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AUTOCUIDADO NA PESSOA IDOSA COM DIABETES: EM BUSCA DO SIGNIFICADO ETNOGRÁFICO

Trabalho de Conclusão de Curso da EEUNIFAL-MG
by

paulo henrique maia

on 20 June 2014

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Transcript of AUTOCUIDADO NA PESSOA IDOSA COM DIABETES: EM BUSCA DO SIGNIFICADO ETNOGRÁFICO

O DESAFIO NA PROMOÇÃO DO
EMPODERANDO-SE PARA O AUTOCUIDADO,
POIS AS COISAS NÃO SÃO MAIS COMO ANTES:

Orientadora
Profª Drª Maria Angélica Mendes

Co-orientadora
Profª Drª Patrícia Mônica Ribeiro
FRAGILIDADES / MORBITALIDADES

ALWAN,2010.
Autocuidado
Trajetória Métodológica
Transcrição
Etnografia
Qualitativa
OBJETO DE ESTUDO
Compreender o significado cultural do
Autocuidado para a pessoa idosa
com Diabetes mellitus.

Fazer etnografia é como tentar ler um manuscrito estranho, desbotado, cheio de elipses, incoerências, emendas suspeitas e comentários tendenciosos, escrito não como os sinais convencionais do som, mas com exemplos transitórios de comportamento modelado
GEERTZ, 2008
A abordagem qualitativa possibilita compreender o significado que as pessoas atribuem às suas experiências do mundo social e na maneira como compreendem.
(POPE; MAYS, 2009 p. 14)
MAIA, LIMA, MENDES, 2012.
1. Questionário BOAS (Veras,1994).


2.

Entrevista
etnográfica
MEIHY, 1996.
Análise dos dados Etnográficos


Solicitação da autorização do estudo:

- Coordenadoria do Ambulatório Dr. Plínio Prado Coutinho;
- Coordenadoria de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Alfenas;
- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ( Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde).
CONSIDERAÇÕES ÉTICAS
Referências
Relevância
Setembro, 2011
A CARGA GLOBAL

-
366

milhões
de pessoas têm diabetes em 2011;

- Diabetes causou
4,6 milhões de mortes
em 2011

- Em 2030 serão
552 milhões
de pessoas com diabetes
- 80%
das pessoas com diabetes vive em países de baixa e média renda ( 50% maior que em 2030).

- Diabetes causou pelo menos
$ 465.000 milhões
em gastos com saúde em 2011;
11% do total de gastos com saúde em adultos (20-79 anos).
IFD,2012.
PERSPECTIVA ETNOGRÁFICA DA PESSOA IDOSA COM DIABETES
LIMITAÇÃO DO ESTUDO
Impossibilidade de realizar a estratégia de coleta de dados através da observação participante,
FERNANDES, 2011.
1. Objeto/ Objetivo
3. Justificativa
4. Trajetória
Metodológica
5. Resultado e discussão
6. Considerações Finais
1. Introdução
Ambiente obseogênicos

WHO,2004.
WHO, 2004. Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health.
"Há evidências substanciais, em mais de
400 estudos
sobre Autocuidado, de que os programas que proporcionam aconselhamento, educação, retroalimentação e outros auxílios aos pacientes que apresentam condições crônicas estão
associados a
melhores resultados
" (OMS, 2003, p. 35).
AUTONOMIA
SEGURANÇA
INDEPENDÊNCIA
QUALIDADE
DE VIDA
DESAFIO
A vivência do diabetes é um processo permanente, interpretativo,
prático e contextualizado (BARSAGLINI, 2008, p. 574)
O que é Autocuidado para a pessoa idosa com de diabetes?

Quais os fatores que dificultam ou impedem sua prática?

Quais fatores favorecem?
Objetivo
"Os médicos foram tentando ver se eu fazia regime, eu não fazia aí foi aumentando, aumentando e eles falaram vamos parar, para ver se não precisa tomar o Metformina. Mas aí teve um dia que teve que começar, aí começou, mas nunca tive problema que tivesse algo exagerado, é...nunca deu nada não. Quando descobri que tinha diabetes fiquei chateada né Paulo, eu gosto muito de doce, mas não deixei de comer de doce, mas não com exagero, tem dia que dá vontade né Paulo ontem mesmo eu e a minha cozinheira tava com vontade de comer doce, aí a gente chupa uma balinha assim né e passa. Se não comer doce, fico só pensando com a cabeça assim, parece que a comida não sustenta sabe, se come um doce depois da comida, você sente assim satistfeita, sente nutrida. Tem dia que pede sabe, parece que o organismo pede." (Entrevista 4)
"Diabetes? uma doença traiçoeira, ela fica lá atrás da moita e quando vê, dá seu pulo e ataca! A coisa é feia!
Às vezes estou lá me cuidando e fico pensando, será que vale?"


Quando descobri que tinha diabetes fiquei chateada, pois gostava muito de doce. Não deixei de comer, mas não exagero; controlo um pouco. Nossa, eu tinha medo da diabetes! Digo que a diabetes é uma doença traiçoeira, a gente pensa que não é... Mas ela fica lá atrás da moita e quando vê dá seu pulo, e ataca. Para aceitar a diabetes, não liguei, fui levando, nunca encabulei com isso depois da diabetes não mudei nada. Os médicos foram tentando ver se eu fazia regime, mas eu não fazia. Eles falavam [... vamos parar, para não precisar tomar Metformina...], mas teve um dia que precisou começar. (Kamona)
Meihy, 1996, p. 57.
Colaboradores Sociais
Narrativa
Quando descobri que tinha diabetes fiquei chateada (
L1
),
pois gostava muito de doce.
Não deixei de comer doce (
L2
), mas não exagero (
L3
); controlo um pouco (
L4
). Nossa, eu tinha medo da diabetes! (
L5
) Digo que a diabetes é uma doença traiçoeira, a gente pensa que não é... Mas ela fica lá atrás da moita e quando vê dá seu pulo, e ataca (
L6
). Para aceitar a diabetes, não liguei, fui levando (
L7
), nunca encabulei com isso (
L8
); depois da diabetes não mudei nada (
L9
). Os médicos foram tentando ver se eu fazia regime, mas eu não fazia (
L10
).
Codificação
L1
Ficando chateada com o diagnóstico da DM, pois gostava muito de doce.

L2
Não deixando de comer o doce.

L3
Não exagerando no doce.

L4
Controlando um pouco o açúcar.

L5
Tendo medo da DM

L6
Identificando a DM como uma doença traiçoeira

L7
Não ligando para a DM, e assim foi aceitando.

L8
Não encabulando com a DM.

L9
Não mudando nada com a DM

L10
Não fazendo o regime.


L1
Descoberta da DM,



L6

Conceituando DM – O start do AC emerge nessa situação de traição,
portanto AC carrega esse sentimento negativo que interfere no
processo de aceitação da doença.
Narrativa
Memo
Análise comparativa dos dados
STRAUSS & CORBIN, 2008.
2. Introdução
1. Objetivo
3. Justificativa
4. Metodologia
5. Trajetória Metodológica
6. Resultado e discussão
7. Considerações Finais
O SIGNIFICADO ETNOGRÁFICO DO AUTOCUIDADO PARA AS PESSOASIDOSAS COM DIABETES MELLITUS
2. Introdução
“A coisa é feia”. Kamona

“Nossa, eu tinha medo da diabetes! Digo que a diabetes é uma doença
traiçoeira, a gente pensa que não é (...) Mas ela fica lá atrás da
moita e quando vê dá seu pulo, e ataca”. Kamona

“Falo assim: - nossa, vou morrer antes, por que sou diabética.
Gostaria de estar perfeita na saúde, mas eu estou bem
psicologicamente, estou muito bem!“ Inaiê

“Não como açúcar, não posso comer coisas com açúcar de jeito
nenhum, doce e nem nada; meu doce é dietético”. Kurumí
Processo de aceitação de AC na DM
“Me dava muita coceira no corpo, mas coçava prá valer e, era aquela
tomação de água que não tinha jeito, secava boca, ia no banheiro toda
hora fazer xixi. Eu falava: - gente, o que será que está acontecendo
comigo? não era assim! Emagreci que virei um caco! Não comia
nada, era só aquilo, tomava água e ia ao banheiro, gostava muito
ficar deitada, não fazia nada e ficava só preocupada com aquilo”.
Roama
“Quando fiquei sabendo que estava com diabetes, não me assustei,
procurei manter-me tranquila;...”
Mahoo

“Quando descobri que tinha diabetes fiquei chateada, pois gostava
muito de doce.”
Kamona

“A descoberta da DM foi uma guerra feia, parece que até foi
uma revolta; foi sério!”
Inaiê
É uma luta, porque antes eu era muito saudável, não sabia o que era fazer
regime por problema de saúde, agora tenho que ser cuidadosa, tenho que ser
cuidadosa. “Tenho que cuidar da diabetes” é uma coisa tanto quanto
assustadora, se eu ficar preocupada e pensar: - sou diabética e preciso me
cuidar, aí entro em parafuso; porque quando lembro que sou diabética, levo
susto, vem o pavor. [...] é mesmo uma recomendação assustadora de
cuidados, é onde eu acho que tem hora que fico meio traumatizada.
Inaiê
“Já acostumei com as coisas da vida que não voltam.”
Roamã

“Vejo a diabetes como uma doença que não tem cura, mas que pode ser controlada e que depende muito da boa vontade."
Mahoo
“Gostaria de estar perfeita na saúde, mas ...”
Inaiê
“Já acostumei com as coisas da vida que não voltam”.
Roamã
“Assim, por exemplo, eu sabia que não podia comer e não comia,
tomava meus medicamentos direitinhos, eu falava: - Vou sair dessa!... [...] Fui aceitando, fazendo tratamento e procurei médico.
Roamã
“É uma luta, porque antes eu era muito saudável, não sabia o que era
fazer regime por problema de saúde, agora tenho que ser cuidadosa,
tenho que ser cuidadosa.”
Inaiê
“Depois, vim embora para Alfenas e arrumei esse médico Dr. Rafael,

tratei com ele seis anos, depois não aguentei mais; porque era muito

estúpido e ainda é.”
Roamã


“Acho uma festa fazer as atividades, gosto muito das colegas, das minhas professoras, me dou muito bem lá Uma vai levando a outra, foi assim comigo. Eu vivia no sofá dormindo, minha vontade era de dormir, olhava na televisão e dormia, andava embodocada, pisando alto, com dificuldades para caminhar. agora não tem nada disso. Vou lá para São Tomé, subo aquelas ladeiras de pedra, você precisa ver eu dou conta. Quando comecei a fazer à ginástica, parei com o cansaço.”

Kamona
“Tem dia que dá vontade, ontem mesmo, eu e a cozinheira estávamos
com vontade de comer doce, chupei uma balinha e passou. Se não
comer, fico pensando, parece que a comida não sustenta. Se eu comer
um doce depois da refeição, sinto-me satisfeita. Tem dia que o
organismo pede, mas isso é a cabeça da gente. Não janto todo dia, não
é bom.”
Kamona
“Faço minhas atividades diariamente. Antes do meu esposo falecer
eu só fazia alongamento, eram duas vezes por semana e às vezes fazia
dança também. [...] Faço hidroginástica na segunda, os alongamentos na
terça e quinta-feira, yoga na quarta-feira, na sexta-feira e no sábado
Tai-chi-chuan e no domingo gosto de ir ao bailinho, espairecer um pouco. Quando está chovendo muito, não saio para fazer os exercícios, então faço aqui em casa mesmo; pois tenho aparelho aqui.”

Mahaoo
“Meu dia a dia é levantar cedo, tomar os remédios em jejum
[...].] Não teve um dia que tomei no horário certinho, só se colocar
esse bendito relógio para despertar. Hoje, ainda, falei para a
empregada me ajudar tomar o remédio[...] controlar remédio
sozinho não é fácil não.”
Inaiê
“Tem hora que a diabetes suspende, tem hora que abaixa demais. Se
fico nervoso, ela suspende e doem as pernas e o corpo. Mas, não é todo
dia não, tomando esses remédios (mostrando a lista de
medicamentos que usa) aí não dá nada. Quando começo a tomar
medicamento novo, nas primeiras vezes que eles explicam, não
lembro ...mas depois me acostumo. De mês em mês, tenho que tem
fazer os exames...Sei que não posso comer.”
Kurumí
“Ela prepara só isso, não tem nada de diferente para ela preparar
[...] O médico pediu para fazer caminhada, porém não estou
fazendo”
Kurumí
“Aí fui embora e, falei pra minha filha que o moço do Ambulatório
disse que não é era DM. E, ela falou: - não é? como? vou lá com a
senhora agora [...]] De verdura crua comemos o alface, aquele ali (o
esposo) gosta que coloque óleo quente para murchar, gosta de comer
alface desse jeito, então acabo comendo junto.

“Roamã
UNIFAL-MG
“Diabetes pra mim é rotina, já acostumei”. Roamã
“Talvez não tenhamos conseguido fazer o melhor,
mas lutamos para que o melhor fosse feito.
Não somos o que deveríamos ser,
não somos o que iremos ser...
mas graças a Deus,
não somos o que éramos”
Martin Luther King
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