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PLE I - Aula 1 - Plano de curso / Escrita como tecnologia e prática social.

2013.2 / Aula 1 / 01 de agosto de 2013
by

Francisco Geoci da Silva

on 7 January 2015

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Transcript of PLE I - Aula 1 - Plano de curso / Escrita como tecnologia e prática social.

ESCRITA
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
ECT / IMD
Práticas de Leitura e Escrita I
ECT 1105 / IMD 0016

como tecnologia e prática social
Tecnologia (do grego techno, "técnica, arte, ofício" e logia, "estudo") é toda e qualquer técnica, conhecimento, ferramenta utilizada pelo homem para resolver (ou facilitar a resolução de) problemas.
O que vocês entendem por tecnologia?
O que a escrita tem a ver com isso?
As mudanças sociais requerem que uma geração passe a outra os conhecimentos desenvolvidos. Nesse sentido, partindo do pressuposto de que a formação da sociedade humana dependeu, desde sempre, da comunicação, e conhecendo-se as limitações da oralidade para efeito de registro, por exemplo, podemos compreender a
ESCRITA como TECNOLOGIA.
O homem é um ser falante, não necessariamente ‘escrevente’. Com efeito, a existência de sociedades ágrafas, em pleno século XXI, bem como a enorme quantidade de pessoas que não dominam a escrita, demonstram que essa prática não é condição de sobrevivência.
No entanto, nas sociedades grafocêntricas, a escrita é essencial para que o homem se torne atuante social e culturalmente. Portanto,
ESCRITA é PRÁTICA SOCIAL.
A Escrita...
... atravessa o tempo e o espaço;
exerce uma certa "magia" nas pessoas de todas as épocas.
obedece a uma organização específica que depende da situação comunicativa a que se vincula;
Toda a história da escrita é consequência de exigências da organização social. A necessidade de fazer marcas em árvores, em pedras, em papiro ou em outro suporte qualquer com objetivos mnemônicos e comunicativos foi e continua sendo uma tecnologia com funções sociais importantes e, também, um símbolo de poder.
No nono milênio anterior à era cristã, na Mesopotâmia, os antigos sumérios desenvolveram o sistema de escrita cuneiforme, o mais antigo da história da humanidade. O objetivo era controlar rebanhos.
No antigo Egito, a escrita tinha outras funções, digamos, de cunho místico. Em rituais religiosos de homenagens aos mortos, por volta de 3000 a.C., os egípcios depositavam um exemplar do Livro dos Mortos na tumba do ente querido. Esse livro, considerado o primeiro da humanidade, continha cânticos, preces e poemas. Seu propósito era garantir que o falecido conseguisse se orientar na caminhada para o outro lado da vida.
Outra informação interessante sobre a relação dos egípcios com a escrita diz respeito ao suporte utilizado para essa atividade. A princípio, eles desenhavam em pedras os sinais que ficaram conhecidos como “hieróglifos”. Posteriormente, descobriu-se uma planta da qual surgiria o papiro. A haste do vegetal era cortada em tiras finas que, por sua vez, eram estendidas sobre uma pedra plana e batidas com uma espécie de martelo, formando uma folha na qual era possível escrever mais facilmente do que sobre as pedras.
No ano 100 d.C., os chineses inventaram o papel e a tinta, após passarem séculos usando galhos.
Por volta do ano 500 a. C., os gregos desenvolveram o alfabeto, sistema de escrita também adotado nas línguas portuguesa, espanhola, italiana, inglesa, francesa, alemã, entre outras. Porém, há de se ter cautela diante da ideia de que o alfabeto seria a etapa de maior evolução na história do aprimoramento dos sistemas de escrita. O alfabeto grego não suplantou sistemas existentes ainda hoje, a exemplo das escritas árabe e russa e da escrita iconográfica japonesa. O fato é que cada povo foi capaz de criar um sistema compatível com as suas necessidades, e cada um desses sistemas foi aprimorado à medida que as relações sociais tornavam-se mais complexas.
O acontecimento considerado um marco para a consolidação da escrita alfabética foi a invenção da tipografia por Johan Gutenberg, no ano de 1450. Foi com esse equipamento que o ourives alemão imprimiu sua primeira edição da Bíblia em latim.
Vejamos, agora, uma gravura que reproduz uma gráfica do século XVI.
Enquanto os livros iam sendo impressos pelo método de Gutenberg, as pessoas usavam pena e tinteiro para se comunicar por escrito. Depois surgiriam a caneta-tinteiro e a esferográfica.
No século XIX dá-se a invenção da máquina de escrever, que passaria por sucessivas transformações, chegando ao computador pessoal e culminando nos atuais notebooks e em outros artefatos ainda mais compactos, tais como os tablets.
 Hoje, em plena era dos computadores, escrever continua sendo uma realização humana que, se não é essencial para a sobrevivência, torna nossas experiências no mundo muito mais ricas.
Em primeiro plano, à esquerda, dois operários alimentam a prensa.
Apresentação do plano de curso de PLE I
Professora Ada Lima
Horário de atendimento:


Bolsista Wilson Azevedo
Horário de atendimento:
EMENTA DA DISCIPLINA

Práticas de leitura e escrita para as áreas das Ciências Exatas e Tecnológicas, concentrando-se nos seguintes aspectos: escrita como tecnologia; leitura como processo de semiotização; discurso, texto e linguagem como dimensões inter-relacionadas.
CRONOGRAMA

•Encontros presenciais
Agosto: 01 – 08 – 15 – 22 – 29
Setembro: 05 – 12 – 19 – 26
Outubro: 10 – 17 – 24 – 31
Novembro: 07 – 14 – 28

•Encontros a distância (via SIGAA)
Agosto: 23
Setembro: 20
Outubro: 18
Novembro: 01

•Avaliações culminativas
1ª avaliação (média das atividades pelo SIGAA): peso 4.
2ª avaliação (presencial) – 10 de outubro: peso 5.
3ª avaliação (média das atividades presenciais): peso 6.

Exame final: 28 de novembro.



CONTEÚDO

1. Fundamentos gerais. 1.1. Escrita como tecnologia e prática social. 1.2. Leitura como processo de semiotização. 1.3. Informações implícitas, figuratividade e processos de inferenciação. 1.4. Gêneros discursivos e sequências textuais. 1.5. Considerações sobre discurso, texto e linguagem (como dimensões inter-relacionadas).

2. Organização do texto. 2.1. Coesão textual. 2.2. Fatores de coerência discursiva. 2.3. Progressão discursiva. 2.4. Paragrafação.

3. Noções de escrita e reescrita.

4. Aspectos da norma culta. 4.1. Problemas mais recorrentes no texto escrito.
METODOLOGIA

Aulas expositivo-dialogadas.
Orientação de leituras.
Atividades presenciais e a distância.
Aplicação de atividades de escrita e reescrita.
Correção socializada das atividades.
Atendimento individualizado.
Avaliação processual.
REFERÊNCIAS

** Básicas

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: texto, semântica e interação. 3. ed. São Paulo: Atual, 2009.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Unesp, 1998.
FARACO, Carlos Alberto; TEZZA, Cristóvão. Oficina de texto. 7. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.
FIGUEIREDO, L. C. A redação pelo parágrafo. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1999.
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: leitura e redação. 5. ed. São Paulo: Ática, 2006.
__________. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2006.
GARCEZ, L. H. do C. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
HORCADES, Carlos M. A evolução da escrita: história ilustrada. 2. ed. Rio de Janeiro: SENAC Rio, 2007.
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2011.
__________. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2011.
MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
PERROTA, Claudia. Um texto para chamar de seu: preliminares sobre a produção do texto acadêmico. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre. Art.Med, 1998.
VIANA, Antonio Carlos. Roteiro de redação: lendo e argumentando. São Paulo: Scipione, 2004.
Cabe ressaltar que a escrita consiste na sistematização de um código a ser compartilhado e seguido por um grupo. Desse modo, escrita e leitura são processos indissociáveis: ao passo que o grupo conhece o sistema em que se baseia determinado material escrito, pode-lhe atribuir sentidos; a isso chamamos leitura.

Assim, concluímos que a escrita, a exemplo das demais tecnologias, exige que seus usuários dominem seus mecanismos para utilizarem-na em prol do desenvolvimento social.
Vejamos, a seguir, um exemplo de escrita.
REMOC ORODA UE
LEM MOC ANANAB
AIEVA E
Vejamos o anúncio de emprego a seguir.

Só se trata de um texto se for possível atribuir a ele sentido.

Será que, com algumas pistas sobre o sistema adotado para a escrita desse texto, será possível lê-lo?
É possível ler esse texto?
Trata-se, de fato, de um texto?
Vamos às dicas: no hebraico e no árabe, os textos são escritos e lidos em linhas horizontais e de cima para baixo (como na língua portuguesa), mas da direita para a esquerda.

E agora, vocês acham que estão diante de um texto?
O texto do outdoor está escrito em um código específico da área de programação, designado linguagem C. Para atribuir sentido ao enunciado, o leitor precisa dominar o sistema de escrita adotado em sua elaboração.

Com essa dica, vocês conseguem ler o texto?

Por que será que o anúncio de emprego foi elaborado dessa maneira?
A sequência de caracteres apresentada no outdoor forma a frase "now hiring", que corresponde a "estamos contratando" em língua portuguesa.

A empresa responsável pelo anúncio deixa clara, portanto, a preferência por contratar pessoas que conheçam a linguagem C.
Diante de tudo o que discutimos, podemos concluir que...
... a escrita é uma tecnologia que tem papel fundamental na criação de outras tecnologias;
a tecnologia altera não apenas os modos de agir no mundo, como também a maneira de nos relacionarmos com ele. Assim ocorre com a escrita;
Nas sociedades grafocêntricas, o cidadão precisa dominar a tecnologia da escrita, com o fim de atuar social e culturalmente, haja vista a demanda dessa prática nas esferas sociais em que atua;
Não podemos dissociar leitura e escrita. Para lermos, alguém precisa ter escrito e, ao escrevermos, fazemos uso de informações adquiridas em práticas de leitura e escrita anteriores.
Até a próxima aula.
Professores

ECT - Ada Lima, Edna Rangel, José Romerito & Lauro Meller

IMD - Francisco Geoci, Lucélio Aquino & Tamyris Rezende
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