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Figuras de linguagem

Painel com descrição das principais figuras de linguagem e atividades para aplicação imediata do conteúdo.
by

Alexandre Braga

on 30 June 2016

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Transcript of Figuras de linguagem

Há diversas expressões que não devem ser interpretadas ao pé-da-letra. "Engolir sapo" é uma delas. Quer ver outras? "Rodar a baiana", "ficar verde de fome", "ficar com o coração na mão", "pisar na bola", "entrar numa fria" etc. Trata-se de construções em que o sentido literal é subvertido em prol da expressividade do ato de comunicação.
Toda palavra ou construção linguística é dotada de um sentido literal ou denotativo, isto é, um significado próprio", mais usualmente empregado. Alguns termos e expressões, porém, transbordam usos mais engessados e inovam ao tornar expressiva a mensagem do falante. A subversão do sentido original da palavra por meio do processo criativo da comunicação ganha corpo nos empregos literários, figurados ou conotativos das estruturas, provocando efeitos de elaboração formal da linguagem.
Denotação, conotação e expressividade
Metonímia
Metonímia é a figura de linguagem que consiste na substituição de uma palavra por outra em razão de haver entre elas uma relação de interdependência, de contiguidade, de proximidade.
Prosopopeia
Comparação e metáfora
Comparação
é a figura de linguagem que consiste em aproximar dois seres pela semelhança, de modo que as características de um sejam atribuídas ao outro, e sempre por meio de um elemento comparativo expresso: como, tal, qual, semelhante a, que nem etc.
Os recursos da expressividade na língua OU
A subversão do literal pelo literário
Figuras de linguagem
Hipérbole
Hipérbole é a figura de linguagem que consiste em expressar uma ideia com exagero.
Metáforas do cotidiano
As metáforas, ao contrário do que se possa imaginar, fazem parte da linguagem cotidiana e são fundamentais em nosso processo de conceitualização do mundo. Nosso sistema conceitual é metafórico por natureza, de modo que a metáfora é uma ferramenta para compreender e experienciar uma coisa em termos de outra.

Os elementos "comparados" nesse processo se dividem em dois domínios:
alvo
(sistema que consiste, de fato, no assunto) e
fonte
(ferramenta imagética a partir da qual se fala do alvo).

Vamos entender melhor? Imaginemos o domínio do amor. Se quisermos falar de amor em termos de jogo, podemos dizer, por exemplo, que "Para conquistar um amor, é preciso dominar as estratégias" ou "No jogo do amor, é preciso brigar pelo posto de titular, pois ficar no banco de reserva, ninguém merece". Falamos de AMOR em termos de JOGO, ou seja, compreendemos o domínio-alvo AMOR a partir do domínio-fonte JOGO.

Mapeamos as metáforas assim: DOMÍNIO-ALVO É DOMÍNIO-FONTE. A partir daí, já parou para pensar em quantos mapeamentos de metáforas podemos fazer? Seguem mais exemplos:
AMOR É VIAGEM
- "Se quiser
ir mais longe
, diga a seu namorado que o relacionamento precisa
seguir em frente
".
FUTEBOL É GUERRA
- "Agora é
mata-mata
: o
inimigo
guardou os melhores
artilheiros
para
fuzilar
nossa equipe".
AMOR É NEGÓCIO
- "
Vale investir
em um relacionamento que não
dá retorno
?
DISCUSSÃO É GUERRA
- "O professor foi
arrasado
pelos argumentos
bombásticos
dos alunos".
Eufemismo
Ironia
O eufemismo é o emprego de palavra ou expressão mais suave no lugar de outra considerada desagradável ou chocante.
Na tirinha de Hagar reproduzida ao lado, por exemplo, Helga utiliza a expressão "estar no trono" no lugar de "fazer cocô" ou "cagar", termos que poderiam ser considerados desagradáveis ou constrangedores por seu ouvinte. Por sinal, as necessidades fisiológicas humanas são frequentemente alvos de eufemismos: "fazer o número um / dois", "aliviar-se", "fritar uns bolinhos", "passar um fax", "tirar água do joelho", "atender ao chamado da natureza", "largar um barro", "sujar a louça" etc.
O eufemismo pode ser hipócrita e disfarçar uma verdade, como na tirinha do Recruta Zero, reproduzida à esquerda. O sargento, que já ultrapassou a marca da obesidade, afirma ter "pneuzinhos", como um indivíduo com sobrepeso poderia afirmar.
O eufemismo pode, ainda, mesclar-se à ironia, adicionando um tom crítico ao comentário que se faz. Hagar, ao dizer ao filho que aprender boas maneiras à mesa é importante para o caso de ele jantar com o rei, está, na verdade, dizendo que esse conhecimento é inútil, afinal as chances de ser convidado para um jantar com o rei são mínimas.
Ultrapassando a linha da hipocrisia, usar um eufemismo em situações em que a verdade pode ser uma ameaça é uma questão de estratégia, como na tirinha acima, em que o cão precisa mentir sobre sua profissão para alimentar as expectativas positivas de seu sogro quanto ao futuro que pode oferecer à sua noiva, e na tirinha ao lado, em que a mulher, temerosa da reação do marido, "prepara o terreno" para contar-lhe que bateu o carro.
A imagem ao lado apresenta uma comparação entre dois elementos: o militar sem guerra e o jardim sem flores. A base da comparação é o vazio comum a ambos: da mesma forma que o militar precisa se ocupar de conflitos, o jardim precisa ser preenchido com flores. Anular os conflitos e as flores significaria destituir esses elementos de propósito.
Metáfora
é a figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra com sentido que não lhe é comum ou próprio, sendo esse novo sentido resultante de uma relação de semelhança, de interseção entre dois termos.
Se afirmamos que Maria é uma flor, é porque ela compartilha com a flor algumas características, como delicadeza, perfume, beleza etc. Perceba-se a ausência de conector de comparação: estabelece-se uma relação de igualdade (Maria = uma flor).
Delicadeza
Perfume
Beleza
Maria
Flor
Na tirinha ao lado, encontramos mais uma metáfora: fazendo uma correspondência entre o mundo real e o da fantasia, o cartunista estabelece semelhanças que serão a base da figura de linguagem. João e Maria equivalem ao governo, por compartilharem uma característica: são distribuidores; a verba pública e as migalhas também têm traços em comum, como a insuficiência enquanto recursos; os pássaros e os políticos, enfim, assemelham-se pelo oportunismo com que se servem dos bens distribuídos.
Figura de linguagem
é uma forma de expressão que consiste no uso de palavras em sentido figurado, isto é, em um sentido diferente daquele em que elas são empregadas normalmente.
A imagem ao lado sugere que o menino chorou "rios de lágrimas", expressão de exagero muito comum entre as pessoas mais dramáticas. Vejamos outras hipérboles?
"Eu quero ter
um milhão de amigos
e, bem mais forte, poder cantar" - Roberto Carlos.
Já falei com o garoto
mil vezes
, mas ele não obedece.
Vamos depressa para casa, que
estou morto de fome
!
Assim, meu coração
explode
de tanta emoção!
Miranda está dentro deste banheiro
há séculos

No vídeo abaixo, confira uma animação com a música "Exagerado", de Cazuza, e destaque as hipérboles que você encontrar.
EXAGERADO
Cazuza

Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade

Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar

Por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais

Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado

Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
No marcante "Poema de Sete Faces", de Carlos Drummond de Andrade, registramos uma ocorrência interessante de metonímia: "O bonde passa cheio de pernas: / pernas brancas pretas amarelas." A imagem das pernas faz referência às pessoas a quem elas pertencem. Assim, fica mais fácil compreender que o poeta, por opção, empregou o termo "pernas" no lugar de "pessoas" a partir de uma relação de contiguidade entre eles. Com que objetivo? Vamos lá: a imagem de pernas no bonde não é muito mais expressiva da quantidade de pessoas que lotavam a condução do que a imagem dessas próprias pessoas? A impressão de dinamismo, velocidade e desordem não é muito maior?
Veja mais exemplos de metonímias a partir da relação de substituição operada no emprego da figura:
O autor no lugar da obra:
"Ler
Clarice Lispector
é terápico para mim". (a obra da autora)
A marca no lugar do produto
: "Você já tomou o seu
danone
?". (iogurte)
O continente no lugar do conteúdo
: "Preparar
pratos
sofisticados não é comigo!". (refeição)
O efeito no lugar da causa
: "Respeite
os cabelos brancos
de sua avó". (a idade, o idoso)
O abstrato no lugar do concreto
: "
O amor
é cego". (o amante)
A parte no lugar do todo
: "Você não tem sequer
um teto
para morar!". (uma casa)
A causa no lugar do efeito
: "Sou alérgico a cigarro". (à fumaça do cigarro)
Analise a letra de "O quereres", de Caetano Veloso, e descubra algumas metonímias:

Onde queres revólver, sou coqueiro
Onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

(...)
Personificação ou prosopopeia é a figura de linguagem que consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações próprias dos seres humanos a seres inanimados ou irracionais.
Ironia é a figura de linguagem que consiste em afirmar o contrário do que se quer dizer.
Na tirinha acima, um polvo conversa com outro, que aparenta ter praticado muita musculação. Tanto o ato de conversar quanto a aparência musculosa são atributos específicos da espécie humana, de modo que os animais foram personificados.
Para aliviar seu estresse, o panda da tirinha abaixo costuma fumar, um hábito tipicamente humano. Além disso, ele se dirige ao leitor, numa ação que seria exclusiva de nossa espécie. Encontramos aqui uma prosopopeia ou personificação.
Suponhamos que sua mãe tenha saído para fazer compras e você, muito arteiro, tenha tido a ideia de fazer brigadeiro. Ao final do processo, a cozinha está toda suja. Sua mãe, ao retornar, diz "Que belo cenário você me deixou nesta cozinha, hein?". Existe alguma chance de pensar que sua mãe estivesse realmente elogiando a bagunça? Não. A frase, portanto, é irônica, pois a mãe disse algo com a intenção de comunicar exatamente o contrário.
Outro tipo de ironia diz respeito à situação: o efeito da ação é contra o desejado e o esperado. Vejamos os exemplos a seguir: na tirinha ao lado, a senhora liberta o pássaro, imaginando que ele fosse voar para longe, mas ele volta para casa; na tirinha abaixo, a criança é proibida de sair de casa por causa da violência, mas adquire e consome jogos tão ou mais violentos.
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