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A exploração de ouro e diamante

HISTÓRIA: 8° Ano - 1° Bimestre - Aula 6
by

Jean Pierre

on 11 June 2013

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Transcript of A exploração de ouro e diamante

A exploração de ouro e diamante
Prof. Jean Pierre
Datas e faiscações
Milhares de pessoas se dedicavam à procura de novas lavras de ouro. Pelas leis da época, os metais preciosos eram propriedade da Coroa. A descoberta de cada lavra tinha de ser comunicada ao governo e precisava de autorização especial para ser explorada. Depois de registrada, a mina era dividida em lotes conhecidos como
DATAS
.
Descobridores:
escolhiam as duas primeiras datas
;
Rei:
ficava com a terceira data
;
Demais pretendentes:
ficavam com as datas restantes, quem tinha mais escravos ficando com mais datas
.
Divisão das datas
DATAS
Como o ouro era de aluvião era superficial, sua intensa exploração levou ao rápido esgotamento das reservas. Por volta de 1770, na decadência da atividade mineradora, as
FAISCAÇÕES
(pequenas lavras de ouro) tornaram-se comuns. O número de pessoas que nelas trabalhavam era reduzido, muitas vezes um único escravo ou um garimpeiro.
FAISCAÇÕES
A COBRANÇA DE IMPOSTOS
Foi instituída entre 1735 e 1750;
previa a cobrança de 17 gramas de ouro por escravo.
QUINTO
principal imposto sobre a extração de ouro;
20% do metal encontrado pelos mineradores pertencia à Coroa portuguesa.
CAPITAÇÃO
Em 1750, o governo português manteve apenas o imposto do quinto e fixou uma cota de 100 arrobas (cerca de 1.500 quilos) anuais para toda a área mineradora.
COBRANÇA ANUAL
DERRAMA
Cobrança dos impostos atrasados;
caso a meta não fosse atingida, a população tinha de completar a cota com seu próprio ouro.
CASAS DE FUNDIÇÃO
O governo luso procurou reprimir o tráfico de ouro implantando as CASAS DE FUNDIÇÃO, onde as autoridades recolhiam o quinto que cabia à Coroa, transformavam o ouro em barras e nelas gravavam o selo real. A partir de então, o precioso metal, que antes circulava em pó ou em pepitas, só podia circular em barras.
Revolta contra os impostos
O aumento da fiscalização na cobrança de impostos e a notícia da criação das casas de fundição indignaram os mineradores. Por isso, em junho de 1720, aproximadamente dois mil mineiros, comandados pelo tropeiro português Filipe dos Santos, tomaram a Vila Rica e exigiram do governador da capitania que não concretizasse a criação das casas de fundição. O governo, apanhado de surpresa, concordou com as exigências dos rebeldes. Em pouco tempo, o governo voltou atrás e iniciou uma dura repressão ao movimento, tendo o apoio das tropas portuguesas. Os líderes do levante foram presos, e Filipe dos Santos, condenado à morte. Seu corpo foi esquartejado e exposto em praça pública.
A descoberta dos diamantes
As pedras preciosas foram encontradas em um lugar ao norte das vilas de ouro mineiras. No início, os mineradores não sabiam que se tratava de diamantes e as usavam como fichas nos jogos de cartas. Quando as pedras foram levadas a Portugal para análise, a Coroa imediatamente ordenou que fossem cobrados na região diamantina os mesmos tributos da extração de ouro.
Por volta de 1734, para combater o contrabando, o governo português demarcou cuidadosamente a área de diamantes, isolando-a do restante da colônia, e no local, formou-se o Distrito Diamantino.
Em 1739, o direito exclusivo de explorar as pedras foi cedido a funcionários reais, chamados contratadores. Por meio de um contrato, eles exploravam as áreas diamantinas mediante o pagamento de um tributo à Coroa. Um dos mais conhecidos contratadores foi João Fernandes de Oliveira, que se apaixonou pela escrava Chica da Silva.
A duração dos contratadores durou até 1771, quando a extração de diamantes passou a ser administrada diretamente por Portugal, por meio de um órgão do governo, a Real Fazenda.
O Distrito Diamantino foi dissolvido em 1882.
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