa o
fim do absolutismo
na Inglaterra. Após a Revolução Gloriosa, instalou-se a
monarquia parlamentar
no Reino Unido, que vigora até hoje.

p. 20
Investigando

Atualmente, costuma-se dizer que na Inglaterra "o rei reina, mas não governa". O que você entende por essa expressão? Explique.
De volta ao presente

Durante o Antigo Regime a maior parte da população, que constituía o terceiro estado, tinha muitas obrigações e poucos direitos.
Nessa época, não havia, por exemplo, o direito à educação, à saúde e à moradia.
Essas são algumas das diferenças entre os
súditos no absolutismo
e os
cidadãos nas democracias atuais
. Tornar-se cidadão foi uma conquista em diversos países do mundo. Só que muitas pessoas ainda não conquistaram a cidadania plena. Essa é uma luta contínua da qual todos nós precisamos participar.
Exercer a cidadania é ter consciência de seus direitos e obrigações, garantindo que estes sejam colocados em prática. Exercer a cidadania é estar em pleno gozo das disposições constitucionais. Preparar o cidadão para o exercício da cidadania é um dos objetivos da educação de um país.
Em sua opinião, como podemos participar da luta pela cidadania?
Oficina de história

1)
Elabore um texto relacionando as seguintes expressões:
absolutismo monárquico
Antigo Regime
sociedade estamental

2)
Alguns pensadores justificaram o poder do rei absolutista pela origem divina ou pelo contrato social. Nos dias atuais, o que justificaria o poder dos governantes? Escreva um texto sobre o assunto.

3)
Na atualidade, um dos principais direitos do cidadão é o direito ao voto. Por meio dele são eleitas as pessoas que vão governar a cidade, o estado e o país em que você vive. Levando isso em consideração,
entreviste
pessoas sobre as seguintes questões:
a)
O que significa ter o direito e o dever de votar?
b)
Qual a importância do voto para a melhora das condições sociais?
c)
Como você escolhe seu candidato?

4)
De que forma a atuação dos membros do Parlamento pode interferir na vida dos cidadãos? Para responder, use exemplos do caso inglês e tenha em mente também a situação brasileira atual.
CAP. 2 - A era do Iluminismo (p. 24)

No século XVIII, um conjunto de ideias gerou transformações nas sociedades do Antigo Regime. Essas ideias foram chamadas de
Iluminismo
.
Os pensadores iluministas
valorizavam a razão, a liberdade e o progresso científico
. Um dos representantes mais conhecidos do iluminismo foi o filósofo francês Voltaire.
A partir das ideias de Voltaire, consagrou-se o seguinte princípio: "posso não concordar com nenhuma palavra que você diz, mas sempre defenderei o seu direito de dizê-las".
O nome "iluminismo" vem da ideia de que a razão "ilumina" a mente das pessoas. Segundo os pensadores iluministas, a razão é a capacidade dos seres humanos de conhecer, compreender e julgar.
De modo geral, os iluministas tinham em comum a confiança na
razão
e a certeza de que as pessoas eram capazes de pensar racionalmente. Além disso, eles criticavam o Antigo Regime e procuravam indicar caminhos para a construção de uma
nova sociedade
, com
novos valores
. Apesar disso, os pensadores iluministas não concordavam sobre todos os assuntos.

p. 26
Para a Igreja Católica, dogma é uma verdade de fé revelada por Deus. Logo, um dogma é imutável e definitivo; não pode ser mudado nem revogado, pois Deus, sendo Perfeito e Eterno, não está sujeito à mudança – o SENHOR é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13,8).
O que os iluministas defendiam?

A maioria defendia: a
liberdade de expressão
, a criação de
mais escolas
, a
igualdade jurídica
, a
divisão de poderes
dentro do Estado, o avanço da ciência (...)
Na
política
, eles defendiam que o poder do rei deveria ser limitado por leis e que o governo precisava garantir o direito à vida, à liberdade e à propriedade privada.
Na
economia
, propunham que os grupos privados deveriam ter liberdade para agir nos mercados, que seriam dirigidos pelo jogo da oferta e da procura.
Em relação à

, defendiam a tolerância religiosa, ou seja, o respeito à liberdade de crenças.
O que os iluministas criticavam?

Eles criticavam o Antigo Regime em vários aspectos. Eles combatiam, por exemplo, o absolutismo monárquico, os privilégios da nobreza, a divisão da sociedade em estamentos e a interferência do Estado na economia.
Lutavam também contra o poder da Igreja católica. Na opinião deles, a Igreja pretendia controlar as ideias e as crenças das pessoas. Em outras palavras,
as autoridades católicas não permitiam a liberdade de pensamento e de religião.
Em sua obra
"Dois Tratados sobre o Governo"
,
Locke
argumentou contra a monarquia absolutista. O primeiro tratado é dedicado a refutar o patriarcalismo, uma posição politica surgida na Inglaterra do século XVII, que buscava identificar o monarca com uma figura paterna, argumentando em favor de seu poder absoluto e de seu caráter fraterno.
No segundo tratado Locke aborda suas própria ideias acerca de
como a sociedade deveria organizar-se de modo mais civilizado
, para tanto apresentou a ideia, revolucionária para a época, de
"direitos naturais"
, aqueles que, diferindo dos direitos legais, não dependeriam de qualquer autoridade constituída e portando seriam
inalienáveis
, não podendo ser restringidos pela lei humana, por serem sustentados pela ideia de lei natural.
Esta lei natural é utilizada no tratado para desafiar a suposição de direito soberano divino dos monarcas.
O autor classifica como direitos naturais três itens, o direito à
liberdade
, o direito à
vida
e o direito à
propriedade
. Desta forma, ofereceu ainda uma justificativa racional para outros elementos que considerou fundamentais para esta sociedade mais civilizadamente organizada, entre eles, o
contrato social
, um acordo explicito ou não entre os indivíduos de uma sociedade.
Sua obra mais importante foi o tratado político
O Espírito das Leis
, de 1748. Nesta obra
Montesquieu
defende a
separação dos poderes
pois com essa divisão seria possível evitar abusos dos governantes e proteger a liberdade individual.
Em sua teoria constitucional, Montesquieu definiu três principais formas de governo:
republicano, monárquico e despótico
. Governos republicanos poderiam variar de acordo com a extensão dos direitos de seus cidadãos, sendo dois os tipos mais característicos, as
repúblicas democráticas
, nas quais cidadania é mais ampla, e as
repúblicas aristocráticas
, nas quais a cidadania é restringida em algum medida. Os regimes
monárquicos
por outro lado são, como o nome estabelece, regidas por um monarca. Se existe um conjunto de leis que restringe a autoridade do governante, o regime é considerado uma
monarquia
. Se não existe um conjunto de leis restringindo a autoridade do governante, o regime é considerado
despótico
.
Em termos políticos, na percepção de
Voltaire
, a burguesia francesa era pequena e ineficiente, a aristocracia parasita e corrupta, e a igreja estática e opressora.
Desconfiou da democracia, defendendo que esta serviria apenas para perpetuar a ignorância e a grande quantidade de analfabetos existente na França, já que os indivíduos que exerceriam esta democracia eram os próprios ignorantes e analfabetos, sem conhecimento e experiência politica para dirigir os rumos da nação.
"Democracia" para Voltaire significa democracia direta.
Inicialmente Voltaire defendeu que, com as instituições de seu tempo, seria necessário um rei iluminado para promover qualquer mudança significativa, e que seria do interesse deste rei promovê-las, uma vez que um povo que vive em melhores condições e com melhor educação seria capaz de compreender o papel do rei neste cenário. No entanto, após analisar o comportamento do rei Frederick, o Grande, Voltaire concluiu que não havia esperança na monarquia, passando a defender que caberia ao povo francês realizar as mudanças necessárias.
O contrato social e o bom selvagem

Rousseau afirmava que o soberano deveria governar o Estado de acordo com a vontade da maioria do povo. Somente assim haveria uma sociedade mais justa e igualitária.
Influenciado pelas notícias que os viajantes europeus traziam a respeito dos indígenas americanos, Rousseau elogiou a liberdade desses povos, na época chamados de "selvagens.
De acordo com ele, os indígenas americanos viviam sem a falsidade e o artificialismo dos homens que se julgavam civilizados. Pensando assim, Rousseau defendia a ideia de que as pessoas nascem boas, mas a sociedade as corrompe.
Adam Smith foi um economista e filósofo escocês, nascido em 1723. Segundo seu livro mais importante,
“Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações"
, a riqueza das nações e dos indivíduos em geral eram frutos de seus interesses próprios, sendo que o bem que todos os indivíduos proporcionam não são auto percebidos. Em suas próprias palavras, "não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio 'auto-interesse'". Portanto, era defensor do livre mercado, em que forças invisíveis fizessem com que os comerciantes e industriais brigassem por descobertas de novas tecnologias para o aprimoramento de seus serviços, fazendo com que o preço de suas mercadorias declinasse e houvesse geração de novos empregos.
Foi conhecido melhor pela sua teoria “deixai fluir livremente”* (laissez-faire), que se prostou contra associações no Século XVIII na Europa. Acreditou no direito de influência livre do mercado, sem um supervisor, como o Estado ou associações. Sua teoria influenciou o começo da industrialização da Europa, e mudou muito dela em um domínio de comercio livre, provocando a emergência de empreendores. Foi conhecido também como o pai da Economia.
Exercício

1) O que significa dizer, de acordo com as ideias de John Locke, que alguns direitos são naturais e inalienáveis?
2) Quais são os três poderes e por que é importante separá-los?
3) Quais as diferenças entre regimes democráticos e aristocráticos?
4) Para Voltaire, a democracia era boa? Por quê?
5) Qual era a influência da sociedade no homem, de acrodo com Rousseau?
6) Por que o liberalismo econômico seria bom para o desenvolvimento da sociedade?
De volta ao presente

Assim como alguns pensadores iluministas, os neoliberais atuais também criticam a intervenção e a regulamentação excessiva do Estado na vida econômica.
Os neoliberais querem liberdade para agir em um mundo sem barreiras comerciais entre os países. Além disso, eles condenam o excesso de impostos e de encargos trabalhistas. No entanto, em momentos de crise econômica, eles apoiam a intervenção do Estado e protegem seus mercados, criando barreiras às importações.
Refletir e ampliar

1.
Leia, a seguir, um texto de Rousseau sobre as desigualdades entre os seres humanos.

"Concebo, na espécie humana, dois tipos de desigualdade: uma que chamo de natural ou física, por ser estabelecida pela natureza, e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo (...); a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção e que é estabelecida (...) pelo consentimento dos homens. Esta desigualdade consiste nos vários privilégios de que alguns desfrutam em prejuízo de outros, como o privilégio de serem mais ricos, mais respeitados, mais poderosos (...)".

a)
Que tipo de desigualdades Rousseau identifica na espécie humana?
b)
Na sua opinião, as desigualdades políticas e sociais existem devido às desigualdades naturais?

2.
Atualmente, a separação dos três poderes do Estado é adotada no Brasil. Pesquise as funções típicas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no Brasil contemporâneo.
Há cerca de 250 anos, algumas sociedades passaram por intensas transformações tecnológicas. Várias oficinas de artesãos foram substituídas por fábricas. Antigas ferramentas manuais foram trocadas por máquinas. No lugar das tradicionais fontes de energia como água, vento e força muscular, passou-se a utilizar o carvão, a eletricidade e o petróleo. Estava começando a
Revolução Industrial
.
Ao longo desse processo, inúmeras invenções - como a locomotiva, o automóvel, o rádio e o cinema - provocaram mudanças profundas na vida das pessoas. Ainda hoje, muitas dessas invenções fazem parte do nosso cotidiano.

p. 36

(...) Podemos dizer que revolução é uma mudança profunda na sociedade, na economia, na ciência, na arte e em outras áreas. (...) O processo começou na Inglaterra e, a partir do século XIX, espalhou-se por outros países. (...) Uma série de situações possibilitou o ínicio da Revolução Industrial na Inglaterra. Entre elas, podemos destacar: o acúmulo de capitais provenientes do comércio, da agricultura e da navegação; a existência de ricas jazidas de carvão e de ferro; a exploração do trabalho dos camponeses que migravam para a cidade.

p. 38
Principais formas de produção
Oficinas de Artesanato
Locais onde os trabalhadores utilizavam ferramentas manuais e produziam em pequena escala. De um modo geral, eles
conheciam todas as etapas da transformação da matéria-prima em mercadoria
.
Além de conhecer todo o processo produtivo, muitos artesãos também eram donos da matéria-prima, da oficina e das ferramentas. Até o século XVIII, os artesãos reuniam-se em
corporações de ofícios
.

p. 38
Manufaturas
Grandes oficinas onde os trabalhadores faziam tarefas sob o controle dos donos ou dos supervisores. Nessas oficinas, as diferenças entre trabalhadores e patrões ficavam mais claras. Os patrões tinham dinheiro, crédito, imóveis, e eram donos das máquinas e dos equipamentos.
Nas manufaturas, houve um aumento no processo de
divisão do trabalho
e da
produção em série
. O trabalhador cumpria tarefas cada vez mais específicas. (...) Dessa forma, as mercadorias eram produzidas mais rapidamente. Cada trabalhador tornava-se mais ágil porque fazia sempre a mesma tarefa. No entanto, a maioria deles deixava de conhecer o conjunto do processo produtivo.

p. 39
Expansão da Revolução Industrial

Primeiro momento
Em meados do século XVIII, a industrialização concentrou-se na Inglaterra. Esse momento foi chamado de Primeira Revolução Industrial. Entre as principais invenções, podemos citar:
_ o
tear hidráulico
, capaz de produzir tecidos de algodão em grande escala. Por depender de água, muitas fábricas de tecidos foram instaladas à beira dos rios.
_ o
motor a vapor
, que aumentou de forma impressionante a velocidade dos meios de transporte.
Segundo momento
Em meados do século XIX, a industrialização alcançou várias regiões da Europa e de outros continentes. Na época, países como Bélgica, França, Alemanha, Itália, Rússia, Estados Unidos e Japão se industrializaram. Entre as principais características, podemos citar:
_ o uso do
aço
na produção de ferramentas, máquinas, trilhos de trem, edifícios, pontes, etc.
_ o emprego de
energia elétrica
em motores industriais, trens ferroviários, bondes e iluminação. Além disso, foram produzidos derivados do
petróleo
como o diesel, a gasolina e o querosene.
_ a invenção da locomotiva elétrica, do motor à gasolina e do automóvel.
_ a invenção do telégrafo, do telefone, do rádio e do cinema.
Terceiro momento
Desde meados do século XX, novas tecnologias vêm transformando a produção e o trabalho em muitas sociedades. Essas transformações podem ser consideradas uma
Terceira Revolução Industrial
.
Nesse período foram desenvolvidas tecnologias, como a
informática
, a
microeletrônica
, a
robótica
e a
engenharia genética
. Uma das características dessa era é o aumento da produção industrial com um número cada vez menor de trabalhadores.
Transformações no mundo do trabalho
Durante o processo de industrialização, milhares de trabalhadores do campo, atraídos pela perspectiva de novas oportunidades, se mudaram para as cidades, arrumaram emprego nas fábricas e se tornaram operários.
Para aumentar seus lucros, os donos das fábricas exploravam ao máximo os operários. (...) A jornada de trabalho podia chegar a 15 horas por dia. (...)
Inicialmente, as instalações das fábricas eram tão ruins que prejudicavam a saúde dos trabalhadores. Em muitas fábricas, o ambiente era sujo, poeirento e mal ventilado.
Nos bairros operários as moradias eram precárias, faltavam serviços de água e de esgoto. Essas péssimas condições favoreceram a ocorrência de epidemias como cólera, tifo e doenças respiratórias.

p. 44
Questão:

Será que a possibilidade de acesso a essas inovações é igual para todos? Justifique sua resposta.
Trabalho feminino e infantil
(...) As mulheres foram parte importante da mão de obra empregada nas fábricas. Além disso, continuaram exercendo as tarefas domésticas e cuidando dos filhos. É a chamada
dupla jornada
, ainda comum nos nossos dias. Mas, naquela época, havia um agravante: Ao reivindicar seus direitos, as mulheres nem sempre podiam contar com o apoio da maioria dos homens.
(...) As
crianças
trabalhavam em condições semelhantes às dos adultos, o que provocava dores no corpo e doenças crônicas, como bronquites e alergias. Elas também não tinham acesso à educação.
Movimentos Operários
No final do século XVIII, começaram a surgir, na Inglaterra, os primeiros movimentos que reivindicavam melhores condições de trabalho para os operários. Em 1811 e 1812, por exemplo, grupos de operários invadiram fábricas e destruíram máquinas que consideravam símbolo da desqualificação de seu trabalho.
No entanto, a maior parte dos operários organizou-se de forma diferente. Eles entendiam que sua luta não devia ser dirigida contra as máquinas, mas sim contra as injustiças criadas pelo sistema de fábricas. Para isso, no início do século XIX, criaram os primeiros sindicatos, organizações que tinham como objetivo defender os trabalhadores.
Industrialização e Urbanização
O crescimento da população e das cidades é um dos efeitos da Revolução Industrial. (...) No início do século XIX, apenas Londres e Paris eram centros urbanos com mais de 500 mil habitantes. Entretanto, no final desse século já havia 19 cidades com mais de meio milhão de moradores.
(...) No Brasil contemporâneo, cerca de 85% da população vive no meio urbano. Entre os municípios mais populosos do país, destacam-se Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Recife e Porto Alegre.
Full transcript