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Análise de poemas: Romanceiro da Inconfidência

AV5 de Literatura. Bianca Soares, Bruna Braga, Larissa Froz e Oton Sá. 1º ano E.
by

Oton Sá

on 9 October 2012

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Transcript of Análise de poemas: Romanceiro da Inconfidência

Romanceiro da Inconfidência Análise de poemas (66-77) Cecília Meireles Romanceiro da Inconfidência: A OBRA Análise de Poemas Análise de Poemas Análise de Poemas Nesses treze Romances, a Ilha de Moçambique é o oposto de Vila Rica. O clima de abatimento parece irrevogável. Mesmo antes da chegada, o território africano já é visto como um lugar carregado.

Ai, terras negras d’África,
selva de pesadelos!
os presos lutam com os sonhos
como entre curvos espelhos...

(Romance LXVII ou DA ÁFRICA DOS SETECENTOS) A visão da África mantém-se como o lugar distante e, mais ainda, ameaçador. Assim, a Ilha de Moçambique transforma-se em locus horrendus, o contrário ao locus amoenus, lembrando do que ficara para trás – Vila Rica.

(Ai, terras negras d’África,
ai, litoral dos medos...)
.........................................
Ai, terras negras de África,
céu de angústia e segredo:
laje de sombra caída
sobre o suspiro dos presos!

(Romance LXVII, ou DA ÁFRICA DOS SETECENTOS) O romance é todo cortado por dores, pêsames pela sorte do infeliz Gonzaga. O cenário continua a ser o lugar assombroso em que tudo conspira contra o exilado.

(Ai, terras negras d’Àfrica,
noite grossa de enredos...)

(Romance LXVII, ou DA ÁFRICA DOS SETECENTOS)

Mesmo o que há de ser reconhecido como belo, será expressado em tom de lamento.

Ai, terras de Moçambique,
ilha de fino coral

(Romance LXXI, ou DE JULIANA DE MASCARENHAS) Análise de Poemas No Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles vai tratar do lugar da expatriação de Tomás Antônio Gonzaga, posteriormente ao fracasso da Inconfidência Mineira. Trata-se da Ilha de Moçambique. Nos Romances LXV e LXXVII acompanhamos a trajetória de Tomás Antônio Gonzaga rumo ao exilo.

– Já lá vai pelo mar fora,
lá vai, com toda prosápia,
o ouvidor e libertino
desembargador peralta...

(Romance LXVI, ou DE OUTROS MALDIZENTES) Contexto Histórico Uma pesada carga tributária sobre o ouro extraído das Minas Gerais deixava os que viviam dessa renda cada vez mais descontentes. Assim, donos de minas, profissionais liberais – entre os quais alguns poetas árcades – e outros começaram a conspirar contra Portugal. Contudo, o movimento é delatado e os envolvidos, presos. Alguns são condenados ao exílio, e o único a ser executado, na forca, é Tiradentes, em 21 de abril de 1792 Análise de Poemas ROMANCE LXV ou Dos Maldizentes
ROMANCE LXVI ou De Outros Maldizentes
ROMANCE LXVII ou Da África dos Setecentos
ROMANCE LXVIII ou De Outro Maio Fatal
ROMANCE LXIX ou Do Exílio de Moçambique
ROMANCE LXX ou do Do Lenço do Exílio
ROMANCE LXXI ou De Juliana de Mascarenhas
ROMANCE LXXII ou De Maio no Oriente
ROMANCE LXXIII ou Da Inconformada Marília
ROMANCE LXXIV ou Da Rainha Prisioneira
ROMANCE LXXV ou De Dona Bárbara Eliodora
ROMANCE LXXVI ou Do Ouro Fala
ROMANCE LXXVII ou Da Música de Maria Ifigênia Contexto Histórico Em 1789, inspirados pelas ideias iluministas europeias e pela independência dos Estados Unidos, alguns homens tentam organizar um movimento para libertar a colônia brasileira de sua metrópole portuguesa. Produto de longa pesquisa histórica, Romanceiro da Inconfidência é, para muitos, a principal obra de Cecília Meireles. Nesse livro, por meio de um ágil resumo entre o dramático, o épico e o lírico, há uma representação da sociedade de Minas Gerais do século XVIII, principalmente das personalidades envolvidas na Inconfidência Mineira. Escreveu uma obra extremamente intimista e foi reconhecida largamente: foi a primeira mulher a ganhar um prêmio da ABL, ensinou na UERJ e na universidade do Texas. Além de poetisa, Cecília também foi teatróloga e tradutora. Cecília Meireles nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Criada pela avó (os pais morreram quando ela era apenas um bebê), sempre foi uma aluna brilhante.
Depois de escrever suas primeiras obras, ligou-se ao Modernismo, mas nunca realmente pertenceu totalmente a uma. Análise de Poemas Caberá à distância da África assistir o casamento do exilado com a “distante rosa oriental”. Os negros montes de Minas presenciam, no casamento do desembargador, o definitivo final:

Levantai-vos, negros montes,
faze-te, oceano, maior!
– Tomás Antônio Gonzaga,
longe, no exílio, casou.

(Romance LXXII, ou DE MAIO NO ORIENTE) Análise de Poemas Os ideais da Inconfidência são arrastados paralelamente ao exilio de Gonzaga, em decorrência da derrota de tais ideais. Sucumbe, também, o ideal amoroso, no momento em que Marília perde seu pastor, Dirceu, para “Juliana de Mascarenhas”. Já à chegada de Gonzaga, a voz poética, é cheia de augúrios.

Juliana de Mascarenhas,
Deus sempre sabe o que faz:
põe teu vestido de tisso,
bracelete, anel, colar,
Mais do que Marília, a bela,
poderás aqui brilhar.
Vem ver este homem tranquilo
que mandaram degredar.

(Romance LXXI, ou DE JULIANA DE MASCARENHAS) Análise de Poemas O fracasso de Marília é o fracasso dos ideais, enterrados pela distância do exílio.
Sucumbe-se, também, o ideal estético, uma vez que os “antigos campos da arcárdia” são abafados pelas “Terras negras d’África”. O exilio significa a perda das alusões, mesmo que elas sejam fundadas distantes do real – derrotado, aliás, pela descoberta e massacre dos envolvidos na aventura política da Inconfidência. A única possibilidade, ao fim, é a perplexa e abismada pergunta:

Onde é ficava a Arcádia?
Que é feito de seu pastor?

(Romance LXVIII, ou DE OUTRO MAIO FATAL)
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