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Introdução à oncologia

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Luiz Vinícius Barbosa Santos

on 5 September 2013

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Transcript of Introdução à oncologia

Introdução à
Oncologia

O que é câncer?
Nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
Processo de Carcinogênese
O processo de carcinogênese, ou seja, de formação de câncer, em geral se dá lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo passa por vários estágios antes de chegar ao tumor. São eles:
Classificação por tipos do tecido
Os cânceres de tecido podem ser classificado em cinco categorias principais:
Estadiamento
Classificação e avaliação de um caso de neoplasia e seu grau de disseminação.

Importância: consegue englobar quase todos os tipos possíveis de cânceres e classificar suas características mais importantes para o tratamento do paciente.

O sistema de estadiamento mais utilizado é o preconizado pela União Internacional Contra o Cancer (UICC), chamado de sistema TNM.
Tratamento
Pode ser curativo ou paliativo.

Compreende uma série de medidas que visam combater o câncer e impedir sua recidiva e/ou melhorar as condições de vida ou de sobrevida do paciente.

O tratamento mais adequado vai depender do tipo de câncer, do grau de estadiamento da doença e da fase da vida em que o paciente se encontra.

Tumores que atingem órgãos vitais, como pulmão, fígado, pâncreas, cérebro, rins, as expectativas de sucesso são menores, ainda mais quando o câncer apresenta metástases.
Tratamento
As neoplasias malignas que se desenvolvem em pessoas com menos de 30 anos costumam ser mais agressivas e de rápido crescimento.

Pacientes mais jovens podem receber tratamentos mais intensivos, que apesar de debilitar o indivíduo por um determinado tempo, aumentam as chances de cura.

Pacientes mais idosos, as terapias costumam ser menos agressivas, aliadas aos cuidados paliativos.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas.
Um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, sendo menos agressivas e de tratamento mais fácil.
Estágio de iniciação
Primeiro estágio da carcinogênese.

As células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos que provocam modificações em alguns de seus genes.

As células se encontram, geneticamente alteradas, porém ainda não é possível se detectar um tumor clinicamente. Encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas" para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio.
Estágio de progressão
Estágio de promoção
Segundo estágio da carcinogênese.

As células geneticamente alteradas (iniciadas) sofrem o efeito dos agentes cancerígenos classificados como oncopromotores.

A célula iniciada é transformada em célula maligna, de forma lenta e gradual, necessitando de um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor.

A suspensão do contato com agentes promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio.

Alguns componentes da alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que promovem a transformação de células iniciadas em malignas.
É o terceiro e último estágio, caracterizado pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas.

Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.

Os fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes oncoaceleradores ou carcinógenos.

O fumo, por exemplo, é um agente carcinógeno completo, pois possui componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese.
Carcinoma
O carcinoma é um tumor maligno desenvolvido a partir de células epiteliais, glandulares ou do trofoblasto, que tende a invadir tecidos circulares originando metástases.

Os locais mais comuns de lesões do tipo carcinoma são pele, boca, pulmão, mama, estômago, colo de útero, próstata e pênis.

Carcinoma, como toda neoplasia, é classificado pela sua aparência histopatológica em adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas

Sarcoma
Um sarcoma é câncer/neoplasia que atinge células da mesoderme, em contraste com os cânceres mais comuns, que atingem a parte mais superficial ou interna do tecido.

Pode atingir osso, cartilagem, gordura, músculo, vasos sanguíneos, ou tecidos moles. O termo advém do termo grego e significa "crescimento carnoso".

São os tipos de câncer que mais fazem metástase e portanto os mais perigosos e difíceis de serem tratados
Mieloma
Mieloma Múltiplo é um tipo de câncer de medula que afeta as células plasmáticas (imunoglobulinas).

O mieloma é chamado de “mieloma múltiplo” porque múltiplas áreas da medula são normalmente afetadas.

Existe uma variação substancial entre pacientes devido:

Ao número de áreas da medula óssea afetadas;
À localização dessas áreas (ex.: coluna vertebral, pélvis, braços e/ou pernas);
À atividade ou padrão de crescimento do mieloma.
Leucemia
Leucemias são doenças malignas que acometem os leucócitos, os glóbulos brancos do sangue presentes nos gânglios linfáticos e na corrente sanguínea.

Nas leucemias, além de perder a função de defesa do organismo, os glóbulos brancos doentes produzidos descontroladamente reduzem o espaço na medula óssea para a fabricação das outras células que compõem o sangue e elas caem na corrente sanguínea antes de estarem preparadas para exercer suas funções.

Linfoma
Cânceres do sistema linfático.

Linfoma é um conjunto de neoplasias que se inicia a partir do linfócito.

Esta anomalia é resultado de danos no material genético da célula, levando a mutações do DNA do linfócito

A mutação propiciará a esta célula, vantagem proliferativa havendo um crescimento excessivo e descontrolado das células neoplásicas, acumulando e resultando em massas tumorais nos linfonodos e até mesmo, em outros locais do organismo.
Estadiamento
T: classificação do tumor primário

N: característica dos linfonodos da cadeia de drenagem linfática do órgão ou tecido afetado

M: presença ou não de metástase.

Após cada letra destas adiciona-se um número para caracterizar cada uma destas informações que estão sendo abreviadas (adiciona-se X no caso de não poder ser avaliado).
T - Tumor Primário
TX: O tumor primário não pode ser avaliado.

T0: Não há evidência de tumor primário.

Tis: Carcinoma in situ

T1/T2/T3/T4: Tamanho crescente e/ou extensão local do tumor primário.

N - Linfonodos Regionais
NX: Os linfonodos regionais não podem ser avaliados.

N0: Ausência de metástase em linfonodos regionais.

N1/N2/N3: Comprometimento crescente dos linfonodos regionais

Nota: A extensão direta do tumor primário para o linfonodo é classificada como metástase linfonodal. Metástase em qualquer linfonodo que não seja regional é classificada como metástase à distância.

M - Metástase à Distância
MX: A presença de metástase à distância não pode ser avaliada.

M0: Ausência de metástase à distância

M1: Metástase à distância

Braquiterapia
Uma forma de radioterapia em que materiais radioativos são implantados nas proximidades do tumor, evitando que células sadias sejam afetadas.

Apresenta menos efeitos colaterais que as formas de radioterapia convencionais, além de geralmente serem mais rápidas.

Geralmente utilizado no tratamento de câncer de mama, colo de útero, próstata e pele.
Radioterapia
Utilizado principalmente no caso de tumores localizados, que tem como objetivo destruir as células cancerosas por meio da irradiação de ondas de energia, provenientes de raio X, cobalto, iodo radioativo, entre outros.

A quantidade de radiação aplicada depende do tipo de tumor e das condições do paciente.

Efeitos colaterais: lesões na pele, queda de cabelo, lesões no fígado, rim, pulmão e cérebro, supressão medular, sensação de cansaço e distúrbios gastrintestinais.

Os efeitos colaterais específicos estão associados com a região do corpo em que a radiação é aplicada, pois podem atingir células de órgão os tecidos circunvizinhos.

Quimioterapia
Pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos.

O uso de drogas isoladas (monoquimioterapia) mostrou-se ineficaz em induzir respostas completas ou parciais significativas, na maioria dos tumores, sendo atualmente de uso muito restrito.

A poliquimioterapia é de eficácia comprovada e tem como objetivos:
Atingir populações celulares em diferentes fases do ciclo celular
Utilizar a ação sinérgica das drogas
Diminuir o desenvolvimento de resistência às drogas
Promover maior resposta por dose administrada.

A quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia.
Curativa
Quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor

Exemplos: casos de doença de Hodgkin, leucemias agudas, carcinomas de testículo, coriocarcinoma gestacional e outros tumores.
Adjuvante
Quando se segue à cirurgia curativa, tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes, diminuindo a incidência de metástases à distância.

Exemplo: quimioterapia adjuvante aplicada em caso de câncer de mama operado em estádio II.
Neoadjuvante ou prévia
Quando indicada para se obter a redução parcial do tumor, visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ou radioterapia.

Exemplo: quimioterapia pré-operatória aplicada em caso de sarcomas de partes moles e ósseos.
Paliativa
Não tem finalidade curativa, é usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente.

Exemplo: caso de quimioterapia indicada para carcinoma indiferenciado de células pequenas do pulmão.
Critérios para Aplicação de Quimioterapia
Hemograma:

Leucócitos > 4.000/mm³

Neutrófilos > 2.000/mm³

Plaquetas > 150.000/mm³

Hemoglobina > 10 g/dl
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