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Memorial do Convento : Amor

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by

Maria Santos

on 27 May 2013

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Transcript of Memorial do Convento : Amor

análise de um excerto do capítulo XXV "Memorial do Convento" Capítulo Final: XXV Síntese - Procura de Baltasar por Blimunda ao longo de nove anos.
- Apelido de Blimunda: a voadora.
- Passagem de Blimunda por Mafra e tomada de conhecimento da morte de Álvaro Diogo.
- Sétima passagem desta por Lisboa.
- Encontro de Blimunda (em jejum) com Baltasar, que está a ser queimado num auto de fé, junto com António José da Silva (O Judeu), em 1739.
- Recolha da vontade de Baltasar por Blimunda. Excerto Introdução Obra de José Saramago
Histórias centrais:
- Amor de Baltazar e Blimunda
- Construção do Convento de Mafra
- Construção da Passarola Provas de amor de Blimunda Procura incessante por Baltazar: "foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos, e andando e buscando veio a descobrir como é pequeno este país onde nasceu"

Recolha da vontade do amado: "Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda." A importância do tempo e do espaço na obra: Espaço: "Portugal inteiro esteve debaixo destes passos"
- Símbolo do amor incondicional.

Tempo: "Nove anos procurou Blimunda."
- Símbolo da insistência e da determinação. Eterna união
Nova vida em plenitude
“Amor existe sobre todas as coisas” Símbologia da Recolha da Vontade Recursos Estilísticos Importância do Excerto na Obra Trabalho realizado por: Milhares de léguas andou Blimunda, quase sempre descalça. A sola dos seus pés tornou-se espessa, fendida como uma cortiça. Portugal inteiro esteve debaixo destes passos, algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão qualquer risco a separar a terra de lá da terra de, cá, só ouvia falar outra língua, e voltava para trás. Em dois anos, foi das praias e das arribas do oceano à fronteira, depois recomeçou a procurar por outros lugares, por outros caminhos, e andando e buscando veio a descobrir como é pequeno este país onde nasceu, Já aqui estive, já aqui passei, e dava com rostos que reconhecia, Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora, Ah, bem me lembro, então achou o homem que procurava, O meu homem, Sim esse, Não achei, Ai pobrezinha, Ele não terá aparecido por aqui depois de eu ter passado, Não, não apareceu, nem nunca ouvi falar dele por estes arredores, Então cá vou, até um dia, Boa viagem, Se o encontrar. Encontrou-o. Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima. Vinha do Sul, dos lados de Pegões. Atravessou o rio, quase noite na última barca que aproveitava a maré. Não comia há quase vinte e quatro horas. Trazia algum alimento no alforge, mas, de cada vez que ia levá-lo à boca, parecia que sobre a sua mão outra mão se pousava e uma voz lhe dizia, Não comas, que o tempo é chegado. Sob as águas escuras do rio, via passar os peixes a grande profundidade, cardumes de cristal e prata, longos dorsos escamosos ou lisos. A luz interior das casas coava-se através das paredes, difusa como um farol no nevoeiro. Meteu-se pela Rua Nova dos Ferros, virou para a direita na igreja de Nossa Senhora da Oliveira, em direcção ao Rossio, repetia um itinerário de há vinte e oito anos. Caminhava no meio de fantasmas, de neblinas que eram gente. Entre os mil cheiros fétidos da cidade, a aragem nocturna trouxe-lhe o da carne queimada. Havia multidão em S. Domingos, archotes, fumo negro, fogueiras. Abriu caminho, chegou-se às filas da frente, Quem são, perguntou a uma mulher que levava uma criança ao colo, De três sei eu, aquele além e aquela são pai e filha que vieram por culpas de judaísmo, e o outro, o da ponta, é um que fazia comédias de bonifrates e se chamava António José da Silva, dos mais não ouvi falar. São onze os supliciados. A queima já vai adiantada, os rostos mal se distinguem. Naquele extremo arde um homem a quem falta a mão esquerda. Talvez por ter a barba enegrecida, prodígio cosmético da fuligem, parece mais novo. E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo. Então Blimunda disse, Vem. Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda. “Portugal inteiro esteve debaixo destes passos” “Algumas vezes atravessou a raia de Espanha porque não via no chão qualquer risco a separar a terra de lá da terra de cá.” “Cardumes de cristal e prata” “Praias, arribas, oceanos” Sinédoque Antítese Metáfora Enumeração - Derradeiro final.
- Símbolo do amor verdadeiro e eterno.
- Lição de preserverança. Maria João Santos
Carla Ribeiro
12ºQA
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