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Myrtes Alonso - A gestão/administração educacional no contexto da atualidade.

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Phronesis Educacional

on 24 June 2017

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Transcript of Myrtes Alonso - A gestão/administração educacional no contexto da atualidade.

É PRECISO MUDAR...

A administração escolar em todos os níveis, mais especialmente a que se realiza na unidade escolar sob a responsabilidade do diretor, tem sido alvo de inúmeras críticas nos últimos anos, suscitando um revisão profunda de seu significado e importância para a consecução dos objetivos educacionais almejados pela escola. Isso tem se acentuado cada vez mais à medida que as atividades administrativas ganham vida própria, distanciando-se das atividades-fim, que constituem a razão primeira das organizações educativas e em função das quais elas se justificam. Essa crítica se torna tanto mais expressiva ao se propor que a escolha do diretor de escola seja feita exclusivamente por um processo eletivo, deixando-se de lado a exigência de requisitos especiais de formação tradicionalmente estabelecidos.
A DESCENTRALIZAÇÃO DAS DECISÕES

De outra parte, nota-se uma tendência crescente para a descentralização do poder em todas as áreas, como forma de agilizar o processo decisório, colocando-se o poder de decisão em níveis cada vez mais próximos do local onde os problemas ocorrem. Esse fato encontra justificativa:
1) de um lado, na velocidade com que ocorrem as mudanças no mundo atual e as novas demandas delas decorrentes e;
2) de outro, na ampliação do desejo de participação das pessoas nas decisões que afetam diretamente o seu trabalho e/ou a sua existência, fruto da expansão dos ideais de democratização.
A ESCOLA DEVE ACOMPANHAR OS ANSEIOS DA SOCIEDADE

Ocorre que, numa sociedade em mudança muito rápida, é fundamental que a organização mantenha uma relação dinâmica com o ambiente externo, o que requer a existência de instrumentos de captação e elaboração de informações provenientes do meio exterior, que permitam proceder às alterações necessárias nos processos existentes de forma a adequá-los às novas demandas, o que é incompatível com a existência de estruturas rígidas.
As empresas em geral têm procurado modernizar-se a fim de sobreviver em um mercado altamente competitivo, o que demanda a formação de administradores ágeis, sensíveis às necessidades de mudança capazes de assumir o processo mantendo o que é essencial à continuidade desse tipo de empreendimento.
A RESISTÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR ÀS MUDANÇAS

A administração educacional tem se mostrado mais impermeável e mesmo resistente à mudança, o que se explica em grande parte pela dificuldade de romper com a condição de subordinação das escolas ao sistema de ensino, uma vez que a definição das políticas públicas e as condições de funcionamento das escolas são definidas externamente e, muitas vezes, em desacordo com as necessidades decorrentes do cotidiano escolar. A tendência atual, entretanto, é caminhar para a descentralização, atribuindo-se à escola maior poder de decisão, embora nem sempre acompanhado das condições necessárias para o exercício dessa autonomia, conferindo-lhe ao mesmo tempo a responsabilidade pelos resultados finais, ou seja, sucesso ou fracasso escolar.
CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA ATUAL (MODELO TRADICIONAL)


A base estrutural é o modelo burocrático de concepção funcionalista com ênfase na produção, entendida aqui como acumulação de “conhecimentos” (entenda-se informações/reproduções); fechada para o meio exterior, não estabelece trocas com ele. A concepção e a execução constituem atividades distintas, requerendo competências também diferentes; como decorrência, alguns planejam, decidem, enquanto outros executam, obedecem. Administrativo e pedagógico estão separados, independentes, construindo níveis de ação e de autoridade diferentes.
O papel do diretor resume-se em:
manter a ordem;
cumprir a legislação;
garantir o cumprimento das obrigações estabelecidas oficialmente (papéis e funções);
resolver problemas que não podem ser solucionados pelo professor ou que envolvam outras instâncias;
representar a escola junto aos níveis superiores do sistema de ensino (no uso da rede pública especialmente) e da mantenedora (no caso da escola particular).
Essa escola correspondia às necessidades e expectativas da sociedade em outras épocas da História, antes do advento da chamada Revolução Tecnológica que, segundo os autores, marca o fim de uma era, a industrial, dita também modernidade.
CARACTERÍSTICAS DA SOCIEDADE PÓS REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

Com o advento da Revolução Tecnológica encontramos uma sociedade totalmente diversa, apresentando características que em nada se assemelham às do passado:
1) Não existem verdades absolutas, tudo é provisório, gerando incerteza;
2) O ambiente é instável, as situações e os problemas que serão enfrentados são imprevisíveis e as soluções terão de ser encontradas rapidamente pelas pessoas: portanto, de nada valem as receitas do passado, as fórmulas existentes;
3) A competitividade é uma marca dessa sociedade: a disputa é muito grande, vence o melhor, o mais preparado, o mais ágil, o mais criativo;
4) Não basta “saber” – o conhecimento no abstrato -, é necessário que ele esteja atrelado ao “fazer”, ou seja, o conhecimento só é importante se tiver utilidade e levar ao desenvolvimento de habilidades que permitam resolver os problemas concretos;
5) As informações estão em toda parte e são acessíveis a todos; a escola é apenas um dos locais onde se aprende, se adquire informações logo, é necessário rever a sua função, redefinir o seu trabalho considerando essa nova realidade social;
6) O trabalho em equipe é importante, é fortalecedor em todos os níveis; deve, pois ser aprendido e incentivado;
7) A educação é um trabalho cada vez mais complexo que envolve toda a sociedade; portanto é impossível imaginar a escola trabalhando sozinha, isolada.
OS 2 GRANDES DESAFIOS DA ESCOLA HOJE:

Certamente, a educação terá de enfrentar o desafio da mudança se quiser sobreviver e, para tanto, deverá rever o significado social do trabalho escolar na época atual, equacionando corretamente as novas demandas e avaliando a sua eficicácia para proporcionar melhor qualidade de vida a todos os homens. Essas mudanças devem considerar os diferentes tipos de demandas e expectativas colocadas para a educação:
1) de um lado, atender às modernas exigências econômicas e sociais decorrentes da expansão do mercado e da globalização;
2) de outro, possibilitar a reconstrução de culturas nacionais e locais, preparando os jovens para uma participação efetiva no social.

AINDA FALTA MUITO CHÃO...

Nota-se que as mudanças introduzidas pelos sistemas de ensino, na tentativa de responder aos novos desafios, não têm sido satisfatórias tanto em termos da formação de professores como da preparação dos dirigentes. Em grande parte porque os programas de educadores têm se mantido fiéis à concepção do ensino como atividade instrumental, separando a teoria da prática. Por outro lado, esses cursos ainda não incorporaram o uso de tecnologias da informática e da telecomunicação como recursos para ampliar o acesso à informação e para favorecer a criação de ambientes de aprendizagens que enfatizem a construção de conhecimento.
A DICOTOMIA PEDAGÓGICO-ADMINISTRATIVA

De outra parte, a forma como os dirigentes encaram o seu trabalho e o desempenho do seu papel revela, com frequência, um descompromisso com o pedagógico, deixando os resultados do desempenho escolar sob a responsabilidade estrita do professor e, eventualmente, dos coordenadores pedagógicos, quando existem. Essa dicotomia pedagógico-administrativa instalada na rotina escolar com o objetivo de definir responsabilidades tem se mostrado altamente prejudicial ao ensino e á aprendizagem, não encontrando respaldo na literatura dominante. Além disso, a forma como a escola está organizada, o modelo estrutural em que está assentada, as pressões dos órgãos superiores para o cumprimento de rotinas burocráticas, tudo isso corrobora a permanência das concepções tradicionais dominantes, em detrimento de outras mais coerentes com modernas propostas de trabalho em equipe e com o desenvolvimento de uma proposta coletiva para a escola, ainda que o discurso pedagógico proponha essas medidas.
O ADMINISTRATIVO DEVE SERVIR SEMPRE AO PEDAGÓGICO

Torna-se, pois, evidente que não basta preparar os dirigentes para uma aplicação da tecnologia ás suas tarefas estritamente burocráticas. É preciso mais do que isso: é necessário que eles atentem para o significado desse trabalho como meio para a realização dos objetivos educacionais de natureza pedagógica, razão última da existência da escola. Compreender as tarefas administrativas a partir do trabalho pedagógico, de suas exigências e das novas demandas educacionais é condição fundamental para que se redirecione o fazer administrativo, de modo a facilitar a introdução das mudanças necessárias na prática docente e no desenvolvimento das propostas pedagógicas da escola.
A transformação que se busca exige uma nova visão: mais criativa, menos acomodada, mais participativa, mais ética, mais democrática e tecnologicamente mais exigente. Requer, portanto, a preparação de profissionais dinâmicos, professores e administradores escolares capazes de promover e conduzir as mudanças necessárias.
AS NOVAS DEMANDAS DAS ESCOLAS

1) Não restam dúvidas de que
os controles centralizados terão de ser substituídos por formas de administrar mais flexíveis e mais ajustadas a cada situação, demandando, para tanto, maior autonomia das escolas e de seus membros, especialmente dos professores.
2) Exigirá também novas alianças da escola com múltiplas agências da sociedade civil e política. Isso significa que o professor será também gestor desse processo educativo; portanto, o seu trabalho não poderá mais ser concebido isoladamente, mas sim em conjunto com os colegas e a partir de proposições mais amplas, que extrapolam os limites de uma disciplina ou sla de aula. Alunos e suas famílias, comunidades locais e regionais compõem o grande quadro de responsáveis pela educação.
TRANSMISSÃO DE INFORMAÇÕES NÃO GARANTE O CONHECIMENTO E A APRENDIZAGEM

Aprendizagem é um processo que requer elaboração pessoal; o conhecimento não é adquirido de fora para dentro, mas é construído pelo indivíduo e, para tanto, é necessário que aquilo que se pretende ensinar seja significativo para ele. Aprendizagem e desenvolvimento são conceitos interligados; é importante saber aonde se pretende chegar e de que forma essas conquistas ajudam o indivíduo em seu processo de desenvolvimento. As informações constituem apenas a base para se chegar ao conhecimento; portanto, a simples transmissão de informações não garante o conhecimento e a aprendizagem.
FUNÇÕES DA ESCOLA NESSA SOCIEDADE

1) Formar o cidadão, participante, ativo, consciente do social;
2) Formar o “ser humanizado”, o seu lado cognitivo, afetivo, social e moral, capaz de conviver com a diversidade (em todos os sentidos);
3) Propiciar o desenvolvimento de habilidades cognitivas para pesquisar escolher, selecionar informações, criar, desenvolver ideias próprias, participar etc.;
4) Propiciar o desenvolvimento de capacidades, habilidades e atitudes, oferecendo ambientes de aprendizagem e oportunidades de vivência;
5) Preparar o aluno para ingressar no mundo do trabalho, propiciando o desenvolvimento de habilidades gerais, de competências amplas, compatíveis com a versatilidade, capacidade de ajustar-se a novas situações de trabalho.
E VIVA A REVOLUÇÃO... (NOVOS PAPÉIS)

Para cumprir essa missão e assumir tais funções a escola terá de sofrer alterações estruturais e organizacionais, de forma a ganhar maior flexibilidade e maior coerência com a proposta educacional requerida e almejada. Da mesma forma, o papel do professor terá de ser revisto: deixa de ser o simples transmissor e repassador de um conhecimento já produzido para tornar-se o mediador do conhecimento, o mobilizador de energias, aquele que investiga e aprende junto com os alunos, descobre e favorece o desenvolvimento de talentos, instiga a busca e a descoberta.
POR UM ESCOLA AUTÔNOMA!

Contrariamente ao modelo anterior, a escola terá e ser vista como uma organização construída socialmente; portanto, com ênfase no processo de interação social que aí se desenvolve antes que nos aspectos formais que a caracterizam, impondo limites rígidos e intransponíveis. Ainda que constitua uma unidade dentro de um sistema mais amplo, cada escola terá de ser vista em sua identidade própria, e para tanto ela necessita de autonomia.
A Abertura para o meio exterior será condição para mantê-la em relação estreita com o seu ambiente ( social), com a comunidade a que serve, de tal forma que possa identificar as necessidades locais e estabelecer as parcerias necessárias.
Tudo isso indica a importância da administração descentralizada, que deve ser baseada nas condições da própria escola, embora atrelada a diretrizes gerais e recebendo o apoio necessário, tanto material quanto humano, para a realização de suas propostas.
E A GESTÃO COMO FICA NESSA NOVA ESCOLA?

1)Quanto à forma de gestão, horizontalidade em substituição à hierarquia.
2) Decisão e execução não se separam, ficam no mesmo nível.
3) Flexibilidade estrutural, capaz de ajustar-se às diferentes situações.
4) Papéis e funções não são preestabelecidos, vão se configurando e reformulando conforme as necessidades.
5) Com base em uma autoridade centrada na competência antes que no cargo e legitimada pelo grupo antes que pela lei, lideranças emergentes e situacionais devem ser estimuladas.
6) Valoriza-se o compromisso, a responsabilidade pelos resultados do próprio trabalho.
7) A qualidade é intrínseca, definida por critérios elaborados pelos que fazem e pelos que recebem o serviço; os atores são todos os membros da escola – educadores e educandos.

Uma vez que a escola é responsável pela formação das novas gerações e estas terão de ser preparadas para participar ativamente da sociedade, não há como ignorar as demandas provindas desse contexto social. Ocorre que tais demandas se mostram incompatíveis com a situação educacional existente, mesmo porque elas requerem pessoas formadas com características bem distintas daquelas formadas pela escola tradicional e isso exige mudanças na organização escolar e no trabalho educativo em geral.
PAPEL DO DIRETOR NA ESCOLA RENOVADA

Da parte das escolas – e da administração escolar – o que se espera que aconteça:
• Promova mudanças estruturais – flexibilidade;
• Utilize os diferentes espaços de informação;
• Faça parcerias com outras instituições;
• Incorpore a tecnologia na aprendizagem;
• Viabilize a participação dos alunos nas decisões de forma responsável;
• Estimule a aprendizagem ativa e a participação em projetos;
• Propicie o desenvolvimento profissional dos professores e administradores;
• Favoreça a participação da comunidade na escola – conselhos consultivos;
• Abra a escola para o meio exterior, extraindo do social os elementos necessários ao processo de mudança e renovação da instituição;
• Assuma com responsabilidade os resultados do trabalho escolar – sucesso ou fracasso – e defina a sua política de ação a partir deles;
• Coloque o administrativo a serviço do pedagógico pondo em execução o Projeto Pedagógico da Escola, elaborado com a comunidade escolar;
• Mantenha o currículo e a sua implementação no centro das atenções, definindo prioridades em função dele.
AS AÇÕES DO DIRETOR NA ESCOLA RENOVADA

Para desempenhar de forma satisfatória tantas e tais atribuições e responsabilidades, os administradores/ gestores escolares deveriam agir no sentido de:
1) Dinamizar o trabalho escolar ampliando o espaço de ação da escola;
2) Organizar o trabalho de forma cooperativa e responsável;
3) Exercer a função com eficiência e liderança, descobrindo potencialidades e aproveitando-as em prol da causa comum;
4) Fortalecer a autonomia da instituição representando-a e lutando por suas ideias, trabalhando na captação de recursos para realizar as suas propostas;
5) Trabalhar com a comunidade de forma ordenada e produtiva, criando mecanismos de comunicação interna e externa eficientes e desenvolvendo canais efetivos de participação, promovendo ações que envolvam os vários setores.
6) Reconceber o papel do gestor escolar no atual contexto social é condição necessária, mas não suficiente, para a viabilização do processo de mudança organizacional e institucional almejado, uma vez que esbarra na rigidez dos limites estabelecidos pela máquina burocrática do sistema de ensino.

Assim sendo, é fundamental o desenvolvimento de uma consciência crítica coletiva dos gestores educacionais em diferentes níveis, no sentido de trabalharem juntos e de forma organizada para o encaminhamento de novas e profundas mudanças nas escolas e nos processos educativos que lhes competem.
Possui graduação em Pedagogia pela Universidade de São Paulo(1953), mestrado em Educação pela George Peabody college for Teachers(1964) e doutorado em Educação (Psicologia da Educação) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo(1974). Atualmente é Professora Titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Tem experiência na área de Educação. Atuando principalmente nos seguintes temas: Direcao Escolar, Teorias, Gestão Escolar, Escola Pública, Diretor.
EU QUERO SABER DE VOCÊ...

Você acha que os gestores estão sendo formados para as reais necessidades que a escola apresenta hoje?
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