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Os Lusíadas - Canto X

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Rafaela Honório

on 4 March 2013

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Transcript of Os Lusíadas - Canto X

Elogio aos portugueses e ao Rei. 149 Por vos servir, a tudo aparelhados;
De vós tão longe, sempre obedientes;
A quaisquer vossos ásperos mandados,
Sem dar reposta, prontos e contentes.
Só com saber que são de vós olhados,
Demónios infernais, negros e ardentes,
Cometerão convosco, e não duvido
Que vencedor vos façam, não vencido. 147 Olhai que ledos vão, por várias vias,
Quais rompentes leões e bravos touros,
Dando os corpos a fomes e vigias,
A ferro, a fogo, a setas e pelouros,
A quentes regiões, a plagas frias
A golpes de Idolátras e de Mouros,
A perigos incógnitos do mundo,
A naufrágios, a peixes, ao profundo! CANTO X De Luis Vaz de Camões Fim ... Canto X
. Resumo do canto
. Análise das Considerações
do Poeta Os Lusíadas As ninfas oferecem aos portugueses um banquete;

Uma ninfa começa a descrever os futuros feitos dos portugueses;

O poeta invoca a Calíope;

Tetis mostra a Vasco da Gama a Máquina do Mundo;

Tetis mostra o lugar onde os Portugueses irão praticar altos feitos;

Tetis despede-se dos Portugueses;

Embarque destes rumo à pátria;

Chegada dos Portugueses à Foz do Tejo. CANTO X Elogio ao Rei Camões recusa cantar, pois considera que as pessoas não têm capacidade para apreciar a sua poesia 146 145 E não sei por que influxo de Destino
Não tem um ledo orgulho e geral gosto,
Que os ânimos levanta de contino
A ter pera trabalhos ledo o rosto.
Por isso vós, ó Rei, que por divino
Conselho estais no régio sólio posto,
Olhai que sois (e vede as outras gentes)
Senhor só de vassalos excelentes! No mais, Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Dũa austera, apagada e vil tristeza. [ CONSIDERAÇÕES DO POETA] ] CANTO X Os Lusíadas Canto X Daniela Silvério
Milene Inácio
Milene Tomás
Rafaela Honório Externato Cooperativo da Benedita
Português 12ºA
2012/2013 Elogio aos portugueses e ao Rei. 149 Por vos servir, a tudo aparelhados;
De vós tão longe, sempre obedientes;
A quaisquer vossos ásperos mandados,
Sem dar reposta, prontos e contentes.
Só com saber que são de vós olhados,
Demónios infernais, negros e ardentes,
Cometerão convosco, e não duvido
Que vencedor vos façam, não vencido. 147 Olhai que ledos vão, por várias vias,
Quais rompentes leões e bravos touros,
Dando os corpos a fomes e vigias,
A ferro, a fogo, a setas e pelouros,
A quentes regiões, a plagas frias
A golpes de Idolátras e de Mouros,
A perigos incógnitos do mundo,
A naufrágios, a peixes, ao profundo! [ CONSIDERAÇÕES DO POETA ] CANTO X O poeta realça o poder da sua arte. Oferece-se para servir o país pelas armas e por uma nova epopeia. 155 154 156 Ou fazendo que, mais que a de Medusa,
A vista vossa tema o monte Atlante,
Ou rompendo nos campos de Ampelusa
Os muros de Marrocos e Trudante,
A minha já estimada e leda Musa
Fico que em todo o mundo de vós cante,
De sorte que Alexandro em vós se veja,
Sem à dita de Aquiles ter enveja. Pera servir-vos, braço às armas feito,
Pera cantar-vos, mente às Musas dada;
Só me falece ser a vós aceito,
De quem virtude deve ser prezada.
Se me isto o Céu concede, e o vosso peito
Dina empresa tomar de ser cantada,
Como a pressaga mente vaticina
Olhando a vossa inclinação divina, Mas eu que falo, humilde, baixo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente. [ CONSIDERAÇÕES DO POETA ] CANTO X . Caracterização dos feitos dos portugueses

. Elogio à coragem e vontade dos portugueses

. Critica a valores humanos como a ambição

. Elogio ao rei D. Sebastião

. Reflexão sobre o desinteresse da nação face à arte

. Transmissão de sentimentos contraditórios (orgulho, esperança, desânimo)

. Proposta de servir o rei nas armas e na criação de uma nova epopeia . [ CONSIDERAÇÕES DO POETA ] CANTO X Apóstrofe Tripla Adjetivação 146 145 E não sei por que influxo de Destino
Não tem um ledo orgulho e geral gosto,
Que os ânimos levanta de contino
A ter pera trabalhos ledo o rosto.
Por isso vós, ó Rei, que por divino
Conselho estais no régio sólio posto,
Olhai que sois (e vede as outras gentes)
Senhor só de vassalos excelentes! No mais, Musa, no mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Dũa austera, apagada e vil tristeza. Recursos Estilísticos CANTO X [ CONSIDERAÇÕES DO POETA ] Antítese Anáfora Antítese Enumeração 149 Por vos servir, a tudo aparelhados;
De vós tão longe, sempre obedientes;
A quaisquer vossos ásperos mandados,
Sem dar reposta, prontos e contentes.
Só com saber que são de vós olhados,
Demónios infernais, negros e ardentes,
Cometerão convosco, e não duvido
Que vencedor vos façam, não vencido. 147 Olhai que ledos vão, por várias vias,
Quais rompentes leões e bravos touros,
Dando os corpos a fomes e vigias,
A ferro, a fogo, a setas e pelouros,
A quentes regiões, a plagas frias
A golpes de Idolátras e de Mouros,
A perigos incógnitos do mundo,
A naufrágios, a peixes, ao profundo! Recursos Estilísticos [ CONSIDERAÇÕES DO POETA ] CANTO X Interrogação Retórica 154 Mas eu que falo, humilde, baixo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente. Recursos Estilísticos [ CONSIDERAÇÕES DO POETA ] CANTO X
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