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AS RESPOSTAS DO CAPITAL A SUA CRISE ESTRUTURAL

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by

Marcus Machado

on 10 November 2014

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Transcript of AS RESPOSTAS DO CAPITAL A SUA CRISE ESTRUTURAL

AS RESPOSTAS DO CAPITAL A SUA CRISE ESTRUTURAL
A reestruturação produtiva e suas repercussões no processo de trabalho

Resposta
Capitalista
A resposta capitalista a essa crise procurou enfrentá-la tão somente na sua superfície, na sua dimensão
fenomênica
, isto é, reestruturá-la sem transformar os pilares essenciais do modo de produção capitalista.
Tratava-se, para o capital, de reorganizar o ciclo reprodutivo preservando seus fundamentos essenciais.
Neste contexto, iniciou-se uma mutação no interior do
padrão de acumulação
( e não no
modo de produção
) visando alternativas que conferissem maior dinamismo ao processo produtivo. Gestou-se a transição do padrão taylorista e fordista para as novas formas de acumulação flexibilizada.
Taylorismo / Fordismo - Paradigma
- Produção em massa de mercadoias, homogeneizada e verticalizada;
- Operações racionalizadas ao máximo, combatendo o "desperdício" na produção;
- Padrão produtivo baseado no trabalho parcelar e fragmentado;
- Produção articulada pelas esteiras;
- Separação nítida entre elaboração e execução;
- Expandiu-se dos EUA para praticamente todo o processo industrial dos países capitalistas e para grande parte do setor de serviços;
- Entre o final dos anos 60 e início dos anos 70 esse padrão produtivo começou a dar sinais de esgotamento.
Movimento social-democrata
A eclosão das revoltas do operário-massa e a crise do welfare state
A eclosão das revoltas do operário-massa e a crise do welfare state
A reorganização do capital
Equipe
Fernando Couto
Luciano Santana
Marcus Ribeiro

O Taylorismo / Fordismo e as políticas de regulação
Junto com o processo de trabalho Faylorista / Fordista, surgiu, particularmente durante o pós-guerra, um sistema de "compromisso" e de "regulação" que, limitado a uma parcela dos países capitalistas avançados, ofereceu a ilusão de que o sistema de metabolismo social do trabalho pudesse ser efetiva, duradoura e definitivamente controlado, regulado e fundado num compromisso entre capital e trabalho mediado pelo Estado. Neste contexto, os sindicatos e os patidos políticos funcionariam omo elementos de mediação entre o patronato e os trabalhadores.
Sob a alternância partidária, ora com a social-democracia ora com os patidos diretamente burgueses, esse "compromisso" procurava delimitar o campo de luta de classes, onde se buscava a obtenção dos elementos constitutivos do
welfare state
. Uma forma de sociabilidade fundada no "compromisso" que implementava ganhos sociais e seguridade social para os trabalhadores dos países centrais,
desde que a temática do socialismo fosse relegada a um futuro a perder de vista.
Início dos anos 70 - Capitalismo em quadro crítico
Elementos desta crise são de grande complexidade;
Implementação de um amplo processo de reestruturação do capital, com vistas à recuperão do seu ciclo reprodutivo;
Consequências no mundo do trabalho;
Os limites das ações do proletariado
Era difícil desmontar uma estruturação organizacional social-democrática consolidada durante décadas e que tinha deixado marcas no interior dooprio proletariado. A luta dos trabalhadores, se teve o mérito de ocorrer no espaço produtivo fabril, denunciando a organização taylorista e fordista do trabalho bem como dimensões da divisão social hierarquizada que subordina o trabalho ao capital, não conseguiu se converter num projeto societal hegemônico contrário ao capital. Do mesmo modo, a conflitualidade proletáária emergente não conseguiu consolidar formas de organização alternativas, capazes de se contrapor aos sindicatos e aos partidos tradicionais.
- Tinha como eixo de sua pauta política a ação pela melhoria das condições salariais, de trabalho e de seguridade social, requerendo do Estado condições que garantissem e preservassem as conquistas que resultavam do "compromisso";
- Porém, progressivamente, transformou-se em estrutura mediadora do comando do capital sobre o proletariado;
- Expansão e propagação da concepção
estatista
no interior do movimento operário;
- Centralização e burocratização da atividade sindical em todos os níveis;
- O "Estado-providência";


- Um novo proletariado, cuja forma de sociabilidade industrial, marcada pela massificação, ofereceu as bases para a construção de uma nova identidade e de uma nova forma de consciência de classe.
- Se o operário-massa ( mass worker ) foi a base social para a expansão do "compromisso" social-democrático anterior, ele também foi seu principal elemento de transordamento, ruptura e confrontaçãão, da qual foram forte expressão os movimentos pelo controle social da produção ocorridos no final dos anos 60.
- No final dos anos 60, as ações dos trabalhadores atingiram seu ponto de ebulição, questionando os pilares constitutivos da sociabilidade do capital, particularmente no que concerne ao controle social da produção.


- Exprimiam descontentamento em relação ao caminho social-democrata do movimento operário;
- Ações ocorriam frequentemente fora das instituições sindicais e dos mecanismos de negociação legalmente instituídos;
- Nessas condições, ao exercerem um controle direto sobre as lutas, os trabalhadores nas décadas de 60 e 70 mostraram que a questão decisiva não diz respeito à mera propriedade formal do capital, às relações de propriedade, mas à própria forma como são organiadas as relaçõões sociais de trabalho;
- O salto tecnológico;
- Exploração das virtualidades da inteligência;
- Novos modos de administração: Toyotismo, a qualidade total, entre outros;
- Trabalhador polivalente;
- Com a derrota da luta operária pelo controle social da produção, estavam dadas então as bases sociais e ideo-políticas para a retomada do processo de reestruturação do capital.
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