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JUVENTUDE - O JOVEM COMO SUJEITO

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Jorge Schalgter Leal

on 16 November 2014

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Transcript of JUVENTUDE - O JOVEM COMO SUJEITO

A JUVENTUDE COMO PROBLEMA
Dizem que o jovem é um pré-adulto; é destituído de sua identidade no presente em função da imagem que projetamos dele para o futuro!
Índices alarmantes de violência;
Tráfico de drogas;
Gravidez na adolescência...
É preciso cuidar para que o jovem não se transforme num problema para a sociedade!
A questão da juventude na escola será tratada não como um “problema a resolver”, mas como um desafio pela busca da compreensão a respeito do que significa ser jovem e estudante em nossos dias.


É comum encontrar queixas sobre como o cotidiano escolar é tumultuado por problemas provocados pelos jovens estudantes. A indisciplina - Ela se manifesta na crítica à “falta de respeito” com os professores, na agressão verbal e física, na “irresponsabilidade” diante dos compromissos escolares e no uso de celulares ou outros aparelhos eletrônicos, no uso de roupas diferentes e boné.

O JOGO DOS "CULPADOS"

A escola é percebida como “obrigação” necessária, tendo em vista a necessidade dos diplomas. A noção de “culpa” se inverte. O professor aparece como o culpado pelas mazelas relatadas pelos jovens no cotidiano escolar.


Logo, não podemos trabalhar com a noção de que existe “uma juventude”, pois são muitas as formas de ser e de se experimentar o tempo de juventude. E sim: juventudes.
É uma tendência na escola de não considerar o jovem como interlocutor na hora da tomada de decisões importantes para a instituição. Muitas vezes, ele não é chamado para emitir opiniões e interferir até mesmo nas questões que lhe dizem respeito di- retamente. E se os jovens estudantes fossem perguntados: “você acha que é levado a sério?”
As características e valores ligados à juventude (como a energia e a estética corporal ou mesmo a busca do novo) são elogiados e até mesmo perseguidos pelo mundo adulto. Todos querem ser e parecer jovens num processo de “juvenilização” da sociedade.

O jovem é aquele que ainda não se chegou a ser. Nega-se assim o presente vivido. Desta forma, é preciso dizer que o jovem não é um pré-adulto. Pensar assim é destituí-lo de sua identidade no presente em função da imagem que projetamos para ele no futuro. Não podemos enfatizar os aspectos negativos nem formatar as peças idealizadas que faltariam para compor o nosso tipo ideal de jovem.

MAS QUEM É O JOVEM?
A chamada geração de 1968 é sempre lembrada para “mostrar” aos jovens de hoje como eles seriam menos mobilizados, críticos, conscientes e participantes. Acreditamos que as recentes manifestações de rua iniciadas no Brasil, em junho de 2013 servirão para relativizar este impulso desqualificador da capacidade de atuação política das presentes gerações de jovens brasileiros.

Na América Latina é quem tem até 29 anos, como vimos no Estatuto e na PEC da Juventude. É uma categoria socialmente produzida. A entrada na juventude se faz pela fase da adolescência e é marcada por transformações biológicas, psicológicas e de inserção social. A juventude constitui um momento determinado, mas não se reduz a uma passagem.
O QUE É A JUVENTUDE?

O jovem do EM nos traz desafios para o aprimoramento de nosso ofício de educar incluíndo a difícil tarefa de compreensão dos sentidos os quais os jovens elaboram no agir coletivo, em seus grupos de estilo e identidades culturais e territoriais.

Como melhorar?
Isso mudará quando o alunado deixar de ser visto apenas como estudante para ser enxergado como jovem a partir de suas identidades culturais, seus gostos e valores produzidos para além dos muros da escola
.

Os jovens possuem maior familiaridade com as tecnologias do que seus professores. E isso coloca em xeque a relação de poder e as hierarquias do saber na sala de aula.

INTERNETÊS - é uma forma comum que jovens utilizam para se comunicar no ciberespaço. Mistura elementos da oralidade, símbolos, ícones, abreviações e emoticons.
O JOVEM E A INTERNET
O projeto de vida diz respeito à identidade (quanto mais o jovem se conhece, mais experimenta as suas potencialidades); e ao conhecimento da realidade.

A escolha também é objeto de aprendizagem: aprendemos a escolher e a nos responsabilizar pelas nossas escolhas. Um e outro se aprendem fazendo, errando, refletindo sobre os erros.
PROJETOS DE VIDA, ESCOLA E TRABALHO

É muito importante estimular neles a capacidade de projetar e acreditar nos sonhos e desejos e também contribuir para que desenvolvam as capacidades para realizá-los. Como? proporcionar chances para que os estudantes falem de si e de seus projetos.


Para boa parte da juventude brasileira, a escola e o trabalho são realidades combinadas e cotidianas. O jovem convive com a incerteza e riscos com relação ao mercado de trabalho. Contudo, ele é protegido pela Constituição, o ECA, a Lei da Aprendizagem e a Lei do Estágio.
O período da juventude é um tempo de preparação: estágio, curso de formação profissional e a inserção no mercado de trabalho. Por outro lado, para muitos jovens, a entrada imediata e precoce no trabalho é a única alternativa.
Para a escola, um primeiro desafio é conhecer as diferentes inserções e experiências de trabalhos além de suas repercussões para as trajetórias de escolarização dos jovens alunos.

Um segundo é o de refletir sobre o seu papel diante do jovem e do mundo do trabalho, tendo em vista que o EM é a etapa final da escolariza- ção básica, devendo proporcionar uma formação geral para a vida, articulando ciência, trabalho e cultura

A partir da vivência no território os jovens acumulam diferentes saberes que podem ser explorados dentro da es- cola e trabalhados por professores de diferentes áreas. A vivência no território também leva para dentro da escola a pluralidade linguística que pode e deve ser explorada.
O JOVEM E SEU TERRITÓRIO

A participação implica dois princípios: formação teórica e a criação de espaços. A experiência participativa é importante por permitir a vivência de valores (solidariedade, democracia e o aprendizado). O engajamento participativo pode aumentar seu estímulo para novas aprendizagens, melhorar a escrita e provocar o desenvolvimento da capacidade de argumentação para a defesa de pontos de vista.

A PARTICIPAÇÃO DA JUVENTUDE
Os estudantes têm cada vez mais dificuldades de adaptação a esse tipo de escola organizada pela verticalização de hierarquias e conhecimentos. Eles reconhecem o papel da escola, mas querem que a instituição escolar esteja aberta ao diálogo com suas experiências do presente e expectativas de futuro.
RELAÇÃO DO JOVEM COM A ESCOLA


Pesquisas revelam: os jovens demandam uma escola que faça sentido para a vida e que contribua para a compreensão da realidade. Eles reivindicam que o que se ensina na escola tenha vínculos com o seu cotidiano. Contudo, nem tudo depende do professor e não pode pesar sobre ele toda a responsabilidade pela qualidade da educação no país.
O jovem assume a responsabilidade pelo fracasso ou êxito baseado no esforço pessoal ou pela falta de interesse na escola; mas poem a culpa também na falta de infraestrutura ou na má relação professor-aluno.

A EVASÃO ESCOLAR
A permanência e o abandono da escola pelos jovens se constroem na combinação de condiç̧ões subjetivas apoio familiar, relação estabelecida com os professores, estímulos nas redes de sociabilidade, engajamento na rotina escolar, possibilidades de dedicar-se aos estudos, condições financeiras da família, necessidade da certificação ou projetos pessoais mais ou menos delineados.
Devem-se definir parâmetros para que professores e escolas estabeleçam procedimentos adequados para situações específicas. Medida necessária para não se cair na armadilha de decretar a “epidemia de violência” quando, na maioria dos casos, se está diante de situações de quebra de regras disciplinares ou mesmo da ausência de normas institucional e coletivamente assumidas pela comunidade escolar.
E SOBRE A AUTORIDADE?
Quando os alunos são chamados pelos professores de desinteressados, apáticos e desmotivados para o trabalho escolar, eles estão considerando o esforço desprendido pelo jovem em corresponder às expectativas acerca do trabalho escolar ou, pelo menos, de ele permanecer no ritmo médio do conjunto dos alunos.
E você professor, o que pode fazer pelo jovem?
Jorge Luiz Schalgter Leal
Formado em Letras/Port/Inglês pela UFS
Pós-graduação em Língua
Inglesa pelo Instituto Pró-Saber e
Florida International University (EUA)
Membro da International
Exchange Alumni do Dep. de Estado dos EUA.
E-mail: cnnpv@yahoo.com.br
Facebook: Jorge Schalgter Leal
CEPJO - Poço Verde/Se
Créditos: MEC/Pacto
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