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Horas Mortas Cesario verde

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by

Carlos Colaço

on 12 December 2016

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Transcript of Horas Mortas Cesario verde

Análise do Poema "Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás e IV- Horas mortas"
Cesário Verde
Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás
Momento em que o sujeito poético inicia o seu passeio pela cidade, ao entardecer. À medida que vai escurecendo, acendem-se os candeeiros a gás.
Deambulação do sujeito poético pelas ruas da cidade, à noite; descrição do que observa; contraste entre cidade e campo.
III - AO GÁS
É a terceira parte do poema "Sentimento dum Ocidental"
Constítuido por 11 quadras
Tema: Cidade
Assunto:
Rima
Desdobram-se tecidos estrangeiros;
Plantas ornamentais secam nos mostradores;
Flocos de pós-de-arroz pairam sufocadores,
E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros.
a
a
b
b
- Rima interpolada e emparelhada -
Des | do | bram | -se | te | ci | dos | es | tran | gei ] ros;
Plan | tas | or| na | men | tais | se | cam | nos | mos | tra | do ] res;
Flo | cos | de | pós | -de-a | rroz | pai | ram | su | fo | ca | do]res,
E em | nu | vens | de | ce | tins | re | que | bram |-se os | cai | xei ] ros.
1º verso: Decassílabo (10 sílabas métricas)
2º, 3º e 4º versos: Alexandrinos (12 sílabas métricas)
Características principais
O sujeito poético continua a sofrer os efeitos opressivos do ambiente da cidade
Desejo de produzir um "livro que exacerbe"
Valorização do campo
Figura feminina
Anticlericalismo
Solidariedade social
O deambular progressivo do eu poético permite-lhe apreender o real exterior pelo seu mundo interior, interpretando-o e recriando-o com grande nitidez
Personagens
"as impuras"
as "burguezinhas do catolicismo"
"o forjador"
um "ratoneiro imberbe"
"a lúbrica pessoa"
uma "velha de bandós" e os seus "mecklemburgueses"

"um cauteleiro rouco"
o "velho professor de latim"
Espaços
Os "passeios de lajedo"
Os "moles hospitais"
As "lojas tépidas"
A "catedral de um corpo imenso"
O "cutileiro"
A "padaria"
As "casas de confeções e modas"
As "longas descidas" e as "esquinas"
Figuras de estilo
Metáforas:
"A noite pesa, esmaga." ; "... chorar doente dos pianos"
Hipálage:
"Um cheiro salutar e honesto a pão no forno"
Apóstrofe:
"Ó moles hospitais"
Tripla adjetivação:
"Com versos magistrais, salubres e sinceros"
Enumeração:
"Com santos e fiéis, andores, ramos, velas"
III - AO GÁS
IV - HORAS MORTAS
Em “Horas Mortas”, a cidade vai ficando mais vazia de vida à medida que a madrugada se aproxima, pois nas ruas só permanecem aqueles que vivem à margem da sociedade. A cidade vai-se tornando disforme e cada vez mais opressiva e amarga, como que aprisionando o sujeito poético. A vontade que o eu poético tem de escapar desta cidade prisão aumenta progressivamente ao longo do poema.
Deambulação do eu poético pelas ruas da capital, a altas horas da madrugada, onde predominam a violência, insegurança, medo e angústia.
Rima
Sentimento de Um Ocidental IV - Horas Mortas
Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás
Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás
Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás
Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás
Sentimento de Um Ocidental III - Ao Gás
Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;
Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras,
Enleva-me a quimera azul de transmigrar.
O teto fundo de oxigénio, de ar,
a
a
b
b
- Rima interpolada e emparelhada -
Sentimento de Um Ocidental IV - Horas Mortas
O/te/to/fun/do/de o/xi/gé/nio,/ de ar

10 sílabas - decassilábico




Es/ten/de/-se ao /com/pri/do, ao/ mei/o/ das/ tra/pei/ras

12 sílabas - alexandrino
.
Sentimento de Um Ocidental IV - Horas Mortas
Divisão do poema em partes:
Primeiras 3 estrofes: Descrição da cidade, das ruas e dos edifícios. Desejo de evasão.

Estrofes 4-6: Plano do sonho. o poeta enche-se de esperança, pensa que no futuro, Portugal poderá recuperar a sua grandeza perdida.

Estrofes 7- 11: Desfalecer de toda a esperança, o sujeito poético retorna à realidade, percebendo que os seus desejos são impossíveis. Descreve a cidade e as personagens marginais que dominam as ruas - os bêbados, assassinos, ladrões e prostitutas.
Sentimento de Um Ocidental IV - Horas Mortas
Correntes literárias
Realismo- observação do real (deambulação) - O poeta deambula pelas ruas da capital.

Impressionismo- captação da realidade através das sensações (principalmente auditivas e visuais).
Sentimento de Um Ocidental IV - Horas Mortas
Sensações predominantes:
Auditivas:
“Um parafuso cai nas lajes, “ (v.6), “no silêncio, infaustas e trinadas/ As notas pastoris de uma longínqua flauta.” (v.12/13), “E os gritos de socorro ouvir, estrangulados.” (v.28), “Cantam, de braço dado, uns tristes bebedores” (v.32), “(…)sem ladrar(…)” (v.35), “Tossem, (…)” (v.40)
Visuais:
“O teto fundo de oxigénio, de ar,/Estende-se ao comprido, (…)” (v.2/3), “(…)às escuras:” (v.6), “A dupla correnteza augusta das fachadas” (v.10), “de vidro transparente!” (v.16), “vastidões aquáticas” (v.24), “Sem árvores, no vale escuro das muralhas!.../ Julgo avistar, na treva, as folhas das navalhas” (v.26/27), “E têm marés, de fel, como um sinistro mar!” (v.44)
Sentimento de Um Ocidental IV - Horas Mortas
Alguns Recursos Estilísticos
V. 8-
"olhos [luz] dum caleche, (...) sangrentos" - personificação.

V. 9-
"como as linhas de uma pauta" - comparação.
V. 17-
"Ó nossos filhos!" - apóstrofe.
V. 21-
"raça ruiva do porvir" - aliteração em "r".
V. 22-
"E pelas vastidões aquáticas seguir"- anástrofe .
V. 27-
"as folhas das navalhas" - metáfora.
V. 35-
"E sujos, sem ladrar, ósseos, febris, errantes," - múltipla adjetivação, enumeração
V. 42-
"prédios sepulcrais" - metáfora
- "com dimensões de montes" - hipérbole
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