Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

PERSPECTIVAS DE RAPPERS BRANCOS/AS BRASILEIROS/AS SOBRE AS RELAÇÕES RACIAIS: um olhar sobre a branquitude

No description
by

Jorge Miranda

on 3 November 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of PERSPECTIVAS DE RAPPERS BRANCOS/AS BRASILEIROS/AS SOBRE AS RELAÇÕES RACIAIS: um olhar sobre a branquitude

Metodologia
Escolha dos/as Rappers
Letras
Questionário
Análise de discurso e conteúdo

Considerações finais
Hipótese refutada
Branquitude na fala, mas não nas obras
Reflexão - tema dentro e fora das letras
Humanitude
Conceito limitado de racismo

Justificativa
Transdisciplinar - Se mantêm dentro e fora das práticas científicas.

Relevância e emergência na historiografia brasileira

Ético-Político-Educativo




PERSPECTIVAS DE RAPPERS BRANCOS/AS BRASILEIROS/AS SOBRE AS RELAÇÕES RACIAIS

um olhar sobre a branquitude


CAPÍTULO 1
RELAÇÕES RACIAIS NO RAP E A VISÃO DE NEGRITUDE


1.1
Influência negra na origem da música Rap
1.2
A chegada da música Rap no Brasil e a luta antirracista
1.3
Tensões e melindres - "brancos/as cantando música de negro/as"
1.4
Rappers brancos/as brasileiros/as e a visão racial


CAPÍTULO 2
MISTURA E CATEGORIAS IDENTITÁRIAS NA VISÃO DOS/AS RAPPERS BRANCOS/AS


2.1
Autodeclaração racial 1 - "Sou da raça humana"
2.2
Classe e raça
2.3
Identidades e imbricamentos


Por que escolhi esse tema?
A escolha do tema vem em função do desejo de pesquisá-lo e problematizá-lo a partir do lugar ao qual vivencio e tenho propriedade pra falar enquanto artista e ativista do Hip-Hop. Considero relevante pela sua emergência na historiografia brasileira, tanto no que se refere a contemporaneidade do tema branquitude, como na colaboração do Hip-Hop enquanto expressão artístico-cultural que atua na perspectiva de luta anti-racista. As reflexões sobre esses assuntos podem contribuir para uma maior visibilidade da questão, buscando sensibilizar indivíduos brancos, dentro e fora do Hip-Hop, os encorajado a perceberem sua posição de privilégio e a se sentirem responsáveis em contribuir na busca de uma sociedade igualitária.
6 se declaram brancos
Para você o que significa ser branco/a ?
Nada mais... - hipótese


Branco africanizado
: branquitude crítico-passiva
Branco denegrido
: branquitude crítico-ativa

Você acha que os/as brancos/as podem desempenhar algum papel no combate à discriminação racial? [Se sim] Qual seria esse papel? [Se não, por quê?]

Maioria
: sim
Alguns
: todos devem
Um
: não

Reconhecimento de privilégos


Privilégio só na sociedade, mas não em si

Admitem em si imprecisamente

Admitem em si objetivamente

Admitem em si e a partir da crítica aos privilégios, denunciam o racismo.

Para aprofundamentos
• "Branco racista com o próprio branco"?
• Branquitude acrítica (CARDOSO)

Rappers brancos estadunidenses
• Efeitos da Indústria Cultural "norte-americana" no Brasil.
• Apropriação branca do chamado "som de negro"
• Como o racismo nos EUA influencia a visão dos artistas?
• Como a branquitude se manifesta para os/as rappers?
Na sequencia desenvolveremos o tema branquitude através da ótica de diferentes autores e a importância do mesmo para o fortalecimento da luta anti-racista. No passo seguinte contextualizaremos o hip-hop brasileiro, tratando de demonstrar e discutir como a questão da mestiçagem e branquitude aparecem nas produções e depoimentos de artistas do Hip-Hop, especificamente na música Rap.
Utilizaremos os conceitos de branquitude crítica e branquitude acrítica de (LOURENÇO, 2010:607) para exemplificar os referenciais dos mesmos na postura de Rappers brasileiros. Segundo ele:
Além dos já citados, analisaremos outros ícones do Hip-Hop no país, possuidores de fenótipo branco, como:
Definiremos aproximadamente cinco desses artistas para obter e analisar suas histórias de vida. Em seu livro “Hip-Hop: Dentro do Movimento”, Alessandro Buzo, faz a seguinte pergunta ao rapper paulista conhecido como Cabal: “Você é branco, nasceu na classe média, viveu nos Estados Unidos. Quando entrou pro cenário rap nacional sofreu algum tipo de discriminação?” A resposta do mesmo, bem como o capítulo Rappers Pretos VS. Rappers Brancos do livro “Acorda Hip-Hop”, servirão de importante análise para nós. Como técnica de investigação, no que se refere a branquitude nos apoiaremos nas emergentes publicações científicas em torno desse tema, bem como nas produções referenciais sobre a questão da mestiçagem.
Referências

De Leve
Gaspar
Cabal (C4)
Rapper Suave
DJ Alpiste


Conhecer as hostilidades, compreender as motivações
N°, estilo, fenótipo, reações a letras, apropriação
"Padrão Racionais", "empatia abnegada"




A branquitude crítica refere-se ao indivíduo ou grupo branco que desaprovam publicamente o racismo. Enquanto que a branquitude acrítica refere-se a branquitude individual ou coletiva que sustenta o argumento em prol da superioridade racial branca.
PERCEPÇÃO DOS/AS RAPPERS SOBRE PRIVILÉGIO

Situações

Conceitos
: branquitude com base no habitus (Bourdieu); Invisibilidade e neutralidade; Descolonizar-se; Isonomia e equidade



100 Barras
Cabal

Frustrado, sem amor, seu som não tem valor
Por isso sempre ficou na sombra do Pensador
Calo seu latido, Dogão
Sou o branco do Rap, você foi substituído tipo o Provão
E eu não to sozinho, to com o Time, só, não
Time só de campeão, esse é o Time PRO, jão
Posso não ser rico, nem famoso
Que nem você que vive de mesada(...)
Eu te achava engraçado alí no Jigaboo
Mas agora é só engraçadinho tipo Pikachu
Diss pra tu? Não, escuta aqui, Lassie
Você só merece desprezo, puta, me esquece
(...)
Eles falam mal, falam: ele é muito gringo
Elas falam uau, falam: ele é muito lindo

2° diss p/ Cabal
Suave

Esse som é louco as mina pede bis
Meu rap é tipo soco vai direto no nariz
Cê quis, eu fiz a diss e assumo
Seu rap é uma droga, nego bola e vira fumo
Sem rumo você não sabe nem o que cê quer
Então não vem pagando nem tirando de Mané
Qualé, até Ali Babá tem mais ladrões
Com essa pele branca sua banca é Sete Anões(...)
Eu tenho pena de você desse olhinho azul
Mano leva com você tenho um ursinho pul
E não começa, não conversa que tu não agüenta
Eu sei porque você não foi chamado pra Fazenda
Não põe a culpa na Maria Clara mentiroso
Você não foi porque cê não é rico, nem famoso
Quem é Cabal? Ninguém conhece nem ouviu falar
Você não foi porque já tinha um viado lá

O tema racial na obra dos/as rappers
Há alguma letra de Rap de sua autoria na qual a questão racial (mestiça, branca, negra ou indígena) em alguma medida seja abordada?"
dos/das 17 artistas
14 disseram "sim"
3 "não".
Colonização e escravidão
Orgulho negro
Racismo velado e escancarado
Relação racismo e poder econômico
Privilégio branco
Embranquecimento do/a negro/a
Quem não aborda a temática é indiferente aos assuntos Racismo, Preconceito e Discriminação Racial?
Temas
Como você acha que os/as negros/as percebem a si mesmos/as?
"(...) é difícil saber como um grupo tão heterogêneo se percebe de uma forma homogênea, porém, posso concluir que a percepção pode não ser a mais favorável possível devido à perpetuação errônea de certos estereótipos (...)".
DE LEVE
Como se autodeclaram racialmente
Como, segundo os mesmos, a sociedade os vê
O que faz a maioria dos/as participantes não se declarar como branco/a, embora reconheça que a sociedade os/as vê como tal?
Alternativa C, Filosofia de Rua e Inquérito
Imagem negativa do/a branco/a
Composição familiar mista
Mito da democracia racial
Postura critico-passiva
RAÇA - classe, gênero, religião, estética.


Padrão Racionais - "playboy"
Destino do rendimento da produção cultural


Conceitos
: Indústria Cultural; Identidade; Interseccionalidade; Diferença entre miscigenação e mestiçagem;

Mulher, rapper, gorda e cheia de tatuagens - sem privilégios?
Mulher, rapper e pobre


Blindagem - Lôraburra
Evangélico e muçulmano
CAPÍTULO 3
OS DILEMAS DA BRANQUITUDE


3.1
Autodeclaração racial 2 - "Sou branco/a"
3.2
Rappers brancos/as e a visão dos privilégios
3.3
Música Rap e educação racial



Caminhos

Lei 10.639/2003
punição como recurso fundamental
começar as práticas de transformação desde a infância
não se calar, não aceitar piadas racistas, etc.
ampliar o debate
se envolver nas lutas por reparação


• Branquitudes "critico passiva" e "crítico ativa"
• "Branco africanizado" ou "branco denegrido"
• Tensões e resistências dos/as rappers negros/as.
• "Padrão Racionais"
• "Empatia abnegada"
• Branco Eminem produto do negro Dr. Dre
• Raça - classe, gênero, estética, religião e interseccionalidade.
• Referenciais pró-equidade - rappers e academia.
Para aprofundamentos - EUA


Caminhos

Lei 10.639/2003
Punição como recurso fundamental
Começar as práticas de transformação desde a infância
Não se calar, não aceitar piadas racistas etc.
Ampliar o debate
Se envolver nas lutas por reparação

Full transcript