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Bach_Lic_Unidade 5 - Processo adm med + TIV

Aula CIS_ICS_2015
by

Simone Godoy

on 2 September 2016

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Transcript of Bach_Lic_Unidade 5 - Processo adm med + TIV

- Pressupostos do Comitê de Qualidade no Cuidado em Saúde da América do Instituto de Medicina - EUA
“... Primum non nocere”

“... pode parecer um princípio estranho anunciar como requisito básico, em um hospital, que não se deve causar dano ao doente...”
"Notes on nursing", Florence Nightingale, 1863


a seguranca de pacientes é parte integrante da profissão de enfermagem desde o inicio da enfermagem moderna


Segurança...
ERG 0343 - Cuidado Integral em Saúde III
ERG 0234 - Integralidade do Cuidado em Saúde III

Unidade 5 -
O processo de administração de medicamentos em serviços de saúde

Profa. Simone de Godoy
2016
Referências
Os erros de medicação nos hospitais
- O problema é mundial
- Na Inglaterra, um levantamento em 19 hospitais apontou que uma em cada dez prescrições contém erros, 1,7% deles com grande risco de levar o paciente à morte

Medicina & Bem-estar
N° Edição: 2139 | 05.Nov.10
Administrar medicamentos é
um processo complexo:
- várias etapas
- série de decisões
- ações inter-relacionadas

Envolve:
-Profissionais (várias disciplinas)
-paciente.
1999, Instituto de Medicina nos EUA: To Err is Human: Building a safer health system
erros devido aos medicamentos ocasionam cerca de 7391 mortes anuais de americanos nos hospitais e mais de 10.000 mortes em instituições ambulatoriais, metade desses erros relacionados à falta de informação sobre a
dose
correta;
frequência
e
via
de administração.
Todo paciente sofrerá 1,4 erros na medicação durante a hospitalização
Cada 1000 prescrições, 4,7 erros.
Para 1000 dias de internação, 311 erros e 19 eventos adversos a medicação
5% das prescrições haverá erros na medicação e 0,9% destes resultarão em um evento adverso à medicação.
Quanto maior o número de medicações maior o número potencial de erros: idosos e pacientes em UTIs
1997, EUA, custo anual de morbidade e mortalidade em unidades de ambulatório relacionadas aos medicamentos:
76,6 bilhões de dólares
60% destes custos poderiam ter sido evitados
Cada evento adverso à medicação aumenta a internação de pacientes em 3,23 dias

... Terminologias
Custos que não podem ser calculados, perdas...
para pacientes e familiares: sofrimento físico e emocional,
de produtividade: dias de trabalho, custos, tempo gasto relacionado à ocorrência, telefonemas, reuniões
desgaste emocional da equipe de saúde e outros.
National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention (NCCMERP) e American Society of Health System Pharmacists
Terminologias...
Segurança do paciente:
iniciativas para evitar, prevenir e reduzir resultados adversos ocorridos a partir do cuidado à saúde.

Acidentes
com medicamentos:
todos os incidentes, problemas ou insucessos,
inesperados ou evitáveis
, produzidos ou não por erro, imperícia, imprudência ou negligencia.

Erro
de medicação:
qualquer evento
evitável
, que de fato ou potencialmente, pode ter sido causado devido ao uso inapropriado de medicações ou levar a um dano no paciente enquanto a medicação esta sob o controle dos profissionais de saúde, paciente ou consumidor.

Erro de medicação: um evento evitável, ocorrido em qualquer fase da terapia medicamentosa, que pode ou não causar danos ao paciente”
Coren, 2011
Eventos adversos
relacionados aos medicamentos: qualquer dano ou injúria causada ao paciente pela intervenção médica relacionada aos medicamentos, provocadas pelo uso ou falta do uso, quando necessários.

- 0,9% dos erros de medicação resultam em um evento adverso
Ex: morte de uma criança devido a uma overdose de morfina – escrita com um zero após a vírgula é um exemplo de erro que resultou em um evento adverso.

- Quando o evento adverso é resultado de um
erro
ele é considerado
evento adverso evitável
.
qualquer efeito prejudicial ou indesejado que se apresente após a administração de doses de medicamentos normalmente utilizadas no homem para profilaxia, diagnóstico ou tratamento de uma enfermidade.

- Erro potencial: evento ou situação que poderia ter resultado em um acidente, injuria ou doença mas por sorte ou por que foi interceptado nada ocorreu.

NCCMERP, 2001

Reação adversa ao medicamento
Repercussão Mundial
- Nos EUA
diversas medidas governamentais (presidente Clinton):
- criação de um centro de melhoria da qualidade e segurança do paciente e fundos no valor de 20 milhões de dólares (aumento de 500% após o relatório)
- criação de agencias nacionais de segurança ao paciente
- organização de eventos e de institutos de segurança de pacientes
- acreditação de hospitais e ações estratégicas de várias instituições de saúde no país
- meta de reduzir os erros evitáveis em 50% em cinco anos a partir de 2000

- Inglaterra, Irlanda, Austrália, Canadá, Espanha, Nova Zelândia, Suécia e outros
criação de Institutos, Associações e Organizações.
Repercussão Mundial
-
5 de dezembro de 2001, OMS, documento “Quality of Care: patient safety”
reconhece que o problema não é novo e que as ameaças à segurança do paciente tem causas e soluções frequentemente similares entre os países.
“a situação dos países em desenvolvimento e aqueles em transição econômica merece uma atenção particular pois devido a várias causas como: qualidade dos medicamentos, abastecimento,
desempenho ruim de pessoal devido a falta de motivação, insuficiente habilidades técnicas
e a falta de financiamento dos custos operacionais essenciais dos serviços de saúde, há probabilidade desses eventos adversos serem ainda muito maiores do que em nações industrializadas”.

- tem programas como o monitoramento internacional de medicamentos
o projeto de prioridade na segurança da vacinação e os centros de segurança nas injeções com a rede Safe Injection Global Network.
No Brasil
- 5º país em consumo de medicamentos
, o primeiro lugar na América Latina e o nono lugar no mercado mundial farmacêutico em volume financeiro
- estimativa da Fundação Oswaldo Cruz indica
24 mil mortes anuais por intoxicação medicamentosa
- agosto de 2001, passou a fazer parte do Programa Internacional de Monitorização de Medicamentos da OMS
ANVISA
, iniciativas:
- Criação do Centro Nacional de Monitoração de Medicamentos
- Cursos e oficinas de trabalho multidisciplinares
- Criação da Rede de Hospitais Sentinelas, que instituiu em 2003 o Sistema de Informação de Notificação de Eventos Adversos e Queixas Técnicas relacionados a Produtos de Saúde – SINEPS.
Medicina & Bem-estar
N° Edição: 2139 | 05.Nov.10
Os erros de medicação nos hospitais

- Pesquisa realizada em cinco hospitais públicos analisou a administração de cerca de cinco mil doses de medicação.
- Detectado erros em 30% dos casos:
enganos no
horário
da administração dos medicamentos (77,3%);
erros de
dosagem
correspondem a (14,4%);
trocas na
via
de administração (6,1%);
medicamento
não autorizado
(1,7%);
troca de paciente
(0,5%).
Cassiani, 2005
Processo de administração
de medicamentos
Seleção e prescrição do medicamento
Distribuição e encaminhamento para unidades assistênciais
Preparo, administração e
avaliação da resposta
Médico
Farmácia
Enfermeiro
Equipe de enfermagem
Médico/Prescritor
Paciente
Os profissionais devem entender que suas ações podem afetar o comportamento de todo conjunto, ações:
- segurança
- consciência
- responsabilidade
- eficiência .

A
equipe de enfermagem
é a
última barreira
para evitar um erro que tenha ocorrido nos processos iniciais, o que aumenta a nossa responsabilidade.

Sistema
de
Medicação

Prescrição
Dispensação
Administração
O processo de prescrição correto = Êxito
Erros ocorrem em diferentes momentos:
- Nome do medicamento
- Dose
- No uso do ponto decimal
- Na via de administração
- No tempo de infusão
- Na interpretação das informações da prescrição
- Outros: transcrição errada, solicitações verbais, etc.
Lavalle Villalobos et al, 2007.
Dispensação e Distribuição
Função da farmácia: satisfazer as quantidades, especificações requeridas de forma segura, no tempo requerido
Segurança do paciente na administração de medicamentos
Elliot et al, 2010
1. Ilegibilidade
2. Falta de concentração/via de administração
3. Uso de abreviaturas
9 Registro certo
- Registrar na prescrição o horário da administração do medicamento
- Checar o horário da administração do medicamento a cada dose
- Registrar todas as ocorrências relacionadas aos medicamentos, tais como adiamentos, cancelamentos, desabastecimento,
recusa do paciente
e eventos adversos
- Checar somente após a aceitação e administração
- Anotar o quanto antes na evolução do paciente
- Registrar respostas do paciente ao tratamento, tanto negativas como positivas
- Todos os fatos descritos pelo paciente/cuidador ou observados pela equipe, sejam eles reações adversas, efeitos colaterais ou erros de medicação, devem ser registrados em prontuário e, notificados
- Valorizar as queixas
8 Resposta (Efeito) Certa

- Observar cuidadosamente o paciente, para identificar, quando possível, se o medicamento teve o efeito desejado
- Registrar em prontuário e informar ao prescritor, todos os efeitos
diferentes (em intensidade e forma) do esperado para o medicamento
- Manter clara a comunicação com o paciente e/ou cuidador. Considerar a observação e relato do paciente e/ou cuidador sobre os efeitos dos medicamentos administrados, incluindo respostas diferentes do padrão usual
- Monitorar resposta do paciente
Ex: insulina, analgésico, antihipertensivo, antitérmico

6 Forma de Apresentação Certa
- Checar se o medicamento possui a forma farmacêutica e via de administração
prescrita
- Checar se forma farmacêutica e a via de administração prescritas estão apropriadas à condição clínica do paciente
- A farmácia deve disponibilizar o medicamento em dose unitária ou manual de diluição, preparo e administração de medicamentos, caso seja necessário realizar a trituração e suspensão do medicamento para administração por sonda nasogástrica ou nasoentérica
- Muitos medicamentos estão disponíveis em diferentes formas de administração por várias vias
Ex: paracetamol
(comprimidos, capsulas, drágeas,
xaropes, supositórios e
ampolas EV)
7 Ação Certa
- Esclarecer dúvidas sobre a razão da indicação do medicamento, sua posologia ou outra informação antes de administrá-lo ao paciente junto ao prescritor
- Orientar e instruir o paciente sobre qual medicamento está sendo
administrado (nome), justificativa da indicação, efeitos esperados e se necessitam de acompanhamento e monitorização
- Garantir ao paciente o direito de conhecer o aspecto (cor e formato) dos
medicamentos que está recebendo, a frequência com que será ministrado, bem como sua indicação, sendo esse conhecimento útil na prevenção de erro de medicação
- Conferir se a medicação receitada é adequada a patologia apresentada

Ex: não é adequado administrar
antibiótico para infecção viral
ou vice-versa
1 Paciente Certo

Utilize dois identificadores de cada paciente:
- Fazer perguntas abertas "interação paciente-profissional"
Ex: "Por favor, o Sr.(a) pode me dizer o seu nome completo?"
- Verificar
NOME
identificado na pulseira, leito e prontuário
- Comparar o número de identificação gerado pela instituição com o da pulseira do paciente
Atenção,
NÃO
é recomendado:
- Nº do quarto, leito
2 Medicamento Certo
- Conferir se o nome do medicamento que tem em mãos é o que está prescrito
- Comparar a prescrição com o rótulo antes e durante o preparo
- Conhecer o paciente e suas alergias
- Identificar os pacientes alérgicos de forma diferenciada, com pulseira e aviso em prontuário, alertando toda a equipe
- Não administrar medicamento preparado por outra pessoa
- Valorizar questionamentos do paciente em relação ao medicamento (pcte DCNT)
- Nunca preparar medicamento de um frasco sem etiqueta ou com rótulo danificado

Cuidado com as drogas com nomes semelhantes (ex: keFLEX, keFLIN)
3 Via Certa
- Identificar via prescrita
- Verificar se é a via tecnicamente recomendada para administrar
- Verificar se o diluente (tipo e volume) foi prescrito
- Consultar o médico quando a via não vier designada na prescrição ou quando considerá-la não adequada
- Identificar no paciente qual a conexão correta para a via de administração prescrita em caso de administração por sonda nasogástrica, nasoentérica ou via parenteral
- Cuidado especial com injetáveis (risco de complicações locais ou efeitos sistêmicos fatais e imediatos)

“Apenas para uso injetável”

4 Hora Certa
-Ótimo planejamento de horários

- Preparar o medicamento de modo a garantir que a sua administração seja feita no horário correto = resposta
terapêutica adequada
- Verificar tempo prioritário de ação das drogas
- Associação/finalidade medicamentos (sono)

Medicar o paciente dentro de 30 min.
da hora prescrita (antes ou após)

Sinalização eletrônica atraso
5 Dose Certa
- Conferir atentamente a dose prescrita para o medicamento
- Doses escritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” devem receber atenção redobrada, pois podem redundar em doses 10 ou 100 vezes superiores à desejada
- Questionar aumentos abruptos e excessivos de dosagem; em sua maioria, as dosagens aumentam gradualmente
- Certificar-se de que a infusão programada é a prescrita para aquele paciente
- Verificar a unidade de medida utilizada na prescrição, em caso de dúvida ou medidas imprecisas consultar o prescritor
- Conferir a velocidade de gotejamento, a programação e o funcionamento das bombas de infusão contínua
- Realizar dupla checagem dos cálculos para o preparo e programação de bomba para administração de medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância
- Medicações de uso “se necessário” deverão, quando prescritas, ser acompanhadas da dose, posologia e condição de uso
- Dose unitária
Erros de Medicação na Prescrição Médica
Protocolos para prescrições verbais
Dupla checagem
Utilização de nomes genéricos
– caixa alta!
-hidrOXIzina e hidrALAZINA
-IDArrubicina e DAUNOrrubicina
Estratégias para Reduzir Erros de Medicação na Prescrição
Sistema informatizado
com doses máximas e mínimas de medicamentos, protocolos disponíveis, interações
medicamentosas
Padronização de nomenclaturas (nome genérico) impedindo ou reduzindo o número de abreviações
Evitar nomes coincidentes
Educação continuada
Não elimina
Resulta em aproximadamente 12% erros de medicação
Tipos de erros de dispensação
1. Omissão de dose
2. Dose excessiva
3. Medicamento com concentração errada
4. Medicamento errado
- prescrito um e dispensado outro
- não prescrito e dispensado
5. Medicamento com forma farmacêutica errada
6. Medicamento com desvio de qualidade
7. Medicamento vencido
8. Medicamento com problemas de rotulagem
9. Triagem da prescrição pelo farmacêutico
Sistemas de entrega
Medicamentos são solicitados à farmácia através da transcrição da prescrição médica
Pedidos são feitos em nomes dos setores e não dos pacientes

Desvantagens
- Trocas de medicamentos na transcrição da prescrição médica
- Aumento do potencial de erros de administração
- Dificulta controle de validade
- Armazenamento
- Incapacidade da farmácia controlar estoque
Dose Coletiva
Medicamentos são solicitados a farmácia individualmente por paciente para 24 horas de acordo com a prescrição médica, mas os setores mantém um percentual de medicamentos estocados e solicitados por dose coletiva.
Dose coletiva + individualizada
Dose Individualizada
A dispensação de medicamentos é feita para cada paciente nas 24 horas, de acordo com a prescrição médica
A dispensação é feita para cada paciente de acordo com a prescrição médica
Medicamentos são armazenados em embalagens unitárias, com horários, identificação e prontos para administração
Dose Unitária
Diminui erros de
dispensação e administração
3 Via
Certa
4 Hora
Certa
6 Registro
Certo
5 Dose
Certa
2 Medicamento
Certo
1 Paciente
Certo


7 Ação Certa
8 Forma/Apresentação
9 Resposta Certa
- Ministério da Saúde, Abril - 2013
-
Programa Nacional de Segurança do Paciente
- Estudos apontam que de cada dez pacientes atendidos em um hospital, um sofre pelo menos um evento adverso como:
Queda
Administração incorreta de medicamentos
Falhas na identificação do paciente
Erros em procedimentos cirúrgicos
Infecções
Mau uso de dispositivos e equipamentos médicos
- Ações: implementar
Seis Protocolos de Segurança do Paciente
com foco nos problemas de maior incidência
Brasil, cenário atual
Fita de dispensação individualizada
Hospital Copa D'or, RJ
Segurança na realização da TIV

CASSIANI, S.H.B. A segurança do pacte e o paradoxo no uso de med. Rev bras enferm 2005, 88 (1): 95-9.

COREN-SP, REBRAENSP Pólo SP. Erros de medicação. Definições e estratégias de prevenção. 2011.

ELLIOTT, M., LIU, Y. The nine rights of medication administration: an overview. British Journal of Nursing. v.19; n.5; 2010; p. 300-305.

REVISTA ISTO É. Disponível em http://www.istoe.com.br/reportagens/109570_OS+ERROS+DE+MEDICACAO+NOS+HOSPITAIS

POTTER, PA; PERRY, AG. Fundamentos de enfermagem. Rio de janeiro: Guanabara koogan, 7ª. Ed. 2009.

POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Guia completo de procedimentos e competências de enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier, 7ª ed., 2012.

TAYLOR, C; LILLIS, C; LEMONE, P. Fundamentos de enfermagem. Porto alegre: Artmed, 7ª. Ed. 2014.
  
WHITE, L.; DUNCAN, G.; BAUMLE, W. Fundamentos de enfermagem básica. São Paulo: Cengage learning, 2012.

INFUSION NURSES SOCIETY. Infusion nursing standards of practice, Philadelphia, 2006.

HARADA, M.J.C.; PEDREIRA, M.L.G. Terapia intravenosa e infusões. São Caetano do Sul, SP: Yendis editora, 2011.

Figuras: arquivo pessoal e internet via google imagens.
Terapia
Intravenosa
TIV

Intervenção
HABILIDADES
Cognitivas - Manuais - Afetivas
Complicações TIV
Observadas por sinais/sintomas flogísticos ou de inflamação:
- Dor
- Tumor: edema, tumefação
- Calor: aumento da temperatura da pele, Rubor: hiperemia, eritema

Complicações mais comuns da TIV:
- Flebite
- Hematomas
- Infiltração
- Extravazamento
- Oclusão
TIV
Infusão de fluidos e eletrólitos diretamente na corrente sanguínea para corrigir ou prevenir distúrbios
Indicação:
Reposição de fluídos
- Necessidade de infusão de grandes quantidades de líquido
- Solução salina, glicose, sangue e hemoderivados
Administração de medicamentos
- Substâncias irritantes que poderiam causar necrose tecidual se inoculadas por outras vias
- Quando se pretende uma ação imediata do medicamento, por exemplo em situações de urgência
Nutrição Parenteral Total - NPT
Intervenção muito comum desde sua
introdução na assistência a saúde
90% dos pacientes hospitalizados recebem
soluções e medicamentos intravenosos
Atualmente feita também em
ambulatórios, hospitais-dia, instituições
para cuidados de longa duração e
no domicilio
Booth, 2007
Fármaco colocado diretamente na corrente sanguínea
Situações de emergência = quando há necessidade de distribuição imediata
Elimina a dor de injeções repetidas
Vantagens
Se houver erro e/ou o paciente for alérgico à substância, a repercussão será imediata
Custo elevado
Desvantagens
Central com inserção periférica
– veias mais calibrosas que desembocam diretamente nas veias próximas ao coração

Periférica
– veias menos calibrosas e localizadas nas extremidades corporais
TIPOS DE PUNÇÃO
TIV Periférica - aspectos básicos
Procedimento realizado por profissionais de diferentes formações, o que causa variabilidade no desempenho
As recomendações para a prática deveriam ser usadas por todas as categorias independente do local de atuação profissional
Precauções Padrão
devem ser utilizadas
sempre
devido ao potencial para infecção para os pacientes
Infecção hospitalar: aumenta mortalidade e tempo de internação
Acesso IV: principal razão das complicações
TIV - Métodos
Misturas dentro de grandes volumes
de líquidos intravenosos
Bolus intravenoso
(introdução de uma dose concentrada de medicamento diretamente na circulação sistêmica em uma via existente ou por acesso intermitente)
Infusão paralela
(medicamento diluído em via disponível)
"Terapia Intravenosa - TIV"
Soroterapia
Soluções para infusão
- São constituídas de água (solvente) e partículas dissolvidas (soluto)
- Solutos + utilizados: NaCl, glicose em várias concentrações e KCl
- Solutos que dissolvem na água e se dissociam em partículas iônicas Na+ e Cl-, K+ e Cl- são chamados eletrólitos
- São os principais aditivos nas terapias de reposição
- Osmolaridade = concentração do soluto em determinado volume de solução
- Osmolaridade do sangue = 285-295 mOsm/L
Soluções Isotônicas
- são aquelas com a mesma osmolaridade que o plasma sanguíneo
OSMOLARIDADE entre 250 –375

EX: Solução salina - SF a 0,9%
Solução Glicosada - SG 5%
Solução de Ringer Lactato (Na, K, Ca)

- EXPANDEM o volume de fluídos mas MANTÉM a pressão osmótica sem alteração
Soluções Hipertônicas
- possui maior concentração de partículas que o plasma sanguíneo
OSMOLARIDADE ≥375

Ex: SG 10%; SG 25%; SG 50%

- AUMENTO da pressão osmótica RETIRA fluido do intracelular e
AUMENTA o fluido extracelular
- são soluções concentradas e irritam as paredes dos vasos
- não devem ser administradas em veias finas e superficiais,
- podem necrosar o tecido subcutâneo
Soluções Hipotônicas
- possui menor numero de partículas que o plasma sanguíneo
OSMOLARIDADE < 250

Ex: Solução salina - SF 0,45%

- é necessário adicionar água para diluir soluções prontas
- DIMINUIÇÃO da pressão osmótica RETIRA fluido do intravascular e AUMENTA o fluido intracelular
Informações importantes

- antes da conta -


1 gota = 3 microgotas

1 ml do equipo de macrogota = 20 gotas

1 ml do equipo de microgota = 60 gotas

G = Gotejamento (gotas/min)

V = Volume da solução (ml)

T = Tempo (horas)


Cálculo da velocidade de infusão de líquidos
Fórmulas
Assistência de Enfermagem

Selecionar local:
- Avaliar condições venosas
- Higiene e integridade da pele
- Locais Preferenciais de Punção Periférica:
- Veias do braço e antebraço
- Veias do dorso da mão
- Inspeção e palpação:
- Elasticidade
- Trajeto
- Calibre
- Observação: punção veia jugular externa
Evitar:
- Áreas com hematomas
- Fístulas arteriovenosas, enxertos vasculares ou cânulas vasculares
- Veias trombosadas, são pouco elásticas
- Evitar locais alternativos:
- tornozelos ou extremidades inferiores = potencial de complicações
- flebites, tromboses ou necrose tissular
Cuidados gerais para a venopunção
Cateteres sobre agulha "Flexíveis"
- Indicados para infusão de grandes volumes de líquidos, administrações intermitentes e/ou prolongadas
- Nomes comerciais: Abocath®, Jelco®, Insyte®...


Seleção do calibre do cateter:
- considerar tipo e tempo de infusão
- calibre da veia
- idade do paciente
* Adultos = calibre 22 é apropriado para manutenção de soluções
Posicionar o paciente confortavelmente
- Posicionar o braço do paciente: deve estar apoiado firmemente, cotovelo não deve estar dobrado, leve curvatura para evitar hiperextensão do braço






- Prescrição médica
- Bandeja
- Bolsa/frasco de solução e seringa com SF identificadas
- Óculos
- Luvas de procedimentos
- Relogio com ponteiro de segundos
- Dispositivos intravenosos periféricos
- Equipo
- Swab antisséptico / Bolas de algodão / Álcool 70%
-Torniquete (garrote)
- Fitas adesivas: esparadrapo, micropore, coberturas transparentes
- Suporte de soro
- Bomba de infusão
Materiais
Dispositivos intravenosos periféricos
Cateteres Agulhados
- Indicados para infusão de pequenos volumes de líquidos, administrações únicas ou permanência curta
- Nomes comerciais: Scalp®, Butterfly®, Venofix®


Bolsa/Frasco de Solução/Medicamento
Dispositivos para TIV
Equipo de Soro
3 Identificar e preparar o paciente
- Informar o paciente sobre todo o procedimento
- Avaliar a experiência prévia com a TIV e a preferência do local

Assistência de Enfermagem
- De preferência:

Na fossa cubital, nas veias basílica, basílica mediana, cubital mediana, cefálica ou cefálica mediana

- Acesso/monitoração/mobilidade
- Veias longitudinais do antebraço, radial e ulnar



Veias do dorso da mão (arco venoso dorsal)


- Fossa cubital, punção intermitente, dor e acesso

Avaliar fatores de risco:
- idade, infecção, uso de anticoagulantes, histórico de alergia a iodo, látex, adesivos
- membros onde estiverem instaladas terapias intravenosas
- áreas cicatriciais
- membro superior onde ocorreu mastectomia
- complicações decorrentes da linfoestase
Cuidados gerais para a venopunção

Torniquete:
- Garrotear acima do local a ser puncionado
Precauções: o torniquete deve ser aplicado de 8 a 10 cm acima da zona de punção;
Quando aplicado por mais de um minuto, pode ocorrer estase localizada, hemoconcentração e infiltração de sangue para os tecidos;
O uso por tempo inadequado pode gerar complicações (hematomas, formigamento e em casos extremos, sinal de Trousseau – trombose venosa);
Não apertar intensamente o torniquete, pois o fluxo arterial não deve ser interrompido, o pulso deve permanecer palpável;
Trocar o torniquete sempre que houver suspeita de contaminação.



Técnicas para evidenciação das veias:

- Gravidade: posicionar membro abaixo do nível do coração, reduz retorno venoso e aumenta o volume sanguíneo no interior do vaso
- Atividade muscular isométrica: movimentos de abrir e fechar a mão aumentam o fluxo sanguíneo arterial e resultam em dilatação venosa local
- Estimulação superficial da veia: massagear suavemente o braço do paciente em sentido proximal para o distal "desloca" o volume sanguíneo e promove dilatação venosa local
- Aquecimento local: dilatação das arteríolas, diminui vasoconstricção alfa-2 adrenérgicos, aumenta o fluxo e promove vasodilatação local



Técnicas para evidenciação das veias:

- Vasodilatação dérmica local: feita com creme a base de nitroglicerina a 4%, ativa o óxido nítrico e cascata guanosina monofosfato cíclico que aumentam o diâmetro das veias
- Transiluminação com venoscópio: veias escurecem devido a absorção da luz pela hemoglobina desoxigenada
- Emissão de luz próxima à infravermelha: emissão de luz próxima à infravermelha, captura de imagem com câmera que realça, alinha e projeta a imagem captada e processada

- Esparadrapo
- Gaze e micropore
- Filme transparente
- Filme transparente, gaze e
antisséptico
Sempre:
- Orientar o paciente: limitações de movimentos, sinais a serem observados,
chamar quando necessário

- Registrar no prontuário o procedimento realizado:
- data e hora da instalação da infusão
- local da punção
- tipo, marca e número do cateter
- condições do local
- velocidade de infusão
- resposta do paciente e
- nome e número de registro profissional
- Observar o paciente a cada hora
Sinais de desconforto
Ósteo de inserção (coloração da pele, edema, infiltração e flebite)
Resposta a terapia (eliminação, sinais vitais)
Verificar quantidade de solução infundida
Contar a frequência das gotas ou verificar o dispositivo eletrônico

Vantagens

-Mantém o acesso venoso com maior mobilidade do paciente,
-Permite infundir menor volume de líquido para pacientes com controle de sobrecarga,
-Acesso pode ser usado para coletar sangue para exames, evitando múltiplas punções,
-Fornece acesso para administração de medicamentos em situações de emergencia


Infusões intermitentes
"Cateter Salinizado"
Desvantagens
-Possibilidade de obstrução por coágulos dentro do cateter,
-Possibilidade de danos pelo rápido acesso para a corrente sanguínea,
-A manutenção do cateter salinizado deve seguir a rotina institucional em termos de frequencia e volume de SF que deve ser administrado para manutenção de permeabilidade

- “Lavar”o cateter antes e após:
-Administrar medicamentos,
-Coletar sangue,
-Administrar sangue ou hemoderivados


Infusões intermitentes
"Cateter Salinizado - Manutenção"
- Troca de punção venosa periférica
Imediatamente sob contaminação suspeita ou complicação
De acordo com prescrição médica (ex: necessidade de alteração de volume)
De acordo com protocolo, + utilizado a cada 72hs
- Troca do equipo de terapia intermitente a cada 24 horas
- Registro de observações de enfermagem diariamente e a cada plantão
- Registrar aspecto do local da punção (inspeção e palpação)
- Ações preventivas para manutenção - ex: proteção para banho


Rotinas de cuidados na TIV
Dor = sintoma mais comum

•No local da punção, do trajeto da veia ou em toda a região, dependendo do grau do dano observado
•Tratamento: Aplicação de calor local – seco (bolsa de água quente) ou úmido (compressas de água quente)
•Resolver problema principal (flebite, infiltração, extravazamento?)
Complicações da TIV
Flebite
Inflamação da veia
Ecala de Flebite
(INS, 2006)
0 –nenhum sinal/sintoma
1 –Eritema no local do acesso com ou sem dor
2 –Dor no local de acesso com eritema e/ou edema
3 -Dor no local de acesso com eritema e/ou edema, formação de estria e cordão venoso palpável
4 -Dor no local de acesso com eritema e/ou edema, formação de estria e cordão venoso palpável maior
do que 2,5 cm de comprimento e drenagem purulenta

Riscos para flebite
•Tipo de solução
•Duração da punção
•Técnica de inserção
•Troca de curativos
•Frequencia de Manipulação
Hematomas
• Sangramento da parede do vaso para o tecido subcutâneo evidenciada pela tumefação, descoloração ou o arroxeamento da pele no local. Pode ser acompanhado de equimose
• Causas: falta de compressão local adequada após a punção venosa ou transfixação da veia durante a punção
- Mais frequente em pacientes em tratamento com anticoagulantes
• Tratamento preventivo: Aplicação de frio no local (bolsa de gelo)
• Tratamento medicamentoso ACM
- Ocorre pela administração de solução não vesicante no espaço extravascular
(tecido subcutâneo circunvizinho a uma veia) devido ao deslocamento do cateter ou por perfuração da parede da veia
- Caracteriza-se por edema ao redor do local da inserção, desconforto e resfriamento da área e diminuição do fluxo
- Pode ser identificada na presença de pele fria ao redor do local da inserção do cateter, edema e diminuição ou interrupção da infusão
- Conduta: interromper o fluxo, retirar o cateter, aplicar compressa de água quente ou bolsa de água quente e elevar o membro para facilitar a absorção
- Tratamento medicamentoso ACM

Infiltração
Extravazamento
- O mecanismo é semelhante a infiltração mas se a solução for irritante ou vesicante, causará danos tissulares quando extravazam (Quimioterapia)
- Causa flictena, inflamação e necrose tecidual
- Conduta: interromper o fluxo, comunicar o médico imediatamente. Iniciar o protocolo específico (uso de antídotos, aplicação de calor ou frio dependendo do medicamento)
Complicações Sistêmicas
- Septicemia
- Sobrecarga de fluidos e edema pulmonar
- Embolia por ar
- Embolia por partes de cateter
Exemplo 1:
SG 5% - 1000 ml
Infundir em 8 horas
Exemplo 2:
SG 5% - 1000 ml
Infundir em 8 horas
Conectores
Câmara de gotejamento
Clamp com roldana
Injetor lateral
Extensão
Oclusão
• Relacionada a interrupção do fluxo da solução infundida
• Pode apresentar vazamento da solução no ponto de inserção do cateter
• Pode ser causada por fibrina do coágulo
- Usar dispositivo de menor calibre possível (fragilidade venosa)
- Evitar dorso da mão (compromete independência e mobilidade)
- Cuidado com lacerações e esclerose venosa (integridade prejudicada da pele)
- Usar torniquete com mínima pressão, sobre a roupa ou não usar
- Diminuir o ângulo de inserção e estabilizar melhor a veia (há perda de tecido de suporte e as veias tendem a se localizar mais superficialmente)
- Utilizar material de fixação com proteção
- Observar sangramento e fragilidade da pele relacionado ao uso de múltiplas medicações (anticoagulantes)
- Maior dificuldade de acesso venoso relacionada a redução do peso corporal e possível desidratação
Foco em Idosos - PBE
- Recente estudo australiano publicado na revista britânica The Lancet demonstrou que a prática de troca de cateter EV feita a cada 72 h em hospitais de todo o mundo não é necessária, e deve ser feita apenas quando clinicamente obrigatório
- O estudo mostrou que um dos maiores problemas com os cateteres intravenosos foi a sua remoção acidental ou por defeitos, infiltração e entupimento: quase 30% dos casos
- A flebite e a infecção causaram menos problemas, ao contrário daquilo em que se tem acreditado nos últimos 40 anos
- Necessidade de novos estudos
Rickard et al., 2012


PBE - Pesquisas
POP - todas as vias
Para o adequado cumprimento da prescrição, todas as informações deverão estar claras e completas, em cada item prescrito.
Prescrições eletrônicas:
recomenda-se que o cadastro do medicamento permita somente a prescrição das vias de administração descritas na literatura e pelo fabricante, o que aumenta a segurança, impedindo administração por via errada.
Estrutura da prescrição de medicamentos para
USO ENDOVENOSO
Nome do medicamento + concentração + forma farmacêutica + dose + diluente + volume + via de administração + velocidade de infusão + posologia + orientações de administração e uso

Exemplo: CEFTRIAXONA SÓDICA INJETÁVEL 1G FRASCO-AMPOLA -> RECONSTITUIR 1G EM 5 ML DE SORO FISIOLÓGICO 0,9% E DILUIR PARA 100 ML DE SORO FISIOLÓGICO 0,9% -> USO ENDOVENOSO -> INFUNDIR 67 GOTAS/MINUTO -> A CADA 12H -> ADMINSTRAR EM 30 MINUTOS.
Certa
Evitar que dois pacientes com o mesmo nome fiquem simultaneamente no mesmo quarto
"Orientação"
Assistência de Enfermagem

Assistência de Enfermagem

Torneirinha/Multiplicador Via
Assistência de Enfermagem

Dispositivos para TIV
Fixadores/Coberturas/Curativos transparentes
Assistência de Enfermagem

Seleção do local de punção
Assistência de Enfermagem

Seleção do local de punção
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Seleção do local de punção
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Seleção do local de punção
Seleção do local de punção
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Assistência de Enfermagem

Cuidados gerais para a venopunção
Cuidados gerais para a venopunção
Cuidados gerais para a venopunção
Soroterapia
Acesso e
manutenção do cateter
1. Higienizar as mãos;
2. Verificar a prescrição médica e certificar-se de que está completa: conferir o nome do paciente, o medicamento, a dose, a via e o horário;

4 Avaliar rede venosa e possíveis locais para estabelecimento do local de punção e do calibre do cateter que será utilizado
Assistência de Enfermagem

5 Higienizar as mãos
6 Reunir o material necessário
7 Ler o nome do medicamento/soro três vezes: quando pegar, preparar e guardar o medicamento; confrontando a apresentação do medicamento com a posologia e via prescrita;
Assistência de Enfermagem


7.1 Preparar uma seringa com SF 0,9% e
identifica-la
7.2 Preparando o soro...
Assistência de Enfermagem


Remover a bolsa da embalagem e colocá-la na bandeja
Abrir a embalagem do equipo
7.2 Preparando o soro...
Assistência de Enfermagem


Posicionar a pinça de controle de fluxo cerca de 2 a 5 cm abaixo da câmara de gotejamento e fechá-la
Abrir o frasco de soro e remover o protetor do equipo
7.2 Preparando o soro...
Assistência de Enfermagem


Conectar o equipo na bolsa mantendo a esterilidade de ambas as extremidades
7.2 Preparando o soro...
Assistência de Enfermagem


Comprimir a câmara de gotejamento e soltá-la até obter um nível de soro de 1/3 à metade de sua capacidade
7.2 Preparando o soro...
Assistência de Enfermagem


Abrir a pinça para preencher a extensão do equipo com soro
7.2 Preparando o soro...
Assistência de Enfermagem


Identificar o frasco colando o rótulo com:
- nome completo do paciente,
- número do leito,
- solução prescrita,
- volume,
- velocidade de infusão,
-data,
- horário de início e término,
- assinatura.


Se necessário adicionar eletrólitos ou medicamentos ao soro: prepará-los, desinfetar o injetor adicional e injetar a solução dentro do frasco de soro
- Identificar o equipo com data e horário
7.3 Preparando o dispositivo para manutenção do cateter...
Assistência de Enfermagem


Utilizar a seringa com SF 0,9% preparada anteriormente e o dispositivo que será usado
(torneirinha, multiplicador de via).
Abrir o dispositivo: torneirinha
7.3 Preparando o dispositivo para manutenção do cateter...
Assistência de Enfermagem


Conectar a seringa com SF 0,9% na torneirinha.
Utilizar a agulha removida da seringa e as tampas protetoras da torneirinha sem tocar suas partes internas
7.3 Preparando o dispositivo para manutenção do cateter...
Assistência de Enfermagem


Sobre a embalagem, preencher a torneirinha com o SF 0,9% e ao término proteger as conexões com as tampas
Colocar o dispositivo na bandeja conectado a seringa de SF 0,9%. Manter a tampa e agulha conectadas na bandeja
7.3 Preparando o dispositivo para manutenção do cateter...
Assistência de Enfermagem


8 Reunir o material na bandeja e levar até o paciente
Assistência de Enfermagem


9 Explicar o procedimento ao paciente
10 Higienizar as mãos
11 Colocar o óculos de proteção
12 Abrir a embalagem do cateter e do curativo transparente
13 Calçar as luvas
14 Garrotear o braço 8 a 10 cm acima do local
que será puncionado
15 Realizar antissepsia no local selecionado
Assistência de Enfermagem

16 Posicionar a seringa com a torneirinha
próximo ao paciente
17 Estirar a pele próximo ao local selecionado e puncionar a veia com o bisel voltado para cima, em ângulo de 15 a 30 graus (compatível com a profundidade da veia)
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18 Estabilizar o cateter:
Avançar com o dispositivo para dentro da veia até que o centro se apóie no local da punção
Observar o retorno venoso pela cânula
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18 Estabilizar o cateter com a mão dominante
- Aplicar leve pressão com o dedo médio ou indicador acima do local da inserção (mantém a cânula estável e interrompe parcialmente o retorno venoso)
- Acionar o dispositivo de segurança do cateter e recolher o estilete
Soltar o torniquete com a outra mão
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19 Conectar a torneirinha ao cateter,
aspirar e observar refluxo sanguíneo
20 Infundir de 3 a 5 mL de SF 0,9% para "lavar" a veia
Questionar algia e inspecionar o local
Assistência de Enfermagem


21 Fechar a torneirinha
22 Pegar a agulha que está protegendo a tampinha da torneirinha e remover a seringa
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23 Proteger a conexão da torneirinha
24 Conectar a agulha na seringa
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25 Colar a primeira tira de fixação no
canhão do cateter
26 Colar o curativo conforme as recomendações do fabricante
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27 Finalizar a fixação do curativo
28 Identificar a punção com data, hora e calibre do cateter utilizado
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29 Pegar o equipo do soro
30 Abrir uma das vias da torneirinha
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31 Abrir o conector do equipo de soro
31 Conectar o protetor e a tampa da torneirinha
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32 Conectar o equipo na torneirinha
33 Abrir a torneirinha
Assistência de Enfermagem

34 Ajustar da velocidade de infusão:
- Dividir o número de gotas/min por 4
- Contar o número de gotas que caem na camara de gotejamento durante 15 seg
- Fechar ou abrir a pinça até obter o numero de gotas
- Ao final, realizar o controle durante um minuto inteiro
Cateter Salinizado
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1 Medicamento(s) preparado(s) e identificados e seringa com 10mL de SF 0,9%
Óculos e luvas de procedimento

2 Abrir conector da torneirinha e conectar tampinha na agulha retirada da seringa com SF 0,9%
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3 Testar a permeabilidade da veia injetando de 3-5 mL SF 0,9%

4 Retirar a seringa com SF 0,9% e conectar a seringa com o medicamento
Assistência de Enfermagem


5 Introduzir lentamente o medicamento
6 Retirar a seringa com o medicamento e conectar a seringa com SF 0,9% e lavar a veia novamente
Assistência de Enfermagem


5 Introduzir lentamente o medicamento
6 Retirar a seringa com o medicamento e conectar a seringa com SF 0,9% e lavar a veia novamente
Assistência de Enfermagem


Ao término de ambos os procedimentos:

- Recompor a unidade, reunir e desprezar o material utilizado em local apropriado;
- Retirar as luvas de procedimento;
- Higienizar as mãos;
- Checar a prescrição médica.
Assistência de Enfermagem


Assistência de Enfermagem


Assistência de Enfermagem


Assistência de Enfermagem

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Bombas de infusão: vários modelos
"Volumétricas universais" - utilizam equipos de soro padrão para bombear e controlar os líquidos a serem infundidos para dentro do corpo
- o controle de fluxo nestes equipos sem bomba infusora é normalmente feito por gravidade e estrangulamento da luz do tubo por um dispositivo tipo roldana
- possuem programações distintas para uso em paciente adulto e pediátrico
- software interativo que orienta o usuário passo a passo na programação
- sistema de alarmes visuais e sonoros
- informam sobre o status da infusão e orientam a medida corretiva para cada situação de alarme
- permitem a verificação dos parâmetros da infusão, a qualquer momento
- informam o fluxo e quantidade de líquido à perfundir ou já processado
- operam em mL/hora
Assistência de Enfermagem


Na passagem de plantão ....

João Pereira da Silva, 68 anos, hipertenso e diabético, com história de acidente vascular encefálico há 6 meses. Estava acamado no domicílio, possui uma úlcera por pressão grau III infectada na região do trocanter esquerdo. Consciente e orientado auto e halo psiquicamente. Está internado há dois dias para antibioticoterapia e curativos. Mantendo jejum após o café da manhã. Perdeu a punção venosa periférica que mantinha no MSE e aguarda ser encaminhado para o centro cirúrgico para desbridamento. Foi solicitado que vá para o centro cirúrgico com SF 0,9% 100Ml a 10 gotas/min em veia periférica. Todos os sinais vitais foram verificados agora e estão dentro dos parâmetros de normalidade ...
Assistência de Enfermagem
Registro das intervenções realizadas
Exemplo 1
26/08/2016 - 08h30 - Paciente encontrado no leito em companhia da filha e comunicativo. Referiu estar em jejum aguardando o desbridamento cirúrgico. Foi esclarecido quanto a necessidade de descer ao centro cirurgico com SF em veia periférica. Foi puncionada veia cefálica na superfície dorsal do antebraço direito, 7 cm abaixo da fossa antecubital, utilizado cateter flexível Jelco nº22 conectado a torneira de 3 vias e fixado com curativo transparente IV Fix. Instalado SF 0,9% a 10 gts/min. conforme prescrição médica. Enfa. Ana de Andrade, EERP-USP, COREn-SP 707070.
Exemplo 2
26/08/2016 - 11h30 - O paciente refere dor pulsátil, aguda, localizada na região do trocânter esquerdo, que começou aproximadamente há 30 minutos e está aumentando progressivamente. Em uma escala de 0 a 10, atribuiu nota 8 quando solicitado a classificar a dor. Verificado que o curativo está limpo e seco e os sinais vitais PA= 140x82mmHg, R=19 mov/min, P=92bpm e Tax= 36,5ºC. Foi medicado com 1 ampola de dipirona EV diluída em 10ml de SF 0,9%, conforme prescrição médica e reposicionado no leito em decúbito lateral direito. Enfa. Ana de Andrade, EERP-USP, COREn-SP 707070.
https://fielenfermeiro.wordpress.com/enfermagem/florence-nightingale/
http://www.nap.edu/catalog/9728/to-err-is-human-building-a-safer-health-system
http://www.jovensconectados.org.br
Dispensador automático
http://www.elmundo.es
12 certos (validade, recusa, educação)
11 certos - REBRAENSP (compatibilidade, devolução)
- sistemas de conexão diferentes
Durante o plantão ....

11h00 - Sr. João retornou do centro cirúrgico após desbridmento de úlcera por pressão grau III infectada na região do trocanter esquerdo. Consciente, orientado, sonolento, com cateter venoso periférico salinizado em veia cefálica na superfície dorsal do antebraço direito. Foi colocado no leito em posição dorsal. Referiu dor pulsátil, aguda, localizada na região do trocânter esquerdo, que começou aproximadamente há 5 minutos e está aumentando progressivamente. Em uma escala de 0 a 10, atribuiu nota 8 a dor. Verificado que o curativo está limpo e seco e os sinais vitais PA= 140x82 mmHg, R=19 mov/min, P=92 bpm e Taxe= 36,5ºC. Enfa. Ana de Andrade, EERP-USP, COREn-SP 707070.
Fases da SAE
implementadas
durante a TIV
Coleta de Dados
- Realizou exame físico do paciente identificando características da rede venosa periférica de maneira sistemática e com técnica especializada

- Verificou o tipo de terapia prescrita e determinou os dados de investigação relevantes para o planejamento seguro da terapia
Diagnóstico de Enfermagem
- Risco de infecção relacionado à procedimentos invasivos

- Dor aguda relacionada à lesão tecidual evidenciada por relato verbal e/ou expressão facial de dor
Planejamento de
Enfermagem
- Planejar com base nos diagnósticos de enfermagem e características da TIV prescrita

- Determinar resultados de cada intervenção planejada

- Descrever e aprazar as intervenções e como e por quem devem ser realizados os cuidados específicos
Intervenção de Enfermagem
- Supervisionar a pele;

- Avaliar permeabilidade da punção venosa periférica;

- Atentar para presença de sinais flogísticos;

- Observar e anotar características da dor
Avaliação de Enfermagem
- Realizar a evolução de enfermagem, avaliando as respostas do paciente, incluindo as especificamente relacionadas a TIV
Prescrição de Enfermagem
- Puncionar veia periférica antes de encaminhar paciente ao centro cirúrgico

- Administrar a dipirona sódica, conforme item 7 da prescrição médica, em bolus, se queixa de dor aguda, realizando registro da infusão
Ex: paciente no 2º dia de internação por UPP infectada, apresenta-se calmo, consciente, orientado em tempo e espaço, contactuando, deambula com auxílio, apresenta curativo oclusivo limpo e seco em região trocantérica esquerda. Refere que sentiu dor e foi medicado após desbridamento cirúrgico. Mantendo punção venosa periférica salinizada em MSD, sem sinais flogísticos e queixas álgicas durante as medicações.... (seu nome).
Segura
Assumir que a atividade é de risco
Centrada no paciente
Nada se faz sem a participação dele
Eficiente
Intervenção é feita na primeira vez
Efetiva
De maneira certa
Oportuna
Na hora certa
Equânime
Sem barreiras
Obrigada e bom fim de semana !!!
- Quiz no Moodle

- Meu e-mail: sig@eerp.usp.br

- WhatsApp: (16) 98132 2651
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