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Centros e museus de ciência: hands-on, minds-on, hearts-on

Apresentação de trabalho final da disciplina "História da Ciência e Tecnologia", do Mestrado em Divulgação Científica e Cultural do Labjor (Unicamp)
by

Giselle Soares

on 26 June 2013

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Transcript of Centros e museus de ciência: hands-on, minds-on, hearts-on

Centros e museus de ciência:
hands-on, minds-on, hearts-on

Divulgação científica
A divulgação científica é tão antiga quanto a própria ciência (CARNEIRO, 2009; MOREIRA, 2006)

Galileu: Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo ptolomaico e copernicano (escrito em italiano)

Darwin: A origem das espécies (em linguagem acessível)

Brasil: Academia Científica do Rio de Janeiro, criada em 1772 pelo Marquês de Lavradio

Século XIX: Família Real -> sete mil periódicos -> trezentos direta ou indiretamente relacionados à Ciência; Conferencias Populares da Glória (1873); Museu Nacional ou Museu Real (1818)
Pós-Segunda Guerra Mundial
Política nacional desenvolvimentista -> ciência passa a ser vista como instrumento para superação do subdesenvolvimento nacional (MOREIRA, 2006)

Institucionalização massiva da ciência no país: SBPC (1948), CAPES e CNPq (1951)

Década de 1960: movimento educacional dedicado à experimentação no ensino de ciências, levando ao surgimento de centros e museus pelo país (inspirados no Palais de la Découverte, de Paris, e no Exploratorium, San Francisco, EUA).

Década de 1980 e a expansão dos centros e museus de ciência
Dezenas de centros e museus de ciência são criados no Brasil

Em 1999 é fundada a Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC)

Em 2009, a ABCMC lança, em parceria com a Casa da Ciência (UFRJ) e o Museu da Vida (Fiocruz), o livro “Centros e Museus de Ciência do Brasil”

São registrados 190 espaços destinados à popularização da ciência no País (em 2005 eram 110), entre zoológicos, jardins botânicos, planetários, aquários e museus de história natural.

A maioria desses espaços está concentrada nas regiões Sudeste (112) e Sul (41). As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte possuem, respectivamente, 26, cinco e seis centros de divulgação científica.
Do modelo "hipodérmico" ao hands-on
Exposições tradicionais são montadas seguindo o modelo transmissão-recepção (“hipodérmico”)

Modelos mais complexos defendem a necessidade de incorporação do visiante como parte ativa do diálogo proposto pela instituição (hands-on, minds-on, hearts-on)




Um problema: público restrito
Pesquisa “Percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil” , (2010, MCTI e UNESCO): 8,3% dos 2016 entrevistados vão a museus ou centros de ciência. Em 2006, esse número era de 4%.
Considerações Finais
O número de centros e museus de ciências espalhados pelo Brasil aumentou consideravelmente nos últimos anos

Desigualdade na distribuição desses espaços por região

O número de visitantes não acompanhou o crescimento

É complicado pensar em museus como instrumentos capazes de promover mudança social, como sugere o tema da conferência do ICOM

Ainda não existem parâmetros definidos para avaliar se as visitas a centros e museus de ciências são exitosas


Palais de la Découverte (Fundado em 1937, em Paris, por Jean Baptiste Perrin)
Exploratorium (Fundado em 1969 em San Francisco, EUA, por Frank Oppenheimer)
Gráfico 1 – Comparação entre 2006 e 2010 de visitação e participação em eventos científicos. Fonte: MCTI.

Um problema: público restrito
Pesquisa “Frequência de práticas culturais" (Ipea, 2010): 67,9% da população brasileira jamais esteve em um museu ou centro cultural; 4,2% dos brasileiros vão mensalmente a museus ou centros culturais.
Por que as pessoas não frequentam museus?
Pesquisa do MCTI: a maioria dos entrevistados (36,8%) relatou que não existem iniciativas do tipo na região onde vivem
Gráfico 3 –Razões para não visitação e participação em eventos científicos. Fonte: MCTI.

Museus são instrumento de inclusão social?
Meta 28 do Plano Nacional de Cultura: aumento em 60% o número de pessoas que frequentam museus, cinemas, centros culturais, teatros, circos, shows de dança e de música

A relação com espaços e práticas culturais não é um ato natural, resulta de dinâmicas de socialização

Relatório elaborado pelo CPIM/IBRAM aponta correlação entre nível de escolaridade e a frequência a museus: quanto maior a escolaridade, maior a frequência. O mesmo ocorre com a variável renda familiar: maior renda implica maior frequentação; menor renda, menor frequentação


Museus (memoria + criatividade) = mudança social
Museus de ciência e mediação: hands-on, minds-on, hearts-on
Gráfico 4 –Razões para não frequentar museus. Fonte: CPIM/DEPMUS/IBRAM

Pesquisa do CPIM/IBRAM: a maioria dos entrevistados (36,8%) disse não ter tempo para ir a museus

A equação é tema da 23a Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus (ICOM), que será realizada em agosto de 2013 no Rio de Janeiro

Interpretação: a memória, ativada pela criatividade no ambiente do museu, repercute na sociedade e promove mudança social

Diante da ainda baixa frequência de brasileiros nesses espaços e da correlação entre maior poder aquisitivo e índice de frequência, que mudança social seria possível a partir da visitação a museus?
O museu deve provocar estímulos a fim de que os jovens possam aprender, formar e informar (WANGENSBERG, 2008);

Níveis de interatividade entre sujeitos e objetos: hands-on (manual), minds-on (mental) e hearts-on (emoção cultural)

Como avaliar o êxito das atividades? Wagensberg: o número de visitantes não é um bom parâmetro

O ideal é que sejam feitas atividades preparatórias e posteriores à visita. Mediadores devem ser capazes de estabelecer diálogos com os visitantes, de motivá-los e desafiá-los, incitando a reflexão (COSTA, 2005)

Gráfico 2 – Percentual de pessoas que não realiza práticas culturais. Fonte: Pesquisa SIPS – IPEA, 2010

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