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TEORIA DO TREINAMENTO DESPORTIVO

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by

Erika Maciel

on 24 January 2014

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Transcript of TEORIA DO TREINAMENTO DESPORTIVO

TEORIA DO TREINAMENTO DESPORTIVO
Profa. Dra. Erika S. Maciel
Principais valências físicas
capacidades condicionantes: força, flexibilidade, velocidade e resistência


capacidades coordenativas: equilíbrio, ritmo, agilidade e coordenação motora
Princípios científicos do treinamento desportivo
Características de treinamento e modalidas esportivas
Considerar a predominância das valências físicas exigidas e o trabalho de compensação- muitas vezes ignorado
Prescrição de exercícios
treinamento física: Repetição sistemática de exercícios que produz fenômenos de adaptação funcional e morfológica nas capacidades físicas

treinamento desportivo: Processo sistemático da preparação de atletas para o nível mais alto de rendimento esportivo (componentes físico, técnico, tático, psicológico e intelectual)
Planejamento e Periodização do treinamento
Treino em blocos
característica
Período dividido em fases distintas. Na primeira etapa se concentra um grande volume de trabalho em relação à preparação específica.
Na segunda etapa o volume é baixo, porém as cargas específicas são mais intensas.

Características do treinamento para públicos específicos
Foco

importante considerar: os objetivos e as condições do atleta/desportista em relação à modalidade e ao desempenho

tenha metas realistas-alcançáveis

pense no atleta como um todo: ele não é uma parte isolada da sua vida.

respeite os limites, mas tente superá-los a cada dia.



Imagem: Viktor Vasnetsov / Stone Age. Detail 2, 1882-1885 / United States public domain

NA GRÉCIA ANTIGA, A ATIVIDADE FÍSICA JÁ FAZIA PARTE DA EDUCAÇÃO.
PLATÃO DEFENDIA A IDEIA DE QUE O TIRO, A LANÇA, O USO DA ESGRIMA E TODO O TIPO DE MOVIMENTO DE CORPO PARA O EXÉRCITO DEVERIA SER ENSINADO POR UM PROFESSOR NOMEADO: O PEDÓTRIBA.
ESCOLA DE ATENAS, pintura de RAFAEL SANZIO



ESPORTE - Atividade física e/ou mental sujeita a regulamentos, que visa à competição e tem regras instituídas por uma confederação- Podem ser individuais ou coletivos

“O esporte é uma atividade competitiva institucionalizada, que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de habilidades motoras relativamente complexas, por indivíduos, cuja participação é motivada por uma combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos”. (Barbanti)

E a atividade física??

Aptidão Física
Bouchard et al., (1990, p.45):

“...um estado dinâmico de energia e vitalidade que permite a cada indivíduo não apenas a realização das tarefas do cotidiano, das ocupações ativas das horas de lazer e enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva, mas também evitar o aparecimento das disfunções hipocinéticas, enquanto funcionando no pico da
capacidade intelectual e sentindo uma alegria de viver"

Treinamento?
Treinamento: Elaboração de um conjunto de sessões de exercícios, os quais, por meio da somatória de seus efeitos no organismo, promovam alterações fisiológicas duradouras (crônicas) específicas no organismo.


Princípios Gerais: referem-se a maioria dos
esportes, a todos os tipos de treinamento e as etapas do desenvolvimento a longo prazo.

Princípios Específicos: aspectos específicos e isolados do treinamento (ex. treinamento técnico coordenativo) ou grupos com objetivos específicos (ex. esporte de amplitude).

4 grupos principais
–Sobrecarga: Para romper com o efeito de adaptação.
–Ciclização: Para assegurar a adaptação
–Especificidade: Para especialização do treinamento
–Proporcionalização: Para criar os requisitos para um bom desempenho




Síndrome da adaptação geral:

Excitação ou choque - a presente fase poderá provocar dores e por este motivo queda momentânea no
rendimento provocando um período de reação de alarme no organismo.
Resistência ou adaptação - esta fase tende a provocar uma adaptação ao estímulo aplicado com elevação no rendimento.
Exaustão ou cansaço – nesta fase o corpo não responde positivamente aos estímulos por já estar adaptado, possivelmente haverá queda de rendimento nos casos de treinamento excessivo. Há o risco de lesões temporárias ou permanentes.

São os conceitos ou abordagens que formam a base das idéias desta área do conhecimento, essenciais para se atingir resultados satisfatórios dentro de um trabalho.
São baseados nas várias ciências que lhes dão sustentação teórica (fisiologia, psicologia e pedagogia etc); e são estas “regras” que sistematicamente norteiam o desenvolvimento do treinamento, tentando manter em foco, de forma eficiente, o objetivo proposto.


Os princípios do treinamento são parte de um conceito “total” e não devem ser enxergados como elementos isolados.


Princípio da individualidade biológica

“Chama-se individualidade biológica o fenômeno que explica a variabilidade entre elementos da mesma espécie, o que faz com que se reconheça que não existem pessoas iguais entre si”. (Tubino – 2003)

homeostase ou estado estável
Níveis de estímulo

Estímulos débeis – não provocam adaptação.
Estímulos médios – apenas excitam.
Estímulos de médio para forte – provocam adaptações.
Estímulos muito fortes – causam danos. (a aplicação de estímulos neste nível de intensidade por muitos microciclos pode levar ao Strain ou over-training
Adaptação- Mudanças estruturais, funcionais-biológicas, geralmente irreversíveis, que passam de gerações para gerações, afetando o genoma da população;
Aclimação - Mudança estrutural reversível em função da imposição de estímulos não naturais ao organismo (Exercício Físico);
Aclimatação - Mudanças orgânicas e celulares resultantes da interação do organismo com estímulos ambientais .

Princípio da Sobrecarga: Para induzir mudanças positivas no estado de um indivíduo é necessário aplicar um exercício com sobrecarga.
A adaptação do treinamento tem lugar somente se o nível de sobrecarga é maior do que o nível habitual. Consideramos duas formas para induzir a adaptação, uma é elevar a sobrecarga de treinamento (intensidade, volume) a outra é mudar o exercício (método de treinamento) (Zatsiorsky 1999).

 VOLUME 
Maior número de séries
Maior número de repetições
Maior número de grupos musculares trabalhados 
Maior número de exercícios       
INTENSIDADE 
Aumento dos pesos das anilhas
Aumento da velocidade de execução     
Diminuição do intervalo entre as séries   
Aumento da amplitude do movimento
Período de restituição (restauração) = o organismo após a atividade repõe suas reservas de energia até os níveis iniciais.

Período de supercompensação (restauração ampliada) = o organismo acumula uma maior energia para próximos estímulos.

Período de depleção = o organismo utiliza suas reservas de energia para realizar o trabalho proposto.

Assimilação compensatória = período de restituição + supercompensação.

Princípio da sobrecarga progressiva: resulta de uma relação entre estímulo adaptação e aumento da sobrecarga. De acordo com esta abordagem as exigências feitas ao indivíduo devem ser aumentadas sistematicamente quanto aos seguintes parâmetros – condicionamento, coordenação, técnica, tática, força de vontade (Tieb/Schanabel/Baumann 1980 apud Weineck 2005).

Princípio da sobrecarga individualizada: compreende respeitar a demanda de estímulos que correspondem às necessidades individuais de cada pessoa (Weineck 2005).

Princípio da sobrecarga eficaz: O princípio da sobrecarga efetiva compreende a necessidade de que a sobrecarga deve ultrapassar uma determinada intensidade para que haja um aumento de desempenho (Weineck 2005).

Princípio da sobrecarga para a ruptura do efeito de adaptação:

A estimulação destas variáveis deve estar relacionada a fase do treinamento em que o atleta se encontra, considerando o volume como a quantidade de treino e a intensidade como a qualidade (ritmo de execução) do mesmo, a relação das duas normalmente será inversamente proporcional sempre que uma aumentar a outra diminui.. (Tubino 2003).

Princípio da interdependência volume intensidade

“Os estímulos de treinamento devem ter uma seqüência continuada e estudada de aplicação, para obter progressos no treinamento e se encaminhar aos objetivos propostos”.

Princípio da Continuidade

Princípio da treinabilidade

“Um indivíduo ao participar continuamente de um treinamento gradativamente vai se aproximando do seu limite pessoal para performance, suas respostas adaptativas são influenciadas por peculiaridades genéticas”. “Mesmo possuindo idênticas condições de treinamento pessoas podem responder de maneira diferente ao mesmo”. (Tubino – 2003).

“ O treinamento deve ser montado sobre os requisitos específicos para performance desportiva em termos de qualidade físicas intervenientes, sistema energético preponderante, segmentos corporais envolvidos e coordenações psicomotoras utilizadas”. (Dantas 1995)

Princípio da especificidade

Princípio da participação ativa.

“o atleta deve ser esclarecido e informado continuamente dos elementos constitutivos do seu treinamento para que este se sintam igualmente responsável pelos resultados que ele pode vir alcançar ou não” Bompa 2002.

“É imperativo que o professor resista a tentação de desenvolver um treinamento especializado prematuramente. Uma base ampla e multilateral de desenvolvimento físico, especialmente em relação à preparação física geral é uma condição básica para se obter um alto grau de especialização e maestria técnica” Bompa 2002.

Alguns princípios com abordagem mais pedagógica:

Princípio do desenvolvimento multilateral.

Densidade: em todo treinamento existem dois parâmetros - a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reação do organismo, ocorre a adaptação e supercompensação.

Essa recuperação demanda um tempo de repouso, ou diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e supercompensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se densidade. A correta utilização dessa relação determina a eficácia do treinamento.

FASE FAIXA ETÁRIA CARACTERÍSTICA
Pré-escolar 4 – 6 (anos) Vivência diversificada de movimentos.
Universal 6 – 12 (anos) Preparação geral. Base ampla e variada de mov. (lúdico)
Orientação 11 – 14 (anos) Automação de grande parte dos movimentos.
Direção 13 – 16 (anos) Início do aperfeiçoamento e especialização.
Especialização 18 – 21 (anos) Concretização da especialização da modalidade escolhida
Aproximação Transição do jovem para uma possível carreira esportiva.
Alto Nível Máximo do desempenho esportivo.
Readaptação Readaptação do ex-atleta à sociedade.
Recreação e Saúde Participação de programas de atividade física que assegurem os efeitos positivos da função fisiológica.

O principal objetivo da periodização do treinamento é orientar as cargas a fim de possibilitar uma recuperação ampliada do efeito da sessão de treino e dos efeitos da sucessão acumulada de sessões de treino
Macrociclo: várias semanas (semestral ou anual)
Microciclo: até uma semana (4 a 7 dias)
Mesociclo (4 a 6 semanas)

Período Preparatório
Objetivo: Desenvolvimento de boa forma esportiva.
Prioridade em exercícios preparatórios de condicionamento geral;
Obter disposição ideal para o treinamento específico (próximo período)
Inicia com grandes volumes, depois redomínio de uma redução da abrangência e aumento da intensidade do treinamento;
Em alto desempenho há uma grande intensidade e especificidade de estímulos.

Período específico/competitivo
Objetivo: desenvolvimento adicional da forma esportiva e participação em competições.
Desenvolvimento do desempenho individual e a sua estabilização.
A qualidade e quantidade de estímulos na competição dependem da tolerância individual do atleta.

Período de transição
Objetivo: Recuperação e regeneração ativa do atleta, perda da forma esportiva.
Há uma perda inevitável do estado de desempenho, há uma redução da intensidade e do volume de treino;
A recuperação ativa é feita através de esportes que evitem uma queda muito intensa do desempenho (treino cruzado/lazer ativo).
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