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A música popular no rádio:

Apresentação utilizada em seminário da disciplina História da MPB II (profª Gisele Haddad) do curso de Licenciatura Plena em Música da UNAERP.
by

Matheus Mattos

on 16 September 2013

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Transcript of A música popular no rádio:

A música popular no rádio:
Produto cultural ou comercial?

Televisão sai na frente
TV assume o papel de promotora de sucessos para o mercado fonográfico brasileiro.
1985 - Primeiro Rock in Rio - Bandas brasileiras ao lado de grandes nomes internacionais: Surge o termo “Rock Nacional”

Decadência
Rádio volta a desempenhar importante papel como divulgador de “sucessos” após a ditadura militar.
Música brega (José Augusto).
Música sertaneja -> Chitãozinho e Xororó e a avalanche de clones
Rádios abandonam o rock e MPB e passam a executar várias vezes ao dia músicas “bregas”, que de repente começaram a tornarem-se todas muito parecidas.
Algumas rádios abraçam público órfão das músicas “de qualidade” (não-bregas) e passam a negar a música brega, tomando uma atitude antibrega. Essas mesmas rádios acabam por ceder ao mercado e passam a executar estas músicas sem dar satisfação nenhuma ao seu público.
Letras mais simples - Lamento de decepções amorosas.
Composição repetitiva, baseada em clichês e rimas pobres, absolutamente previsível.
Pagode, Axé-music, expressões de duplo sentido, vulgaridade: Coreografia > Música
Revanche conservadora católica: Padre Marcelo Rossi - Movimentos aeróbicos para dar graças ao Senhor.

Desenvolvimento do rádio / Comércio

Qualidade do rádio superior à dos discos = apresentação ao vivo em estúdio.
Criação de programas especializados em música / Profissionalização dos artistas / Contratos de exclusividade / Luta pelo pagamento dos direitos autorais
Os INTERESSES DO ANUNCIANTE INTERFERIAM na programação musical das rádios
Uma das principais estratégias publicitárias da época era o patrocínio de programas específicos (ex. Repórter Esso)
Rock ‘n’ Roll: Mercado cultural jovem surge com a chegada de jovens brancos como Elvis Presley.

Histórico
Rádio = Publicidade
Veracidade das notícias + Persuasão pelas opiniões e anúncios.

Conclusão
“O povo só consome a música popular da grande mídia porque não lhe oferecem outra coisa” - Luiz Antônio de Assis Brasil, escritor colunista do jornal Zero Hora.
Nada justifica a obviedade, tanto das letras quanto do arranjo dos atuais sucessos.
Apesar de existirem bandas boas no quadro atual, o cenário pop ficou demasiadamente preso aos parâmetros simplificadores que alguns especialistas do mercado musical consideram mínimos para que o produto se torne vendável.
Nesse cenário de miséria, um público um pouco mais exigente acaba se conformando com qualquer coisa que lhe pareça minimamente inteligente.

Rafael Rosa Hagemeyer
Por Laís Floriano e Matheus Mattos
Acesso à música
Facilidade de acesso (à música) x Público mais seletivo.
Dificuldade para audição musical -> Experiência como ritual sagrado

Direitos autorais
Donga -> Pelo Telefone
Direitos autorais = Direitos de impressão: Ganho pela venda de impressos

Novo mercado: Produção de discos
Thomas Edison: Primeiro fonógrafo
Fred Figner: Trouxe o primeiro fonógrafo para o Brasil - Primeira gravadora: Casa Edison
Primeiros discos eram vendidos em casas de música, competindo com partituras para piano
Pagava de acordo com a negociação: Quantia fixa ou participação nas vendas.
Primeira fábrica de prensagem: Odeon
Gravadora Victor: Importou o sistema de gravação elétrica, utilizando microfones.

Estética prevalece: Venda da rebeldia como produto - Grande mídia coloca movimentos culturais emergentes (rock, rap, reggae) em destaque ao mesmo tempo que domestica a cultura rebelde ao transformá-la em mercadoria de consumo rentável.
Surgimento do ídolo musical, algo que se tornou mais eficaz com a popularização da televisão.
Surgimento da Jovem Guarda: Roberto Carlos e produtos vinculados ao seu nome tem forte apelo publicitário
Rádio resistem ao rock da Jovem Guarda, recusando tocar “as tolas versões em português da nova moda adolescente do iê-iê-iê”. Acabam por ceder. Primeira vitória da televisão sobre o rádio.
Jabá
Queda no nível: Responsabilidade das rádios e gravadoras que através da subvenção para execução de determinado tipo de música forma um monopólio.
Lobão enfrenta a indústria de CDs denunciando o Jabá. Numeração de CDs.
Por trás do chamado “gosto popular” estariam produtores inescupulosos que julgam de maneira preconceituosa o “povão” a quem dizem atender com seus produtos.
Sinhô, que deu a sí mesmo o título de “Rei do Samba”, costumava pagar para que suas partituras fossem tocadas em festas e casas de música antes mesmo da existência do rádio
Ataulfo Alves reclamava que o jabá, chamado na época de “caitituagem”, era uma competição desigual, pois não valorizava o talento do compositor e as qualidades da música, apenas a subvenção ou suborno.

Cerne da questão
A música popular brasileira veiculada pelas rádios de hoje realmente decaiu? Foi para atender a demanda do “gosto popular” por canções mais simples e românticas? Ou terá sido uma imposição da indústria cultural que rebaixou a qualidade dos produtos por considerar que a massa da população não merece nada mais sofisticado?
Artigo 221 da Constituição: A produção e programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
Preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
Promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Questões ligadas aos direitos autorais e veiculação de músicas atendendo interesses comerciais que nem sempre coincidem com a meta do aprimoramento cultural da nação, está associada, ao que parece, ao descaso por parte das instituições governamentais em relação à música popular no Brasil.
O maior erro daqueles que cultuam a chamada música “brega” consiste em adotar uma postura equivocada e inadimissível para um intelectual: Atribuir a essa manifestação um valor cultural e histórico maior do que ela merece, ao considerar, que realmente corresponda ao gosto das classes populares, e não uma representação preconceituosa que os produtores da mídia fazem a respeito delas.

Há, sem dúvida, artistas populares formidáveis espalhados por nosso país que permanecem no anonimato, e somos nós que estamos perdendo em não conhecer seu talento, privados de ter acesso àquilo que constitui o melhor da cultura brasileira.
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