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Criatividade, percepção e expressão no desenho infantil

Psicologia Infantil II
by

Pâmela Cristini Olczyk S.

on 13 June 2016

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Transcript of Criatividade, percepção e expressão no desenho infantil

Crianças
Integrantes:
Desenvolvimento Gráfico
Pâmela Cristini Olczyk S.
Luana Vargas Lehnhardt
Lídia de Cristo

Grupo 3:
A evolução do desenho compartilha o processo de desenvolvimento, passando por etapas que caracterizam a maneira da criança se situar no mundo. Segundo Piaget, a forma de uma criança conhecer o objeto, passa por significativas transformações em sua evolução, no processo de adaptação ao meio que se dá por sucessivos movimentos de equilibração. Inicialmente, predomina a ação nas relações com o objeto. É o período sensório-motor que se estende até os dezoito meses aproximadamente. Na fase seguinte, a ação é substituída pela representação. Nessa etapa, pré-operacional ou simbólica, a criança ainda não opera mentalmente sobre os objetos, o que ela só conseguirá fazer a partir de aproximadamente sete anos. O período simbólico se caracteriza pelo desenvolvimento da capacidade de representação, em suas diferentes manifestações - a imitação, o brinquedo a imagem mental, o desenho e a linguagem verbal. Essa capacidade é fundamental para a continuidade do processo de desenvolvimento: torna possível, no período operatório, a transformação exclusivamente mental do objeto; no período formal, já na adolescência, possibilita a abstração.
O desenho, manifestação semiótica que surge no período simbólico, evolui em conjunto com o desenvolvimento da cognição. Compartilha mais intimamente, por um lado, as fases da evolução da percepção e da imagem mental, subordinando-se às leis da conceituação e da percepção. Por outro lado, compartilha a plasticidade do brincar, constituindo-se em meio de expressão particular, isto é, “...um sistema de significantes construído por ela e dóceis às suas vontades” (PIAGET, 1973, p. 52).
O desenho é precedido pela garatuja, fase inicial do grafismo. Semelhantemente ao brincar, se caracteriza inicialmente pelo exercício da ação. O desenho passa a ser conceituado como tal a partir do reconhecimento pela criança de um objeto no traçado que realizou. Nessa fase inicial, predomina no desenho a assimilação, isto é o objeto é modificado em função da significação que lhe é atribuída, de forma semelhante ao que ocorre com o brinquedo simbólico. Na continuidade do processo de desenvolvimento, o movimento de acomodação vai prevalecendo, ou seja, vai havendo cada vez mais aproximação ao real e preocupação com a semelhança ao objeto representado, direção que pode ser vista também no jogo de regras (PIAGET, 1971; 1973)
Essas proposições básicas são compartilhadas por outros pesquisadores interessados no desenho infantil. Entre esses, pode-se destacar Read (1977) que, focalizando o papel das imagens visuais para o desenvolvimento do pensamento, identifica no desenho elo entre a percepção e a imaginação, pois possibilita sua integração em forma concreta, passível de sucessivas modificações. Lowenfeld (1977) é outro autor que ressalta a importância do desenho para o desenvolvimento da criança, seja como veículo de autoexpressão ou como de desenvolvimento da capacidade criativa e da representativa.
Derdyk (1989) salienta o poder de evocação - e interpretação - da imagem visual. O desenho, forma de pensamento, propicia oportunidade de que o mundo interior se confronte com o exterior, a observação do real se depara com a imaginação e o desejo de significar. Assim, memória, imaginação e observação se encontram, passado e futuro convergindo para o registro da ação no presente. Como pensamento visual, o desenho é estímulo para exploração do universo imaginário. É, também, instrumento de generalização, de abstração e de classificação. A autora ressalta ainda que o desenhar envolve diferentes operações mentais, selecionar e relacionar estímulos, simbolizar e representar, favorecendo a formação de conceitos.
Também pesquisando o papel do desenho na construção de conhecimento, Pillar (1996, p. 51) afirma que “... ao desenhar, a criança está inter-relacionando seu conhecimento objetivo e seu conhecimento imaginativo”. E, simultaneamente, “...está aprimorando esse sistema de representação gráfica”. Comparando diferentes procedimentos de desenhar, a autora (op. cit., p 214) ressalta a importância do desenho espontâneo para a compreensão das idéias das crianças pesquisadas, pois “...permitiu que se coletasse dados sobre a natureza e função do desenho durante o processo de apropriação dessa linguagem”.
Como ressalta Ferreira (1998), a interpretação do desenho da criança depende do olhar do intérprete. Afirma a autora que “o desenho da criança é o ‘lugar’ do provável, do indeterminado, das significações” (p. 105, destaque no texto). Daí emerge a importância de se considerar o primeiro desses intérpretes, a própria criança, para que se possa compreender o seu significado.
O “lugar” do desenho, configurando espaço fundamental do mundo infantil de múltiplas dimensões, é destacado por Renso, Castelbianco e Vichi (1997) em artigo sobre o “pensamento gráfico”. Ressaltam os pesquisadores que o desenho da criança deve ser considerado não apenas como uma modalidade de expressão ou de representação da realidade, mas também como o resultado de atividade intencional envolvendo aspectos cognitivos e emotivos no seu ajuste à realidade com a qual convive. Para a compreensão do desenho infantil, é necessário que se acompanhe o processo de sua produção (RENSO, CASTELBIANCO E VICHI, 1997, p. 57):
Apesar de compartilhar propriedades básicas comuns às diferentes linguagens, o desenho, pela sua própria constituição, tem características particulares que o distingue de outras formas de expressão. Relativamente à linguagem verbal, cujo suporte básico é acústico, o desenho se caracteriza, enquanto imagem visual, pela sua globalidade e possibilidade de percepção imediata. O signo visual é icônico e imediato, isto é, mantém relações de semelhança com o objeto representado. Contrapõe-se, desta maneira, ao signo verbal, que se caracteriza pela arbitrariedade em relação ao objeto referido (KATZ; DORIA; LIMA, 1971).
O que torna a arte expressiva é a manifestação do “eu”, e suas reações subjetivas ao meio
Atividade lúdica
Teorias utilizadas:
Quem analisa o desenho deve ficar alerta à:
Cores utilizadas e vivacidade das mesmas
A Força e a pressão do desenho
Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
Posição do desenho
Dimensões do desenho
Existência de sombras
Isolamento de determinadas figuras (“fechadas” dentro de um quadrado ou de um círculo)
Ausência de determinadas figuras ou representação das mesmas numa escala muito reduzida
Agressividade de determinadas figuras
A criança passa a desenhar, continuamente, cenários de violência
Repetição de desenhos
Se alguma figura é riscada ou apagada, depois de desenhada
Desenha figuras sem cabeça ou sem rosto
Não consegue desenhar-se a si próprio, numa imagem de família por exemplo
Desenha cenários que não são adequados à sua idade
Psicologia
Infantil II

Expressão
Criatividade
os desenhos são uma ferramenta de trabalho preciosa nas avaliações psicológicas infantis e terapias posteriores.
Psicomotricidade
Desenvolvimento
A interpretação dos desenhos deve ser feita consoante a idade da criança. Relembramos da importância de não avaliar o desenho isoladamente, mas de considerar, para além da idade da criança, a sua personalidade, o seu desenvolvimento cognitivo e ainda o seu histórico de desenhos. Além disso, devemos levar em conta o contexto do desenho, ou seja, sugere-se que o avaliador indague a criança sobre aquilo que desenha, para compreender o que ela quer expressar.

Entre os 3 e 5 anos de idade, a criança já tenta desenhar de acordo com a sua realidade, e conforme a própria percepção. Evidente que ainda são traços sem grande expressão, mas que para a criança tem todo um sentido.

Entre 2 e 3 anos de idade, a criança ainda não faz desenhos com significado representativo. Gradativamente a criança vai expressando traços mais significativos, entre os 2 e 3 anos, o que se nota são traços leves, ou fortes, pequenos rabiscos, etc.
Através do desenho de uma criança é possível analisar seu carácter, sua personalidade, temperamento e carências. É possível também, descobrir e reconhecer as fases pelas quais a criança está, suas dificuldades, bem como seus pontos positivos.
Quem já teve oportunidade de analisar desenhos criados por meninos e meninas rapidamente verifica que, na maior parte dos casos, existem diferenças notórias. É comum, entre os meninos desenhos ligados à ação e à força, sendo por consequência mais escuros e até mais agressivos (podem incluir explosões, armas e monstros); enquanto os desenhos das meninas estão mais voltados para a natureza e a serenidade, sendo mais contemplativos, belos e coloridos (incluem o sol, as nuvens, flores e personagens fantasiosas como fadas).
Meninos vs Meninas
Linguagem Primária
Exploração dos materiais VS destruição dos desenhos = parte da descoberta
Arteterapia...
Sensopercepção
Simbolismos
Comunicação visual vs comunicação verbal
O desenho das crianças é feito de maneira inconsciente, sem a preocupação do que os observadores irão pensar.
Teorias do desenvolvimento cognitivo:
Luquet VS Lowenfeld
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