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Trabalho de Português - Cesário Verde

The power of storytelling.
by

Rita Mouta

on 25 May 2011

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Transcript of Trabalho de Português - Cesário Verde

Cesário Verde "A Mulher elegante que despreza o poeta" Publica o poema "O sentimento dum ocidental" a 10 de Junho de 1880, e a sua genialidade é comparada à de Camões Em 1873 matricula-se no curso superior de Letras, que abandona passados poucos meses "O Livro de Cesário Verde" "Esta aborrece quem é pobre. Eu, quasi Job,
Aceito os meus desdéns, seus ódios idolatro-os;
E espero-a nos salões dos principais teatros,
Todas as noites, ignorado e só." Com 10 anos de idade Cesário faz o seu exame de instrução primária em 1865 Quem foi Cesário Verde? Publica os primeiros versos também em 1873 no Diário de Notícias Em 1874, enquanto Cesário continua a publicar poemas noutros jornais e revistas, o pintor francês Monet inicia, com o seu quadro "Impression, soleil levant", o Impressionismo O Governo Regenerador encontrava grande resistência e o Fontes Pereira de Melo estava em declínio
A crise e a revolução contra a monarquia eram iminentes
O nível cultural da população era extremamente baixo
Os pequenos-burgueses associavam-se ao movimento republicano Em 1878 instala-se em Linda-a-Pastora e continua a publicar com assiduidade, alvo de constantes críticas e incompreensões. Cesário Verde nasceu a 25 de Fevereiro de 1855 em Lisboa, na Rua da Padaria, freguesia da Madalena. O estado de saúde de Cesário (tuberculose), já grave, piora, tendo vindo a provocar a sua morte precoce a 19 de Junho de 1886, no Paço do Lumiar, com apenas 31 anos. Em 1887, já depois da morte do poeta, Silva Pinto publica "O Livro de Cesário Verde" "Pinto quadros por letras, por sinais", Cesário Verde PORTUGAL NO FINAL DO SÉCULO XIX (1886) Excerto de "O Sentimento dum ocidental", de Cesário Verde

"Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-nos, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba,
Toldam-se duma cor monótona e londrina."

(...) "Não quero nada, deixa-me dormir..." "O Livro de Cesário Verde" é uma compilação de 22 poemas divididos em duas secções: "Crise Romanesca" e "Naturais".
Foi organizado e publicado por Silva Pinto posteriormente à morte do poeta.

Não contém todas as obras de Cesário, apenas as que representam as várias tendências do autor convergentes na sua obra poética. Características da obra de Cesário Verde Sinestesia Advérbio Assíndeto Hipálage "Cheira-me a fogo, a sílex, a ferrugem;
Sabe-me a campo, a lenha, a agricultura." "Amareladamente, os cães parecem lobos." "Quando arregaça e ondula a preguiçosa saia" "Madeiras, águas, multidões, telhados." Estilos em Cesário Verde Impressionismo Figuras portuguesas na literatura impressionista: Eça de Queirós Ramalho Ortigão Fialho de Almeida Cesário Verde Eugénio de Castro Características Análise de alguns poemas "Deslumbramentos" Milady, é perigoso contemplá-la
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.

Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, senguindo-lhes as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!…

Em si tudo me atrai como um tesoiro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de oiro
E o seu nevado e lúcido perfil!

Ah! Como me estonteia e me fascina…
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!…

Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!

O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demónio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!

Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.

E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como a um brilhante.

Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão-de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.

E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas! Estrangeirismos: "Milady"
"Toilletes" Caracterização da Mulher Mulher como produto de convenções mundanas e identificação com a cidade Mulher fatal e humilhantemente indiferente ao interesse no poeta, que lhe segue as passadas Mulher arcanjo e demónio Mulher que se veste de forma elegante, distinguindo-se das outras mulheres Redução do amante à condição de servo Transposição do plano individual para o plano colectivo: vingança contra a ordem social personificada pelas "miladies" "Humilhações" Esta aborrece quem é pobre. Eu, quase Jó,
Aceito os seus desdéns, seus ódios idolatro-os;
E espero-a nos salões dos principais teatros,
Todas as noites, ignorado e só.

Lá cansa-me o ranger da seda, a orquestra, o gás;
As damas, ao chegar, gemem nos espartilhos,
E enquanto vão passando as cortesãs e os brilhos,
Eu analiso as peças no cartaz.

Na representação dum drama de Feuillet,
Eu aguardava, junto à porta, na penumbra,
Quando a mulher nervosa e vã que me deslumbra
Saltou soberba o estribo do coupé.

Como ela marcha! Lembra um magnetizador.
Roçavam no veludo as guarnições das rendas;
E, muito embora tu, burguês, me não entendas,
Fiquei batendo os dentes de terror.

Sim! Porque não podia abandoná-la em paz!
Ó minha pobre bolsa, amortalhou-se a idéia
De vê-la aproximar, sentado na platéia,
De tê-la num binóculo mordaz!

Eu ocultava o fraque usado nos botões;
Cada contratador dizia em voz rouquenha:
— Quem compra algum bilhete ou vende alguma senha?
E ouviam-se cá fora as ovações.

Que desvanecimento! A pérola do Tom!
As outras ao pé dela imitam de bonecas;
Têm menos melodia as harpas e as rabecas,
Nos grandes espetáculos do Som.

Ao mesmo tempo, eu não deixava de a abranger;
Via-a subir, direita, a larga escadaria
E entrar no camarote. Antes estimaria
Que o chão se abrisse para me abater.

Saí: mas ao sair senti-me atropelar.
Era um municipal sobre um cavalo. A guarda
Espanca o povo. Irei-me; e eu, que detesto a farda,
Cresci com raiva contra o militar.

De súbito, fanhosa, infecta, rota, má,
Pôs-se na minha frente uma velhinha suja,
E disse-me, piscando os olhos de coruja:
— Meu bom senhor! Dá-me um cigarro? Dá?... Características da Mulher Mulher fria, distante, "frígida" Humilhação Social Mulher "soberba", como um "magnetizador" Humilhação Estética Apelo aos sentidos, através dos sons e sensações Impressionismo Representação da tensão da vida urbana
Análise das relações e dos conflitos sociais Realismo "Frígida" I
Balzac é meu rival, minha senhora inglesa!
Eu quero-a porque odeio as carnações redondas!
Mas ele eternizou-lhe a singular beleza
E eu turbo-me ao deter seus olhos cor das ondas.

II
Admiro-a. A sua longa e plácida estatura
Expõe a majestade austera dos invernos.
Não cora no seu todo a tímida candura;
Dançam a paz dos céus e o assombro dos infernos.

III
Eu vejo-a caminhar, fleumática, irritante,
Numa das mãos franzindo um lençol de cambraia!...
Ninguém me prende assim, fúnebre, extravagante,
Quando arregaça e ondula a preguiçosa saia!

IV
Ouso esperar, talvez, que o seu amor me acoite,
Mas nunca a fitarei duma maneira franca;
Traz o esplendor do Dia e a palidez da Noite,
É, como o Sol, dourada, e, como a Lua, branca!

V
Pudesse-me eu prostar, num meditado impulso,
Ó gélida mulher bizarramente estranha,
E trêmulo depor os lábios no seu pulso,
Entre a macia luva e o punho de bretanha!...

VI
Cintila ao seu rosto a lucidez das jóias.
Ao encarar consigo a fantasia pasma;
Pausadamente lembra o silvo das jibóias
E a marcha demorada e muda dum fantasma.

VII
Metálica visão que Charles Baudelaire
Sonhou e pressentiu nos seus delírios mornos,
Permita que eu lhe adule a distinção que fere,
As curvas da magreza e o lustre dos adornos!

VIII
Desliza como um astro, um astro que declina,
Tão descansada e firme é que me desvaria,
E tem a lentidão duma corveta fina
Que nobremente vá num mar de calmaria.

IX
Não me imagine um doido. Eu vivo como um monge,
No bosque das ficções, ó grande flor do Norte!
E, ao persegui-la, penso acompanhar de longe
O sossegado espectro angélico da Morte!

X
O seu vagar oculta uma elasticidade
Que deve dar um gosto amargo e deleitoso,
E a sua glacial impassibilidade
Exalta o meu desejo e irrita o meu nervoso.

XI
Porém, não arderei aos seus contactos frios,
E não me enroscará nos serpentinos braços:
Receio suportar febrões e calafrios;
Adoro no seu corpo os movimentos lassos.

XII
E se uma vez me abrisse o colo transparente,
E me osculasse, enfim, flexível e submissa,
Eu julgara ouvir alguém, agudamente,
Nas trevas, a cortar pedaços de cortiça! Características da Mulher Mulher formosa, fria, distante, impassível e altiva Mulher fatal, pálida e bela, fria que o poeta deseja e receia O poeta teme a humilhação e debate-se com o controlo dos seus impulsos amorosos Mulher fatal A mulher retrata os valores e a decadência e violência social Valor erótico que simultaneamente desperta o desejo e arrasta para a morte através da humilhação O poeta reconhece que mesmo que alguma vez fosse aceite pela Mulher esta se mostraria a nível interior de acordo com o seu exterior: gélida, impassível, perigosa Representação de cenas do quotidiano
Musicalidade de sons da Natureza através da aliteração
Recurso à hipálage
Uso da expressão nominal - impessoalidade
Sugestão de impressões gerais
Sugestão do estilo pictórico com o uso do imperfeito narrativo Realismo Características: Representação da vida burguesa (aspectos negativos)
Representação da tensão da vida urbana
Análise das relações e dos conflitos sociais Figuras portuguesas na literatura realista: Eça de Queirós Teófilo Braga Antero de Quental Cesário Verde "Cafe Terrace", Van Gogh "Dejeuner Canotier", Renoir "Irises", Monet "Maria Cristina", Columbano "Portrait of a desperate man", Courbet "Colheita das Ceifeiras", Silva Porto Trabalho Realizado por:

Rita Mouta
Inês Correia

11º Ano 2011
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