Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

A política contra a servidão voluntária

Segunda parte do seminário de Filosofia Aplicada à Comunicação, 3ª Fase de PP 01/2013
by

Saulo Sobanski

on 15 March 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of A política contra a servidão voluntária

Práxis e revolução • poiesis, ação fabricadora (o trabalho e as técnicas), e praxis (a ação livre do agente moral e do sujeito político) Das lutas populares e das tradições libertárias nascem as teorias socialistas modernas. São três as principais correntes socialistas modernas: Gênese da sociedade e do Estado Para Marx e Engels, os seres humanos são produtores: são o que produzem e são como produzem. A produção das condições materiais e intelectuais da existência não são escolhidas livremente pelos seres humanos, mas estão dadas objetivamente, independentemente de nossa vontade. Eis porque Marx diz que os homens fazem sua própria História, mas não a fazem em condições escolhidas por eles. São historicamente determinados pelas condições em que produzem suas vidas.
A produção e a reprodução das condições de existência se realizam, portanto, através do trabalho (relação com a Natureza), da divisão social do trabalho (intercâmbio e cooperação), da procriação (sexualidade e instituição da família) e do modo de apropriação da Natureza (a propriedade). São uma série de fatores que juntos formam um tipo de sociedade produzida pelos próprios seres humanos (às vezes sem ter noção disso, de certo modo). A política contra a servidão voluntária As teorias socialistas Conceito de
Servidão Voluntária O termo "servidão voluntária" surgiu há
mais de quatro décadas, no livro "Discurso da servidão voluntária" de Étienne de La Boétie. A obra problematizava o enigma da submissão de muitos a um. Fazendo uma analogia à uma balança, é como se a grama superasse o quilo. A dúvida principal de La Boétie é porque tantos homens
suportam um tirano que só lhes faz mal à medida que
aceitam sua situação de subordinados. O que mais chama
a atenção é que na grande maioria dos casos a servidão
não é imposta por força bruta ou enganações políticas. O filósofo dá inúmeras explicações a respeito da "impotência" do povo: o costume; a covardia e a dificuldade de se expressar dos sujeitos; o temor do desconhecido e do misterioso; e, mais importante, o estabelecimento de uma cadeia hierarquizada de tiranetes (os que abusam de sua posição). La Boétie opõe tirania e amizade: “não pode haver amizade onde está a crueldade, a deslealdade, a injustiça. Entre os maus, quando se juntam, há uma conspiração, não uma companhia; eles não se entre-amam, mas se entre-temem; não são amigos, mas cúmplices” SOCIEDADE x JUSTIÇA Socialismo Utópico: Essa corrente socialista vê a classe trabalhadora como despossuída, oprimida pelos tiranos e geradora da riqueza social (da qual não desfrutam). Para ela, os teóricos imaginam uma sociedade totalmente nova onde:

• não exista a propriedade privada
• lucro dos capitalistas
• exploração do trabalho
• desigualdade econômica, social e política.
• cidades organizadas em grandes cooperativas geridas pelos trabalhadores
• escola e educação para todos
• liberdade de pensamento e de expressão
• igualdade de direitos sociais (moradia, alimentação, transporte, saúde)
• e principalmente abundância e felicidade.

As cidades são comunidades de pessoas livres e iguais que se autogovernam. São chamadas de sociedades utópicas porque infelizmente são tipos de cidades que não existem em lugar algum, e são criadas a partir do desejo dos subordinados. Os principais socialistas utópicos foram os franceses Saint-Simon, Fourier, Proudhon, Louis Blanc e Banqui, e o inglês Owen. Anarquismo: O anarquismo é uma crítica ao individualismo burguês e ao Estado liberal, considerado autoritário e antinatural. Acreditam na liberdade natural e na bondade natural dos seres humanos e em sua capacidade para viver felizes em comunidades. Atribuem que a sociedade (um grupo de indivíduos isolados e em luta) surgiu para sustentar a propriedade privada através da exploração do trabalho, e que o Estado foi criado para atribuir o poder dos mais fortes (os proprietários privados) sobre os fracos (os trabalhadores). Contra o artificialismo da sociedade e do Estado, propõem:
• o retorno à vida em comunidades autogovernadas, sem hierarquias e autoridades com poder
• dois grandes valores: a liberdade e a responsabilidade
• descentralização social e política
• a participação direta de todos nas decisões da comunidade
• a formação de organizações de bairro, de fábrica, de educação, moradia, saúde, transporte, etc.
• organizações comunitárias participativas que formem federações nacionais e internacionais para a tomada de decisões globais, garantindo a democracia direta
• impedir o surgimento de aparelhos de poder que conduzam à formação do Estado.
• inibir a existência de exércitos profissionais
• a defesa da tese do povo armado ou das milícias populares, que se formam numa emergência

Os anarquistas são conhecidos como libertários, pois lutam contra todas as formas de autoridade e de autoritarismo. Além de Bakunin, outros importantes anarquistas foram: Kropotkin, Ema Goldman, Tolstoi, Malatesta e George Orwell, autor do livro 1984xxi. Comunismo ou socialismo científico: Crítica não só ao Estado liberal mas também às outras duas teorias socialistas, desenvolvida nas obras de Marx e Hegels. Perspectiva Marxista: Marx parte da crítica da economia política. Etimologicamente, economia (oikos e nomos: conjunto de normas de administração da propriedade privada) e política (polis: espaço público das leis e do direito) se contradizem.
A crítica da economia política consiste em mostrar que a política jamais conseguiu realizar a diferença entre ambas. O poder político sempre foi a maneira legal e jurídica pela qual a classe economicamente dominante de uma sociedade manteve seu domínio. As sociedades sempre foram divididas entre proprietários e não-proprietários, e o poder político nunca foi compartilhado para os não-proprietários.

• definição do homem como "indivíduo", sempre buscando a satisfação de suas necessidades
• noção de ordem natural racional, garantindo a todos os indivíduos a satisfação de suas necessidades e seu bem-estar
• noção de que, seja por bondade natural, seja por egoísmo, os homens agem em seu próprio benefício e interesse e, assim fazendo, contribuem para o bem coletivo ou social
• a propriedade privada é natural e útil socialmente/moralmente, porque estimula o trabalho e combate o vício da preguiça
• a concorrência é responsável pela riqueza social e pela harmonia entre interesse privado e coletivo É por afirmar que a sociedade se constitui a partir de condições materiais de produção e da divisão social do trabalho, que as mudanças históricas são determinadas pelas modificações naquelas condições materiais e naquela divisão do trabalho, e que a consciência humana é determinada a pensar as idéias que pensa por causa das condições materiais instituídas pela sociedade, que o pensamento de Marx e Engels é chamado de materialismo histórico. Onde há propriedade privada, há interesse privado e não pode haver interesse coletivo ou geral. Os proprietários dos meios de produção podem ter interesses comuns, pois necessitam do intercâmbio e da cooperação para manter e fazer crescer a propriedade de cada um. Assim, embora estejam em concorrência e competição, precisam estabelecer certas regras pelas quais não se destruam reciprocamente nem às suas propriedades. Sabem também que não poderão resolver as contradições com os não-proprietários e que estes podem, por revoltas e revoluções populares, destruir a propriedade privada. É preciso, portanto, que os interesses comuns entre os proprietários dos meios de produção e a força para dominar os não-proprietários sejam estabelecidos de maneira tal que pareçam corretos, legítimos e válidos para todos. Para isso, criam o Estado como poder separado da sociedade, portador do direito e das leis, dotado de força para usar a violência na repressão de tudo quanto pareça perigoso à estrutura econômica existente. E qual a gênese do Estado? Há também poder despótico (nascimento justifica o poderio), poder teocrático (sacralização do governante). No caso das repúblicas (democracia grega, o senado e o povo romano), leis definem quem pode ser cidadão e participar do governo. A ideologia • Nossas idéias, historicamente determinadas, têm
peculiaridade de nascer a partir de nossa experiência social direta.
• Feuerbach esse fenômeno na religião, designando-o com o conceito de alienação (por exemplo, na política, quel eva os sujeitos sociais a aceitarem a dominação estatal porque não reconhecem quem são os verdadeiros criadores do Estado).
• Exemplo: os trabalhadores não só não se reconhecem como autores ou produtores das mercadorias, mas ainda acreditam que elas valem o preço que custam e que não podem tê-las porque valem mais do que eles.
• Essa inversão entre causa e efeito leva à produção de imagens e idéias que pretendem representar a realidade, um imaginário social invertido – um conjunto de representações sobre os seres humanos e suas relações, sobre as coisas, sobre o bem e o mal, o justo e o injusto, os bons e os maus costumes, etc. Tomadas como idéias, essas imagens ou esse imaginário social constituem a ideologia.
• À medida que, numa formação social, uma forma determinada da divisão social se estabiliza, se fixa e se repete, os indivíduos tende a considerá-los naturais (surge então formas inconscientes mas não louváveis de racismo, preconceitos e desigualdade social) • Apesar da valorização do trabalho e apesar da ideologia do direito natural, no momento de definir quem tem direito ao poder político, a classe dominante “esquece” a “dignidade do trabalho ” e declara o poder político um direito exclusivo dos homens independentes ou livres (no caso, os que não precisam trabalhar). • Liberdade, diziam gregos e romanos, é não precisar ocupar-se com as atividades de sobrevivência, mas dispor de ócio para cuidar da coisa pública.
• A economia política afirma que o salário corresponde aos custos e ao preço da produção de uma mercadoria. Então, calcula-se o que o trabalhador precisa para manter-se e reproduzir-se, deduzindo-se esse montante do custo total da produção e determinando o salário. Se tiverem essa ciência, se conseguirem unir-se e organizar-se para transformar a sociedade e criar outra sem a divisão e a luta de classes, passarão à praxis política. • A teoria marxista da revolução não se confunde, portanto, com as teorias utópicas e libertárias, porque não se baseia na miséria, na infelicidade e na injustiça a que estão submetidos os trabalhadores, mas se fundamenta na análise científica da sociedade capitalista. • Por isso, Marx e Engels disseram que a emancipação dos trabalhadores terá que ser obra histórica dos próprios trabalhadores. A sociedade comunista, sem propriedade privada dos meios de produção, sem classes sociais, sem exploração do trabalho, sem poder estatal, livre e igualitária, resulta, portanto, da praxis revolucionária da classe trabalhadora.
Full transcript