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O conceito de metáfora na teorida do Comportamento Verbal de Skinner: uma análise epistemológica

A seguinte apresentação tem como foco compreender a descrição do conceito de metáfora em Skinner pela sua teoria conhecida como "Verbal Behavior". Os estudos sobre a metáfora são relevantes tanto nas pesquisas teórico-conceituais quanto nas empíricas
by

Felipe Santos

on 13 August 2015

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Transcript of O conceito de metáfora na teorida do Comportamento Verbal de Skinner: uma análise epistemológica


O conceito de metáfora na teoria do comportamento verbal de Skinner: uma análise epistemológica
O operante verbal "Tato"
Comportamento Verbal
Extensão metafórica

DEFINIÇÃO DE METÁFORA


-
“uma figura de linguagem na qual um nome ou palavra descritiva ou expressão é transferida para um objeto ou ação diferente de, mas análogo ao que era literalmente aplicável ...”


- “algo considerado representativo de outra coisa (usualmente abstrata): um símbolo”
(Oxford English Dictionary,1996).


Primeiro sentido
: dimensão linguística

Nome se relaciona a
objeto
ou
ação
; diferentes entre si, mas análogos.


No século V a.C, Aristóteles afirmou que:


“Metáfora consiste no transportar para uma coisa o nome de outra, ou do gênero para a espécie, ou da espécie para o gênero, ou da espécie de uma para a espécie de outra, ou por analogia ou proporção.”
(Aristotle, The Poietic Art, 1857b 8-10, tradução de G. Whalley, 1997, p. 150)

"A persistência da memoria". Salvador Dali, 1931


TEORIA COGNITIVA DA METÁFORA

Em uma abordagem mais atual, os linguistas afirmam que a metáfora

“é, para a maioria das pessoas, um recurso da imaginação poética e um ornamento retórico – é mais uma questão de linguagem extraordinária do que de linguagem ordinária”.
(Lakoff & Johnson, 2002, p. 45)


LINGUAGEM

Em sua obra, Verbal Behavior (1957), Skinner define “linguagem” como conjunto de práticas de uma comunidade linguística.

Nesse sentido, não se restringe às palavras (orais ou escritas), mas compreende uma ampla classe de comportamentos.

Skinner (1957, p. 4) irá denominar essas práticas como “comportamento verbal”.


De que maneira Skinner descreve o conceito de metáfora na teoria do Comportamento Verbal (1957)?
Universidade Federal de Mato Grosso


Felipe dos Santos Souza
Professora orientadora: Julia Janetti Rocca

Usos da Literatura nos

estudos do comportamento humano


Skinner (p. 128) ressalta a importancia do campo da Literatura nos estudos do comportamento humano citando autores como Dostoyevsky, Proust e Joyce, mas pontua que ela apenas descreveria as narrativas em torno do comportamento, de modo que nao os explicam.

As metáforas então, possuem um lugar fundamental e eficaz nesse campo.


Referências Bibliográficas

Aristotle. (1997). Aristotle's Poetics (G. Whalley, Trans.; J. Baxter & P. Atherton, Eds.). Montreal: McGill-Queens University Press. Retrieved from Questia.

Kittay, E. F. (1989). Metaphor: Its Cognitive Force and Linguistic Structure. Oxford: Clarendon Press. Retrieved from Questia.

PASSOS, M. L. R. F, Blooomfield e Skinner: lingua e comportamento verbal. Sao Paulo: 2004

SKINNER, B. F.
Verbal Behavior
. 1957


Segundo sentido:
dimensão simbólica

Representação de algo abstrato:
um símbolo


GÊNESE DA METÁFORA


“Isto [o uso da linguagem metafórica] não pode ser adquirido de outra pessoa, mas é um sinal de talento nativo e inato, uma vez que fazer boas metáforas requer a habilidade de perceber semelhanças.”
(Aristotle, The Poietic Art, 1469a 4-8, tradução de G. Whalley, 1997, p. 153)

CARACTERÍSTICAS DO COMPORTAMENTO VERBAL

Não é essencialmente distinto do comportamento em geral.

É um comportamento operante, portanto, controlado por sua consequência.

Sua característica definidora é a mediação da consequência por um “ouvinte”.

“Ouvinte” é alguém treinado por uma comunidade verbal para consequenciar o falante.


OPERANTES VERBAIS

Skinner (1957, p. 55) classifica os comportamentos verbais de acordo com suas variáveis controladoras.
Os operantes verbais são classes de comportamento que compartilham características essenciais em relação a:


Condições antecedentes – Resposta – Consequência

Condições antecedentes
– privação, estimulação aversiva e estímulos discriminativos

Resposta
– aspectos topográficos ou funcionais da ação do organismo

Consequência
– esquemas de reforçamento, reforço diferencial, punição etc.

CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS DO TATO

Antecedente:
objeto, evento ou propriedade de um objeto ou evento

Resposta verbal

Consequência:
reforço generalizado (não específico)



O TATO E A REFERÊNCIA

Tatos relacionam respostas verbais a objetos, eventos e propriedades destes.

Por isso, esse operante parece reproduzir a relação de referência.

Referência é “a relação entre uma trecho ou expressão e o indivíduo ou conjunto de indivíduos que estes identificam.”
(The Concise Oxford Dictionary of Linguistics, 1997).

SEMÂNTICA DO TATO

Skinner (1957, p. 91) especifica que o tato não deve ser compreendido como uma relação referencial.

Na referência, a relação entre o objeto e a palavra é a base de seu significado.

No caso dos operantes verbais, o significado não é gerado por uma relação entre um elemento da linguagem e outro do mundo (ver Rocca, 2012, p. 18).

SEMÂNTICA DO TATO

Para Skinner (1957, p. 14), “significados podem ser encontrados entre as variáveis independentes em uma análise funcional ...”.
As variáveis controladoras do tato incluem:
- antecedente:
Objeto, evento ou propriedade destes
Audiência
- consequente:
Reforçamento generalizado


GÊNESE DO TATO

Quando um indivíduo aprende a nomear um determinado objeto, ele será capaz de emitir essa resposta diante de novos objetos similares.
Exemplo:
a criança aprende a chamar o cachorro de “au-au”

Ela provavelmente irá dizer “au-au” para outros cachorros.
Mas ela também dirá “au-au” para outros animais do zoológico, para bichos de pelúcia e até para tecidos felpudos.

TATO EXTENDIDO

Quando a criança responde a um novo estímulo sob controle de propriedades presentes quando ela aprendeu o estímulo original, ela realiza um “tato extendido”.

Suas respostas serão modeladas via reforço diferencial da comunidade verbal.

Assim, a criança aprende quais objetos podem ser designados como “au-au” e quais não podem.


A extensão do tato a um novo estímulo é explicada “pelas propriedades compartilhadas com o estímulo original” (p. 92).

Entre essas propriedades compartilhadas, vale citar:

- similaridade física
(cor, formato, textura, brilho etc.)
Exemplo: gato é fisicamente similar ao cachorro

- efeito gerado no organismo
(prazer, aversão, indiferença etc.)
Exemplo: tecido macio gera a mesma sensação que afagar o cachorro


Algumas extensões de tato são condizentes com as práticas da comunidade verbal:
Chamar de “au-au” a outros cachorros.

Outras extensões se baseiam em propriedades diferentes daquelas utilizadas pela comunidade verbal:
Chamar de “au-au” tecidos felpudos, gatos, bichos de pelúcia.

A extensão denominada metafórica é um exemplo desse segundo caso.

Na definição de Skinner (1957, p. 92):


“Um segundo tipo de extensão ocorre quando o controle exercido pelas propriedades do estímulo que, mesmo presentes na situação de reforçamento, não entram na contingência respeitada pela comunidade verbal. Esse é o processo familiar da metáfora.”



GÊNESE DA METÁFORA


“Abordagens tradicionais, a partir de Aristóteles, geralmente assumiram que ... a metáfora é uma produção especial que requere uma faculdade especial de pensamento analógico. Mas o processo básico é novamente adequadamente representado pela nossa relação de três termos; a única diferença entre a extensão metafórica e genérica é o tipo de propriedade que ganha controle sobre a resposta” (Skinner, 1957, p. 92).

EXTENSÃO GENÉRICA x METAFÓRICA

Sendo assim, o processo que explica a produção da metáfora não é diferente daquele que ocorre na nomeação de qualquer objeto.

Por isso mesmo, é frequente que termos que surgiram inicialmente como metáforas acabem sendo assimilados pelos usos da comunidade verbal.

“Quando uma extensão metafórica é reforçada e estabilizada como um tato não-extendido, ela tem o efeito de isolar uma nova propriedade de estímulos, ou grupo de propriedades, que possivelmente ainda não tinham sido identificados na linguagem” (Skinner, 1957, p. 94).


Nesse sentido, as relações entre propriedades de “
amor
” e “
coração
” ou entre “
alegria
” e “
sorriso
” inicialmente apareceram como extensões metáforicas, mas acabaram sendo estabilizadas na linguagem.

De modo que, atualmente, um elemento possa
simbolizar
o outro imediatamente.

A METÁFORA E A SIMBOLIZAÇÃO

Nesse sentido, a extensão metafórica pode auxiliar a explicar relações arbitrárias entre estímulos.

Metáforas estabilizadas pelas práticas da comunidade verbal podem se tornar símbolos de outros objetos, eventos ou propriedades de objetos ou eventos.

VARIÁVEIS DE CONTROLE DA EXTENSÃO METAFÓRICA


A metáfora propriamente dita não pode derivar de:
- similaridades físicas evidentes entre os estímulos;
- relações arbitrárias previamente reforçadas pela comunidade verbal.

Portanto, sua origem deve ser encontrada em aspectos idiossincráticos da história do falante.

FUNÇÕES PRAGMÁTICAS DA METÁFORA


Nesse sentido, a metáfora pode auxiliar a compreender as variáveis que afetam aquele indivíduo que a proferiu.

Essa característica pode auxiliar em intervenções na clínica, na educação e em todos os âmbitos sociais.


Problemas do uso da metáfora no campo científico


Em contrapartida, no campo dos estudos científicos precisa-se tomar cuidado com as metáforas, pois elas precisam ser analisadas diante das consequências práticas que produzem. Ou seja, é importante esclarecermos a função da aplicação das metáforas nos nossos estudos.


EM SÍNTESE:

(I) a metáfora está sob a égide dos métodos científicos, uma vez que pode ser compreendida por meio de análise funcional.

(II) A gênese da metáfora é similar a de outros processos linguísticos, não requerendo “faculdades especiais”.

(III) Metáforas estabilizadas pela comunidade verbal podem ser uma das bases para o processo de simbolização e o estudo da cultura.

(IV) Respostas de extensão metafórica revelam aspectos idiossincráticos da história de vida do falante, tendo função pragmática em situações de intervenção.
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