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Memorial do Conventoo

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by

Ana Santos

on 14 April 2014

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Transcript of Memorial do Conventoo

Memorial do Convento
Biobibliografia
de José Saramago



José de Sousa Saramago nasceu a 16 de Novembro de 1922, na aldeia de Azinhaga, na Golegã, província do Ribatejo, se bem que o registo oficial mencione apenas o dia 18.

É filho e neto de camponeses, filho de José de Sousa e Maria da Piedade. O seu nome teria sido, à semelhança do de seu pai, José de Sousa, se o empregado do registo, por iniciativa própria, não tivesse juntado a alcunha pela qual a família do pai era conhecida na aldeia: Saramago [“saramago” é uma pequena planta herbácea, cujas folhas, naquele tempo, serviam de alimento aos pobres].




1924 - parte, com os pais, para Lisboa. Fez a escola primária, mudando depois para a escola secundária, onde ficou apenas dois anos, por falta de recursos económicos. Foi para uma escola profissional e, durante cinco anos, aprendeu a ser serralheiro-mecânico, sendo este, aliás, o seu primeiro emprego, depois de terminado o curso. Nessa altura já começara a frequentar, em horário pós-laboral, uma biblioteca pública, em Lisboa. E foi aí, sem qualquer ajuda ou indicação, apenas com curiosidade e vontade de aprender, que o seu gosto pela leitura se desenvolveu e refinou.
1947 - publicou o seu primeiro livro, o romance "Terra do Pecado".
1944 - Saramago casou-se com Ilda Reis, uma pintora com a qual teve uma filha, Violante.
O escritor divorciou-se da mulher na década de 70, quando se tornou editor do Diário de Notícias
1974 - editou um livro de crónicas políticas, foi contratado para trabalhar no Ministério de Comunicação Social e nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias. Nesse mesmo ano ficou desempregado, resolveu dedicar-se totalmente à produção textual; e produziu “Levantado do chão”, obra lançada em 1980, que lhe rendeu sucesso e o Prémio Cidade de Lisboa.
Em 1993 transferiu a sua residência para a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias, em Espanha.
1991 - o escritor publicou “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, obra que foi censurada pelo governo, levando-o a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), local onde vive até hoje com a atual esposa, a espanhola Pilar del Rio.



1998 - Saramago recebeu o Prémio Nobel de Literatura, sendo o primeiro autor de Língua Portuguesa a recebê-lo.

As suas obras foram publicadas na Espanha, França, Itália, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Grécia, Brasil, Bulgária, Polónia, Cuba, União Soviética, Dinamarca, Israel, Noruega, Roménia, Suécia, Finlândia, Estados Unidos, Japão, Hungria, Suíça, Argentina e México.
É doutor pelas Universidades de Turim (Itália), Manchester (Inglaterra), Sevilha, Toledo e Castilla-la-Mancha (Espanha), Brasília, Évora e Coimbra.

É ainda membro da Academia Universal das Culturas, de Paris; membro correspondente da Academia Argentina de Letras e membro do Parlamento Internacional de Escritores em Estrasburgo.
É também um dos mais premiados autores da nossa literatura. Entre muitos outros galardões, recebeu:

prémio Internacional Literário Mondello (Palermo) em 1992, pelo conjunto da obra;
prémio Literário Brancatti (Sicília), em 1992, pelo conjunto da obra;
prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), em 1993;
prémio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), em 1995;
prémio Camões, em 1995;
prémio Nobel da Literatura, em 1998 (como já atrás foi referido).

O título "Memorial do Convento"



Registo escrito sobre algo que se pretende guardar na memória.
Convento de Mafra mandado construir por D. João V, entre 1717 e 1744, suportado pelas remessas de ouro do Brasil;
Obra exemplar do estilo barroco, considerado na época um dos maiores da Europa.
A Intenção Crítica do Autor
Opulência e exuberância do rei e da nobreza, contrastando com a extrema miséria do povo;

Sujidade da cidade de Lisboa;

Adultério (a mulher que trai o marido ingénuo);

Frades (falso celibato – envolvimento com mulheres, levando-as para as celas);

Freiras (falso celibato – relação do rei D. João V com a irmã Paula do convento de Odivelas);
Inquisição – a repressão que exerce sobre o povo;

Povo, ignorante que se diverte com os autos de fé;

Rei que recruta friamente trabalhadores para a concretização da sua promessa;

Infante D. Francisco, pelo seu comportamento infantil (divertimento em espingardear marinheiros).

Baltasar regressa a Lisboa, vindo da guerra, onde perdera a mão esquerda numa batalha perto de Jerez de los Caballeros (Espanha). Ao voltar a Lisboa, traz consigo os ferros que mandara fazer para substituir a mão que perdera na guerra. No caminho de regresso, Baltasar mata um homem que o tentara assaltar. Na altura, não sabia se ficaria em Lisboa ou se seguiria para Mafra onde estavam os seus pais.




Já em Lisboa, enquanto não se decide, vagueia pelas ruas da capital, onde conhece João Elvas, que também fora soldado, e, com este, passa a noite junto de outros mendigos num telheiro abandonado. Antes de dormirem, todos contaram histórias de assassinatos e mortes que ocorreram na cidade, comparando-as com mortes que alguns presenciaram na guerra.
Capítulo IV
Capítulo V
D. Maria Ana está de luto pela morte do seu irmão José, imperador da Áustria. Apesar de o rei ter declarado luto, a cidade está alegre, pois vai haver um auto-de-fé. É domingo e os moradores gostam de ver as torturas impostas aos condenados. O rei não irá participar na festa, mas jantará na Inquisição juntamente com os irmãos infantes e a rainha. A mesa está recheada de comida, e o rei não bebe, dando o exemplo.




Este capítulo começa com Baltasar Sete-Sóis a realçar a importância do pão para os portugueses e o facto dos estrangeiros que vivem em Portugal estarem fartos de comer pão. Assim, eles produziram e trouxeram dos seus países os seus alimentos e vendiam-nos muito mais caros, sendo difícil aos portugueses comprarem-nos. Depois, Baltasar conta a história caricata de uma frota francesa. Quando esta chegou a Portugal, os portugueses pensavam que vinha invadir o nosso país, tratando-se, afinal, de um carregamento de bacalhau.


Capítulo VI
Nas ruas, o povo furioso grita impropérios aos condenados e as mulheres nas varandas guincham, dizendo que a procissão é uma serpente enorme. Entre este mar de gente, encontra-se Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimunda, que procurava a sua filha, imaginando-a também condenada ao degredo. Acaba por ver a filha entre as pessoas que acompanham o Auto, mas sabe que ela não lhe poderá falar, sob pena de condenação. Blimunda acompanha o padre Bartolomeu Lourenço e perto dela está um homem, Baltasar Mateus, o Sete-Sóis, a quem ela se dirige e cujo nome procura saber.
Capítulo V
Capítulo V
Quando regressou a casa, Blimunda levou consigo o padre e deixou a porta aberta para que o recém conhecido também pudesse entrar. Jantaram. Antes de sair, o padre abençoou o casal. Blimunda convidou Baltasar a morar em sua casa, pelo menos até que ele voltasse para a Mafra. Deitaram-se e Blimunda entregou-se a ele. No dia seguinte, ao acordar, Blimunda, sem abrir os olhos, come um pedaço de pão e promete a Baltasar que nunca o olharia "por dentro".
Capítulo VI
Capítulo VI
No decorrer do capítulo, Baltasar fala com o padre Bartolomeu Lourenço, que diz sonhar que um dia conseguirá voar. Afirma-lhe ainda que o Homem primeiro tropeça, depois anda, depois corre e um dia voará. Baltasar dá-lhe a sua opinião, argumentando que para o homem voar terá que nascer com asas. No decorrer da conversa, padre Bartolomeu alerta Baltasar para o facto de ser um pecado estar a dormir com Blimunda sem serem casados.
Depois Baltasar e Bartolomeu vão para S. Sebastião da Pedreira para verem a máquina que o padre inventou, cujo nome é passarola, para um dia poder voar. Quando chegaram, Bartolomeu mostrou o desenho da passarola a Baltasar, explicando-lhe como é que tencionava fazê-la voar. Após a explicação, Bartolomeu pede-lhe para o ajudar na construção da mesma. Inicialmente, Baltasar mostra-se receoso em aceitar a proposta, mas, depois de Bartolomeu dizer que o facto de este ser maneta não tem importância, Sete-Sóis aceita o desafio.
Tempo Cronológico
Romance Histórico
Sequências Narrativas
Espaço Físico
Locais onde decorre a ação.
Desenrola-se, sobretudo, em dois grandes espaços:
Lisboa
Mafra
Terreiro do Paço - palácio do rei.

Baltasar irá encontrar trabalho num açougue.

Rossio - autos de fé.

São Sebastião da Pedreira - local de refúgio.

Local onde será construído o convento (no alto da Vela).

Lugar onde vivia a família Sete-Sóis.

Ilha da Madeira.

Serra do Barregudo - onde a Passarola cairá, depois do seu primeiro voo, em Montejunto.
Espaço Social
Ambiente gerado pela
interação das personagens em determinado local
, através do qual é possível proceder à caracterização de um dado grupo social.
Grandes desigualdades na sociedade portuguesa
O
povo vive na miséria
e
D. João V pensa em formas de gastar o dinheiro
do Reino.

A opressão dos populares é visível pela descrição das
condições precárias em que vivem
e pelo facto de serem eles as principais
vítimas da megalomania do rei
.

Sociedade hipócrita
: comportamento obrigatório num reino vigiado pela
Inquisição

Sociedade marcada pelo
gosto da violência:
verifica-se na procissão dos penitentes da Quaresma, nas touradas e, sobretudo, nos autos de fé.
Espaço Psicológico
O Sonho de:
D. João V
- ter descendentes; construir o convento de forma megalómana;


D. Maria Ana
– cumprir a missão de dar descendentes;

Frades franciscanos
– ter um convento;

Populares
– sobreviver, ganhando algum dinheiro na construção do convento; viver felizes com as mulheres e os filhos;
Padre Bartolomeu
– construir a Passarola; procurar constantemente o saber;

Scarlatti
– tocar música quando a Passarola voasse;

Baltasar
– ser útil sem a mão esquerda; ajudar na construção da Passarola; ser feliz;

Blimunda
– ser feliz; contribuir para a construção da Passarola; encontrar Baltasar.
O Sonho de:
O Narrador
Heterodiegético
(3ª pessoa ) – exterior à história;


Homodiegético
(1ª pessoa) – estabelece uma cumplicidade entre o narrador e o narratário;


Focalização omnisciente
(revelador de um conhecimento total dos acontecimentos, pensamentos e sentimentos das personagens, movimentando-se com facilidade no tempo e no espaço) – estatuto que lhe permite viajar no tempo, saltando, com frequência , do presente para o futuro e para o passado (prolepses e analepses);
O Narrador
Focalização interna
– quando dá voz a várias personagens;

Comentador valorativo
– quando formula juízos de valor positivos;

Comentador depreciativo
– sarcástico, irónico, crítico (rei, rainha, clero, Inquisição, …) – a
farsa palaciana;

Narrador que se mistura com o autor, contemporâneo do leitor.
Simbologia
Duas construções:


convento:
prisão/privação/peso (construção realizada à custa do esforço humano);



passarola:
liberdade/leveza/imaginação/
sonho/ evasão (construção realizada à custa das vontades humanas).
Simbologia
Os números:

3
– perfeição; totalidade; magia (
B
altasar – trabalho físico;
B
limunda – trabalho espiritual;
B
artolomeu – trabalho científico);

4
– a totalidade do Universo (Scarlatti liga-se à triunidade, estabelecendo a união pela via artística);

7
– totalidade; perfeição:

7 trabalhadores individualizados, vindos de 7 regiões diferentes do país e respetivas 7 narrativas (cap. XVIII);
Data do lançamento da 1ª pedra do convento (17 de novembro de 1717, cujas cerimónias começaram às 7 da manhã;
7 anos da presença de Scarlatti em Lisboa;
Simbologia
7 vezes que Blimunda passou por Lisboa à procura de Baltasar (cap. XXV);
7 bispos que batizaram a princesa Maria Bárbara;
Baltasar
Sete
-Sóis e Blimunda
Sete
-Luas.


9
– o prémio, o coroamento dos esforços; o fim de um ciclo; o fim e o recomeço:

9 anos procura Blimunda Baltasar (o reencontro; o fim da procura; a comunhão completa).
Simbologia
Os defeitos físicos / psicológicos dos trabalhadores
do convento (manetas, zarolhos, coxos, orelhudos, parvos, … - cap. XIX) – símbolo da marginalização social, mas, ao mesmo tempo, da superação, devido à contribuição para a construção do convento/Passarola);


as
(duas mil)
vontades
– símbolo das vontades que movem o mundo;


a música de Scarlatti
– simboliza a regeneração (recupera o estado de saúde de Blimunda) e contribui para atenuar a dureza do trabalho de Baltasar com a Passarola (cap. XV).
D. Maria Ana
Blimunda
Baltasar
Sete-Luas e Sete-Sóis
Padre Bartolomeu
Passarola
D. João V
Scarlatti
Momentos na narrativa em que é possível ter acesso ao
mundo interior das personagens
, às suas reflexões, sentimentos, sonhos, etc.
Referência aos sonhos de D. Maria Ana Josefa
com o infante D. Francisco - atração da rainha pelo cunhado. Ao contrário do marido, que lhe é claramente infiel, D. Maria Ana é obrigada a recalcar os seus impulsos amorosos, que apenas se manifestam através do inconsciente.







Monólogo do Padre Bartolomeu de Gusmão
sobre a natureza de Deus.
Ilustração da
diferença entre o homem e a mulher
nas relações conjugais na época.
Introdução


Este trabalho surge no âmbito da disciplina de Português, relativo ao módulo 12 -
Textos Narrativos/Descritivos II
.


Encontra-se dividido em dois temas: a biobibliografia de José Saramago e a sua obra "Memorial do Convento". O primeiro tema diz respeito à reposição de aulas referentes aos dias 25 de fevereiro (45 minutos) e 14 de março (90 minutos) do presente ano letivo; o segundo tema aborda o resumo e análise dos capítulos IV, V e VI da referida obra, que remete para a avaliação deste módulo.
Conclusão
A realização deste trabalho permitiu adquirir novos conhecimentos acerca do tema abordado.


No entanto, não se sentiram grandes dificuldades na pesquisa da informação, uma vez que há vários sites na Internet com a informação necessária.


Em síntese, após a elaboração do mesmo, é possível concluir que "Memorial do Convento" é uma obra que dá a conhecer a cultura/arquitetura portuguesas, bem como uma crítica aos mais poderosos do país na época vigente.
Trabalho elaborado por:

Ana Santos

Nº1

12ºE

http://ciberjornal.files.wordpress.com/2009/01/jose-saramago-vida-e-obra.pdf


http://port12ano.blogspot.pt/2013/05/memorial-do-convento-resumo-da-obra-por.html
Para a realização deste trabalho foi necessário consultar as fotocópias sobre a obra "Memorial do Convento", e ainda, os seguintes sites:
Fontes de Pesquisa
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