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TECNOLOGIA DIGITAL E AGÊNCIA COMO SUBSÍDIOS PARA OS LETRAMENTOS

Júlio Araújo - UFRN - 2013
by

Sayonara Costa

on 20 May 2013

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Transcript of TECNOLOGIA DIGITAL E AGÊNCIA COMO SUBSÍDIOS PARA OS LETRAMENTOS

Júlio Araújo A escola no Brasil O programa Conclusões Questionamentos Podemos afirmar que os alunos, partícipes dessas oficinas, conseguiram romper com a estrutura escolar e, assim, posicionar-se mais livremente por meio das tirinhas por eles produzidas tecnologia digital e agência como subsídios para os letramentos Reflexões possíveis a partir da produção textual dos alunos Saberes globais e (dis)sabores locais De um modo sintético, no percurso de concepção e construção da escola brasileira, esta sempre se configurou como uma instituição altamente elitista e seletiva, marcada principalmente pela cultura do “apadrinhamento” em relação ao seu acesso e pela exclusão das classes menos favorecidas da sociedade A escola, nas últimas três décadas, tem sido pensada e discutida com o intuito de garantir uma educação formal de qualidade para todos, universalizando especialmente os nove anos do ensino fundamental. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB
e Lei n.º 9.394/96 (Brasil, 1996) Com a democratização da escola, é inevitável o confronto entre diferentes coletividades (agências) no âmbito dessa instituição, estruturada com suas respectivas alteridades e percepções de mundo Que significado a população estudantil, em zonas periféricas da cidade de Fortaleza – Ceará – Brasil, tem atribuído às tecnologias digitais, em especial o computador conectado à internet, a partir do exercício de sua agência no espaço escolar? Que relação os estudantes de escola pública, em zonas periféricas da cidade de Fortaleza, têm construído com as tecnologias digitais, a fim de compreender como eles se movimentam no ambiente estruturante da escola e nele tentam obter suas conquistas, tanto pessoais como coletivas, auxiliados pelos recursos que tais tecnologias oferecem? As entrevistas Dados Alguns conceitos... Um sistema hierarquizado de poder e de privilégios, o qual é determinado tanto pelas relações materiais e/ou econômicas (salário, renda) como pelas relações simbólicas (status) e/ou culturais (escolarização) entre os indivíduos Estrutura Agência “É a capacidade que os atores possuem de ajustar criticamente a sua própria responsividade a situações problemáticas (...) Um processo de engajamento social impregnado de temporalidade” (EMIRBAYER; MISCHE, 1998, p. 963) Os agentes são também atores e sujeitos, pois impregnam de intenções as estruturas, haja vista estas funcionarem como “sistemas” sociais e culturais submetidos sempre a desejos e projetos humanos. A personificação dos papeis escolhidos pelos indivíduos está intrinsecamente atrelada ao significado que eles atribuem a esse papel, ou seja, tem a ver com a postura que adotam no espaço social, já que a sua posição social objetiva (concreta) pode sofrer alterações e ser substituída por uma posição subjetiva (imaginária), redesenhada a partir do que move subjetivamente esses indivíduos em relação ao mundo e aos outros com quem partilham o mundo (Charlot, 1997). Uma estrutura pode sofrer consequências transformadoras ao longo do tempo. Em razão dessa possibilidade, podemos perfeitamente constatar que o surgimento das atuais tecnologias digitais e os letramentos que seus usos possibilitam emergir podem dar impulso a significativas transformações nas lógicas do sistema escolar, utilizado aqui como um exemplo de campo. As disputas, todas elas mediadas pelo uso da linguagem, estão sempre orientadas por regularidades e por normas que são partilhadas socialmente, mas que, em algumas circunstâncias, podem ser ultrapassadas pelos próprios agentes desse campo ao exercerem sua condição de sujeitos. Sendo o saber o produto de um tipo específico de aprendizagem, que existe somente pela linguagem e na linguagem, o letramento, como a capacidade de aprender/saber-fazer bom uso da língua em movimento nas esferas sociais de comunicação, configura-se também como um constituinte da agência humana. Vale ressaltar, contudo, que, se os agentes são igualmente atores e sujeitos, podemos considerar a agência humana como sendo também a ação de um ser singular, exemplar único da espécie humana, que constrói uma história, interpretando o mundo e a ele atribuindo um sentido, do mesmo modo que significa a posição que ocupa nesse mundo, as suas relações com os outros, a sua própria história e a sua individualidade (Charlot, 1997). Agência antes de tudo, um processo dialético e dialógico, dentro do qual os agentes constroem mobilização e sentido para o agir. É na condição de “sujeito que o indivíduo, através de mecanismos singulares de reflexividade, atribui sentido às suas acções, toma por objecto os limites e possibilidades das suas condições e contextos e opta por orientar as suas condutas num determinado sentido, que pode ou não contrariar os seus posicionamentos como agente e como actor”. (CAETANO, 2011, p. 166) Os dados... Dimensão
técnica Dimensão
social Os alunos ressignificaram a proposta da atividade e transformaram as histórias em quadrinho em um instrumento semiótico de manifestação de seus modos de compreensão crítica sobre o campo escolar e de elucidação de elementos simultaneamente salientes e desconhecidos da realidade circundante à estrutura desse campo. Podemos afirmar que a prática de letramento vivenciada por esses estudantes não foi apenas um fato novo que ocorreu em função de ser diferente naquele contexto, pelo uso dos computadores conectados à Internet, mas foi, sobretudo, uma ação comunicativa realmente nova devido ao fato de que a mediação oferecida pelas OLD proporcionou a eles construírem posicionamento social para além da posição de estudantes. O que representou para os estudantes as tarefas de produzir tirinhas na escola? Explicação sobre o conteúdo temático das histórias O sentido atribuído à produção das tirinhas Intuímos que os significados culturais que se revelam a partir da produção dos quadrinhos desses estudantes apontam, infelizmente, para uma cultura de violência, de crime e de morte da qual os atores em tela procuram fugir e, por isso, suas tirinhas podem ser interpretadas como pedidos de socorro. Representações ligadas ao universo escolar Explorando as ferramentas de edição/criação para falar do cotidiano O saldo positivo das oficinas Os dados analisados ainda nos permitem dizer que, mesmo sem usar a linguagem canônica ensinada e celebrada pela escola, esses estudantes se apropriam de tarefas escolares para questionarem o poder daquela instituição, e suas promessas de emancipação, devido, especialmente, ao abandono que ela sofre por parte de algumas das políticas educacionais promovidas pelo estado brasileiro. Os quadrinhos produzidos pelos alunos revelam sua agência na medida em que eles, com argúcia, percebem que não haveria outro modo de se fazer notar e ouvir pela e na escola se não fosse por sua capacidade de se apropriar das atividades escolares para publicar sua voz e seu posicionamento frente à realidade social em que estão inseridos. Os estudantes, livrando-se do medo dos erros ortográficos e da aparente rejeição dos professores ao tema tratado, colocam falas na boca de personagens que, na verdade, são suas. Essas falas são deslocadas projetivamente para não serem ignoradas ou reprimidas. Obrigado! araujo_jc Júlio Araújo Atualmente, o AMPLINKS atende:

a 4 escolas públicas de Fortaleza e 2 da região metropolitana Por meio deste programa, o nosso desejo é que a escola, desde cedo, crie situações didáticas através das quais seja possível trazer para o espaço educativo situações concretas de escrita digital com as quais o educando sinta desejo e necessidade de interagir, pois percebe que são ferramentas sociais portadoras de sentidos, de propósitos comunicativos, e que se traduzem em fontes de informações variadas e de saberes a serem explorados.

Realizamos uma série de oficinas de letramentos digitais por meio de várias ferramenta de elaboração de HQs virtuais

http://www.pixton.com/br/
http://www.maquinadequadrinhos.com.br
http://www.toondoo.com

Nessas ferramentas, os estudantes encontram vários personagens, cenários, objetos e balões pré-formatados. Procedimentos que adotamos nas oficinas Leitura de HQs impressas;
Estudo das características;
Distribuição de HQs xerocadas com os balões em branco
Apresentação das ferramentas
Cadastro e uso das ferramentas Os quadrinhos O Contexto...
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